TDAH nas escolas

No último post citei a posição do neurologista Steven Rose, que defende que a cada dia medicamos mais as pessoas como se os vários transtornos comportamentais fossem apenas “doenças da mente”, quando na verdade, muitos outros aspectos sociais estariam em jogo, o que nos faz questionar se estas doenças estão mesmo nas pessoas ou na sociedade.
Mas se o problema realmente estivesse na sociedade, não seria então ela que deveria mudar para melhor? Impedindo assim que as pessoas se tornem “doentes” (ou fazendo com que elas “se curem”)? Se dissermos que só a Ritalina não é suficiente para as crianças com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), não deveríamos então educar os pais e professores sobre outras formas de ajudá-las?
Sim! E aqui está um exemplo disso na escola:

Este vídeo eu vi primeiro no blog Serpsico.

Ritalina: A solução para seus problemas?

Em um outro post sobre um vídeo do Bart Simpson com TDAH (Déficit de Atenção e Hiperatividade) acabei comentando sobre a Ritalina, que é hoje o medicamento mais prescrito em casos como este.

Para satisfazer mais minha curiosidade, fui atrás de mais informações e vou citar aqui o que li no incrível livro “O Cérebro do Século XXI“, escrito pelo neurocientista Steven Rose:

“O peremptório Diagnostic and Statistic Manual, com base em dados dos Estados Unidos, agora inclui como categorias de doenças o transtorno opositor desafiante, o distúrbio do comportamento destrutivo e, mais notavelmente, uma doença chamada de distúrbio de hiperatividade e déficit de atenção, que supostamente afeta até 10% das crianças pequenas (principalmente meninos). o ‘distúrbio’ é caracterizado por fraco desempenho na escola e incapacidade de se concentrar nas aulas ou de ser controlado pelos pais. Supostamente é consequência de função cerebral defeituosa associada a outro neurotransmissor, a dopamina. O tratamento prescrito é um remédio análogo à anfetamina, chamado Ritalina. Há uma epidemia mundial crescente de uso da Ritalina. Dizem que as crianças não tratadas apresentam um risco maior de se tornarem criminosas, e há uma literatura em expansão sobre ‘a genética do comportamento criminoso e anti-social’. Será esta uma abordagem médico-psiquiátrica apropriada para um problema individual, ou um quebra-galho barato para evitar a necessidade de questionar a escola, os pais e o contexto social mais amplo da educação?” (pág.14)

“…não há dúvidas que a Ritalina ‘funciona’, como no testemunho de crianças entrevistadas (…). Entretanto, a Ritalina não ‘cura’ o TDAH mais que a aspirina cura a dor de dente. Mascarar a dor psíquica indicada pelo comportamento destrutivo pode propiciar um espaço para pais e professores respirarem e para a criança negociar um relacionamento novo e melhor; mas, se a oportunidade não for agarrada, mais uma vez vamos nos encontrar tentando ajustar a mente, em vez de ajustar a sociedade.” (p. 289).

Fiquei até sem palavras!

Quente e frio: o amor bipolar

Vi no Mind Hacks que profissionais clínicos tendem a diagnosticar menos o Transtorno Bipolar quando a pessoa descreve ter se apaixonado recentemente, mesmo apresentando todos os padrões comportamentais necessários.
Do mesmo jeito que a Katy Perry descreve no seu último hit Hot N’ Cold (que com certeza você já ouviu por aí):
   ”You’re hot then you’re cold / Você está quente e está frio
   You’re yes then you’re no / Você é sim e é não
   You’re in and you’re out / Você está dentro e está fora
   You’re up and you’re down / Você está pra cima e está pra baixo
   Someone call the doctor / Alguém chame o médico
   Got a case of a love bipolar / Tenho um caso de amor bipolar”
É, pelo visto o diagnóstico não se aplica a ela… e outra, quem nunca viu casais brigarem e se reatarem milhares de vezes?
Link para o post no Mind Hacks.
Link para o artigo que originou o post.
Link para o clipe da música no Youtube.

Judith Beck falando sobre a Terapia Cognitiva

Vou começar a semana com este vídeo em que a Judith Beck fala sobre a Terapia Cognitiva, que apesar de não ser a qual eu trabalho, é uma que respeito bastante. Para quem não conhece, Judith Beck é psicóloga e filha do fundador da terapia cognitiva Aaron Beck.

Este vídeo eu vi primeiro no Serpsico!

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