Todo mundo aprendeu no primário que as plantas costumam crescer em direção à luz. Mas pesquisas já mostraram que diferentes plantas também brigam por recursos e respondem a estímulos dependendo da sua história de experiências, o que alguns chamam de memória. Por causa de achados assim, certos pesquisadores já estão procurando o "cérebro" das plantas, usando em seus artigos termos como "inteligência das plantas". Mais detalhes sobre estas pesquisas podem ser lidos aqui.
Não vejo nada de errado em emprestar termos da ciência animal e adaptá-los à botânica, mas problemas surgem quando atribuímos cognição à elas!
Acontece que como aparentemente as plantas se comportam (sim, elas respondem à estimulos do ambiente, crescem em determinadas direções e algumas até se alimentam de animais) já querem atribuir processos cognitivos à elas.
Ora, deve-se tomar cuidado para não mudar o foco de atenção das coisas! Não é porque a planta responde a estímulos ambientais que ela possue processos cognitivos! Então a planta tem mente? Não só a planta, mas os cachorros, as moscas, as minhocas, e as bactérias também? Nesse vídeo vemos claramente uma bactéria perseguindo seu alimento, quer dizer que ela age por causa de uma mente ou inteligência?
No campo das ciências naturais, nunca precisamos de termos como mente para explicar os comportamentos: assim como seres inferiores, somos animais respondendo à estimulos do ambiente! A grande diferença dos seres humanos é que somos capazes de descrever o que fazemos e como fazemos, e essas descrições em si podem servir como novos estímulos para outros comportamentos. Isso não implica que um comportamento tenha originado na "mente" ou no cérebro. O cérebro é só mais um órgão respondendo a estímulos ambientais, assim como o fígado.
E onde fica a mente nisso? No mundo metafísico, junto do Saci Pererê e do Papai Noel. (Ou como Skinner disse, no lado criacionista da psicologia!)
Minha inspiração pra esse post foi o MindHacks.





