Veja aqui 10 maneiras completamente originais de você e seu(s) parceiro(s as) atingir(em)o orgasmo!

1 – Fure a parceira com seu pênis! E se um concorrente vacilar, fure ele também!
Pelo menos se você for um percevejo. Em várias espécies, como o Cimex lectularius, percevejo que nos parasita, o macho possui um pênis afiado que ele utiliza para iserir o esperma em uma bolsa específica das fêmeas para isso (nesse gesto gentil que você vê ao lado, clique para ampliar).
Em outras espécies, o macho insere os espermatozóides em qualquer parte do corpo e eles nadam no sangue da fêmea até os ovários. [1]

Existem situações extremas, como no percevejo de morcegos Xylocoris maculipennis em que o macho insere o esperma em outros machos, e substitui os espermatozóides deles. Assim, quando o “violentado” insemina uma fêmea, está transferindo o esperma do agressor.

 2 – Faça sexo oral até o fim. E engula.

E não falo porque isso ajuda a mulher a ter uma gravidez saudável. Na verdade, engolir o esperma causa gravidez!
No peixe coridora bronze, claro. – pausa para o suspiro de alívio – Os machos de Corydoras aeneus cortejam a fêmea mostrando a barriga, e liberam o esperma na boca delas. Assim que elas engolem, ele passa rapidamente pelo sistema digestivo dela e sai pelo ânus, para ser coletado pelas nadadeiras pélvicas, que vão conduzir o esperma recém adquirido até os ovos. [2]

3 – Estupre outro macho e cubra os genitais dele com cimento.

Nos acantocéfalos, parasitas intestinais, os machos produzem além do esperma um tipo de cimento que usam para tampar o órgão sexual das fêmeas e impedir que elas copulem com outros machos. Mas também usam esse cimento nos concorrentes. Eles estupram e cobrem os órgãos sexuais de outros machos, sem liberar os espermatozóides, como forma de eliminar competidores. [3] De repente, ser trocado por outro não parece ser a pior forma de perder uma mulher.

4 – Dispare seus espermatozóides na parceira e espere eles abrirem um buraco nela.
Ela pode não gostar muito da idéia, mas se for uma lula de profundidade da espécie Moroteuthis ingens, não há muito o que fazer. Cientistas se depararam por anos com fêmeas coletadas que continham espermatozídes inseridos através da pele, mas não sabiam o que poderia ter feito aquilo, se o macho disparava o espermatóforo, se rasgava a pele da fêmea ou se ele entrava sozinho.

Ao coletarem machos vivos, resolveram o problema induzindo a ejaculação e colocando os espermatóforos em contato com lulas mortas – e você achando que seu trabalho é que é legal. Depois de algum tempo, os espermatóforos digeriram a pele e entraram sozinhos, migrando para onde seria a região reprodutora da fêmea. [4] Cenas da entrada dos mesmos aqui.

5 – Se estiver difícil de encontrar uma parceira, grude na que encontrar e sugue o que puder dela. Literalmente.

A vida de peixes de profundidade não é fácil. Como há poucos nutrientes chegando, a densidade de seres vivos não é grande. Sendo assim, é bem difícil encontrar uma fêmea.
Os peixes da família Ceratiidae resolveram isso de uma maneira bem prática. O macho possui olhos enormes que usa para buscar uma fêmea, e quando a encontra, ele morde ela e se prende. Em seguida, seus tecidos se fundem, o sistema circulatório se une e ele atrofia completamente, se tornando um testículo grudado nela.

E não tem problema ela ser novinha, na espécie Cryptopsaras couesi fêmeas que tenham acabado de sair da fase larval já podem ser parasitadas pelos parceiros. Sem perda de tempo. [5]

6 – Exploda!

O verme palolo (Eunice virides, nome simpático) tem um tipo de orgasmo trágico. Uma noite por ano, eles saem dos tubos em que vivem nos corais e se reunem nos mares
da região de Samoa para se reproduzir. Os saem de suas tocas e nadam para perto da superfície. Seus órgãos se degeneram e apenas a extremidade reprodutora cresce e incha, formando o epítoco cheio de espermatozóides.
Quando há a concentração certa de muco no mar, ele contrai violentamente seus músculos e explode o epítoco, liberando os espermatozóides que agora vão nadar para fecundar os ovos das fêmeas. Isso se não forem pegos pelos moradores de Samoa, que se reunem em um evento anual para coletar os epítocos, tidos como iguarias para serem comidas cruas, na hora, ou no dia seguinte, com leite de coco e cebola.

 
7 – Grite, grite muito mesmo.

Os macacos-de-gibraltar adoram. As fêmeas gritam muito alto para os machos durante a cópula (o macho desta foto de Dana Pfefferle não deu bola nem para o filhote) para garantir que eles vão ejacular. Quando as fêmeas gritaram durante o sexo, em quase 60% das vezes os machos ejacularam. Já sem os gritos, apenas 2% das relações terminaram em ejaculação. Ao que parece, as fêmeas usam os gritos para estimular os machos quando encontram um bom parceiro ou querem garantir que aquele macho vai ter o comportamento de cuidar de seus filhotes. [6]

8 – Arrume um parceiro do mesmo sexo.

Para muitos animais, a relação com indivíduos do mesmo sexo é muito mais frequente do que com o sexo oposto. E por diversos motivos. Em alguns casos, parece servir como uma prática entre jovens machos, um treino antes de chegarem na idade reprodutora. Outras vezes, como para as macacas-japonesas, que praticam muito mais entre si do que com os machos, e com posições sexuais bem mais variadas, o sexo pode servir para estreitar relações sociais.

Agora vamos ver maneiras mais tradicionais de chegar ao orgasmo. Afinal, nem tudo acima pode ser feito com facilidade:


9 – Escove os dentes.


Em um caso especial de epilepsia, uma mulher em Taiwan tinha ataques epiléticos toda vez que escovava os dentes – nada daquelas luzinhas piscantes sem graça.
E não ocorre só a parte chata. Ela também tinha orgasmos. Durante o estudo – cientistas precisam quantificar essas coisas – bastaram 18 e 34 segundos de escovação para que ela chegasse lá!
Mas não é só curtição, ela perde a consciência por cerca de 2 minutos depois de cada evento desse. Infelizmente para ela, os machucados causados pela perda de consciência e a crença de que ela estava possuída por demônios fizeram com que buscasse tratamento médico e ela passou a tomar medicamentos que acabam com a epilepsia. [7]

10 – Faça o número 2.

Durante 10 anos, um homem teve orgasmos sem ejaculação toda vez que defecava. Imagine o alívio que ele deveria sentir. Mas, como vocês já viram no caso da escova de dentes, nenhum poder vem sem uma grande responsabilidade, e aos seus 70 anos, este senhor começou a sentir uma fadiga extrema durante o dia. Provavelmente depois de ir duas ou três vezes ao banheiro por dia.
Consultou um urologista e um neurologista, e o repassaram para um psiquiatra e um acumputurista, imagine o que não pensaram sobre ele. Claro que isso não resolveu o problema, de forma que ele procurou outros urologistas. Ao operá-lo, descobriram que ele teve um problema na próstata que alterou sua vesícula seminal direita. Depois de ter ambos os dutos seminais removidos, acabou o seu problema de fadiga. [8]

ResearchBlogging.org

Este texto faz parte da Blogagem Coletiva: Cientista também caça paraquedista. Se você entrou aqui procurando por informação e gostou do que encontrou (fala que não é original) aproveite e visite os outros textos.

Fontes:

[1] Stutt, A. (2001). Traumatic insemination and sexual conflict in the bed bug Cimexlectularius Proceedings of the National Academy of Sciences, 98 (10), 5683-5687 DOI: 10.1073/pnas.101440698

[2] Kohda, M., Tanimura, M., Kikue-Nakamura, M., & Yamagishi, S. (1995). Sperm drinking by female catfishes: a novel mode of insemination Environmental Biology of Fishes, 42 (1), 1-6 DOI: 10.1007/BF00002344

[3] Abele, L., & Gilchrist, S. (1977). Homosexual rape and sexual selection in acanthocephalan worms Science, 197 (4298), 81-83 DOI: 10.1126/science.867055

[4] Hoving HJ, & Laptikhovsky V (2007). Getting under the skin: autonomous implantation of squid spermatophores. The Biological bulletin, 212 (3), 177-9 PMID: 17565106

[5] PIETSCH, T. (1975). Precocious sexual parasitism in the deep sea ceratioid anglerfish, Cryptopsaras couesi Gill Nature, 256 (5512), 38-40 DOI: 10.1038/256038a0
[
6] Pfefferle, D., Brauch, K., Heistermann, M., Hodges, J., & Fischer, J. (2008). Female Barbary macaque (Macaca sylvanus) copulation calls do not reveal the fertile phase but influence mating outcome Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 275 (1634), 571-578 DOI: 10.1098/rspb.2007.1499

[7] CHUANG, Y. (2004). Tooth-brushing epilepsy with ictal orgasms Seizure, 13 (3), 179-182 DOI: 10.1016/S1059-1311(03)00109-2

[8] Van Der Schoot, D., & Ypma, A. (2002). Seminal vesiculectomy to resolve defecation-induced orgasm BJU International, 90 (7), 761-762 DOI: 10.1046/j.1464-410X.2002.02921.x

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