Precisamos falar sobre autismo… (Parte III)

Como é uma pessoa autista?

Pra começo de conversa, uma pessoa autista é como todo mundo: tem uma personalidade só dela, habilidades em que ela se dá bem e outra coisas que tem dificuldade de fazer… Cada autista é diferente dos outros autistas e todos nós somos, em maior ou menor grau, diferentes uns dos outros. Costuma-se dizer que quem conhece uma pessoa com TEA, conhece UMA PESSOA com TEA. Ou seja, não é só porque você viu Rain Man que você sabe como são os autistas.

Anyway, tem várias infos sobre isso nas duas primeiras partes dessa série: Parte I e Parte II.

Algumas características gerais do TEA podem estar muito ou pouco presentes no comportamentos do indivíduos dentro do espectro. Pessoas dentro do espectro do autismo tendem a ter dificuldade de se comunicar e de manter relações sociais. Elas podem ser descritas como “frias”, “insensíveis” ou “com pouca empatia” porque não entendem expressões faciais e não respondem adequadamente a dicas comunicativas como entonações ou linguagem corporal. Outra característica comum no autismo é a dificuldade de entender metáforas ou ironias, que são formas muito complexas de linguagem e requerem muita habilidade de abstração. Pense no Sheldon de TBBT: ele aprendeu a “seguir as regras” de convívio social, como oferecer chá para uma pessoa que levou um pé na bunda da namorada, mas ele não conseguiria entender isso apenas “lendo” as dicas do contexto social, como a expressão de tristeza ou a linguagem corporal do Leonard. O que ele fazia era seguir a regra: “Se o Leonard brigou com a Penny, ele está triste. Quando alguém está triste, a gente tem que oferecer chá.”

Como o transtorno do autismo é um espectro, essas características vão variar de pessoa para pessoa, alguns vão ter muita dificuldade de manter contato social e isso vai interferir seriamente no aprendizado de linguagem e de comunicação, outros vão aprender a falar e se comunicar de maneira bem satisfatória, e apresentarão apenas “sinais” de dificuldades comunicativas ou algum tipo de inabilidade social.

Outra característica do autismo é a fixação ou obsessão por determinados aspectos do ambiente, ou por determinados assuntos ou temas de interesse. Pessoas com autismo podem ser hipersensíveis a determinados tipos de estimulação sensorial e se comportarem ou para ter o máximo possível dessa estimulação, ou para fugir de estimulações que são incômodas. Por isso é comum ver crianças com autismo repetindo a mesma série de ações fixas, como girar a roda de um carrinho ou ordenar objetos de acordo com o tamanho ou a cor. Esses padrões repetitivos podem se tornar tão fixos que o indivíduo não se engaja em outras tarefas ou em relações interpessoais e perde a oportunidade de aprender outras coisas. Em pessoas com autismo leve ou moderado, isso pode se traduzir em super-especialização em um tema restrito, como por exemplo, saber tudo sobre trens e assuntos ferroviários, ou matemática, ou temas musicais de novelas da Globo…

Ao contrário do que se pode pensar, autismo *NÃO É* sinônimo de deficiência intelectual: de 60 a 70% das pessoas diagnosticadas com autismo têm a cognição (“inteligência”) comprometida em algum nível, mas o restante não terá problemas nessa área. O que muitas vezes acontece é que há um atraso na aprendizagem de habilidades acadêmicas porque a criança autista não tem habilidades que são pré-requisitos para o aprendizado, como compartilhar o olhar, ter atenção conjunta ou até mesmo permanecer sentado por um período de tempo estendido.

Tem vários links sobre sinais precoces de autismo, comportamentos característicos e debunked myths nos posts anteriores dessa série! Vai lá dar uma olhada!

 

É preciso garantir que a criança com TEA tenha as habilidades necessárias para aprender repertórios acadêmicos: atenção conjunta, compartilhar o olhar, ficar sentado...

É preciso garantir que a criança com TEA tenha as habilidades necessárias para aprender repertórios acadêmicos: atenção conjunta, compartilhar o olhar, ficar sentado…

 

Já ouviu falar de “autismo savant”?

Apesar de ser um trope comum em filmes e obras de ficção, pessoas autistas com “altas habilidades” – os chamados “autistas savants” – são apenas uma pequena parcela da população dentro do espectro autista, cerca de apenas 10% das pessoas com autismo irão desenvolver uma super-habilidade. E ao contrário do que se pensa, um indivíduo pode ter um grande déficit cognitivo e ainda assim desenvolver alguma habilidade extraordinária. Lembra do Rain Man? O personagem foi inspirado em Kim Peek, um autista savant com grande habilidade para decorar livros. (Quando morreu em 2009, ele sabia de cor mais de *12 MIL* livros, incluindo a Bíblia e o Livro dos Mórmons!!! Ele também era capaz de ler 3 páginas em 10 segundos, como o Doutor Reid de Criminal Minds… Reid <3 )

Aliás, parece que as habilidades desenvolvidas por autistas savants são restritas a habilidades matemáticas, musicais ou que têm haver com memorização e reconhecimento de padrões complexos (comumente desenvolvidas através de expressão artística)… Importante notar que nem todos os savants são pessoas com autismo, estima-se que metade dos savants são autistas, a outra metade são pessoas com déficits cognitivos e outros atrasos de desesenvolvimento.

Outra autista savant famosa é a Dra. Temple Grandin, especialista em Ciência Animal (Zootecnia?) na Colorado State University. Aos 18 anos ela inventou uma máquina chamada “hug-box”, que a ajudava a se acalmar e ter menos ansiedade, baseada em suas próprias experiências com estímulos sensoriais. Em 2010, Temple Grandin foi nomeada uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista People e é reconhecida como grande ativista da causa dos autistas. Se quiser saber mais sobre ela e seu trabalho, o verbete da Wiki (em inglês, ÓBVIO!) é muito bom e ela também tem seu próprio site.

 

Temple Grandin inventou uma máquina chamada “hug-box”, que a ajudava a acalmar-se e ter menos ansiedade, baseada em suas próprias experiências com estímulos sensoriais.

Temple Grandin inventou uma máquina chamada “hug-box”, que a ajudava a acalmar-se e ter menos ansiedade, baseada em suas próprias experiências com estímulos sensoriais.

 

Quer mais infos? Claro que eu tenho!

Lá vai:

Um artigo bacanudo sobre a prevalência de “savants” entre a população autista: “Savant skills in autism: psychometric approaches and parental reports“.

Artigo sobre as características “savants”, no Wisconsin Medical Society.

Post sobre a vida de Kim Peek, no site How Stuff Works e outro no Wisconsin Medical Society.

E a notícia de seu falecimento, no The Guardian.

 

Sheldon: autista ou não? Let’s see…

Se a gente for levar ao pé da letra o Manual Diagnóstico Estatístico (DSM-V), para se considerar que uma pessoa tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) é preciso preencher os seguintes critérios diagnósticos:

“1 – Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes:

  • Déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
  • Falta de reciprocidade social;
  • Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.

2 – Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:

  • Comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns;
  • Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
  • Interesses restritos, fixos e intensos.

3 – Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.”

 

Então, é… o Sheldon preenche vários critérios diagnósticos, e pode ser que ele seja considerado dentro do espectro autista… Mas para se ter um diagnóstico certo (a gente chama de “diagnóstico fechado”), é preciso que a criança tenha mais de 3 anos de idade, e há um monte de testes padrões que são aplicados por neuropediatras e psicólogos para determinar os graus de apoio que a pessoa vai precisar e quais as áreas do desenvolvimento que são mais comprometidas.

 

His mother had him tested!

His mother had him tested!

 

Outros personagens “autistas”: Dr. Spencer Reid de Criminal Minds; Drax, O Destruidor, de Guardiões da Galáxia; Gil Grissom do CSI; Abdeh Nadir do Community; e o Legion do X-Men, filho do Professor Xavier, obviously…

Esse link tem um monte de filmes (e bons) sobre autismo!

E, não esquecendo (porque eu acabei esquecendo, que feio!), o vídeo bacanudo do Nerdologia sobre autismo!!!

 

 

Precisamos falar sobre autismo… (Parte I)

O que *É* autismo?

Autismo é uma SÍNDROME COMPORTAMENTAL, quer dizer, um conjunto de comportamentos que se desenvolvem de maneira diferente, que dificultam o funcionamento “normal” da pessoa e diminuem sua qualidade de vida. No autismo, esses problemas comportamentais acontecem nas áreas de comunicação e relações sociais, e são acompanhados de padrões comportamentais estranhos, repetitivos e restritivos.

Uma pessoa com autismo pode ter sérios comprometimentos na socialização, porque não consegue se comunicar de maneira eficiente, pode apresentar dificuldades de manter contato visual com outras pessoas e ter a linguagem pouco desenvolvida. Por causa da falta de contato visual, fica difícil para as pessoas com autismo entenderem o que a gente chama de “linguagem não-verbal”: as expressões faciais, entonações e pausas, e gestos comunicativos. Por isso essas pessoas acabam tendo dificuldade de manter conversações e até mesmo de manter relações sociais profundas e duradouras, porque é difícil para os outros se comunicar com elas, e difícil para elas entenderem os outros.

Além disso, por apresentarem comportamentos considerados “estranhos”, como fixação por determinados assuntos, ou ficarem repetindo o mesmo gesto ou palavra, ou se focarem muito em um só tipo de estímulo, as pessoas com autismo acabam sendo afastadas do convívio social considerado “típico”. Esses comportamentos repetitivos restringem o tempo e a motivação das pessoas autistas para se engajar em relações sociais com as outras pessoas e diminuem as chances de que elas aprendam a se comunicar e se relacionar de maneira “aceita socialmente”.

Onde estão os links bacanas com muitas informações?

Estão aqui, abiguinha e abiguinho:

Diagnóstico, na Autismo e Realidade

Critérios diagnósticos do DSM-5, na Autism Speaks, em inglês.

 

Uma das características comportamentais do autismo é a dificuldade de interação social.

Uma das características comportamentais do autismo é a dificuldade de interação social.

 

A “invenção” do autismo

Eugen Bleuler (parça do Freud) foi o primeiro a usar o termo AUTISTA para descrever crianças com problemas de interação social, em 1911. A palavra “autismo” significa “fuga para dentro de si mesmo”, e tem a mesma raiz – “auto” – de autômato ou auto-estima. Mas foi em 1943 que Leo Kanner, um médico da Johns Hopkins University, publicou um artigo descrevendo 11 crianças que, segundo ele, tinham um “poderoso desejo de solidão” e “uma insistência obsessiva por monotonia persistente”.  Mais ou menos na mesma época, um alemão chamado Hans Asperger descreveu o que era conhecida como “Síndrome de Asperger” em 400 meninos com alta inteligência, mas incapazes de desenvolver habilidades sociais e relações interpessoais e que apresentavam interesses obsessivos por determinados assuntos.

Até mais ou menos a década de 1960, o autismo clássico estava fortemente ligado a esquizofrenia (foi chamado de “esquizofrenia infantil” por muito tempo, a nomenclatura “autismo” só foi oficialmente introduzida no DSM em 1980), mas nessa época os médicos começaram a descrever conjuntos de comportamentos típicos do autismo e que se relacionavam com fatores hereditários. Nessa mesma época os primeiros tratamentos comportamentais que focavam em ensinar comportamentos sociais adequados e comunicação para as crianças autistas começaram a ser desenvolvidos e a demonstrar eficácia.

“Mas onde saber mais?” você me pergunta…

Fret not:

História do autismo, no site Parents e no WebMD.

 

 

Leo Kanner foi o primeiro a observar os comportamentos típicos do autismo.

Leo Kanner foi o primeiro a observar os comportamentos típicos do autismo.

 

O “cérebro autista”

O autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento porque afeta várias áreas da vida, e é pervasivo ao longo de todo o desenvolvimento da pessoa. (quer dizer, vai estar presente em todas as fases do desenvolvimento…) Mais que isso, o autismo é considerado um *ESPECTRO*, porque cada indivíduo vai desenvolver os sintomas de maneira diferente, em diversos graus, desde os mais severos até os mais moderados. Atualmente, classifica-se o autismo em 3 níveis, dependendo da quantidade de ajuda – ou “suporte” – que a pessoa com autismo necessita para viver. Algumas pessoas com autismo precisam de supervisão constante e de ajuda para todas as tarefas do dia-a-dia, enquanto outras têm apenas dificuldades de manter relações sociais ou de se comportar adequadamente em contextos diferentes.

Ninguém sabe com absoluta certeza *O QUÊ* causa o autismo. Existem fatores hereditários envolvidos, se uma família tem um criança com autismo, as chances de que outro filho também esteja “no espectro” aumentam 75 vezes. Mas isso não quer dizer que existe um “gene do autismo”. Na verdade, os pesquisadores já descobriram que 20 dos nossos 23 cromossomos têm regiões que podem estar envolvidas no autismo. Pesquisas com famílias mostraram que uma variedade de “defeitos” genéticos pode levar ao aparecimento dos sintomas do autismo, algumas pessoas estudadas tinham genes “faltando”, outras tinham genes “mutados” e outras ainda tinham genes “a mais” quando comparados com seus pais ou irmãos que não tinham o Transtorno.

Além de fatores genéticos, fatores ambientais podem ser causa, ou ao menos aumentarem as chances de que uma pessoa tenha autismo. Sabe-se que a exposição precoce a algumas substâncias tóxicas como mercúrio, chumbo e PCB (polychlorinated biphenyls, um troço usado em alguns lubrificantes) pode causar autismo em crianças pequenas. Outras pesquisas demonstraram altos níveis de testosterona pré-natal produzida pelo feto no primeiro trimestre da gravidez estão associados com a redução de habilidades sociais e com a hipersensibilidade a alguns estímulos.

Tanto os esses fatores genéticos quanto ambientais provavelmente causam autismo porque interferem no desenvolvimento típico de estruturas do cérebro como o corpo caloso (que faz a comunicação entre os dois hemisférios cerebrais), a amígdala (que regula emoções e comportamento social) e o cerebelo (envolvido no equilíbrio do corpo, coordenação e controle motor). Também é possível que estejam implicados na regulação dos neurotransmissores serotonina (que afeta emoções e comportamentos) e glutamato (que é importante para a atividade neural). Todas essas mudanças em conjunto podem explicar o aparecimento dos comportamentos típicos do Transtorno do Espectro Autista (daí que vem a sigla, TEA, que é muito usada para designar o autismo).

Recentemente alguns estudo demonstraram que os “comportamentos autísticos” podem ser efeito do aumento de conexões cerebrais – as sinapses. No desenvolvimento cerebral típico, ocorre uma “explosão” no número de sinapses do córtex na primeira infância, mas depois esse número diminui pela metade. Em crianças com autismo, essa diminuição é de apenas 16%, levando a um excesso de sinapses que atrapalham o funcionamento “normal” do cérebro.

 

As imagens, retiradas do site de notícias da Columbia University (link abaixo), mostram um nerônio de uma criança com desenvolvimento típico (à esquerda) e um neurônio de uma crianças com TEA (à direita). Os pontinhos ou

As imagens, retiradas do site de notícias da Columbia University (link abaixo), mostram um nerônio de uma criança com desenvolvimento típico (à esquerda) e um neurônio de uma crianças com TEA (à direita). Os pontinhos ou “espinhos” nos ramos dos neurônios indicam as sinapses. (Créditos da imagem: Guomei Tang and Mark S. Sonders/CUMC)

 

E os link?

Mas é claro:

Informações básicas sobre o cérebro, no How Stuff Works.

Sobre autismo e hereditariedade, no The Tech.

Genética do autismo, na Autism Speaks.

Textinho da Cambridge University sobre o cérebro autista.

Pesquisa sobre depleção de genes no autismo, link para o artigo original.

Notícia da Columbia University sobre as sinapses extras.

 

Nas próximas postagens…

Posts sobre as características comportamentais do autismo, tipos de tratamento, e fact checking dos mitos sobre o autismo.

Pensamento analítico e empatia podem ser mutuamente excludentes

Olhe para essa imagem:

 

Você pode ver o pato? Olhe de novo, você pode ver o coelho? Agora tente ver o pato E o coelho ao mesmo tempo.

É, você não pode.

Isso acontece porque seu cérebro não consegue codificar as duas imagens ao mesmo tempo, há uma inibição neural entre as duas representações. Esse processo é conhecido como “rivalidade perceptual”. A mesma lógica pode ser usada para entender as descobertas deste artigo publicado na edição de outubro da revista NeuroImage.

Os pesquisadores colocaram 42 sujeitos saudáveis, todos estudantes universitários, numa máquina de ressonância magnética funcional (fRMI) e pediram para que eles executassem diferentes tipos de tarefas de reconhecimento de expressões faciais e de resolução de problemas de matemática e física. O equipamento registrou a atividade das redes neurais do cérebro durante os diferentes tipos de tarefas e esses registros foram comparados.

Além de mostrar que a maior parte do córtex é dedicada à funções sociais, os resultados demonstraram o fenômeno de rivalidade neural em uma escala muito maior do que o da figura pato-coelho. Houve inibição de toda a rede neural do cérebro entre aquela usada para envolvimento social, emocional e moral com outras pessoas e a que usamos para raciocínio científico, lógico e matemático. Ou seja, ou bem a gente resolve um problema lógico, ou bem a gente se preocupa com o coleguinha. O cérebro, aparentemente, não consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Os autores apontam que os resultados podem explicar, por exemplo, o funcionamento neural de indivíduos com condições que impedem as funções sociais (como o autismo) ou aquelas que impedem as funções lógicas (como a síndrome de Williams). No autismo, a pessoa afetada não consegue se engajar em relacionamentos sociais, não demonstra empatia e tem a comunicação muito prejudicada, embora as funções lógicas possam estar presentes em grau muito mais elevado do que em indivíduos com desenvolvimento típico. Já na síndrome de Williams, as pessoas afetadas são super-sociais e têm uma empatia acima da normal, mas as funções cognitivas são muito comprometidas. Os cientistas sugerem que o tratamento para essas condições poderia focar em balancear o uso dessas duas redes neurais, de forma a equilibrar o funcionamento cerebral.

Fazendo um pouco de esforço interpretativo, podemos começar a entender porque alguns executivos bem sucedidos tendem a tomar decisões ignorando as consequências sociais e mantendo o sucesso nos negócios.

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