Psicológico

Psicologia e a Ciência do Comportamento Humano

Felipe Epaminondas


Psicólogo e professor na ULBRA em Itumbiara, com especialização em Psicopatologia Clínica e mestrando em Esquizofrenia na PUC-GO.

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Bart Simpson com o Transtorno de Déficit de Atenção

Category: PsiquiatriaVídeos
Posted on: fevereiro 6, 2009 9:02 PM, by Felipe Epaminondas

O desenhos dos Simpsons é famoso por fazer críticas inteligentes e bem humoradas de tudo o que se pode imaginar, até mesmo um episódio que tirava sarro do Brasil foi quase proibido de passar por aqui.

No segundo episódio da 11ª temporada, o diretor Skinner chega à conclusão de que Bart é portador do Transtorno de Déficit de Atenção, em uma cena que até me lembrou o ótimo filme Impulsividade. O episódio mostra também Marge buscando os medicamentos receitados em um laboratório e os efeitos colaterais que eles trazem no pobre Bart.

Eu juntei estas cenas do episódio e os legendei em português:

http://www.youtube.com/watch?v=SVtZwUEdFgA

O diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção é dado a pessoas (principalmente crianças) que apresentam dificuldade de atenção e concentração, interferindo de maneira significativa em sua qualidade de vida. Assim como em outros transtornos psiquiátricos, este diagnóstico é feito na base do "olhômetro" e dos relatos da pessoa, não existindo nenhum exame que comprove a real existência do transtorno, e o episódio dos Simpsons dá uma beliscada nesse ponto, pois o próprio direto Skinner faz o diagnóstico.

Os medicamentos também são controversos, dizem por aí que a Ritalina possui quase a mesma composição química que a anfetamina, mas isso eu não posso confirmar já que farmacologia não é a minha área (quem souber mais sobre isso por favor poste nos comentários). Mas o episódio brincou bastante em cima disso!

* Atualização: O leitor Leonardo comentou que "mesma composição química não seria o termo correto. Está mais para ações farmacológicas semelhantes às da Anfetamina." Valeu!

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Comments (6)

1

Prezado Felipe.
Mesma composição química não seria o termo correto. Está mais para ações farmacológicas semelhantes às da Anfetamina. Em todo caso, por mais que exista pessoas que tem melhora do aprendizado tomando a ritalina, dificilmente há boa relação custo-benefício com relação ao uso desse tipo de medicamentos. Acredito que um bom exercício físico reguar deva produzir resultados mais positivos.

Posted by: Leonardo | fevereiro 6, 2009 10:12 PM

2

Obrigado pelo esclarecimento! :)

Posted by: Felipe | fevereiro 6, 2009 10:17 PM

3

o Bart realmente parece ter algo "diferente"! hehe

Posted by: Daniel | fevereiro 6, 2009 11:39 PM

4

Olha, eu gostei tanto desse vídeo que a gente podia fazer uma acordo, até pq dizem que nada se cria tudo se copia. Vc pode colocar o vídeo que tem no meu blog no seu se quiser e eu coloco esse no meu. Ok?

Posted by: Luciana | fevereiro 7, 2009 10:40 AM

5

Luciana, vc pode usar qualquer material que ver aqui, contanto que cite a fonte, claro! ;)

Posted by: Felipe | fevereiro 7, 2009 10:48 AM

6

Já li bastante sobre o assunto e o que me impressionou foi saber na realidade não se sabe como o metilfenidato ou outros medicamentos como antidepressivos tricíclicos, agem no cérebro p/ produzirem seus efeitos. Os autores que li falam em hipóteses como: devem agir sobre as catecolaminas diminuindo enzimas que destroem neurotransmissores ou agindo como neurotransmissores ou ainda aumentando a produção de neurotransmissores, não existe certeza. Portanto como saber dos seus efeitos em longo prazo? Não sabemos, por esse motivo o assunto provoca discussões na comunidade científica. Acho que esses medicamentos deveriam ser prescritos em último caso para dar suporte a um processo terapêutico. E atualmente o que vem acontecendo é o contrário o medicamento vem sendo a primeira opção. Levando em consideração que mudar o comportamento tb modifica a bioquímica cerebral, os “psicofármacos não nos dão nada que não temos” meu professor Marcelo falava isso, então podemos conseguir os mesmos efeitos sem eles, ou utilizá-los por um curto período associados à terapia para podermos modificar nossos comportandos, pensamentos e bioquímica cerebral.

Posted by: Luciana | fevereiro 8, 2009 4:29 PM

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