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Atila Iamarino Meu nome é Atila Iamarino, sou biólogo e doutorando em evolução de HIV-1. Apaixonado por ciência e viciado em informação.

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    Qual a ferroada mais dolorida? O índice de dor de Schmidt

    Category: curiosidadeinsetos
    Posted on: janeiro 28, 2010 11:57 PM, by Atila

    Qual a ferroada mais dolorida de um inseto? Se ela for de um Hymenoptera, Justin O. Schmidt provavelmente sabe. Este entomólogo diz ter levado ferroadas da maioria dos tipos de abelha, formiga ou vespa. Praticamente um Jackass científico.

    Tanto que criou um índice de dor, que vai de 1, bem leve ou indolor, a 4, os mais doloridos de todos. E a descrição da dor que cada ferroada é o que dá a graça do Índice de dor de Ferroadas de Schmidt, com comparações bem ilustrativas.

    Traduzo abaixo a lista da Wikipedia, pois embora o livro dele seja bem mais completo, custa mais de $250 e é um tanto difícil de encontrar.


    Nível 1: Abelhas do suor
    Nome genérico para a família de abelhas Halictadae, que se chama assim porque elas geralmente são atraídas pelo suor, atrás de sais minerais. Segundo a descrição de Schmidt: Leve, efêmero, quase frutado. Uma faísca queimou um único pêlo de seu braço.

     
    Nível 1,2: Formigas lava-pés
    Nome genêrico do gênero de formigas Solenopsis, cujo outro nome, formiga de fogo, vem da dor da ferroada. Invasoras da América do Sul nos Estados Unidos, possui um veneno que pode deixar a região atacada bem irritada.
    Agudo, súboto e um pouco alarmante. Como andar em um tapete felpudo e encostar no interruptor. [imagino que esteja falando daqueles choques que podemos tomar com energia estática]




    Nível 1,8: Formigas de acácia
    Também chamadas de formigas-de-novato (Pseudomyrmex ferruginea), são simbiontes que vívem em árvores do gênero acácia. Extremamente agressivas, protegem as árvores que provêem açúcar e nutrientes com ferroadas em qualquer animal que passe perto. Um tipo de dor raro e bastante elevado, perfurante. Alguém cravou um grampo em seu queixo. [a imagem é de uma outra Pseudomyrmex, já que não achei nenhuma desta espécie]



    Nível 2: Vespão ou vespa de cabeça branca

    Este tipo de vespa não ocorre no Brasil, a Dolichovespula maculata é social e forma vespeiros de quase um metro. Bastante agressiva também. Forte, rico e saudável, levemente crocante. Parecido com ter a mão prensada em uma porta giratória.






     

    Nível 2,X: Abelha comum

    Abelhas do gênero Apis, tanto a européia quanto a africanizada.
    Como uma cabeça de fósforo que escapa e queima sobre a pele.
    [pessoalmente, discordo desta. Cansei de levar picadas de abelha e depois de algum tempo, nem se sente tanto. Acho vespas muito mais doloridas.]




     
    Nível 3: Formiga da colheita

    A Pogonomyrmex barbatus é uma formiga dos Estados Unidos que vem perdendo espaço para a lava-pé.
    Ousado e destemido. Alguém está usando uma furadeira para desencravar sua unha do dedão.





     

    Nível 4: Vespa caçadora
    (sim, ela tem o tamanho de um dedo)
    Conhecidas também como vespa cavalo ou gavião da tarântula, este tipo de vespa caça tarântulas para depositar os ovos sobre elas e nutrir os filhotes. Por mais que isso impressione, o veneno que ela usa para matar a aranha caranguejeira é diferente do que libera nas ferroadas.
    Tida pelo Justin Schmidt como uma das ferroadas mais doloridas, só não é a pior porque a dor passa em alguns minutos.

    Elétrico, forte e chocante, de cegar. Um secador de cabelos ligado caiu na sua banheira.

    Abaixo um vídeo com ela arrastando uma tarântula para a toca, onde vai depositar os ovos sobre ela e enterrá-la:



    Nível 4+: Paraponera ou formiga-cabo-verde
    Chamada em inglês de formiga bala, por dizerem que sua ferroada dói como um tiro, a tocandeira possui um veneno muito doloroso que pode agir por dias, e deixar a região atacada febril. Pode causar até tremores musculares, e é usada pelos índios da região amazônica para iniciação dos homens à vida adulta (confira no vídeo abaixo).



    Dor pura, intensa e brilhante. Como andar sobre carvão em brasas com um prego enferrujado de 10cm em seu calcanhar.

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    Comments (8)

    1

    Ameiiii o seu blog. Sou bióloga também e doutoranda em biotecnologia. Adorei seus posts!!! Parabens!!!

    Posted by: Ana Carolina | janeiro 29, 2010 10:24 AM

    2

    Hahahah, adorei o índice de dor de ferroadas de Schimidt. Bem ilustrativo mesmo. Vale lembrar que muitas vezes os ferrões dos himenópteros não nos incomodam tanto quanto suas mandíbulas. Muito já fui beliscada por abelhas enrola cabelo(abelhas nativas sem ferrão) durante o manejo das colméias.
    Ah, uma pequena observação, é Halictidae (coisa de sistemata chato).
    Abraço!

    Posted by: Ju Galak | janeiro 29, 2010 11:43 AM

    3

    gostei do post, mas fiquei curiosa em qual classificação entra o marimbondo? na mesma da vespa caçadora? tenho medo de marimbondo haha. abraços.

    Posted by: magui | fevereiro 1, 2010 8:56 AM

    4

    @magui,

    Acho que cai no número 3, perto da vespa. Mas não sei dizer por experiência própria.

    Posted by: Atila Author Profile Page | fevereiro 1, 2010 9:27 AM

    5

    Na minha opinião, por experiência própria, a dor de "relar"
    numa taturana é muito pior do que a picada do marimbondo, que
    por sua vez é muito pior do que a picada da abelha...

    Posted by: djalma | fevereiro 2, 2010 4:21 PM

    6

    Tomei uma ferroada no meio do peito de um marimbondo andando de moto (eu andando e não o marimbondo, rsrsr), aquilo doeu pra caramba, quase não consigo parar a moto, passei um semana como o peito vermelho, agora essa formiga ultima deve ser o cão chupano manga.

    Posted by: marcos silva | fevereiro 3, 2010 9:59 PM

    7

    Dia desses vi no Discovery sobre as tocandiras e o ritual de iniciação. O apresentador também levou umas ferroadas, e chega a passar mal. Incrível, deve doer tanto que até sinto uma pequena curiosidade de saber como é... hahaha!
    (Se for esse o vídeo aí em cima, não vi, net de universidade...)

    E muito engraçado as descrições do sr. Schmidt!

    Posted by: Pierre | fevereiro 4, 2010 4:02 PM

    8

    e a pergunta q non quer calar: o sr schmidt por acaso já andou sobre carvao em brasa com um prego enferrujado de 10cm no calcanhar? e aonde fica a metodologia científica?? hahaha =P

    Posted by: Gabriela Sobral | fevereiro 4, 2010 4:12 PM

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