Por conta de várias (várias mesmo!) coisas que estou fazendo, não tenho tempo de blogar com a frequência costumeira. Para resolver o problema, vou reciclar conteúdo do blog! Afinal, grande parte dos visitantes não conhecia o finado Transferência Horizontal (reparem na borda de algumas figuras que virão) e não vai nem reparar que o conteúdo não é inédito. 🙂

Para começar: sabia que a maçã que comemos não é um fruto?

Isso mesmo, a maçã não é uma fruto, ou pelo menos a parte que você come. Trata-se de um pseudo-fruto. Pois é, todo esse tempo e você pensando que comia fruta quando comia uma maçã.

A maçã, que se originou na Ásia, provavelmente entre a China e a
Rússia, e pertence à família Rosaceae – mesma
família do morango e da rosa – e acontece que, nesta família algumas vezes a maneira pelo
qual o fruto se forma é um pouco diferente.

Por definição, fruto é a estrutura que se forma à partir do ovário da flor.
No caso da maçã e da pêra, o ovário forma apenas parte central
da “fruta”, aquela que a gente não come. Ou seja, da maçã normalmente
se come tudo menos o fruto verdadeira.

A parte carnosa que é comida é
formada pelo receptáculo floral, que cresce e acaba envolvendo o fruto
verdadeiro. Por isso que a maça parece ser aberta na parte de baixo, a base da flor cresceu e inchou até lá.

.

Existem outros tipos de frutos falsos, como o abacaxi, o caju, o
morango. Alguns são formados pelo pedúnculo da flor (caju), outros por folhas (abacaxi).Além disso, existem frutos verdadeiros que não são chamados assim, como a
beringela e o tomate, que tomamos por legumes mas são frutas verdadeiras.

Da próxima vez que você for à feira, peça para o feirante frutas. Quando ele vier com um abacaxi (que é um fruto composto, valeu Amanda!) ou uma amora, diga que você pediu chuchu, pimentão ou azeitona.

[update] post editado para seguir a terminologia indicada pelo Takata. (brigado!!)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...