Minhas impressões: 26o Congresso de Microbiologia – parte 2

Para ler a primeira parte, clique AQUI.

No último parágrafo do post anterior falei da discussão entre o prof. Chatel e a profa. Cencic. O curioso foi que no dia seguinte foi a palestra da professora, e o francês apareceu por lá – e eu confesso que achei que ele teria ido de provocação, mas ficou quietinho…

A prof. Cencic problematizou em sua fala questões relacionadas aos modelos de cultura celular utilizados nas pesquisas. Além da questão das alterações existentes nas células cancerosas, um ponto importante levantado por ela foi o fato de essas culturas serem realizadas como uma monocamada no fundo de uma placa. Assim, as células ficam achatadas, quando, no intestino, temos o que chamamos de células colunares, ou seja, elas parecem um paralelepípedo. Dessa forma, a professora sugere que seja realizada uma metodologia específica, na qual as células são crescidas em placas com formato de poços, o que permitiria a  adesão não somente no fundo como nas paredes desses poços, criando uma condição in vitro um pouco mais próxima do real. Além disso, a grande vantagem dessa metodologia é que quando a célula é polarizada podemos saber facilmente ante é seu ápice, suas laterais e sua base – e isso é importante, pois no nosso corpo diferentes moléculas são expressas em cada uma dessas regiões. Por exemplo, o receptor TLR-5 (receptor toll-like 5), responsável por reconhecer uma proteína (flagelina) do flagelo bacteriano e desencadear uma resposta imune, é polarizado na região basolateral dos enterócitos. E qual a vantagem disso? Nosso intestino é cheio de bactérias, se esses receptores fossem localizados na porção apical, haveria uma resposta constante contra essas bactérias que são importantes para nós. Estando restritos à membrana basolateral, essa resposta só é desencadeada em casos de invasão do epitélio – ou seja, quando a bactéria é patogênica… Isso é evolução, meus caros!

As doenças inflamatórias intestinais (IBD – inflammatory bowel disease), principalmente a “doença de Chron” e a “colite ulcerativa” receberam bastante atenção. A grande questão é que apesar de sabermos da participação da microbiota na doença, ainda muitas dúvidas devem ser esclarecidos, principalmente na questão interação microrganismo-hospedeiro. Alternativas para o tratamento dessas doenças utilizando microrganismos também foram exploradas.

A utilização de microrganismos como promotores da saúde (probióticos) foi tema central no “Simpósio de Bactérias Láticas”. O destaque aqui vai para as abordagens utilizadas, que envolviam a utilização de microrganismos geneticamente modificados. Por exemplo, uma bactéria probiótica que além de suas funções esperadas seja capaz de secretar IL-10 (interleucina-10), uma molécula com propriedades anti-inflamatória, poderia ser utilizada para o tratamento de uma IBD. Ou ainda, uma bactéria que expresse em seu exterior moléculas de outros microrganismos, poderia ser utilizada como vacina – contra, por exemplo, a leptospirose canina.

A palestra do prof. Koen Venema (TNO, Holanda) apresentou em sua palestra um modelo in vitro para estudos do trato gastrintestinal (TGI). O mais curioso nesse modelo é que, ao contrário do apresentado pela profa. Catherine Béal (AgroParis Tech, França) que consistia em reatores com diferentes pHs, o do prof. Venema é dinâmico e inclui movimentos de peristaltismo e compressão do alimento ali colocado. É importante ressaltar que apesar de retratar bem os processos mecânicos e químicos do TGI, ainda faltam as interações microrganismo-hospedeiro.

A importância dos biofilmes para população bactérias está cada vez mais bem estabelecida. A grande novidade ficou para a pesquisa do prof. Marcel Gutierrez-Correa (Universidad Nacional Agraria La Molina / Peru) envolvendo biofilme de fungos, inclusive com resultados positivos em processos industriais de fermentação!

Pra mim, umas das melhores palestras foi a da profa. Nancy Bellei (Unifesp). Recém vinda de uma reunião sobre influenza, a professora trouxe informações importantes em sua fala.

  • A sazonalidade do influenza varia de acordo com a região do Brasil: Norte (Jan-Mar), Sudeste (Mar-Ago), Sul (Jun-Out). Porém a distribuição da vacina ocorre no mês de abril. Não seria a hora de fazermos uma distribuição diferenciada nas diferentes regiões?
  • Essa diferença ainda acaba se refletindo nas linhagens virais circulantes. Por exemplo, em Alagoas houve prevalência do virus H1N1, enquanto na Bahia prevaleceram outros tipos virais.
  • Durante a 2a onda pandêmica mundial do H1N1, o referido virus apresentou-se “apenas” em 50-60% dos casos.
  • A atualização da pandemia tem que ser, portanto, regionalizada. Como em cada país, cada estado o virus se comporta diferentemente e o mesmo pode-se dizer dos hábitos de seus habitantes, diferentes medidas devem ser adotadas.
  • Ao contrário do que muita gente pensa, existe sim infecção assintomática pelo vírus influenza A H1N1, acredita-se que seja por volta de 13% do total de infecções.
  • Estamos tendo um número significativo de casos de internação pelo vírus sincicial respiratório: SP, Argentina, Chile e Paraguai.
  • Houve relatos de casos de H1N1 no Brasil em 2011: 4 casos em MG (com 1 óbito de um indivíduo de 44 anos não-vacinado), e vários no RS (mais de 100 casos e 3 mortes). Acredita-se que no RS tenha havido uma baixa cobertura da vacina (<50% – pois na primeira onda pandêmica o estado não teve muitos casos relatados de infecção). No estado do RJ, está havendo a prevalência do vírus influenza B.
  • Há no meio acadêmico uma preocupação grande com o risco de um novo surto, mas de influenza A H3N2 (suína) ou H5N1 (gripe aviária). Há relato recente de transmissão de H3N2 para humanos: alguns que entraram em contato com suínos e outros não. Sobre o H5N1 há relato de transmissão direta entre humanos no Paquistão, inclusive com quadros assintomáticos de infecção. O grande medo em relação ao H5N1 reside no fato das condições de criação desses animais na Ásia, somado ao fato de que o H1N1 da pandemia de 1918 adaptou-se diretamente de aves para humanos. Além disso, estudos utilizando mamíferos mostraram que gerando recombinação de genes do vírus H5N1 com mutações já encontradas na natureza há a possibilidade de se criar uma via de transmissão direta (entre furões), sustentando o risco de uma possível pandemia…

Tentarei fazer uma abordagem mais detalhada de alguns dos pontos nestes dois posts, em um futuro próximo.

E é claro que apesar de passar o dia praticamente todo no congresso, não deixei de conhecer novos amigos e de visitar os pontos turísticos de Foz e adjacências: Cataratas do Iguaçu, Usina de Itaipu, Paraguai e Argentina (Puerto Iguazu). São lugares que realmente valem a pena conhecer.


E para que não me difamem falando que eu só passei e não fui no congresso, fica aí uma foto do meu poster!

Ficou interessado? Ano que vem tem o congresso Latino-Americano de Microbiologia em Santos/SP. Vamos?

Guerra dos Tronos… no intestino

Não, esse post não é sobre a disputa pelo trono dos Sete Reinos de Westeros… mas pela dominação do intestino.

Os personagens principais não são Lorde Eddard Stark, Rei Robert Baratheon ou Joffrey Lannister… aqui estamos falando de bactérias.


Tudo deserto… Nenhum ser vivo albergava aquele lugar úmido e escuro chamado de útero, nenhum… a não ser aquele pequeno embrião humano. Aquele exemplar de Homo sapiens sapiens medido cerca de 50 cm e pesando aproximadamente 400 g, pequeno para nós, era na verdade um pedaço significativo de terra (pra não dizer um mundo inteiro) virgem, esperando para ser dominado por milhares, digo, trilhões de miro-organismos.

A disputa pela dominação teve início quando, após as fortes contrações, o feto foi expulso do lugar onde viveu por 9 meses em direção a um novo mundo… e no trajeto, quando o feto passou pelo canal vaginal, as primeiras bactérias iniciaram a disputa por um lugar ao sol.  As primeiras bactérias são anaeróbias facultativas, ou seja, elas são capazes de viver e se multiplicar tanto na presença quanto na ausência de oxigênio. Essas bactérias incluem as Escherichia coli (Proteobacteria), os Lactobacillus (Firmicutes) e, principalmente, os Enterococcus faecalis e E. faecalis (Firmicutes).

Os dias vão se passando, e o oxigênio ali no intestino vai se tornando cada vez mais escasso, é aí que um novo grupo de bactérias, os anaeróbios estritos do filo Actinobacteria, começa a clamar por espaço. O gênero mais significativo é o Bifidobacterium, e essas bactérias possuem a capacidade de metabolizar alguns substratos (polissacarídeos) presentes no leite materno denominados fatores bifidus. Com essa fonte nutricional, esse grupo bacteriano consegue permanecer dominando o terreno durante o primeiro ano de vida do bebê.

Mas nem tudo são flores, nesse conturbado campo de batalha, o leite materno começa a ficar escasso e as bactérias tem que forragear novos alimentos que começam a chegar. Papinhas, frutas e outros alimentos sólidos. E nessa luta quem sai ganhando não são os Firmicutes, nem as Proteobacteria, nem as Actinobacteria. Chegado de surdina, os Bacteroidetes (principalmente as espécies do grupo Bacteroides fragilis) começam a despontar e tornam-se dominantes.

E então, estabelece-se uma situação de calmaria e os 4 grupos principais estabelecem seus domínios. Bacteroidetes e Firmicutes permanecem com significativa participação, enquanto Actinobacteria e Proteobacteria ainda permanecem com direito a uma parte dos domínios do reino…


Apesar da bricadeira, é isso que acontece no nosso intestino ao longos dos primeiros meses de vida. O gráfico abaixo, publicado na Wired (clique na imagem para ampliar) mostra isso de forma bastante clara, além de expor as proporções estabelecidas entre os grupos. E a manutenção dessa proporção é tão importante que alterações parecem estar implicadas em alguns tipos de inflamações intestinais crônicas e até mesmo no agravamento de quadros de obesidade… mas isso é assunto para um outro post!

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Fungos ajudaram a “esverdear” a Terra (via Química de Produtos Naturais)

Fungos ajudaram a "esverdear" a Terra A colonização da Terra por plantas terrestres ocorreu há aproximadamente 450 milhões de anos. Até então, tudo era muito cinza. Os níveis de O2 (oxigênio) na atmosfera ainda eram muito baixos. Mas aparentemente, o “trabalho em equipe” promoveu uma alteração significativa na paisagem. Em 1975, Pirozynski e Malloch sugeriram que fungos micorrízicos1 colaboraram com as plantas para tornar a Terra “mais verde”. Os autores sugeriram que a associação en … Read More

via Química de Produtos Naturais

Micróbios ao vento…

O texto abaixo é uma tradução e adaptação livre de “A BBVA Foundation research project identifies the bacteria arriving daily from the Sahara Desert” que foi publicada no site da Fundacíon BBVA, no dia 14/07/2010.

Diariamente, milhões de microrganismos chegam à Espanha, tendo partido do deserto do Sahara e da região de Sahel – ah, eles chegam pelo ar e não, não é de avião!

Louis Pasteur mostrou em 1861 que os micróbios podem ser transportados pelo ar, mas só recentemente descobriu-se que bactérias, fungos e vírus podem viajar por milhares de quilômetros em partículas de poeira. Pela primeira vez uma equipe de cientistas analisou essa grande viagem de microrganismos através de técnicas biomoleculares. Além de identificarem as espécies, descobriram que elas colonizam lagos de grandes montanhas em Sierra Nevada e nos Pireneus – e esse fenômeno está se elevando com a mudança climática.

Essa “migração” é maior na primavera e no verão, e tem ganhado impulso nos últimos anos – às vezes atingindo números 10 vezes maiores. Acredita-se que isso se deve à grande seca que tem atingido a região de Sahel há cerca de 30 anos; além da perda da cobertura vegetal devido a atividades agrícolas. O que se calcula é que algo entre 60 e 200 milhões de toneladas de poeira deixe o Saara todos os anos. E trata-se de um material rico em nitrogênio, fósforo e ferro, que tem um papel importante no crescimento do plâncton marinho e na fertilização de florestas tropicais. A poeira saariana se espalha por todo o planeta, mas os ventos predominantes (provenientes do leste) fazem com que as regiões sejam as Ilhas Canárias e o Caribe (veja a foto abaixo – clique para ampliar).

Para realizarem esse “censo” o grupo de pesquisadores coletaram amostras do ar em locais onde seria mais fácil detectar a “chuva de microrganismos”, como nas regiões dos lagos das grandes montanhas. Esses locais ainda não foram diretamente afetados pela ação antrópica e, por isso, tem grande valor no estudo desses microrganismos invasores. Os lagos escolhidos estão em Serra Nevada e nos Pireneus, além dos Alpes (Áustria), a Patagônia argentina, as ilhas Bylot no ártico (Canadá) e no arquipélago South Shetland (Antártida).

Os pesquisadores recolhem o ar, filtram-no e extraem o DNA dos microrganismos ali presentes. Analizando os genes, pode-se fazer a identificação dos microrganismos (algo como: esse gene é dessa bactéria, esse outro, daquela outra bactéria – tudo baseado na sequencia das bases nitrogenadas A, C, T e G).

Os resultados demostram que Sierra Nevada e os Pireneus albergam microrganismos que também são encontrados no solo da Mauritânia.

Impressionante, não!?

Dentre os microrganismos foram identificadas espécies de Pseudomonas (gênero de bastonetes Gram-negativos que possuem características que os permitem colonizar uma ampla gama de nichos), Staphylococcus (gênero de cocos Gram-positivos que possui algumas espécies que habitam a pele humana); Acinetobacter (gênero de cocos Gram-negativos que contribuem para a mineralização do solo. Em termos gerais, são considerados de baixa patogenicidade para humanos.

E como isso tudo pode estar afetando os ecossitemas locais? O aumento da poeira tem grandes repercussões nessas regiões dos lagos das grandes montanhas, devido a presença de nutrientes que fertilizam os lagos alterando as comunidades microbianas. Algumas dessas alterações podem ser danosas. Na verdade, essas alterações podem estar afetando a fauna e a flora de outros ecossistemas. Corais do Caribe, por exemplo, estão sofrendo um declínio devido ao excesso de deposição de poeira.

Outra questão que permanece é a de como os microrganismos permanecem biologicamente ativos após a longa jornada. A poeira viaja a uma altitude de 2 a 4 Km, e estão expostas a um ambiente extremamente seco e a radiações nocivas – e nem todos os microrganismos encontrados formam esporos. Um outro mecanismo de defesa tem que estar presente. O que os pesquisadores sugerem é que os microrganismos possam aumentar a quantidade de pigmentos protetores, que se aderem a partículas mineirais, conferindo, assim, um grau de proteção a esses micróbios.

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AQUI, uma reportagem da revista Quem (20/02/2009) sobre este assunto, que achei enquanto procurava uma imagem para esse post

O tal “meio de cultura”

Corre por aí uma piadinha infame que diz que a única forma de cultura que os microbiologistas conhecem é a cultura de bactérias. ¬¬” Eu, geralmente, brinco dizendo que também existe cultura de fungos(!).

Mas o que é uma cultura de um microrganismo?

Isso aí em cima, é um exemplo de cultura bacteriana. Observe que só tem um tipo de bactéria (essa coisa meio nojenta amarelada). Ela começa como um aglomerado que vai ficando menos denso até formar pequenas colônias redondinhas. Essas colônias individuais são originadas, geralmente, de uma única bactéria que se multiplicou várias e várias vezes – e suas “filhas” também, e as filhas das filhas, também… e assim por diante. E por esse motivo é que nós conseguimos “ver as bactérias” – só porque ali não tem uma, mas várias (na verdade milhares de) bactérias amontoadas.

E como é que se faz para que essa bactéria cresça? Colocando-a num Meio de Cultura! Um “meio de cultura” é uma solução nutriente [com açúcares, vitaminas, aminoácidos, sais mineirais, dentre outros nutrientes] que os microbiologistas utilizam para crescer os microrganismos no laboratório. Ele pode ser líquido, semi sólido ou sólido – e seu uso depende do objetivo do pesquisador. O que garante a firmeza do meio é uma substância extraída de algas, chamada ágar-ágar ou, simplesmente, ágar.

As diferentes composições do meio, permitem inclusive, que o cientista diferencie bactérias de acordo com as característica do metabolismo de cada uma.

Um exemplo muito interessante é o da foto aí em cima! Este meio é o Ágar Hipertônico Manitol, que possui uma concentração muito elevada de sal, o que impede que a grande maioria das bactérias cresça. Ele é utilizado na diferenciação de bactérias do gênero Staphylococcus em dois grupos: 1) a espécie Staphylococcus aureus; e 2) o grupo das espécies de Staphylococcus que não são S. aureus. Isso é possível, pois somente os S. aureus fermenta o manitol, acidificando o meio que de rosa passa para amarelo.

Dois meios meios muito utilizados na prática da microbiologia são o “Ágar simples” e o “Ágar Sabouraud”. Em geral esses dois meios são usados para o crescimento diferenciado de bactérias e fungos. O primeiro, por ter pH neutro (7,0) e ser incubado em estufa a 37° C favoroce o crescimento de bactérias. Enquanto o segundo meio, por ter características mais ácidas (pH ~ 6,0) e ser incubado em temperatura ambiente favorece o crescimento de fungos filamentosos e leveduras.

Essa foto, tirada pela professora Vera Lúcia dos Santos (ICB/UFMG), foi de uma prática que realizamos utilizando duas espécies diferentes de fungos. Observe que quando comparamos as culturas de bactérias com as de fungos, vemos que as colônias de bactéria se apresentam como pequenas colônias de aspecto homogêneo. As colônias as colônias de fungos filamentosos, por outro lado, são grandes, de aspecto filamentoso e irregular.

Em uma disciplina fizemos uma prática com meios de cultura alternativos. Fizemos testes com diversos meios preparados com alimentos trazidos de casa e todos funcionaram muito bem. Foram utilizados frango, paçoca, massa de pão, frutas… Alguns meios favoreceram o crescimento de fungos, outros de bactérias, mas no geral, houve um crescimento dos dois grupos de microrganismos.

E para terminar, o site Microbial Art (em inglês) tem uma galeria de imagens (como a que pode ser vista abaixo) no qual diversos cientistas e/ou artistas utilizam microrganismos vivos [bacterias, fungos e protistas] para fazerem arte.

Foto do Dr. Roger Tsien (ganhador do prêmio Nobel). Foram utilizadas bactérias modificadas geneticamente para expressar proteínas fluorescentes.

[update, 22/01» agradeço ao amigo biólogo e microbiologista Rodrigo de Oliveira, pelo alerta: “Vamos incentivar a biosegurança. Coloca uma luva naquela mão segurando a cultura!”   =S   Pois é… #fail   Mas, como a foto não é minha, fica só o lembrete!]

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