interCiência: São Michael, padroeiro dos inventores

Entenda o que está acontecendo no ScienceBlogs Brasil!!! Conheça o interCiência aqui!!!

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NOTA DO AUTOR OCULTO: É com imensa satisfação que participo pela primeira vez do
InterCiência e maior ainda é escrever para uma das minhas ídolas, Ana
Arantes! Acompanho (ou tento, rs) todos os Tumblres dela (adoro o
Cumberbatch!) e espero que escrever para O Divã de Einstein a anime a
voltar a escrever com mais frequência.

O assunto que abordo pode até nem ter tanto a ver com ciência, mas se
trata um pouco de tecnologia e invenções e elucida um pouco da vida um
homem que já foi um exemplo de busca pela iluminação (de onde deriva a
própria palavra “ciência”, iluminação).

Espero que vocês gostem e que meu estilo seja descoberto. Tá fácil, hein?

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São Michael, padroeiro dos inventores

São Michael, antes de virar um homem santo foi uma criança prodígio
que demonstrou suas habilidades cantando hinos religiosos e começou
sua peregrinação muito cedo, por volta dos cinco ou seis anos,
ajudando seus irmãos a pregar a palavra. Ainda aos oito anos ele já
era o principal membro do grupo, após demonstrar seu talento recitando
de memória a canção “Escale Todas as Montanhas” (לטפס כל הר,
em Hebreu).

Sua reputação logo se espalhou por toda a terra e ele se tornou um dos
principais líderes carismáticos, participando ativamente do
revolucionário movimento de mudança e conversão que à época se dava,
até que aos 24 anos se tornou o incontestável líder daquela geração –
e, discutivelmente, de todas as gerações posteriores, chegando a ser
clamado como “o rei popular”, ou rex pop, em Latim.

Aos 33 anos, São Michael havia estabelecido sua
reputação como um artista itinerante, bastante conhecido e admirado
por plateias devido ao seu ofício e também por suas palavras. Ele era
também considerado por muitos de seus contemporâneos (segundo relatos
escritos que sobreviveram até os dias de hoje) como um dos melhores
oradores da região chegando, ainda em vida, a ter um vasto culto em
sua homenagem. Com sua alcunha de Rei do Povo cada vez mais solidificada, veio o
primeiro milagre: a levitação.

Diz-se, a partir de imagens do Santo, que ele tinha o poder de se
curvar até o solo e voltar à posição ereta sem jamais tirar os pés do
chão ou dobrar as pernas – tal poder era tanto que ainda permitia a
seus seguidores fazer o mesmo. Isso impressionou até os mais céticos e
dissidentes que o denunciavam como uma fraude. A partir daí, seu dom
não foi mais questionado.

Por sorte temos um documento completo de sua invenção, caracterizada
como milagrosa por muitos, como registrado no الولايات المتحدة
للبراءات والعلامات التجارية
, em Árabe (Escritório de Marcas e
Patentes dos Estados Unidos, em português).

Método e meios para criação de ilusão antigravidade
Patente número US 5255452, apresentada aos 29 de junho de
1992, concedida em 26 de outubro de 1993 – Michael J. Jackson et al

“Um sistema para permitir a um usuário de sapato se inclinar para
frente além de seu centro de gravidade por meio do uso de um par de
sapatos especialmente concebido que se encaixa a um membro de engate
projetavelmente movível através da superfície de um palco. Os sapatos
têm uma fenda no calcanhar especialmente projetada que pode ser
destacavelmente conectada com o membro do engate simplesmente
deslizando-se o pé do portador de sapatos para a frente, assim,
conectando com o membro de engate.”

É por esse feito, especificamente, que São Michael de Gary, ou São
Michael Jackson, foi denominado, por mim, o Santo Padroeiro dos
Inventores. (Sério, a vaga estava aberta esse tempo todo e ninguém se interessou.)

Mas este não foi o único milagre realizado por São Michael Jackson.
Apenas doze dias após sua morte, sua imagem e semelhança já estava
milagrosamente aparecendo em panelas, como no exemplo abaixo:

Se isso não for prova de santidade, eu não sei o que é.

 

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[Este texto é parte da primeira rodada do InterCiência, o intercâmbio
de divulgação científica. Saiba mais e participe em:
Interciência no Raio X]

Pensamento analítico e empatia podem ser mutuamente excludentes

Olhe para essa imagem:

 

Você pode ver o pato? Olhe de novo, você pode ver o coelho? Agora tente ver o pato E o coelho ao mesmo tempo.

É, você não pode.

Isso acontece porque seu cérebro não consegue codificar as duas imagens ao mesmo tempo, há uma inibição neural entre as duas representações. Esse processo é conhecido como “rivalidade perceptual”. A mesma lógica pode ser usada para entender as descobertas deste artigo publicado na edição de outubro da revista NeuroImage.

Os pesquisadores colocaram 42 sujeitos saudáveis, todos estudantes universitários, numa máquina de ressonância magnética funcional (fRMI) e pediram para que eles executassem diferentes tipos de tarefas de reconhecimento de expressões faciais e de resolução de problemas de matemática e física. O equipamento registrou a atividade das redes neurais do cérebro durante os diferentes tipos de tarefas e esses registros foram comparados.

Além de mostrar que a maior parte do córtex é dedicada à funções sociais, os resultados demonstraram o fenômeno de rivalidade neural em uma escala muito maior do que o da figura pato-coelho. Houve inibição de toda a rede neural do cérebro entre aquela usada para envolvimento social, emocional e moral com outras pessoas e a que usamos para raciocínio científico, lógico e matemático. Ou seja, ou bem a gente resolve um problema lógico, ou bem a gente se preocupa com o coleguinha. O cérebro, aparentemente, não consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Os autores apontam que os resultados podem explicar, por exemplo, o funcionamento neural de indivíduos com condições que impedem as funções sociais (como o autismo) ou aquelas que impedem as funções lógicas (como a síndrome de Williams). No autismo, a pessoa afetada não consegue se engajar em relacionamentos sociais, não demonstra empatia e tem a comunicação muito prejudicada, embora as funções lógicas possam estar presentes em grau muito mais elevado do que em indivíduos com desenvolvimento típico. Já na síndrome de Williams, as pessoas afetadas são super-sociais e têm uma empatia acima da normal, mas as funções cognitivas são muito comprometidas. Os cientistas sugerem que o tratamento para essas condições poderia focar em balancear o uso dessas duas redes neurais, de forma a equilibrar o funcionamento cerebral.

Fazendo um pouco de esforço interpretativo, podemos começar a entender porque alguns executivos bem sucedidos tendem a tomar decisões ignorando as consequências sociais e mantendo o sucesso nos negócios.

Fofura no dos outros é refresco…

"I want a pocket Martin!" *

Se toda vez que você vê um gatinho, um cachorrinho, um bebezinho, ou – meu mais novo objeto de desejo – um porquinho-espinho pigmeu, você tem reações como “awwwwwwwwwwwwwwwnnnnn” ou “AIMEUDEOSDOCÉLQUECOISAMAISFOOOOOOFA!!!“, saiba que você não é esquisito, nem fresquinha, nem isso aí que está pensando no caso de você ser do gênero macholino. Óquei, pode ser que você seja um pouco chiliquento, mas a reação de certa adoração e vontade de apertar, agarrar e amar coisinhas que, mesmo remotamente, lembrem bebês humanos é um traço selecionado do repertório comportamental da nossa espécie.

Olhos grandes, cabeça desproporcional ao corpo, descoordenação motora e membros curtos são sinais encontrados em “bebês” de quase todas as espécies. Quando essas características são mantidas na fase adulta do organismo, chamamos esse fenômeno de neotenia.

Entre as vantagens evolutivas de se manter traços neotênicos durante a fase adulta estão: angariar maior atenção dos indivíduos “cuidadores” e evitar ações agressivas. Espécies consideradas “fofinhas” correm menor risco de extinção simplesmente porque nós, humanos, as transformamos em animaizinhos de estimação (gatos, cachorros, tartarugas, porquinhos da índia, hamsters, e por aí vai a coisa); ou porque tornam-se objeto de adoração, como no caso dos pandas, ursos polares e coalas.

Aaaawwwwwwwwwwwnnnnnm...

Mesmo que a gente ache bichinhos fofinhos a coisa mais atrativa do mundo, em alguns casos a neotenia – aka “cuteness” – pode ser contraprodutiva. No caso de seres humanos, pessoas com características neotênicas são percebidas como não confiáveis, submissas, imprevisíveis e sem prioridades. Porém, alguns pesquisadores indicam que a neotenia cognitiva e psicológica (aquilo que chamamos geralmente de “imaturidade”) pode ser vantajosa em determinadas profissões: capacidade de aprendizagem rápida, manter uma atitude aberta, buscar diferentes estimulações e experiências e compartilhar a atenção entre diferentes assuntos e objetos são características importantíssimas encontradas principalmente entre professores, acadêmicos e – pasmem! – cientistas!

So… Da próxima vez que sua Tia Marocas mandar você crescer, diga a ela que sua camiseta do Batman, seus action figures do X-Men e a TARDIS em cima da sua mesa são sinais de competência e não de imaturidade.

* Vou mandar um presente pro comentarista que pegar a referência na foto do porquinho-espinho.

O Sexismo Benevolente

Então que a marca de lingerie Hope pode ter que tirar de circulação a peça publicitária com a Gisele – meodels, a Gisele de novo… – porque a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal entendeu que “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”.

À parte meia dúzia de feminazis, a escorchante maioria das pessoas achou o filmete no máximo “engraçadinho”. O que é que tem, gente!?!??! Agora não pode nem fazer uma piadinha?!?!? Bando de mal-amadas. As mulheres já conquistaram direitos iguais aos dos homens, já conquistaram os bancos escolares e os cargos importantes nas empresas, pra quê tanto mimimi?!?!

Se você concorda com as frases do parágrafo acima, no todo ou em parte, você é, SIM, sexista. Independente de seu gênero, você se comporta de modo a perpetuar determinadas relações interpessoais baseadas na desigualdade social entre homens e mulheres. E pior: você pode estar agindo dessa maneira sem nem mesmo dar-se conta. Você pode ser um “Sexista Benevolente”.

O Sexismo Benevolente é aquele que, sem ser ostensivo ou agressivo, reforça a idéia de que “mulheres são seres frágeis”, “não foram feitas para trabalhos pesados” e, portanto, devem ser cuidadas e tuteladas pelos homens. A ideologia do Sexismo Benevolente baseia-se na pretensa diferença de “força” entre homens e mulheres e se infiltra nas atitudes cotidianas disfarçada de “demonstração de carinho”, “cuidado com a mulher” e até mesmo de “cavalheirismo”. Mas, diferentemente do sexismo explícito, aquele obviamente machista e misógino, ou do sexismo “moderno” que não quer aparentar machismo, mas “o que essa dona queria, saindo de casa assim com essa roupa provocante?”, o Sexismo Benevolente é insidioso, porque aparenta positividade. O sexista benevolente nunca dirá que lugar-de-mulher-é-na-cozinha, mas sempre reforçará sua namorada com elogios, beijos e carinhos por ter feito aquele jantar maravilhoso; e será bem comedido nos comentários sobre a promoção da namorada ao cargo de gerência. Nas palavras de Becker & Swin (2011):

“…as qualidades, aparentemente positivas e lisonjeiras, embutidas (e, portanto, despercebidas ou não reconhecidas) nas normativas relações desiguais de gênero, escondem o mal que o Sexismo Benevolente promove e incentivam a sua aprovação.” (Becker e Swin, 2011).

Essas autoras – sim, são duas mulheres – propuseram uma série de estudos experimentais sobre a percepção de homens e mulheres acerca do sexismo presente em seus cotidianos. Os resultados mostraram que quando as pessoas são forçadas a prestar atenção a comportamentos sexistas, elas tendem a não tolerar a discriminação com tanta facilidade. Porém, como era de se esperar, homens respondem negativamente ao machismo explícito e ao sexismo agressivo, mas quando se trata do Sexismo Benevolente, é preciso mais do que “atentar” para se tornar sensível. Os homens do estudo de Becker & Swin (2011) só passaram a reagir negativamente às expressões de Sexismo Benevolente depois de uma intervenção em que foram treinados a ter empatia, a colocar-se na situação de uma mulher e a discernir quais eram seus (delas) sentimentos. Para um homem, “as crenças tradicionais sobre relacionamentos românticos entre homens e mulheres (por exemplo, a crença de que homens são incompletos sem uma mulher, ou de que todo homem deve ter uma mulher a quem adorar)” não são consideradas expressões de sexismo. Já para as mulheres que foram ensinadas a perceber expressões sexistas disfarçadas de bajulação, essa frase foi significantemente considerada como sexista. Já as mulheres do grupo de controle, que não foram sensibilizadas para atentar aos comportamentos e atitudes sexistas, os resultados se assemelhavam aos dos homens tanto do grupo de controle, quanto do grupo experimental no que dizia respeito ao Sexismo Benevolente.

“Estes resultados sugerem que as mulheres endossam crenças sexistas porque lhes falta o reconhecimento de formas sutis de sexismo, porque subestimam incidentes sexistas e não percebem o valor agregado do sexismo em suas vidas diárias.” (Becker e Swin, 2011)

E para aqueles que ainda acham que isso tudo é coisa de mulherzinha sem serviço, pesquisas têm mostrado que o desserviço acumulado de se subestimar ideologias sexistas de qualquer espécie vão desde a negação do preconceito, a resistência em se intervir para diminuí-lo, chegando até mesmo a diminuir a performance cognitiva das mulheres em ambientes acadêmicos e de trabalho (Dardenne, Dumont, & Bollier, 2007; Vescio,Gervais, Snyder, & Hoover, 2005). Como toda ideologia, o sexismo serve apenas a si mesmo, sua lógica interna é a perpetuação. Não é uma questão de homens e mulheres, é uma questão de humanidade.

ResearchBlogging.org

Dardenne, B., Dumont, M., & Bollier, T. (2007). Insidious dangers of benevolent sexism: Consequences for women’s performance. Journal of Personality and Social Psychology, 93, 764–779.

Vescio, T. K., Gervais, S., Snyder, M., & Hoover, A. (2005). Power and the creation of patronizing environments: The stereotypebased behaviors of the powerful and their effects on female performance in masculine domains. Journal of Personality and Social Psychology, 88, 658–672.

Becker, J., & Swim, J. (2011). Seeing the Unseen: Attention to Daily Encounters With Sexism as Way to Reduce Sexist Beliefs Psychology of Women Quarterly, 35 (2), 227-242 DOI: 10.1177/0361684310397509

 

 

 

Viés cognitivo: você é obtuso e nem sabia…

Well…
Também não é assim, de certo modo. O caso é que o mundo (e as coisas do mundo) é grande e complexo, cheio de situações novas nas quais temos que nos comportar de maneira adequada e inteligente, de maneira a produzir as consequências desejadas, mas geralmente sem experiência prévia. O que fazer nessas horas? Agir como costumamos agir em ocasiões similares, mas não iguais, e esperar que tudo dê certo parece uma boa estratégia. É justamente nessa situação inusitada que a gente costuma fazer julgamentos errados e, em algumas vezes, desastrados.
O problema é que, como na maioria das vezes a estratégia dá certo, tendemos a repetí-la sempre em situações similares (mas não iguais, lembre-se). É como se formássemos grandes categorias-guarda-chuva de respostas a determinadas situações, que são usadas para adequarmos o nosso comportamento rapidamente, quando a situação exige. Essas categorias são os tais dos “viéses cognitivos“, ou seja, padrões de comportamentos sob controle de determinadas generalizações de controle de estímulos. A linguagem parece que só torna a coisa mais complicada, mas é fácil… Veja:
O exemplo mais clássico de viés cognitivo é o comportamento preconceituoso. Algumas categorias de estímulos – por exemplo, mulheres bonitas e loiras – determinam algumas maneiras de nos comportarmos (lembrando que perceber, sentir e pensar também são comportamentos) – “ah, lá vem a loira-burra”, ou o comportamento de explicar uma coisa nos mínimos detalhes didáticos para uma mulher loira e bonita, só porque você “acha” que ela não irá entender o que você diz.
Há vários outros viéses cognitivos e, believe me, a gente se comporta de acordo com esses padrões com frequencia muito maior do que a gente mesmo poderia acreditar. O que, em si, já é um viés cognitivo… Enfim. Formas obtusas de pensamento, algumas vezes, são apenas falta de controle sobre as respostas generalizadas.
Bradley Wray, um professor americano, fez uma musiquinha descrevendo alguns dos viéses cognitivos mais comuns que é uma pérola… escutem (e leiam a legenda!) com atenção – e sem viés.

Letra da música, em inglês, of course my horse!

The Cognitive Bias Song
By Brad Wray

I’m biased because I knew it all along… hindsight bias… I knew it all along.
Hindsight bias… I knew it all along.
I’m biased because I put you in a category which yo may or may not belong…
Representativeness bias don’t stereotype this song.
I’m biased because of a small detail that throws off the big picture of the thing…
Anchoring bias: see the forest for the trees.
I’m biased toward the first example that comes to my mind…
Availability bias to the first thing that comes to mind.
Oh, oh… Bias! Don’t let bias into your mind!
Bias don’t try this…
It’ll influence you thinking
and memories, don’t mess with these
but you’re guilty of distorted thinking.
Cognitive bias…
Your mind becomes blinded
decisions and problems you’ve
been forced to solve them wrongly.
I’m biased because I’ll only listen to what I agree with…
Confirmation bias… your narrowminded if you are this.
I’m biased because I take credit for success but no blame for failure…
Self-serving bias… my success and your failure.
I’m biased when I remember things they way I would’ve expected them to be…
Expectancy bias, false memories are shaped by these.
I’m biased because I think my opinion now was my opinion then…
Self-consistency bias but you felt different way back when.
Oh, oh… Bias! Don’t let bias into your mind!
Bias don’t try this…
It’ll influence you thinking
and memories, don’t mess with these
but you’re guilty of distorted thinking.
Cognitive bias your mind becomes blinded;
Decisions and problems you’ve been forced to solve them wrongly!

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