Educar com ou sem palmadas?

20100519_palmadas.jpgUma notícia meio que virou polêmica nos últimos dois dias no Jornal Hoje: um projeto de lei que visa proibir as chamadas “palmadas educativas”. Vários profissionais deram suas opiniões no programa e, insatisfeito com todas elas, resolvi agora dar a minha.
Primeiro a pergunta clássica: palmadas funcionam? A resposta é sim. Mas não como os pais esperam. Gritos, palmadas e castigos são diferentes tipos de punição, que exercem bem sua função que é suprimir um certo comportamento indesejado da criança. Mas estas punições também tem efeitos colaterais como a eliciação de respostas emocionais negativas na criança, a supressão de outros comportamentos, o próprio punidor passa a ser visto como algo ruim, além de que a criança pode querer continuar a fazer coisas que o punidor não deixa, talvez até pelo simples ato de desafiar.
Ou seja, a criança não aprende nada, só que o punidor é um chato, que deve temê-lo e que o comportamento inadequado deve ser feito às escondidas. Daí de quem é a culpa quando o garoto cresce e foge de casa pra usar drogas?
Punimos tanto no dia a dia porque para nós ela parece funcionar a curto prazo: uma palmada faz sim com que a criança pare aquele comportamento indesejado. Mas só a punição não dá certo a longo prazo.
20100519_palmadas2.jpgAs pessoas estão vendo o problema pelo ângulo errado: a melhor maneira de se educar uma criança não é controlando o comportamento indesejado, mas sim o desejado. Ao invés de punir quando ela faz algo errado, tente reforçar aquele adequado. Quando a criança está quieta, brinca com os amigos ou faz a tarefa, os pais (e professores) devem parabenizá-la, reconhecer o trabalho bem feito, mostrar carinho, ou seja, sinalizá-la que aquele é o comportamento correto que, a longo prazo, ele certamente aumentará de frequência. Quando os comportamentos adequados aumentam de frequência sobra menos tempo para os inadequados ocorrerem.
Sim, a solução é simples assim, mas infelizmente parece que a maioria das pessoas estão acostumadas a usar apenas punição. Tanto que agora o governo quer simplesmente punir os pais que usam da força, mas planejar campanhas, cursos e workshops sobre como melhorar educação para os filhos ninguém quer fazer.
Para pais, psicólogos e curiosos recomendo a leitura: Eduque com Carinho, de Lidia Weber

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Discussão - 27 comentários

  1. Alessandro disse:

    Óbvio que sou contra palmadas, mas acho que o Estado não deve meter o bedelho em questões de ordem doméstica. Dar uma palmada numa criança birrenta não pode ser categorizado na mesma classe de bater na esposa.

  2. João Carlos disse:

    A hipocrisia da Proposta de Lei fica patente quando se pretende proibir a palmada, mas se deixa a polícia portar cassetetes… Como pai e avô, eu sei que chega um ponto onde não há possibilidade de diálogo e uma palmada é capaz de fazer cessar um comportamento que pode ser muito mais pernicioso do que a contrariedade de apanhar de alguém mais forte. Eu costumo dizer que “a hora de dar uma palmada é antes de você ficar com raiva”.

  3. Chloe disse:

    Olá Felipe, ; )
    eu vi essa matéria.
    Na minha opinião, o grande problema das palmadas é o real motivo delas e sua intensidade.
    O que vemos acontecer muitas vezes é o adulto usar das ‘palmadas’ para descarregar na criança a sua própria insatisfação, infelicidade e bronca com o mundo; o que torna a ‘palmada’ totalmente desproporcional à falta praticada pela criança.
    E isso é muito preocupante.
    Volto a questão que comentei no post anterior: o auto conhecimento.
    Será que todos os pais estão em condições de saber diferenciar 1.até onde a palmada que estão dando está relacionada ao ato praticado pela criança de 2.a partir de que ponto estão na verdade descarregando na criança suas próprias frustrações, falta de preparo para lidar com o comportamento infantil e falta de paciência, sob o pretexto de estar educando ou punindo por um ato que é fruto da imaturidade.
    Em princípio, o adulto tem (ou deveria ter) um conhecimento de mundo maior e uma maturidade maior do que a criança. Acho dificil de acreditar que a única maneira que ele tem de conseguir convencer a criança a não fazer algo, seja a força bruta.
    Com 7 anos de idade eu levei uma surra absurda do meu pai por ter ido a casa da vizinha sem avisar. Fiquei dias machucada. Será que ele estava preocupado em me alertar sobre os perigos de sair sozinha de casa sem avisar, numa cidade de 50 mil habitantes…? Ou será que eu fui sua válvula de escape naquele momento?
    É um assunto mais complexo do que parece.
    ; )
    C.

  4. Marcus Paulo disse:

    Concordo meu caro! Infelizmente é como nosso governo agi frente aos acontecimentos, cria-se uma lei como se isso fosse funcionar como a lei da gravidade, ou seja, naturalmente! O que você nos mostrou é muito interessante, é simplesmente a teoria de Skinner, correto? (Salvo-me de qualquer erro, visto que sou apenas um advogado, apaixonado por Psicologia, hehe) Enfim, ela que diz que a recompensa tem um efeito muito mais válido que a punição né… e eu concordo com o que falou! Só acho interessante também o estudo que se tem sobre o efeito da recompensa, que por diversas vezes pode tirar o foco da criança sobre o que deve ser feito, e capaz de faze-la não conseguir cumprir determinada tarefa, por estar concentrada no “prêmio”. Portanto, acho interessante complementar esse post, falando sobre a forma como deve ser feita essa recompensa, para não se ter um efeito colateral, e muitos depois acharem que o ensinamento aqui presente é inadequado.
    Abraços!

  5. Claudete Coutinho disse:

    Algo que aprendi com gatos mijões é que punição deve ser imediata. Para crianças deve ser muito traumatizante apanhar por quebrar um vaso horas depois que a culpa já passou.

  6. Ralph Buganeme disse:

    Boa matéria Felipe, que boa a sua atitude “pró-humana” em favor da educação de crianças…, concordo com voce, principalmente com a atitude do governo que me parece fazer o que justamente quer evitar, punições que de nada adiantam. Gostaria de acrescentar o óbvio, ou seja, que o diálogo que seria a principal e mais fundamental atitude com crianças fica em um segundo plano, uma vez que para esse exercício(do diálogo) é preciso uma disponibilidade interna que em nós adultos ainda continua muito cristalizada. Muito conveniente a colocação acima,do Marcus Paulo dos efeitos colaterais da recompensa.Abs

  7. Felipe Epaminondas disse:

    Sim Marcus, me baseei na teoria de Skinner neste post (e em praticamente todos de meu blog), ele deu também algumas dicas sobre como balancear o uso de reforçadores para que o controle não se transforme em chantagem! Posso falar sobre isso no futuro.

  8. Daniela Candida disse:

    É complicada a questão da palmada.
    Sou totalmnete contra qualquer tipo de violência, principalmente com crianças.
    Se a criança já sabe falar, conversar é uma atitude bem mais interessante. Se a criança ainda não sabe falar… (bom, nem preciso continuar né?!?!)
    Devemos saber que a lei não vai resolver o problema, pois a denúncia pode ocorrer, mas assim que o acusado chega em casa, a criança está a mercê deste novamente.
    Porém, gostaria de salientar que bater não resolve. Mesmo porquê, quantas vezes vemos crianças levando palmadas por culpa dos pais. Dias atrás um vizinho deu uns tapas no filho porque este o chutou no rosto. Mas o menino havia sido levantado de uma vez só e perdeu o equilíbrio e acertou o pai sem querer…
    É complicado demais.
    Fui uma criança muito levada, e quando eu digo muito, acrescente muitos uuuuuuuuuuuuuus nesta fala! (hauhauahua)
    Apanhei muitas vezes, mas isto não me impedia de fazer novas travessuras. Até mesmo porque eu só lembrava que iria apanhar depois da arte.
    A conversa é sempre uma boa saída, e se ela não dá certo…
    Sente, reflita, converse… E encontra outra! Nunca a violência!

  9. Recebi o link a partir de uma amiga virtual. Leio vários outros blogs do scienceblogs, mas não conhecia esse ;)
    É interessante encontrar esse tema assim, em outros lugares. Participo de vários grupos de mães e temos várias que absolutamente não batem em seus filhos. Porém admito que é muito mais trabalhoso, requer muito mais diálogo, muito mais compreensão e conhecimento da fase da criança. Tenho plena confiança que é o jeito correto de se lidar com outros humanos – e o mínimo que os pais tem que fazer.
    Não vejo nenhuma diferença entre bater na esposa de antigamente e bater nos filhos de hoje. A esposa TAMBÉM era inferior, não obedecia, não entendia porque tinha cérebro menor e era dependente. Era manipuladora, e tinha que aprender a ser submissa. Eram ‘histéricas’ e mereciam palmadas para que aprendessem, e só assim aprendiam, não é?
    Existem vários países do mundo onde a ‘palmada’ é proibida. Lá os adultos são desestruturados?
    Não faz sentido associar a não-violência com falta de regras. A necessidade de aprovação por parte dos pais é forte demais nos primeiros anos.
    Para criancinhas, recomendo o livro ‘The Happiest Toddler on the Block’, do Dr. Karp. Não tem em português, mas é maravilhoso.

  10. Luciana disse:

    Palmada ensina, disso eu não tenho dúvidas.
    Palmada ensina que se pode agredir fisicamente pessoas mais fracas. Palmada ensina que conflitos se resolvem com violência. Palmada ensina a temer o mais forte, não a respeitá-los como ser humano que é. Palmada represente esses ensinamentos e uma série de outros no mesmo viés: o da violência, o da falta de respeito, o da deseducação.
    Meu filho nunca apanhou. Meu filho nunca foi submetido a violência e humilhação verbal. Eu ensino meu filho a respeitar os mais fortes e os mais fracos, a resolver seus conflitos pelo diálogo e não pela violência, a ser um ser humano íntegro e que aceita as diferenças.
    Na nossa sociedade, as únicas agressões físicas permitidas são contra crianças e animais. Troque nesse artigo a palavra “criança” por “mulher”, por “negro” ou por qualquer outra minoria e ficará patente que nossas crianças são alvo de um preconceito absurdo. São os mais indefesos e os maiores alvos de violência, partindo daqueles que deveriam defendê-los: os seus pais.
    Um tapinha dói, sim. Dói no corpo e dói na alma.

    • geraldo disse:

      E se o seu filho te desobedecer e insistir em te desobedercer sistematicamente? o que voce faz? As crianças tambem tem suas personalidades, eu tenho uma aqui em casa que é so falar uma vez e pronto, obedece. Mas eu mesmo na minha infancia nao obedecia, resistia a autoridade dos meus pais…ou seja, uma criança terrivel. Graças a sabedoria dada a minha mãe por Deus, hoje sou um homem que tem limites, em nada tenho disturbio psicologico, psiquiatrico ou qualquer outro tipo de psico…Sou militar, ja tenho um tempo de caserna, e o que vejo hoje são novatos chegando sem qualquer noção de respeito e hierarquia, falta de uma educação acompanhada pelos pais na infancia (geração criada pela televisão)…infelismente, no caso de alguns deles conversa nao vai adiantar, somente a dor trara o entendimento. Sou a favor das palmadas sim, mas sou a favor de um lar cristão e amoroso, sem abrir mão das regras e consequencias.

  11. Oi Felipe,
    Seu blog é muito legal e serviu de inspiração para o que eu criei com outros colegas da saúde mental (floripapsi.blogspot.com). Particularmente, gostei muito do seu comentário sobre as palmadas e sua visão clara e realista: de que de fato funcionam, porém não como os pais gostariam, ou seja, no sentido de educar verdadeiramente e a longo prazo. A relação verdadeira entre pais é filhos é fundamental, desde os primeiros meses de vida do bebê, e ela será tão mais educativa quanto mais se pautar no afeto positivo, no reforço através do carinho, na expressão dos sentimentos porém não através da violência verbal ou física. Também sou mãe, além de psicóloga, e costumo dizer diariamente aos meus filhos que os amo. Dizemos isso naturalmente uns aos outros, e geralmente quando está tudo bem. Às vezes, depois de uma bronca que foi “bem ouvida” também digo, para terem certeza de que continuo os amando apesar de errarem de vez em quando. Com certeza isso nos faz querer continuar bem para novamente receber aquele afeto… e assim o tempo para as outras atitudes fica cada vez menor.

  12. Rodrigo disse:

    Tenho 37 anos e tenho um filho de 13. Nunca bati no meu filho, nunca lhe dei uma palmada, um beliscão, ou puxão de cabelo sequer. Meu filho nunca me desobedeceu, nunca chorou por birra, não me lembro de em momento algum ter tentado subir em móveis, aproximar-se de fogão, meter o dedo em tomadas, mesmo quedas e pequenas machucaduras ele mesmo evitava, apenas se comportando bem e brincando com segurança, de acordo com minhas recomendações. Ele é inteligentissimo, super bem resolvido, responsavel com os estudos e com as tarefas de casa. Apenas demonstro a ele todos os dias o meu amor incondicional por ele, e jamais o trato como um imbecil retardado. Potencialmente as crianças tem muito maior capacidade de aprendizado que um adulto. Basta lhes dar atenção e as tratarmos como individuos capazes. Bater em uma criança ou um jovem, só reflete o fato de que o adulto que faz isto é um idiota retardado, preguiçoso e irresponsável que colocou um filho no mundo e não dá conta sequer de limpar o próprio traseiro, que dirá cuidar de um ser humano em formação. Em minha modesta opinião, adultos que batem em crianças devias ser castrados ou no caso de mulheres, ter seus ovários retirados cirurgicamente.

  13. Pettan disse:

    Muito bom artigo. Curto o blog, aliás tenho um novo, e fiz um post que é um anexo desse assunto. Caso interessados : pettanchitt.wordpress.com

  14. Adriano disse:

    Acho que oque não podemos é meramente bater sem motivo ou acabar espancando, ou machucando a criança, mas aquelas palmadas na bunda de mão aberta, isso não faz mal para criança nenhuma, muito pelo contrario bater na hora certa e pelo motivo certo, na hora que a criança precisa por um ato que a criança saiba o porque ela levou aqueles tapas é mais q necessario. prefiro eu bater doque a policia mais tarde, e se não quizerem que eu bata que eles levem e cuidem pois em cas quem manda sou eu. Apenas lembrando não é espancar e sim corrigir.

  15. Ibrahim disse:

    Luciana, concordo com você. Sou estudante de Pedagogia e reconheço a infância como uma fase de grandes aquisições e descobertas, por isso, acredito que o que mais a criança necessita é de carinho, amor e brinquedo.
    Abraços

  16. Julia disse:

    Concordo plenamente com o seu post. Não adianta ter uma lei que faz o mesmo que os pais. Os pais farão o mesmo que as crianças: baterão escondidas até que sejam pegas. Duvido que isso, sozinho, vá mudar algum comportamento.
    Sinceramente, apanhei durante a minha infancia, muitas vezes sem ter feito nada, pois minha mae acreditava que se algum filho fizesse algo errado todos deveriam apanhar e eu tenho 3 irmãos, então era oportunidade suficiente. Sendo a mais velha entao, sempre sobrava pra mim.
    Já pensei e tentei suicidio por isso e eles NEM SABEM, nem perceberam. Fiquei 48 horas desmaiada no meu quarto e ninguem se deu conta. Nisso eu tinha só 12 anos. Não consigo ter respeito ou amar meus pais por isso. Por mais que hoje em dia eles sejam pessoas melhores comigo. Eles se vangloriam pela educação que deram a base de violência. Frequentemente em conversas de familia contam, com um sorriso no rosto, sobre situações onde bateram em mim. Isso até hoje me fere profundamente. Sei que vários dos meus problemas de sociabilização se devem provavelmente a isso. Mas além disso não tenho como ir a um psicologo pois eles não pagariam. Ou seja. Tenho que me virar.

  17. Cíntia Coelho disse:

    Veja bem, tem pais ou parentes que adoram ultrapassar o limites, deveriam proibir os parentes(tios,avós,etc.) e não os pais.. mas não tiro a razão dos pais corrigir seus filhos, só que não precisa espancar o filho por ter feito uma besteira.. sabemos que muitas vezes conversar não adianta, mas a solução seria mostrar pra ele o que vai acontecer se ele cometer tal ato, em ultimo caso umas boas “palmadas” não vão matar ninguém..

  18. Pais que espancam filhos, com o intuito de educar ou impor autoridade, representam a exceção, pois fogem dos parâmetros do bom senso e da normalidade e incluem-se no rol dos casos criminosos e patológicos, que, aí sim, exigem a intervenção da Lei, com punição e/ou tratamento médico dos responsáveis.
    Contudo, entendemos que, em casos excepcionais e extremos, em situações de iminente perigo, a que, muitas vezes, uma criança pode se expor, apesar das reiteradas advertências dos pais, uma palmadas se constituem, em alguns momentos, na única medida educativa eficaz.
    Cremos que o Governo tem muitos outros problemas mais sérios com que se preocupar e que são de sua alçada e não deveria, desta forma, se meter a ensinar aos pais a maneira mais acertada de educar os filhos dentro do lar.
    Certamente, os delinquentes e marginais de hoje são aqueles que,quando crianças, não tiveram limites impostos pelos pais e foram atendidos em todos os seus caprichos e vontades e não aqueles que, na ocasião apropriada,levaram algumas palmadas.

  19. cayman disse:

    Concordo com o post, as pessoas devem valorizar mais o comportamento aceitável e elogiá-lo. A gente quase não vê isso!

  20. bields84 disse:

    que belo post! Mto legal seu blog,
    se você quiser posso colocar um post seu em meu blog com seu nome e link do teu blog!
    Mais uma vez parabens pelo blog de altissimo nivel!
    dá uma passada lá no meu!
    http://psicologiaparatodos.16mb.com
    abraços!

  21. Marcelo bonifácio disse:

    Tenho uma linda filha de 2 anos, super carinhosa e meiga, porém, apesar de todo o nosso carinho e amor e apesar de muito, mas muito diálogo ela sempre nos desafia se negando a obedecer certas ordens e finjindo que não nos ouve, nos ignorando. Nesta hora é imposssssíiiiivel naõ dar umas palmadas, claro que não é pra machucar, mas sim para impor respeito. E não me venham dizer q criança precisa é de carinho…. pois sou um pai suuuuppppeeer atencioso, participativo, amoroso e carinhoso… o problema é q parece q ela quer sempre testar nossos limites. Me lembro d também levar umas palmadas da minha mãe, nem por isso tenho raiva dela ou sou um cara traumatizado, me machucou muito mais a falta de atenção dela do que as palmas… palmas a gente esquece…

  22. Débora disse:

    Olá Felipe, gostaria de receber dicas de material que fala sobre educação infantil através da análise do comportamento. Sou estudante do 3º período de psicologia e gostaria de conhecer mais sobre esse assunto, já que sou muito fã desta abordagem

  23. Gabriele disse:

    Tenho uma filha de 3 anos,na qual dou muito amor, carinho e atenção, larguei de trabalhar para cuidar dela. Odeio quando perco a cabeça e dou uma palmada nela me sinto um monstro, ela é tão pequena e não tem como se defender, acho uma corvadia. Eu fui espancada diversas vezes pelo meu padrasto e minha mãe, uma coisa que não levei foi palmada mas
    sim murros, vassoradas, chutes, puxão de orelha de quase arrancar fora, as vezes eu nem sabia porque estava apanhando.
    Perguntava porque, minha mãe falava que ela odiava meu pai, e que eu parecia muito com ele, como não podia bater nele então descontava em mim, que eu estava atrapalhando a vida dela.
    fiquei com sequelas sindrome do pânico.
    E quando a minha filha faz arte eu não bato não mas quando ela faz pirraça eu sempre sem querer acabo dando uma palmada. E como se diz o ovo da serpente. acho legal a proibição, e espero me adequar a ela, e ter esse pessímo habito.

  24. Em vez de proibir os pais de darem umas palmadinhas no menino irrenitente, que tal cuidar das políticas sociais com mais seriedade? Eu queria ver essas psicólogas lidando com uma criança estulta e birrenta. Queria estar escondido só pra ver.

  25. Debby disse:

    Acho muito bonito teu post mas gostaria de dizer que quando temos um ser vivo sob a nossa responsabilidade, um filho, nenhuma teoria escrita e revisada com bases cientificas adianta. Tenho dois filhos, e minha filha mais velha de apenas 2 anos nao aceita elogios e quanto mais destacamos suas vitorias mais ela engrandece suas birras. Ela é meu amor imenso mas esta se tornando completamente insuportavel.

  26. Debby disse:

    Esqueci de dizer, ja tentei as palmadas educativas….os elogios…os mimos, os gritos, as broncas, a conversa….e nada…nada adianta!

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