Cientistas descobrem documentos do ano 2142

O artefato encontrado por crianças que brincavam nas ruínas de uma antiga cidade, e que permaneceu um mistério até as mais recentes técnicas de engenharia reversa o identificassem como um dispositivo de armazenamento de dados, teve parte de seu conteúdo revelado.

Uma equipe de datarqueologistas afirma ter finalmente decifrado parte dos documentos que chamaram a atenção dos pesquisadores pela, em uma análise preliminar, recorrência de termos relacionados com a existência de replicantes.

Foram encontradas notícias, processos jurídicos, documentos variados e até mesmo um manual de usuário do que se imagina ser alguma espécie de inteligência artificial usada em tarefas domésticas. Alguns documentos trazem o ano de 2142, mas ainda não foi possível para os datarqueologistas identificar de quem seriam esses arquivos ou o motivo de estarem no dispositivo.

“Apesar de ser a data dos documentos de quase 400 anos atrás, ainda não temos certeza de que seja a data em que criado foi o dispositivo, ou mesmo que os arquivos tenham sido inseridos nesse período” – explica o Líder do Departamento, que mostra esperança nos rumos da pesquisa: “Sabemos que tanto o dispositivo como os arquivos são anteriores aos anos da Grande Revolta das Máquinas. Concluir de decifra-los será importante para entender ao período da História que foi aquele.”

Segundo os cientistas, o acesso aos documentos será liberado para o público em breve.

Dispositivo foi um mistério por muito tempo. Agora sabe-se que armazena documentos do ano 2142

Dispositivo foi um mistério por muito tempo. Agora sabe-se que armazena documentos do ano 2142

Seus jogos desbancando os conspiracionistas

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Pra quem não está familiarizado (existe alguém?) com a Teoria de Conspiração do Falso Pouso do Homem na Lua, essa foto é frequentemente usada para alegar a fraude porque como a Lua não tem atmosfera, segundo os conspiracionistas a luz não se espalharia e não seria possível ver Aldrin na sombra do Módulo Lunar. E, claro, porque não vemos estrelas na foto.

A explicação é a de que a luz do Sol chega até Aldrin pela reflexão com o solo lunar e outros objetos na superfície da Lua. Para as estrelas, a explicação é que devido a luminosidade na Lua, as máquinas precisavam usar um tempo de exposição baixo, o que não permitia detectar a luz das estrelas. Explicações honestas que satisfazem a grande parcela das pessoas sensatas.

Pra quem não está familiarizado (existe alguém?) com as unidades de processamento gráfico, a NVIDIA está lançando a nova geração de placas de vídeo com uma arquitetura de hardware que eles convenientemente chamaram de Maxwell, onde uma das novidades é o suporte para um algoritmo de Iluminação Global.

É complicado modelar a luz. No mundo real um objeto não é somente iluminado diretamente. A luz refletida de outros objetos ao redor também tem algum efeito. E é isso que os modelos de Iluminação Global tentam reproduzir. A promessa é de levar os jogos a uma nova geração de gráficos, graças ao nível de realismo que uma simulação mais precisa dos fenômenos da luz pode trazer.

Iluminação Local (esq.) X Iluminação Global

Iluminação Local (esq.) X Iluminação Global

Para provar o potencial de suas novas unidades gráficas, a NVIDIA resolveu simular a famosa foto do ínicio do post. Como, de fato, a luz se comportaria na Lua, naquela situação.

O cenário lunar foi virtualmente construído, do solo ao Buzz Aldrin nas escadas do módulo. Mas o desafio aqui era utilizar o suporte de iluminação global da placa e não somente recriar o cenário da foto. Pra funcionar era necessário utilizar uma única fonte de luz, simulando o Sol e seu reflexo nos elementos do cenário de forma apropriada. Foi necessário pesquisar os tipos de materiais usados no módulo, o quanto a Lua reflete a luz e até mesmo qual a luminosidade emitida pelo Sol.

O primeiro resultado mostrou que havia luz suficiente em Aldrin para que ele pudesse ser visto, mas ainda não era exatamente como na foto.

Foi então que o pessoal da NVIDIA percebeu que estavam esquecendo de alguém. O fotógrafo oficial do Mar da Tranquilidade, ele mesmo, o primeiro, Neil Armstrong.

Vestindo uma roupa que reflete 80% da luz incidente, Armstrong é praticamente uma segunda fonte de luz. Dez por cento da luz que incide em Aldrin vem do reflexo de Armstrong.

Simulação (esq.) X Realidade

Simulação (esq.) X Realidade

Com o modelo, agora, funcionando, a alegação das estrelas também foi testada. Aumentaram o tempo de exposição da câmera e conforme o que já se esperava: até se vê as estrelas, mas a luminosidade da superfície da Lua fica tão intensa que é possível ver apenas um grande clarão.

A NVIDIA demonstrou a capacidade de seu equipamento, e ainda nos deu mais uma dica de como as coisas aconteceram. Provavelmente nenhum conspiracionista mudará sua opinião por conta disso, mas talvez aprendam sobre o comportamento da luz enquanto estiverem jogando.

Confira com mais detalhes todo o processo no vídeo (em inglês):

Referências:

– http://www.geforce.com/whats-new/articles/maxwells-voxel-global-illumination-technology-introduces-gamers-to-the-next-generation-of-graphics

– http://game24.nvidia.com/maxwell/

Daft Punk e o olho do Leão da Apollo 17

Antes de Eugene Cernan se tornar o último humano a ter pisado na Lua. Antes de Harrison “Jack” Schmitt ter sido o último humano a cair na Lua. E antes dos dois terem feito o último dueto na Lua, a tripulação da Apollo 17 avistou um objeto desconhecido.

Tripulação da Apollo 17. Da esquerda pra direita: Ronald Evans, Harrison Schmitt e Eugene Cernan

Tripulação da Apollo 17. Da esquerda pra direita: Ronald Evans, Harrison Schmitt e Eugene Cernan

Cernan: Hey, Bob, estou olhando para aquilo que o Jack estava falando, e definitivamente não é uma partícula próxima, porque há outras que eu consigo comparar. É um objeto brilhante e obviamente está rodando, porque está piscando. Ele está distante de nós, e posso dizer isso porque há outras partículas próximas e ele não é uma delas. Aparentemente está rodando em um certo ritmo, porque ele pisca de tempos em tempos. Olhando pra Terra, ele está às 11 horas. Talvez 10 ou 12 diâmetro da Terra. Eu não sei se é algo bom, mas com certeza há algo ali.

Vencedor do Grammy 2014 na categoria Melhor Álbum, Random Access Memories, do Daft Punk, traz Contact (clique pra ouvir) como a faixa que fecha o álbum. Aquela voz no começo da música, descrevendo um objeto não identificado rodando e piscando, é justamente essa conversa do Eugene Cernan. O DJ francês Falcon participou da produção de Contact e selecionou o trecho dentre as gravações originais das missões Apollo cedidas pela NASA.

Contact coloca a fala do Astronauta em um contexto de um avistamento de OVNI e provavelmente há conspiracionista que deve usar esse trecho como evidência da visita de seres extraterrestre. Mas, afinal, o que os Astronautas da Apollo 17 estavam vendo?

Ou não.

Ou não

A conversa continuou, e entre dados técnicos da missão e o resultado do jogo do Cowboys (venceram por 34 a 24, conseguindo uma vaga nos playoffs da NFC), Robert Parker (o tal Bob) do Controle da Missão pediu aos Astronautas para usarem os instrumentos ópticos da nave e determinar a posição do objeto.

Durante esse procedimento, Jack suspeitou que o objeto poderia ser um dos estágios (S-IVB) do Saturno V. Alguns minutos depois veio a confirmação de Houston.

Bob: “Isso é para o Jack e o Gene. Calculamos a posição do S-IVB em relação ao seu eixo, e o azimute ficou dentro de um grau, muito próximo. Nós calculamos que ele deveria estar, visto da janela, a 62 graus do eixo X, e você reportou 45 graus, o que é apenas 17 graus de erro. É realmente perto. Sabe, é como um movimento do olho.”

Jack: “Isso é ótimo. Então é o S-IVB, né?”

Bob: “Ok, nós… você pode checar isso dessa forma, Jack. Alinhe a estrela Denebola e Rigel… digo, Regulus; Desculpa, Regulus. Denebola e Regulus. E então, nessa linha, vá perpendicularmente em uma linha logo acima de Regulus e ali deve estar o S-IVB. Ele forma um ponto de um triângulo com Denebola e Regulus.”

Jack: “O que você está dizendo é que ele é o olho de Leão?”

Bob: “Positivo.”

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Chemtrails x Contrails

Você andando pela rua olha para o céu e vê um OVNI avião comercial.  Você percebe que ele deixa pelo caminho uma espécie de nuvem branca. Você não sabe o que isso é, mas como não pode controlar a curiosidade, ao chegar em casa tenta achar algo sobre isso na Internet. Então, é bastante provável que você acabe lendo algo sobre chemtrails.

Chemtrail (do inglês, trilha química) é uma teoria conspiratória, daquelas bizarras. Os adeptos da conspiração do chemtrail alegam que aviões supostamente comerciais são usados para jogar produtos químicos na atmosfera, com o objetivo de controle climático e populacional.

Spock não vê lógica nos chemtrails.

Não que eu queira tirar o direito de alguém pensar que os Illuminatis, a NWO, ou o governo estão tentando nos matar. Mas acontece que o que os conspiracionistas chamam de chemtrail é um fenômeno conhecido e um pouco mais inofensivo.

Contrail (do inglês trilho de condensação) é o nome daquela trilha de “fumaça” branca que acompanha algumas aeronaves em altitude de cruzeiro. É uma trilha de condensação deixada pela presença do gás quente da saído da turbina do avião em contato com a atmosfera fria. Conspiracionistas dirão que há “diferença” entre contrails e chemtrails. Dirão que os contrails duram poucos segundos, enquanto os chemtrails permaneceriam até por horas na atmosfera. Por isso, entender como os contrails podem ser formados é um passo importante para entender porque os conspiracionistas estão errados.

Os dois principais fatores responsáveis pela formação de contrails são a temperatura e a umidade da atmosfera. Veja o gráfico:

 

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Esse gráfico vai nos ajudar a descobrir quando e como um contrail vai se formar. A área azul é uma região de condensação (mudança de gasoso para líquido), ali os trilhos podem ser formados (carinha feliz). A área cinza é uma região de formação de gelo, é o que define a duração do contrail. E a área branca é uma região de sublimação (mudança de sólido para gasoso), onde nunca teremos a formação de rastros (carinha triste). O combustível do avião é queimado e o escapamento libera o gás da combustão, quente e úmido. Então colocamos nosso avião no canto superior direito do gráfico.

O ponto A no gráfico representa a condição atmosférica na altitude de voo da aeronave (temperaturas abaixo de 0 °C). O material liberado vai começar a entrar em equilíbrio com o ambiente, descendo para o ponto A no gráfico.

Três tipos de contrails podem se formar, dependendo da posição do ponto A, e das áreas que o caminho entre o avião e o ponto A cruza.

 

Contrail de vida curta

Contrail de vida curta

 

Esse é um Contrail de vida curta. Ele vai se formar quando a atmosfera estiver seca (o ponto A está na área branca). No gráfico o caminho da temperatura entre o avião e ponto A passa muito pouco por dentro da área azul, passa rapidamente pela área cinza (pelo tempo de duração do contrail) e sai para a área branca, desaparecendo.

 

Contrail persistente

Contrail persistente

 

Em um Contrail Persistente o ponto A está exatamente na borda que divide a área cinza da área branca (um pouco úmido). No caminho entre o avião e A, há um tempo maior dentro da área azul e da área cinza, tornando o rastro visível por muito mais tempo.

 

Contrail espalhado

Contrail espalhado

 

Em um Contrail espalhado o ponto A está dentro da área cinza (umidade maior). O gelo não vai sublimar e se espalhará pelo céu com características de uma nuvem do tipo cirrus.

Se o caminho não passar pela região azul, então não serão formados contrails.

E ainda pode ficar mais interessante. Se onde você mora é possível ver o trafego de aeronaves, você pode usar o conhecimento sobre os trilhos de condensação para estimar a umidade do ar na altitude de voo em que o avião está. Um ar seco não deixará rastro, um ar um pouco úmido deixará um contrail que logo se dissipará. Caso o contrail persista, temos um ar úmido, e se ele se espalhar pelo céu, significa que o ar está bastante úmido. Faça o teste, acompanhe os contrails por alguns dias e confira com a meteorologia do local. 😉

O fim do mundo ainda não acabou

Em Fevereiro, aqui no ScienceBlogs, realizamos uma blogagem coletiva sobre o tal do Fim do Mundo em 2012. O que eu escrevi você pode ler aqui.

Mas muito enganado estava quem pensou que o assunto acabaria por ali… Até 21 de Dezembro muito ainda vai se ouvir sobre o final dos tempos. (e depois de 2012 também).

Estou eu lendo meus e-mails quando a wild news appears. Leia essa notícia antes de continuar: Prefeito mobiliza São Francisco de Paula, RS, para ‘fim do mundo’.

Reação inicial: ufa, uma cidade próxima, estou salvo. Reação após um instante: vocês estão fazendo isso errado…

Eu não sei onde o Prefeito de São Francisco de Paula se aprofundou em teorias da geofísica e astrofísica, mas o fato é que em nenhuma dessas duas Ciências se encontram fundamentos para eventos catastróficos associados com 21 de Dezembro ou com Calendário Maia.

Dito isso, desastres naturais podem acontecer, e não acho que exista alguma cidade que pode estar livre deles.

É importante que as Prefeituras, junto com Defesa Civil, Bombeiros e Polícia montem planos para emergências, treinem os moradores para quando algo acontecer. Mapear áreas de risco e caso houver necessidade, mover os moradores para localidades mais seguras, por exemplo. Estudos técnicos e científicos, nada de conspirações ou pseudociências.

Os desastres naturais não são o Fim do Mundo que o prefeito de São Francisco de Paula espera, mas preveni-los e montar esquemas e estratégias para contorna-los caso aconteçam é muito importante.

Desnecessário é o alarmismo sem fundamentação.

É bom lembrar que de nada vai adiantar você ter toneladas de comida estocada em casa, se um deslizamento de encosta levar tudo embora. Planejamento e Gestão de Risco é o ponto chave aqui.

O prefeito não deixa de estar correto quando diz que outros países se preparam para desastres. O Japão é um exemplo. Mas ao invés dos governantes japoneses se preocuparem com fim do mundo Maia ou ataque de Godzilla, eles focam naquilo que realmente pode causar grandes catástrofes. Os terremotos.

A população é educada e orientada sobre o que fazer em uma situação de risco, há treinamentos periódicos e as prefeituras preparam guias até mesmo para os estrangeiros terem noção do que fazer em uma situação de emergência.

Lembrem-se das eleições municipais no final desse ano.  Evite candidatos que baseiam suas decisões em pseudociências e conspiracionismo, discuta com eles sobre planos de emergência, sobre locais de risco, sobre como a população da sua cidade pode agir em uma necessidade grave.

Se o mundo não acabar em 2012, vocês poderão precisar.

Fim do Mundo: Aquilo que “Eles” não querem que você saiba

Blogagem coletiva Fim do Mundo

O mundo será destruído para a construção de uma nova via expressa espacial. Isso, todo mundo sabe. Quando vai acontecer (se já não aconteceu) ainda é um pouco duvidoso. Os golfinhos ainda estão por aqui, mas as baleias já estão se preparando.

A destruição total do mundo só é divertida se você tem um amigo de Betelgeuse para lhe ajudar com uma carona. Divertido mesmo, é a destruição parcial do mundo e todas as aventuras da pesada com uma turminha do barulho que só a vida em um ambiente pós apocalíptico pode proporcionar. Documentários como Mad Max e Waterworld estão aí e não me deixam mentir.

Um cenário pós apocalíptico aceitável requer alguns requisitos:

Escala global: Pode parecer óbvio, mas qualquer apocalipse só faz sentido se afetar o mundo inteiro. Se existir alguma região sem o efeito do evento apocalíptico, ou as pessoas afetadas pelo evento fogem, ou recebem ajuda. É importante perceber que eventos biológicos podem começar localmente e então se espalhar até atingir o status de evento apocalíptico, mas o mesmo não acontece com outros tipos de  cenários, como os casos de desastres naturais.

Isolamento: A comunicação precisa ser precária. Os sobreviventes irão se reunir em pequenos grupos. Se for um apocalipse nuclear ou cósmico, provavelmente as pessoas estarão em alguma espécie de bunker. A propósito, se você tem um bunker, muito cuidado com as pessoas que vai escolher para sobreviverem com você. Principalmente, se vocês forem os responsáveis por repovoar a Terra depois do fim do mundo. Fica a Dica.

Risco constante: Um cenário pós apocalíptico é chamado assim por um único motivo. O Apocalipse já aconteceu e mais cedo o mais tarde será o fim para o seu grupo de sobreviventes também. O grupo precisa estar constantemente em risco, seja pelo perigo direto gerado pelo apocalipse, seja pelos seus efeitos colaterais, ou ainda, por motivos externos, como o combate com outros grupos de sobreviventes em busca de recursos, e o mais importante de todos, um tirano querendo dominar todos os sobreviventes.

Dois Homens entram, um Homem sai...

No meio de toda a escatologia em torno de 2012, há um grupo de pessoas que trabalham todos os dias para garantir que o nosso mundo pós apocalíptico terá todas as fases aqui descritas. Eles fazem parte das Sociedades Secretas. Aquelas que de tão secretas, todo mundo conhece. Eles.

Apocalipse Conspiracionista para 2012 [risada maléfica]

Como toda boa conspiração, as informações devem ser ocultadas das pessoas comuns. É por isso que ninguém jamais viu Nibiru. Um planeta gigantesco (quatro vezes maior que Júpiter, dizem alguns), habitado, que vai passar próximo da Terra em 2012 (se chocar, dizem alguns), já deveria estar sendo visto há muito tempo. Pior, teria efeitos seus efeitos gravitacionais percebidos por qualquer Astrônomo. O fato de não existir qualquer evidência da presença de Nibiru, a ponto de se considera-lo inexistente, só prova uma coisa: As Sociedades Secretas são muito boas em esconder as coisas.

Um Filósofo um dia disse: “Se fosse para mandar um idiota fazer, eu mesmo teria feito”. Por que esperar o Fim do Mundo vir de fora, se você mesmo pode causa-lo? É exatamente por isso que foi criado a Incrível Máquina do Fim do Mundo. A mais terrível Doomsday Machine desde que os projetos originais foram roubados do Nikola Tesla. Disfarçada de experimento científico, (péssimo disfarce, todo mundo sabe que cientista é evil por natureza) e não estou falando do LHC, mas do perigoso HAARP.

Uma série de antenas, supostamente usadas para o estudo da ionosfera terrestre, mas que na verdade servem para controlar o clima e causar terremotos. É tão bem construída, que causa enchentes em lugares onde sempre houve enchentes e terremotos em lugares onde sempre houve terremotos. Estatisticamente não faz diferença nenhuma a existência da máquina. Tampouco existe algum fundamento na alegação de que a potência ou frequência em que as antenas operam poderiam causar os terremotos. Perfeito, dessa forma, nunca será possível ligar os eventos catastróficos aos verdadeiros criadores e o segredo está mantido seguro mais uma vez.

Eles sempre pensam em tudo. É tranquilizador saber que o Fim do Mundo está em boas mãos.

Terrível máquina do Fim do Mundo

E se por acaso o mundo não acabar em 2012, não entre em pânico. Outras datas de fim de mundo já estão previstas para você aproveitar.

Em 2060, o Fim do Mundo previsto por Isaac Newton. Alguns anos antes, em 2036 o asteroide 99942 Apophis passará próximo da Terra, o quanto próximo, ou o quanto perigoso, ainda é discutível, mas o nome não engana, 999 é 666 ao contrário e 42, bom, é 42 e não preciso dizer mais nada.

Calendário NiM do Fim do Mundo

Que o mundo acabará em 21 de Dezembro de 2012, todos já sabemos. Mas até lá (e após), muitos outros fins de mundo [não] acontecerão. Para que você não perca nenhum desses grandiosos eventos apocalípticos, o Nightfall in Magrathea lança mais uma novidade:

O Calendário Pirelli é para os fracos. Chegou o Fabuloso Calendário Nightfall in Magrathea do Fim do Mundo.

Então, atentos antes de marcar seus compromissos para Novembro:

O Asteroide 2005 YU55 terá sua aproximação máxima em relação a Terra no dia 8 de Novembro. Certamente trazendo terremotos, maremotos, extinções em massa, e todo tipo  de destruição que um corpo celeste passando próximo da Terra pode causar.

Onze do Onze do Onze. Obviamente, comentários são desnecessários. Onze é o número favorito dos Illuminatis e outros membros da Nova Ordem Mundial, que provavelmente realizará um grande ataque maligno em comemoração. Mas outros eventos também estão programados, desde a aberturas de “portais dimensionais” devido a configuração Universal dessa data, até a invasão de seres alienígenas.

E as viúvas do finado cometa Elenin não cansam. Segundo elas, entre os dias 11 e 22 de Novembro os efeitos do cometa serão (finalmente) sentidos na Terra. Para terminar de destruir aquilo que o Asteroide e a Nova Ordem Mundial deixaram pra trás.

E é isso pessoal, um Novembro divertido para todos vocês.

Especial – Conspirações do 11 de Setembro – WTC

 

No ultimo artigo da Série Especial sobre as Conspirações envolvendo os Atentados de 11 de Setembro, vamos tratar do mais impressionante acontecimento daquela Terça.

Milhares de pessoas ao redor do mundo assistiram ao vivo o choque do segundo avião, e a queda das torres.

Deixamos o no plane de lado, e vamos analisar as principais alegações conspiracionistas.

Todo o raciocínio de conspiração está baseado na ideia de que as Torres foram implodidas, e que o choque não dos aviões, e suas consequências, não seriam suficientes para derrubá-las.

O NIST (The National Institute of Standards and Technology) realizou um aprofundado estudo sobre as causas do desabamento dos três prédios do complexo do WTC. Nesse estudo é explicado que o impacto dos aviões retirou a camada de proteção das vigas de aço, deixando-as exposta aos calor do incêndio. O aço perdeu sua capacidade de resistência, e os andares inferiores não conseguiram suportar a carga dos andares superiores. [1]

Por mais que os conspiracionistas tentem afirmar o contrário, a queda das torres não possuí características de demolição controlada.

Em demolições controladas costuma-se demolir as colunas de sustentação principais para que a gravidade faça o resto do trabalho. Vemos a construção caindo como um todo, a partir da parte de baixo. No WTC, a queda acontece no ponto de impacto dos aviões. [2][3]

Há ainda o fato de não se escutar qualquer barulho de explosivos, algo totalmente contrário ao cenário de uma implosão.

Outra alegação de evidência de explosivos usada pelos conspiracionistas são os “jatos” vistos saindo pelas janelas do WTC no momento da queda. Mas que nada mais são do que ar sendo jogado para fora quando o andar de cima cai sobre o andar de baixo. [4]

Sabendo que ainda há muito assunto para ser discutido, encerro aqui essa série de postagens especiais sobre as Conspirações envolvendo os Atentados de 11 de Setembro. Os canais de contato estão abertos para aqueles que desejarem realizar seus comentários, e em breve pretendo escrever outros artigos sobre essa e outras conspirações.

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Referências:

1- http://www.nist.gov/el/disasterstudies/wtc/
2- http://projetoockham.org/figuras/911/torresul.jpg
3- http://projetoockham.org/historia_911_3.html
4- http://www.popularmechanics.com/technology/military/news/debunking-911-myths-world-trade-center

Especial – Conspirações do 11 de Setembro – Voo 93

 

Único dos quatro aviões sequestrados em 11 de Setembro que não atingiu seu alvo (provavelmente o Capitólio, em Washington). Ás Dez horas e três minutos,  em Somerset County, próximo de Shanksville, Pennsylvania, o Boeing 757 da United Airlines mergulhou violentamente contra o solo.

A vasta documentação a respeito desse voo (como as ligações telefônicas dos passageiros e as conversas dos terroristas na cabine), mostrando a iniciativa dos passageiros em enfrentar os terroristas que haviam sequestrado a aeronave, rendeu duas obras cinematográficas. [1][2]

Mas para os conspiracionistas, esse voo não existiu.

Assim como no caso do Pentágono, a principal corrente conspiracionista defende a ideia “no plane” para o voo 93, ou seja, nenhum avião foi sequestrado ou mesmo jogado contra o solo naquele 11 de Setembro.

As alegações de que não há  destroços do avião é logo refutada no momento em que os destroços do avião é apresentado. [3][4][5][6]

Outra alegação conspiracionista está nas ligações telefônicas dos passageiros. A conspiração dita que não é possível realizar ligações através de telefones celulares a partir de aeronaves, entretanto ignora o fato de que essas ligações foram realizadas a partir dos aparelhos do próprio avião, também conhecidos como Air Phones. [7]

Há ainda uma outra versão conspiratória que afirma que o avião foi derrubado pelo Governo dos Estados Unidos da América com a intenção de impedir que o avião atingisse seu alvo. Mas isso não será abordado por essa série.

No próximo post: O WTC foi implodido?
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Referências:
1- http://en.wikipedia.org/wiki/United_93_(film)
2- http://en.wikipedia.org/wiki/Flight_93_(TV_film)
3- http://www.vaed.uscourts.gov/notablecases/moussaoui/exhibits/prosecution/P200060.html
4- http://www.vaed.uscourts.gov/notablecases/moussaoui/exhibits/prosecution/P200061.html
5- http://www.vaed.uscourts.gov/notablecases/moussaoui/exhibits/prosecution/P200063.html
6- http://www.vaed.uscourts.gov/notablecases/moussaoui/exhibits/prosecution/P200066.html
7- http://www.911myths.com/images/f/f8/Moussaoui_Trial_Transcript_April_11_2006.pdf p.77

Especial – Conspirações do 11 de Setembro – Pentágono

 

Cerca de meia hora após a decolagem do voo 77 da American Airlines, na manhã do dia 11 de Setembro de 2001,  Hani Hanjour toma o controle da aeronave e a conduz para o choque fatal contra uma das laterais do complexo militar americano conhecido como Pentágono.

Para algumas pessoas, isso nunca aconteceu.
“No plane” é o nome usado para designar as teorias conspiratórias do 11 de Setembro que envolvem a ideia de que o Boeing 757 não se chocou contra o Pentágono. As alternativas utilizadas pelos conspiracionistas incluem um avião menor, um míssil, ou até mesmo apenas explosivos plantados no local.
A teoria conspiratória “no plane” foi amplamente difundida pelo famoso vídeo Pentagon Strike[1] feito por Darren Williams e produzido pela Sings o the Times[2]. As alegações contidas nesse vídeo são reproduzidas até hoje pelos conspiracionistas, embora o vídeo contenha uma série de mentiras ou informações incoerentes.
Vamos ver algumas delas.
A principal alegação: “não há qualquer vestígio de um Boeing na cena do suposto ataque”.
Essa é uma alegação simplesmente mentirosa.
Vários destroços compatíveis com um Boeing 757 são vistos nas imagens de momentos após o ataque, incluindo partes do trem de pouso[3] e do motor[4].
Allyn E. Kilsheimer foi o primeiro Engenheiro a chegar ao local, e declarou com total convicção estar diante de um acidente com uma aeronave, descrevendo não somente ter visto os destroços do avião, como também os restos mortais dos tripulantes[5].
Imagens oficiais dos destroços do avião também foram exibidas durante o julgamento de Zacarias Moussaoui  (condenado pelo 11 de Setembro), e estão disponíveis publicamente para consulta.[6]
Outra alegação muito comum, é a de que “o FBI confiscou imagens de estabelecimentos próximos que confirmariam a inexistência do avião.
Essa alegação já foi quase verdade.
Na época do surgimento do Pentagon Strike, de fato os vídeos referentes às câmeras de dois estabelecimentos próximos ao Pentágono (um posto de gasolina e um hotel), estavam sob posse do FBI. Porém em 2006, através do FOIA (do Inglês, Ato de Liberdade de Informação) a organização Judicial Watch conseguiu que os vídeos fossem publicamente divulgados[7]. Entretanto, as imagens dos vídeos são compatíveis com a versão do voo 77 da American Airlines se chocando contra o Pentágono.
No próximo post:  UA 93, da conspiração ao cinema.
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Referências:

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