MICRO-OLIMPÍADAS 2012 – Natação: 100 micrômetros estilo livre

E continuando a nossa cobertura das micro-olimpíadas 2012

A final dos 100 um estilo livre ocorreu na piscina olímpica, digo, microscópica. Para uma competição mais justa, apenas bactérias com poucos micrômetros de tamanho e que nadam por rotação de flagelos participam da competição. A grande favorita da competição, a Bdellovibrio bacteriovorus, foi desclassificada ainda nas eliminatórias. Mais um caso de dopping? Não, não… ela foi eliminada por comer outro competidor.

Bactérias nadam com o objetivo de melhorarem o ambiente em que se encontram ou para fugirem de algum predador. E como o comprimento do seu corpo é bem pequeno, elas são capazes de perceber mínimas variações que ocorrem no meio onde se encontram. Isso faz com que, muitas vezes, os microrganismos locomovam-se de forma aleatória. Por esse motivo, metade dos 8 finalistas são geneticamente modificados para não responderem a variações sensoriais e, assim, nadarem em linha reta.

Confira agora a lista dos participantes (pela ordem da raia) desta competição:

1. Escherichia coli quimera – multiflagelada – Japão
2. Escherichia coli – multiflagelada – E.U.A.
3. Vibrio alginolyticus com flagelo puxador – uniflagelada – Japão
4. Vibrio alginolyticus com flagelo empurrador – uniflagelada – Japão
5. Pseudomonas aeruginosa – uniflagelada – Austrália
6. Rhodobacter sphaeroides – uniflagelada – E.U.A.
7. Rhodospirillum rubrum – multiflagelada – E.U.A.
8. Yersinia enterocolitica – multiflagelada – Bélgica

As canditadas 3 e 4 se diferem na forma como seus flagelos promovem a propulsão da bactéria. Em 3, o flagelo gira no sentido horário, e ao girar puxa o corpo da bacteria. Em 4, o sentido é anti-horário, e atua propulsionando o corpo da bactéria!

Foi uma corrida alucinante – veja o vídeo abaixo clicando AQUI!!!

Veja a foto que foi tirada ao final da competição para termos certeza de quem foi o grande campeão.

O grande campeão foi R. sphaeroides (raia 6) que gastou 2.2 segundos para percorrer os 100 um. Com 2.8 segundos, a E. coli (raia 1) ganhou a medalha de prata. E o bronze ficou para P. aeruginosa (que participou de sua segunda competição nos jogos micro-olímpicos). Na raia 7, R. rubrum fica em sétimo lugar gastando 15 segundos para percorrer os 100 um. Na raia 3, logo nos primeiros 10 um, V. alginolyticus começa a girar em círculos e, assim, fica incapaz de terminar a prova, sendo eliminada da competição.

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ResearchBlogging.org Merry Youle, Forest Rohwer, Apollo Stacy, Marvin Whiteley, Bradley C. Steel, Nicolas J. Delalez, Ashley L. Nord, Richard M. Berry, Judith P. Armitage, Sophien Kamoun, Saskia Hogenhout, Stephen P. Diggle, James Gurney, Eric J. G. Pollitt, Antje Boetius, & S. Craig Cary (2012). The Microbial Olympics Nature Reviews Microbiology, 10, 583-588

MICRO-OLIMPÍADAS 2012 – Vale (quase) tudo para sobreviver

Olá, leitor! Como você deve estar sabendo, estamos fazendo a cobertuda das micro-olimpíadas 2012!

A nota de hoje chega com um pouco de atraso. Alguns problemas foram observados durante a realização do vale-tudo que pelo jeito não vale tudo como muitos pensam.

Hoje aconteceram as semi-finais e a final da vale tudo. Quatro bactérias dignas do título vão disputar qual é a mais resistente e sobrevive por mais tempo.

A primeira semi-final ocorreu entre Deinococcus radiodurans e Pseudomonas aeruginosa. O deinicoco é uma bactéria capaz de sobreviver a doses elevadíssimas de radiação, mas na hora do “vamo vê”, ali no ringue, ele não era o competidor mais agressivo, meus queridos leitores… não, ele não é capaz de causar doenças em humanos, enquanto a Pseudomonas sim – e, sendo um patógeno oportunista, ela buscou explorar todas as fraquezas do seu adversário. A luta começou, Deinococcus não se mexe (gente, ele é imóvel!). Pseudomonas apesar de ter flagelos não consegue se mover pelo ringue até que seu treinador lhe envia um sinal (um auto-indutor) e a bacteria começa a produzir um surfactante que se espalha pelo chão. Ali, consegue se mover em direção ao deinococo. Pseudomonas se aproxima da bacteria que resiste à radiações mas não a toxinas. E, utilizando seu sistema secretor tipo IV, Pseudomonas vence a partida.

A segunda semi-final ocorreu entre Neisseria gonorrhoeae e Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).Uma das disputas mais aguardadas da competição: de um lado, vestido todo de dourado pela produção do antioxidante estafiloxantina, o MRSA conhecido por ser praticamente impossível de ser nocauteado! Do outro lado a Neisseria que sendo capaz de sofrer variações antigênicas, torna-se dificílima de ser reconhecida e evade facilmente do sistema imunológico humano. Mal a luta começa, Neisseira dá um ganho de direta em MRSA, mas o pilus atingiu uma região “abaixo da cintura” do estafilococco. Neisseria acaba sendo desclassificada.

É meus amigos, a disputa pelo ouro acabou acontecendo entre os grandes rivais Pseudomonas e Staphylococcus. Os dois são conhecidos por serem arqui-inimigos em infecções crônicas! A luta começa e MRSA lança mão de um super-antígeno para recrutar o sistema imunológico contra Pseudomonas. A bacteria atacada não faz por menos e forma um biofilme! Ao invés de se abater Pseudomonas vai ficando cada vez mais forte – um exemplo de sinergia microbiana, meus caros! MRSA está em maus lençóis, e leva uma surra do coquetel de antimicrobianos que Pseudomonas lançou mão. Apesar de sua capacidade elevadíssima em adquirir resistência a antibióticos, o MRSA não foi páreo para Pseudomonas, que leva o ouro.

Se enganou quem pensa que foi assim que tudo terminou.

Entraram com recurso contra a Pseudomonas pelo uso dos auto-indutores. O comitê olímpico microbiano julgou como procedente a acusação e revogou a madelha de ouro conferida à Pseudômonas. O dopping por aqui não passa barato, pessoal!

Assim, a classificação final:

1º lugar – MRSA

2º lugar – Deinococcus

Desclassificados: Pseudomonas e Neisseria.

Lastimável ter que acompanhar essa baixaria que aconteceu hoje, né…?
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MICRO-OLIMPÍADAS 2012 – Corrida de velocidade (de multiplicação)

Olá leitores do Meio de Cultura… este é a nossa primeira nota sobre as micro-olimpíadas 2012!

Sobre a competição de hoje só tenho uma coisa a dizer: foi uma competição, digamos, inesperada… sério! Vocês deveriam ter acompanhado de perto! Há muito tempo uma notícia repercutiu tanto no mundo do esporte microbiano.

Para quem não sabe, esta modalidade consiste em avaliar, ao final do tempo determinado, qual microrganismo conseguiu originar um maior número de descendentes. O tempo estabelecido pelo tempo gasto pelo primeiro micróbio para se dividir.

O dia estava bastante ensolarado, a temperatura acima dos 30 graus.

O primeiro competidor chegou todo pomposo. Famosa há muito, muito, muito (e bota muito) tempo, a levedura chegou e se posicionou no centro da arena. Muitos aplausos proveniente da minoria da plateia composta pelos eucariotos, e muitas vaias procarióticas podiam ser ouvidas. A levedura começou a se dividir e em 90 minutos houve a separação entre células mãe e filha!

A arena quase veio abaixo quando entrou a competidora bacteria já certa de sua vitória. Os procariotos gritavam de forma ensurdecedora. Escherichia coli adentrou a arena com sua equipe de nutricionistas, que providenciaram para ela um meio extremamente rico, a temperatura elevada deixou todos bem animados. O juiz deu a partidida, e a E.coli tinha 90 minutos para mostrar do que era capaz. 90 minutos foi tempo de sobra! Em apenas 17min já se viam 2, e logo após mais 17 minutos já haviam 4… Alguns membros da plateia com mais habilidades matemáticas gritavam animados que ao final dos 90 minutos seriam vistas cerca de 32 bactérias. Claramente os procariotos já eram considerados os grandes vencedores da competição.

Ouviu-se uma voz saindo dos auto-falantes: “E a medalha de ouro vai para… oh… esperem, o que está acontecendo?!

Sim meus caros, um terceiro competidor surgiu. Os raios UV intensos sobre as E.coli, induziram um prófago existente em uma das células bacterianas. O juiz não decretou nada como irregular, e em pouco tempo a célula de E.coli se rompeu liberando 25 novos profagos! Crescimento exponencial de base 25. A bacteria perto deles era fichinha!

A minoria eucariótica gritava animada, “Morte às bactérias!”, enquanto esses profagos invadiam novas bactérias.

Junto ao massacre, uma onda de desespero tomou conta da arquibanda, desesperadas as bactérias corriam, tremendo de medo, para a saída do estádio. Em meio a flagelos emaranhados, ouviu-se uma voz trêmula anunciar pelo auto-falante: “Ouro para o fago!”

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MICRO-OLIMPÍADAS 2012 – acompanhe aqui!

Como todo mundo deve estar sabendo, os Jogos Olímpicos de 2012 serão em Londrina !

Errrr…, digo, Londres.

E, ao contrário da Copa, durante a qual espero estar bem longe daqui, queria muito estar em lá em Londres para acompanhar algumas das modalidades.
Se você também é um entusiasta das olimpíadas, fique tranquilo, neste ano faremos a cobertura completa!

Já está tudo pronto, a vila olímpica e as arenas – veja na foto abaixo… e os atletas em breve começarão a chegar

As Olimpíadas Microbianas estão aí, meu povo! Essa figura estampa a capa da edição de julho da Nature Reviews Microbiology

Não bastasse isso, neste ano, a chama olímpica está sob aresponsabilidade da atleta Vibrio fischeri (que é biolumiscente) que já está passeando por diferentes comunidades microbianas para que, no dia 27 de julho, se acenda a tocha olímpica que brilhará imponente durante o período dos jogos!

 

(fonte da foto)

Não deixe de acompanhar com a gente as emocionantes dispustas de vale-tudo, corrida de velocidade (de multiplicação), natação – 100 micrômetros estilo livre, lançamento de moléculas efetoras, mergulho, corrida de revezamento (transmissão entre hospedeiros). Além da edição simultânea dos jogos de inverno!

Aguardamos você aqui, a partir do dia 27, para juntos, acompanharmos esses emocionantes embates!

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20/07 – atualizações foram feitas para corrigir o nome de algumas modalidades

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Microrganismo de sexta: homenagem a um desenho animado! Pode isso Arnaldo?

Abertura do “Bob Esponja” 

Pode soar estranho, mas resolveram homenagear o desenho animado Bob Esponja Calça Quadrada (Spongebob Squarepants) colocando esse nome em uma espécie de fungo! Acho que nem preciso falar mais nada sobre o motivo da escolha do microrganismo desta sexta!

Senhoras e senhores e desenhos animados… Com vocês o…

Spongiforma squarepantsii

O nome foi escolhido pois esse cogumelo se assemelha mais a uma típica esponja do que a um cogumelo… Além disso, ele pode ser espremido como uma esponja voltando à sua forma original. Esta é a segunda espécie do gênero Spongiforma e segundo os autores “sua forma estranha é diferente de qualquer coisa conhecida”.

Mas a semelhança entre o fungo e o Bob Esponja não é limitada a forma de ambos, meus queridos leitores…

O cogumelo tem cheiro de fruta e o personagem vive em um abacaxi. Quando visto ao microscópio, o cogumelo tem uma textura que lembra as esponjas que cobrem o fundo do mar nos desenhos do Bob Esponja – até mesmo os esporos desses fungos se parecem com esponjas!!!!!

Mas voltemos a pergunta do título… Homenagear um desenho animado, pode isso, Arnaldo?

Acho que o Arnaldo não pode ajudar nessa, mas os editores do jornal onde o paper foi publicado rejeitaram inicialmente o nome que seria frívolo. Os autores foram persistentes (seriam brasileiros que não desistem nunca?) e resultado foi esse: conseguiram chamar atenção para uma nova espécie e, também, para a biodiversidade ainda desconhecida das florestas (aposto você pensou que era um cogumelo marinho!).

Esse microrganismo foi uma sugestão do biólogo Felipe Beijamini, que escreve no blog “Sonhos do Neuro”.

As informações foram retiradas do site do IIES (International Institute for Species Exploration), da Universidade do Estado do Arizona, nos E.U.A. que faz uma seleção anual dentre as sugestões enviadas e faz uma lista, um TOP-10 de novas espécies. O microrganismo de hoje faz parte da lista de 1012.

Em fevereiro deste ano, comentei sobre a lista de 2011. Se você não viu, é só clicar >> Sobre o fungo do mar… além da bactéria do navio e do fungo que brilha, é claro!


Faça como o Felipe! Contribua para esta seção do blogue! Entre em contato com a gente e mande sua sugestão.

Quer conhecer outros microrganismos curiosos? Fique ligado no Meio de Cultura! Você pode curtir a nossa página no Facebook e ou nos seguir no Twitter. Você ainda pode receber nossas atualizações no seu email!

O dia em que a Science foi parar no lixo…

Acho que todo pesquisador tem vontade de ter um paper na Nature, na Science, ou na The Cell… Meu contato com essas revistas porém sempre se deu virtualmente. Pois bem, vou contar pra vocês o dia em que vi a Science, e como ela foi parar numa lata de lixo no meu laboratório – e o destino que ela tomou, então.

Pois bem, meus caros… Estava eu concentrado na bancada processando minhas amostras, quando abriram a porta. Era o chefão do lab chegando, e ele trazia na mão uma revista Science. Voltei a me concentrar no que estava fazendo, mas me pegava pensando coisas do tipo:

“Bem que ele poderia disponibilizar essa revista pra gente dar uma olhadinha depois…”

Pois depois de um tempo, quando o chefe do lab já tinha se dirigido a sua residência, me para uma colega do lado e fala, num tom de espanto:

“NOOOOOSSA! UMA SCIENCE NO LIXO DE DESCARTE DE PAPEL!!!”

Acho que demorei alguns segundos para processar o que foi dito e quando olhei para o lixo lá estava “A” Science que o professor havia entrado com ela. Como eu não tinha visto isso? Eu estava a uns 4 passos… sim, meus caros: 4 PASSOS do local do crime e não tinha me dado conta do acontecido.

Tive a oportunidade de pegar e folhear a revista e fizemos algumas brincadeirinhas tipo colocar a revista sobre a bancada e fazer reverências e só!

A revista foi parar na casa dessa menina. Joguei uma indireta pedindo pra ela me emprestar depois, mas sem muitas esperanças. Cheguei a comentar sobre isso no twitter e, pelas pessoas que me responderam, vi um quadro de surpresa/revolta com o fato.

Pois bem, depois de algumas semanas adivinhem só!

Sim, a parede do meu quarto é verde!

Agora meus caros, ela está aqui em casa, onde o Zurico (que enquanto se alimenta de uma comida invisível na plaquinha de Petri) deixou que eu fotografasse sua leitura favorita! Ainda não li, mas pretendo fazer isso em breve! Mas, infelizmente, acho que o Zurico não vai deixar eu devolver a revista… E vocês estão de prova!

hehehe

UFC

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Mas quem foi que falou que contar placas não é uma luta?

 

Vi amigos compartilhando no facebook – mas a imagem falava só de farmacêuticos. Então, resolvi fazer uma nova versão! Enjoy!

Hoje é o “Dia da Toalha”, meus amigos!

Hoje, dia 25/05, é o dia da toalha, meus amigos! O Meio de Cultura sabe a importância desse objeto para todo e qualquer indivíduo e, por isso, está comemorando esse dia — atualização 26/05: repare como estava o fundo do blog =)

Mas, se você ainda não sabe o porquê da toalha merecer um dia só para ela…

…dê uma olhadinha no que podemos ler sobre toalhas no “Guia do Mochileiro das Galáxias”:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoalvemente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc.

Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito

Pois então, a escolha dessa data busca homenagear Douglas Adams, autor da trilogia de 5 livros do “Guia do Mochileiro das Galáxias”, e o evento foi celebrado pela primeira vez em 2001, duas semanas após a morte do escritor (no dia 11/05).

Não deixe de comemorar com a gente esse dia, leve uma toalha com você para onde você for! – pode ter certeza que as bactérias na sua toalha de banho já estão comemorando também!

Você que chegou até aqui, ganha um brinde!

Repare com um pouquinho de detalhe esta data >>>  25/05/12

Já pensou em somar? Vamos lá: 25+05+12 = 42!

Já entendeu né? Você já sabe a resposta, quem sabe não será você quem vai ser capaz de descobrir a “pergunta para a resposta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais”?

Estabelecendo contato

Vi hoje no Abstruse Goose, e não tive como não compartilhar!

Complemente sua leitura, com um post aqui do blog: Aspectos privados da microbiologia

Veja aqui a original, em inglês.

É o fim do mundo!!! (parte 2) — Ou: Como se preparar para o apocalípse zumbi

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Se ainda não leu a parte 1: “Sobreviveremos a uma epidemia zumbi?”, clique AQUI

Sobre o post anterior e algumas coisinhas que você [provavelmente] ainda não sabe

A ocorrência de um apocalipse zumbi é iminente. E quando ela ocorrer, a chance de sobrevivência é não é muito animadora, como eu já mostrei anteriormente. Só teremos chances se conseguirmos aplicar a tática do ataque impulsivo – apesar de eu ser um pouco pessimista em relação a conseguirmos aplicar a técnica, vou seguir o mote “a esperança é a última que morre”!

Eu ainda tenho algumas dúvidas que pretendo em breve achar a resposta — se você quiser ajudar, sinta-se a vontade:

  • Zumbis duram pra sempre ou tem “prazo de validade? Ou seja, se todos os seres humanos transformarem-se em zumbis, por quanto tempo eles ainda persistirão?
  • Um zumbi, que se alimentou, “sobrevive” por mais tempo do que um está fazendo regime de restrição alimentar? Em outras palavras: o tempo de persistência está relacionado à alimentação ou não?
  • Já que eles são corpos mortos, eles sofrem decomposição enquanto estão andando por aí? Caso negativo, o que permite que isso não ocorra?

Agora, se você não acredita nisso, eu diria que você deveria rever seus conceitos… Sim, a importância de estar preparado para essa epidemia é tão grande que, inclusive, o pessoal do CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças, nos EUA) fizez um post sobre isso no seu blog. SIM, ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA?

Como utilidade pública, aqui vai a tradução/adaptação das partes essenciais dessa postagem! E não se esqueça, divulgue no twitter, facebook e por email… ajude seus amigos a se salvarem também!

PREPARANDO-SE PARA O APOCALÍPSE ZUMBI

Antes prevenir do que remediar…

Então, o que você precisa fazer antes que a epidemia zumbi realmente aconteça? Antes de tudo: tenha um kit de emergência em casa. Isso inclui coisas como comida, água e outros suprimentos para que você não passe necessidades enquanto tenta, rapidamente, localizar um abrigo livre dos mortos-vivos. [aqui vai um alerta… essas dicas além de valerem para esse caso específico, podem ser extrapoladas para alguma eventual fatalidade como um desastre natural: como furacões, ou alguma epidemia]. Abaixo, alguns itens que você DEVE incluir no seu kit [para uma lista completa visite a página para emergências do CDC].

Alguns itens do kit de sobrevivência

  • Água (1 galão por pessoa por dia)
  • Comida (faça um estoque com itens não perecíveis e que você coma regularmente)
  • Medicamentos (aqui, inclua remédios com e sem prescrição médica – consulte seu médico)
  • Ferramenta e acessórios (faca, fita adesiva, rádio a pilha, etc.)
  • Produtos de higiene (água sanitária, sabão, toalhas, etc)
  • Vestuário e roupa de cama (1 muda de roupa por pessoa e cobertores)
  • Documentos importantes (só para citar alguns: faça cópias de sua CNH, identidade, passaporte, certidão de nascimento – você nunca sabe do que poderá precisar)
  • Primeiros socorros (embora inútil em caso de uma mordida de zumbi, você poderá fazer curativos em eventuais cortes que podem ocorrer durante a fuga)
  • eu acrescentaria aqui um taco de baseball (pra dizer o mínimo) para ajudar na caçada!

Kit pronto!? Agora junte sua família e discutam o plano de emergência. Aqui vocês decidirão aonde vocês irão e como ocorrerá a comunicação entre vocês quando os zumbis começarem a aparecer! [novamente, isso também serve para outros tipos desastres].

  • Identifique os tipos de emergência que podem ocorrer na sua área. Além de um apocalipse zumbi, isso inclui inundações, tornados, terremotos…
  • Decidam por um local de encontro, onde a família se reunirá no caso de zumbis invadirem a casa. Escolham um lugar fora de casa para emergências repentinas, e um local mais afastado de seu bairro para o caso de você estar incapacitado de retornar rapidamente para casa.
  • Quem são seus contatos para caso de emergência? Faça uma lista de contatos como polícia, bombeiros e o responsável do time de combate aos zumbis. Inclua na lista alguns parentes que morem em outros locais para que você possa telefonar e deixar avisos para o restante da família caso seu telefone falhe/acabe a bateria.
  • Planeje a rota de evacuação. Quando zumbis estão com fome, eles não param até conseguir alimento (ou seja: cérebros!), o que significa: saia correndo da cidade [não literalmente, pode ser de carro]! Decidam para onde vocês irão, as múltiplas rotas que podem ser seguidas de forma rápida e sem que os comedores de carne consigam alcançá-los!

    2 meeting places: um perto e um afastado de casa!

[se você estiver nos EUA] Não tema – o CDC está preparado!

Aqui temos que considerar que é um trecho bem direcionado aos estadunidenses. Como você deve imaginar, não temos um CDC brasileiro, mas o órgão governamental brasileiro que mais se aproximaria, a Secretaria de Vigilância em Saúde, ainda não se manifestou sobre o assunto. Resta agora acreditarmos que os EUA vão nos avisar a tempo de tomarmos as providências [isso, é claro, se a epidemia não começar por aqui!].

Se as ruas forem tomadas por zumbis, o CDC conduzirá uma investigação muito parecida com a que acontece em qualquer outro surto de doença. O CDC prestará assistência técnica aos municípios, estados ou parceiros internacionais que estiverem lidando com uma infestação de zumbis. Aqui, incluímos consultas, testes de laborarório e análises, além de gestão e cuidado de pacientes, rastreamento de contatos e controle da infeção (como isolamento e quarentena). Num cenário como esse, pretendemos atingir vários objetivos: determinar a causa da doença, a fonte da infecção/vírus/toxina, aprender como ocorre a transmissão e quão rápido ocorre a propagação e, assim, tentar evitar novos casos e desenvolver possíveis tratamentos. Além dessas funções de laboratório, o CDC e outros órgãos do governo enviariam equipes médicas e socorristas para ajudar as pessoas em áreas afetadas.

Últimas considerações

A ideia é simples: Tenha um kit, Faça um plano e Esteja preparado!

E se topar com um zumbi, não se esqueça, da premissa básica de um contra-ataque aos zumbis:

 


Esse post faz parte da blogagem coletiva sobre o fim do mundo promovida pelo ScienceBlogs Brasil. Gostou da ideia? Tem um blog? Quer participar? Saiba mais clicando no banner abaixo.

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