Daft Punk e o olho do Leão da Apollo 17

Antes de Eugene Cernan se tornar o último humano a ter pisado na Lua. Antes de Harrison “Jack” Schmitt ter sido o último humano a cair na Lua. E antes dos dois terem feito o último dueto na Lua, a tripulação da Apollo 17 avistou um objeto desconhecido.

Tripulação da Apollo 17. Da esquerda pra direita: Ronald Evans, Harrison Schmitt e Eugene Cernan

Tripulação da Apollo 17. Da esquerda pra direita: Ronald Evans, Harrison Schmitt e Eugene Cernan

Cernan: Hey, Bob, estou olhando para aquilo que o Jack estava falando, e definitivamente não é uma partícula próxima, porque há outras que eu consigo comparar. É um objeto brilhante e obviamente está rodando, porque está piscando. Ele está distante de nós, e posso dizer isso porque há outras partículas próximas e ele não é uma delas. Aparentemente está rodando em um certo ritmo, porque ele pisca de tempos em tempos. Olhando pra Terra, ele está às 11 horas. Talvez 10 ou 12 diâmetro da Terra. Eu não sei se é algo bom, mas com certeza há algo ali.

Vencedor do Grammy 2014 na categoria Melhor Álbum, Random Access Memories, do Daft Punk, traz Contact (clique pra ouvir) como a faixa que fecha o álbum. Aquela voz no começo da música, descrevendo um objeto não identificado rodando e piscando, é justamente essa conversa do Eugene Cernan. O DJ francês Falcon participou da produção de Contact e selecionou o trecho dentre as gravações originais das missões Apollo cedidas pela NASA.

Contact coloca a fala do Astronauta em um contexto de um avistamento de OVNI e provavelmente há conspiracionista que deve usar esse trecho como evidência da visita de seres extraterrestre. Mas, afinal, o que os Astronautas da Apollo 17 estavam vendo?

Ou não.

Ou não

A conversa continuou, e entre dados técnicos da missão e o resultado do jogo do Cowboys (venceram por 34 a 24, conseguindo uma vaga nos playoffs da NFC), Robert Parker (o tal Bob) do Controle da Missão pediu aos Astronautas para usarem os instrumentos ópticos da nave e determinar a posição do objeto.

Durante esse procedimento, Jack suspeitou que o objeto poderia ser um dos estágios (S-IVB) do Saturno V. Alguns minutos depois veio a confirmação de Houston.

Bob: “Isso é para o Jack e o Gene. Calculamos a posição do S-IVB em relação ao seu eixo, e o azimute ficou dentro de um grau, muito próximo. Nós calculamos que ele deveria estar, visto da janela, a 62 graus do eixo X, e você reportou 45 graus, o que é apenas 17 graus de erro. É realmente perto. Sabe, é como um movimento do olho.”

Jack: “Isso é ótimo. Então é o S-IVB, né?”

Bob: “Ok, nós… você pode checar isso dessa forma, Jack. Alinhe a estrela Denebola e Rigel… digo, Regulus; Desculpa, Regulus. Denebola e Regulus. E então, nessa linha, vá perpendicularmente em uma linha logo acima de Regulus e ali deve estar o S-IVB. Ele forma um ponto de um triângulo com Denebola e Regulus.”

Jack: “O que você está dizendo é que ele é o olho de Leão?”

Bob: “Positivo.”

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Discussão - 1 comentário

  1. […] no céu tem pão, e como colocar e tirar ratos de garrafas. Também desenhamos órbitas e ouvimos música do espaço. Vimos que os mapas astrais estão errados, e que eu também posso […]

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