Vida, morte e imortalidade: desvendando a história das células Hela

Assim que recebi um email da livraria de Harvard avisando que Rebecca Skloot participaria lá de uma discussão sobre o seu mais novo livro, nem pensei duas vezes e enfrentei a congelante noite para conhecê-la. Com voz suave e envolvente, a jornalista norte-americana fez a plateia refletir sobre temas de ciência e seus bastidores, propriedade intelectual e patentes de células, a precária comunicação entre médicos e pacientes, entre outros. O livro intercala tais discussões com uma narrativa que prende o leitor (sabe quando um livro não te larga?), resultado de uma profunda investigação sobre a vida de Henrietta Lacks: uma mulher negra que viveu nos Estados Unidos entre os anos de 1920 e 1950, da qual foram extraídas células cancerosas que originaram a primeira linhagem imortal de células humanas (HeLa). O impacto de tal façanha na ciência médica moderna foi profundo e vasto, muito embora a família de Lacks tivesse vivido um enorme silêncio (e falta de informação) sobre sua importante contribuição.

Acredito que muitos cientistas que estão neste momento crescendo células HeLa em placas de cultura no laboratório não têm ideia da sofrida história de vida de Henrietta Lacks.

Tamanha motivação virou uma resenha para a Ciência&Cultura.

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