Cosmos, de Carl Sagan
Meus grandes ídolos da ciência são Skinner e Darwin, que dispensam comentários. Mas tenho outro ídolo logo ao lado deles que é o astrônomo Carl Sagan, não tão conhecido pelos psicólogos. Falei sobre um livro dele aqui e postei uma citação de outro livro aqui.

Sagan é hoje reconhecido como um dos maiores divulgadores da ciência e ficou conhecido mundialmente principalmente pela sua série televisiva “COSMOS: Uma Viagem Pessoal“, exibida em 1980, com 13 episódios abrangendo assuntos como astronomia, religião, ceticismo, evolução, pensamento científico, teoria da relatividade, viagens no espaço e tempo e até um pouco de psicologia.
A série foi premiada com os troféus Peabody e Emmy e foi vista em mais de 60 países por mais de 600 milhões de pessoas e é ainda, de acordo com o Science Channel, a série da PBS mais vista em todo o mundo.
Fica então a sugestão para as férias de julho, eu recomendo muito assistir esta sensacional série, que, para quem não quiser comprar, está disponível legendada em português no YouTube pelo usuário ztaarb.
Episódio 1 – Os Limites do Oceano Cósmico (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 2 – Uma Voz na Fuga Cósmica (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 3 – A Harmonia dos Mundos (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 4 – Céu e Inferno (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 5 – Blues por um Planeta Vermelho (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 6 – Relatos de Viajantes (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 7 – A Espinha Dorsal da Noite (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 8 – Viagens no Espaço e no Tempo (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 9 – A Vida das Estrelas (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 10 – O Limiar da Eternidade (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7).
Episódio 11 – A Persistência da Memória (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Episódio 12 – Encyclopaedia Galactica (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6)
Episódio 13 – Quem Pode Salvar a Terra? (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).
Estes links eu encontrei no http://ensinofisicaquimica.blogspot.com.
Marcapasso contra a depressão
Passeando pela net, me deparei com este artigo, a seguir um trecho:

“Uma novidade pode reforçar o arsenal da medicina contra a depressão. Grupos de pesquisadores estão testando a eficácia de marcapassos no controle dos sintomas da doença, [...] Embora ainda experimentais, os estudos têm apresentado resultados animadores.
O objetivo da implantação dos marcapassos é o mesmo dos medicamentos orais usados hoje contra a enfermidade. As duas estratégias têm como finalidade reequilibrar a concentração no cérebro de substâncias associadas às emoções.”
Eu achei essa idéia tão absurda que juro que nem soube por onde começar a comentar, escrevi e apaguei este primeiro parágrafo umas três vezes pois em todas acabei sendo “radical” demais ou ofendendo alguém. Melhor apenas defender minha postura:
Eu não acredito que a depressão seja de origem genética nem que seja uma doença. Mas eu acredito que nosso corpo possui uma estrutura biológica herdada filogeneticamente para sentir, e em nossa ontogenia, ou seja, durante nosso desenvolvimento, esse corpo vai se adaptando ao meio que vivemos e em conjuntos de situações mais complexas como na perda de um ente querido, dificuldades financeiras, dificuldades de relações interpessoais, entre vários outras possíveis situações agravantes, acabamos adotando comportamentos rotulados como depressivos e nem sabemos como chegamos até tal ponto, muito menos como sair dele. No final das contas, é tão estranho que parece até doença!
O mais engraçado é que apesar de todos esses avanços e pesquisas nos tratamentos medicamentosos para a depressão (e outros transtornos), a terapia comportamental ainda é a mais eficaz.
Mais sobre o assunto em:
BANACO, R. A., Auto-regras e Patologia comportamental. Em ZAMIGNANI, D. R. (org.) Sobre comportamento e Cognição: a aplicação da análise do comportamento e da terapia cognitivo-comportamental no hospital geral e nos transtornos psiquiátricos. Santo André, ESEtec, 2001. (Cap.12)
Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
Conhece a Wikipédia?! Aquele site que todos os estudantes vão atrás na hora de fazer seus trabalhos escolares? Então, nem todo mundo sabe mas a Wikipédia é uma enciclopédia livre, ou seja, qualquer pessoa pode contribuir com seu conteúdo, afinal de contas, todo mundo é bom em alguma coisa, seja em novelas ou algum conhecimento científico. Para encorajar as contribuições, foi lançada esta promoção e eu estou fazendo minha parte na divulgação:
Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC! E também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!
Também não seria nada mal eu ganhar algum desses prêmios! ;)
Humor – Drogas Psicotrópicas

“Como vocês podem ver pela sua resistência violenta à injeção forçada de um coquetel de drogas psicotrópicas, o paciente é claramente psicótico!”
Casamento anfíbio
Quando reforçados após um comportamento, no futuro a probabilidade do mesmo comportamento se repetir em uma situação parecida aumenta – e isso pode acontecer mesmo quando o nosso comportamento não tem nenhuma relação funcional com o reforço, apenas temporal (ou seja, emitimos um comportamento e acidentalmente somos reforçados). Isso é comum para humanos, animais e qualquer organismo, mas nós somos os únicos seres capazes de relatar essas experiências para outros da mesma espécie, podendo gerar consequências muito bizarras como nesse vídeo:
O relógio causa as horas?
“Quem joga o futebol? O cérebro? As pernas? Os pés ‘jogam’ futebol? Os impulsos nervosos? A serotonina joga futebol? Alguma outra parte ou processo interno do corpo? De alguma forma essas partes ou processos fazem com que joguemos futebol? Iniciam o jogar? Não! Jogamos o futebol tal qual o jogamos porque, por nossa filogênese, temos essas partes e elas estabelecem as bases físicas (e daí bases fisiológicas) para que esse comportamento seja possível. Jogamos com elas, mas não porque elas ‘queiram’; não são elas que jogam. É o organismo como um todo” (Starling, 2000, p. 12).
STARLING, R. R. . A interface comportamento/ neurofisiologia numa perspectiva behaviorista radical : o relógio cusa as horas ? . In: Kerbauy, R.R.. (Org.). Sobre comportamento e cognição. Santo André: SET, 2000, v. 5, p. 3-15.
“Uma ciência do sistema nervoso baseada na observação direta, e não na inferência, finalmente descreverá os estados e os eventos neurais que precedem formas de comportamento. Conheceremos as exatas condições neurológicas que precedem, por exemplo, a resposta ‘Não, obrigado’. Verificar-se-á que estes eventos são precedidos por outros eventos neurológicos, e estes, por sua vez, de outros. Esta seqüência levar-nos-á de volta a eventos fora do sistema nervoso e, finalmente, para fora do organismo” (Skinner, 1953/1994, p. 39).
Skinner, B. F. (1994). Ciência e comportamento humano (J. C. Todorov & R. Azzi, trads.). São Paulo: Martins Fontes (Obra publicada originalmente em 1953).










