O quanto você se conhece?
Gil Zamora foi treinado pelo FBI e desenha retratos falados para a polícia. Neste vídeo, ele recebe uma pessoa que deve se descrever fisicamente e ele faz um retrato falado dela a partir destas descrições. Em seguida, esta pessoa é descrita por um terceiro, gerando um outro retrato.
O resultado final é surpreendente: em vários desenhos, os retratos descritos pelas próprias pessoas tinham algumas feições (principalmente as negativas) mais exageradas do que as descritas por um terceiro, ou seja, a maioria das pessoas eram críticas demais consigo mesmas. E você, também não será crítico demais consigo mesmo?
Vale a pena conferir este vídeo!
O ataque dos pombos assassinos
Dá só uma olhada nessa notícia que O Estadão publicou essa semana:
Três golfinhos treinados pelas forças especiais da Ucrânia para desarmar minas e assassinar mergulhadores inimigos fugiram da base naval de Sebastopol. Em suas missões, os amáveis cetáceos carregam facas e armas de fogo – não está claro se os “fugitivos” estavam com o armamento. Os golfinhos teriam saído a procura de pares para acasalar.
Incrível não? Até parece mentira… e é. Ela foi desmentida dois dias depois (apesar de que, segundo este site, o exército ucraniano, russo e americano treinam golfinhos e outros animais marítimos para fins militares).

E esta nem é a primeira vez em que animais são treinados para fins militares. Na Rússia, desde 1930, cães “suicidas” foram treinados a correr em direção a tanques carregando minas e foram usados contra os alemães na IIª Guerra Mundial. O treino nem era tão complicado: eles deixavam o cão privado de alimento (ou seja, com fome) e colocavam comida debaixo de tanques. Deste modo, quando o cão estivesse com fome e visse algo parecido com um tanque, corria para debaixo dele, mesmo com uma mina de 10kg nas costas. Outros países tentaram usar procedimentos semelhantes usando cachorros mas nem sempre com o mesmo sucesso.
Ainda na 2ª Guerra, um outro projeto quase foi colocado em prática: o “Project Pigeon“, ou Projeto Pombo.

Encabeçado por B. F. Skinner, o pai do Behaviorismo Radical, o projeto envolvia mísseis guiados por pombos. O sistema de controle funcionava mais ou menos assim: na frente dos mísseis uma lente projetava a imagem de fora em uma tela e o pombo era treinado a bicar em um alvo nesta tela (por exemplo, um tanque ou um navio). Se o pombo bicasse no centro da tela, o míssil seguia reto, e bicadas fora do centro faziam a tela se mover, fazendo o míssil mudar de direção.
Skinner recebeu fundos para seu projeto (U$25,000) e até conseguiu algum sucesso, mas sua ideia foi considerada excêntrica demais, e o projeto nunca foi colocado em prática.
Se você ficou curioso ou acha que estou mentindo, assista neste link um vídeo dos pombos em treinamento.
Cerveja e enxaquecas no Twitter
Não é novidade que muita gente usa o twitter pra reclamar da vida. Aparentemente, existem horários em que a reclamação é mais frequente, pelo menos se for sobre enxaquecas.

De acordo com este estudo que analisou um banco de dados de tweets, as pessoas falam mais sobre enxaquecas nos dias úteis do que nos finais de semana, e o horário de pico é às 7 da manhã. Dos dias úteis, a terça é “com mais enxaqueca”, e a sexta a com menos. E destes tweets, 80% eram de mulheres.
Esta não é a primeira vez que utilizam o timeu.se para pesquisar tweets. Esta pesquisa o usou para verificar oscilações de humor e padrões de comportamentos durante o dia, descobrindo que as pessoas twittam com maior frequência sobre beber (e provavelmente bebem) cerveja e vinho durante a noite, principalmente nas sextas e nos sábados (que surpresa!).
Linnman, C., Maleki, N., Becerra, L., & Borsook, D. (2012). Migraine Tweets – What can online behavior tell us about disease? Cephalalgia, 33 (1), 68-69 DOI: 10.1177/0333102412465207
John, C. (2012). Using Twitter to Measure Behavior Patterns Epidemiology, 23 (5), 764-765 DOI: 10.1097/EDE.0b013e3182625e5d
Neuroses de guerra
Apesar de toda a destruição, as guerras contribuíram bastante para o desenvolvimento de vários campos da ciência. Muitos investimentos em tecnologia são feitos pensando-se nas aplicações militares, além disso, os sobreviventes das guerras, que geralmente carregam consigo sequelas físicas e psicológicas, são um campo fértil para pesquisas nos campos da medicina e psicologia.
Nos anos 1917 e 1918, o Major Arthur Hurst filmou soldados franceses sobreviventes da Iª Guerra Mundial, um filme que ficou conhecido como War Neuroses (Neuroses de Guerra). Muitos deles sofriam de transtornos nos movimentos. Estes soldados estavam sob tratamento no Hospital Militar de Netley e as imagens gravadas mostram recuperações surpreendentes.
Para ver as outras partes: link
Curiosamente, como descrito por Jones (2011), nem todas as imagens são reais. Algumas das filmagens “antes” do tratamento foram encenadas para as câmeras, ou seja, o paciente estava atuando, imitando seu estado antes do tratamento. Isto pode ser comprovado em algumas cenas, em que alguns arredores e pessoas não mudam de posição.
Hoje em dia uma filmagem dessa seria considerada imoral e anti-ética, mas na época não era tão incomum. Além disso, segundo Hurst, os fins justificavam os meios.
Fonte: Neuroskeptic
Jones E (2012). War neuroses and Arthur Hurst: a pioneering medical film about the treatment of psychiatric battle casualties. Journal of the history of medicine and allied sciences, 67 (3), 345-73 PMID: 21596724
Orelhão com formato de cérebro
Acabei de topar com esse orelhão na rua, tive que tirar uma foto com o celular:
Não é incrível? Ele está na Av. Paulista, na esquina com a Rua Pamplona. A obra é da autora Carla P. de Carvalho, intitulada “O que você tem na cabeça?”. Pena que alguns vândalos já o estragaram um pouco…





