Sobre delírios e alucinações

O que mais me desperta interesse na esquizofrenia é o desafio!
Palavras da professora Ilma Britto, referência no Brasil em pesquisas comportamentais em esquizofrenia.
Quando falamos em esquizofrenia, falamos principalmente em delírios e alucinações: delírios se referem a verbalizações incorretas como “sou o rei da Malásia” ou “cientistas colocaram uma pedra de gelo dentro de mim“; alucinar envolve perceber estímulos que não estão presentes no ambiente, como ouvir vozes ou ver pessoas mortas. Nem todo esquizofrênico apresenta estes comportamentos, mas pelo menos a maioria sim.
A terapia comportamental é extremamente eficaz no tratamento de vários transtornos psicológicos mas a esquizofrenia sem dúvida é o que mais desafia tanto psicólogos quanto psiquiatras.
Parte do problema é que ainda ninguém sabe ao certo quais os genes ou alterações cerebrais que podem produzir tal transtorno, tampouco as situações de vida que possam levar seu desencadeamento. Mas sabemos que certas situações agravam estas falas psicóticas, como situações intoleráveis, traumáticas ou em que há dificuldade de adaptação. Daí para se fazer um tratamento capaz de reduzir essas verbalizações, a terapia acaba sendo não só com a pessoa mas sim com a família toda.
Um ótimo exemplo de esquizofrenia é o matemático John Nash, ganhador do prêmio Nobel de economia em 1994 e personagem do filme (e livro) Uma Mente Brilhante. Ainda não li o livro nem conheço a fundo a história do verdadeiro John Nash, mas o filme já mostra bem não só os delírios e alucinações, mas também a pressão exercida pelos colegas e professores (dizendo “Quem de vocês será o próximo Einstein?“), além do isolamento social de John, momento em que ele mais interage com seus amigos imaginários.
Uma análise do filme, assim como uma melhor explicação sobre a esquizofrenia, pode ser encontrada no artigo “Sobre Delírios e Alucinações” escrito pela mesma professora que citei ali em cima, a Ilma Britto. Só clicar no link!

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Discussão - 5 comentários

  1. glau disse:

    eu ja vi o filme e ja li o livro, nao leia o livro eh mt cansativo hehe(na epoca tinha mais paciencia), o filme eh mt bom,adoro!

  2. Isis disse:

    Conheço muitas pessoas que preferem a terapia comportamental. Por que ela é mais eficiente?

  3. Nossa eu to morrendo de vontade de ler hauhauha parece que descreve melhor os comportamentos dele daí eu fico ligadão ahuahuha :P

  4. Bom, eu sou comportamental então sempre que falo da minha abordagem querendo ou não eu acabo puxando um pouco de sardinha pro meu lado ehhehe.
    O que diferencia a comportamental de todas as outras abordagens da psicologia (psicanálise, cognitiva, gestalt, etc…) é que é a única que se esforça em estudar o comportamento humano em geral (assim como pensamentos, sentimentos e o resto todo) como uma ciência natural, ou seja, evitando termos subjetivos ou de natureza metafísica (como instâncias psíquicas ou processos cognitivos que ninguem vê) e através de conceitos construídos somente através da experimentação.
    Daí quando se aplica estes conhecimentos no mundo afora, temos ótimos resultados, como é de se esperar!
    A abordagem é nova, tem pouco mais de 50 anos, mas quando a gente vê os resultados das pesquisas feitas, os gráficos e tabelas falam por si só. Eu considero a terapia comportamental a mais rápida e eficaz e tenho um monte de pesquisas aqui a meu favor, mas não gosto muito de falar isso por aí porque muita gente reclama.

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