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Atila Iamarino Meu nome é Atila Iamarino, sou biólogo e doutorando em evolução de HIV-1. Apaixonado por ciência e viciado em informação.

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fevereiro 9, 2010

Aranhas que se disfarçam de formigas (e bônus)

Category: aranhas

Há um tempo atrás, falei das aranhas Myrmarachne, que imitam formigas a fim de evitar predadores e conviver facilmente com eles. Mas as fotos não mostram o comportamento delas.

Veja então estes vídeos, e compartilhe comigo a admiração por estas aranhas:



 

Bônus 1:
Um macho da espécie Phidippus mystaceus fotografado e filmado por Thomas Shahan autor da lindas fotos de Salticidae que postei aqui e aqui. Segundo Thomas, há anos ele procura o macho adulto desta espécie, e a ponto de compor e cantar a música do vídeo que fez quando encontrou uma.

Phidippus_mystaceus.jpg




Bônus 2: clique aqui e veja a maior aranha que já vi correndo (!) atrás de uma mulher!

fevereiro 4, 2010

Passando a bola: como vírus se ajudam a ir além

Category: videos

ResearchBlogging.orgFormação de placa é um dos ensaios mais antigos que se faz em virologia. Trata-se de cultivar uma camada única de células, sejam elas de origem animal ou bactérias, e despejar sobre elas partículas virais diluídas o suficiente para que apenas uma delas consiga infectar uma célula e de lá se propagar, formando uma placa ou halo de células mortas para trás. Como as que não estão mais coloridas de azul abaixo. É útil para uma série de experimentos como medir a eficiência de um vírus, quantificar partículas infeciosas (quantos vírus são capazes de atacar células em uma solução), isolar linhagens viras (já que apenas um clone cresce em um halo) e testar compostos antivirais.


Fonte: Wiki.

Mas algo que desafiava o senso comum é a velocidade com que estes halos se formam. No caso do vírus vaccínia por exemplo, um parente da varíola que foi usado na produção de vacinas, o halo cresce 4 vezes mais rápido do que o ciclo do vírus permite. Isso quer dizer o seguinte: o vírus vaccinia se replica em uma célula e infecta a seguinte em 4X horas, mas a velocidade com que conquista terreno na placa indica que ele se replica em X horas. E o motivo disso é surpreendente.

Uma série de vírus são capazes de interferir na capacidade da célula recém invadida de ser atacada por novos vírus. O HIV por exemplo, possui proteínas que retiram da superfície da célula os receptores que usa para entrar (a maçaneta que ele usa), impedindo que novos vírus usem esta maçaneta, e diminuindo as chances dele se prender à ela quando sair da célula. Mas o que o vírus vaccínia faz vai além.

Ao entrar na célula, ele estimula a produção de proteínas tubulares chamadas actinas. Quando novas partículas entram na célula, esta actina forma tubos com o tamanho específico do vírus que expulsam a partícula recém chegada para a célula seguinte, aumentando o espalhamento de seus "irmãos". Assim, em uma placa, as células vizinhas à que acabou de morrer já estão infectadas e lançando partículas virais para as próximas.

[update] O que o vírus faz é, ao entrar em uma célula, induzir a formação de tubos de actina que vão expulsar os prókximos que entrarem para as células vizinha. A actina já está presente na célula, o que o vírus faz é induzir a formação deste tipo de tubos.


Mas estou escrevendo demais apenas para mostrar estes vídeos:


Aqui, a formação de um halo. Uma partícula invade a célula do centro do vídeo e vai se replicando e destruindo as células e suas vizinhas, o chamado efeito citpático. Neste vídeo acelerado podemos ver o efeito destruidor da coisa, me lembra muito aquelas cenas de uma bomba sendo detonada e destruindo uma cidade do alto.


E o melhor de todos, a propagação do vírus na borda do halo. Foi colocado um marcador no vírus, a proteína GFP, que dá um brilho verde às células expressando partículas virais. Repare que o dano se propaga antes do vírus ser expresso, pois as células já estão mandando partículas adiante assim que são infectadas, antes do cilco viral estar completo.

Via Virology blog. Ah, se seu inglês estiver em dia, aproveite para ouvir o TWIV também, é muito bom.


Doceul, V., Hollinshead, M., van der Linden, L., & Smith, G. (2010). Repulsion of Superinfecting Virions: A Mechanism for Rapid Virus Spread Science DOI: 10.1126/science.1183173

fevereiro 3, 2010

Entrevista com o Dr. Schmidt do índice de dor de ferroadas

Category: curiosidade

Semana passada, fiz um post sobre o índice de dor de ferroadas de Schmidt. Acompanhem agora uma entrevista do entomólogo Justin O. Schmidt para os irmãos Bleiman do blog Zooillogix, que traduzo com permissão dos autores:


Dr. Schmidt segurando uma vespa caçadora, foto roubada na cara larga do Zooillogix.


Por que algumas ferroadas de inseto são mais dolorosas do que outras? É um resultado dano bruto de tecidos/células ou foram desenvolvidas especificamente para interagir com neurônios de dor?

Não sabemos ao certo. Meu palpite é que o dano bruto  a tecido/célula possui um papel pequeno na maioria das situações, e que os componentes do veneno interagem diretamente com os tecidos ou receptores envolvidos na sinalização da dor.

Qual você acha que é o veneno mais interessante de inseto, e por quê?

Três me vêm à mente. A Paraponera porque causa dor tão intensa e, especialmente, que dura tanto tempo e não é "diluída" do que causa a dor para fora do local da picada. Em segundo lugar está a vespa caçadora, pois seu(s) componente(s) indutores de dor causam tanta dor imediata, mas ela desaparece dentro de alguns minutos, seja pela degradação ou diluição do (s) componente(s). O terceiro é o veneno das formigas da colheita, porque parece afetar diretamente a junção neuromuscular e outros receptores colinérgicos (único entre venenos de insetos) e é tão inacreditavelmente tóxico.

Em algum ponto você se arrependeu de deixar algum inseto em particular lhe picar?


Eu nunca "me deixei ser picado" diretamente por algo particularmente doloroso. Os realmente dolorosos são muito bons em ferroar sem ajuda. A pior ferroada que já recebi foi, provavelmente, por algumas vespas negra (Polybia simillima) na Costa Rica. Foi a única vez que vi aquela espécie, estava mal equipado para recolher os ninhos grandes, não fazia idéia de quão bom elas eram em penetrar a roupa protetora de abelhas e outras barreiras, e eu absolutamente necessitava do ninho. O resultado foi um monte de ferroadas ardentes e alguns colegas que estavam nas proximidades bem irados. A maioria dos meus eventos envolvendo ferroadas desagradáveis são semelhantes - foram descobertas fortuítas de alguma espécie maravilhosa que eu precisava e não tinha escolha: aproveitava o momento, ou a perdia.

Quais são os componentes químicos mais comuns no veneno de invertebrados?

Peptídeos, enzimas e aminas biogênicas.

Enquanto seu Índice de Dor de Ferroadas dá uma história infitamente melhor para o bar, poderia haver uma abordagem química ou de laboratório para ranquear picadas de Himenópteros, como a Escala de Scoville de pimentas?

Sim, se podéssemos desenvolver uma boa técnica de ensaio para conectar eletrodos diretamente à aos nervos transmissores dor e relacionar os valores de voltagem à nossa sensação de dor.

Há algum tempo desde que você revisitou seu índice de dor. Haveria algo que você queira adicionar ou alterar desde que você o projetou? Qualquer ferroada nova no ranking?

Sim, eu preciso adicionar algumas coisas, ou seja, atualizar a lista. Nada muito extremo, apenas algo que merce atenção. Isso levará algum tempo e é um projeto listado para ser escrito próximo ano.

Existe uma diferença entre os venenos que feitos para defender o inseto e venenos que se destinam a matar a presa?

Definitivamente. Para máximo efeito, venenos de defendesa precisam de um componente para provocar dor, com ou sem um componente tóxico. Simplesmente para matar a presa (torna a manipulação mais fácil), o veneno ideal seria não-doloroso, mas muito tóxico rapidamente.

Existe uma correlação entre a potência de uma picada e a agressividade de um inseto?


Definitivamente, sim. Quanto mais agressiva a espécie, mais tóxico e letal o veneno, quase sem exceção.

Existe algo terapêutico no veneno de abelha para a artrite? Caso sim, qual seria o possível mecanismo?

A literatura sugere que a resposta é claramente sim. Ninguém conhece o mecanismo em ação exato, e isso é parte do problema. A comunidade científica tende a não aceitar os resultados para os quais não temos respostas do mecanismo, isto é, como funciona? Na minha opinião os componentes do veneno estimulam o sistema imunológico, e, desta forma, ajudam a ajustar o funcionamento adequado do sistema imunológico. Um sistema imunológico bem ajustado não ataca a si mesmo.

Durante a década de 1990, eu tinha medo de dois animais, Tubarão e abelhas africanizadas ("abelhas assassinas"). A preocupação entre os entomologistas foi tão grave como foi em A Current Affair?
[série da FOX que passou nos EUA, não sei se foi veiculada no Brasil]

Não sei, mas a maioria dos entomologistas viu a história sobre abelhas assassinas mais como uma novela do que um risco sério ou significativo à vida humana.

Meu irmão Benny quer morder seu braço para você medir. Há essa possibilidade?

Será que ele tem HIV ou hepatite? Não pense que eu ia querer ser mordido por alguma coisa. (Nota do editor: Benny tem de fato um dos vírus acima! Aposto que você não adivinha qual!)

Algo que você queira compartilhar com os leitores do ScienceBlogs?


A ciência deve ajudar a resolver os mistérios do universo, melhorar a sociedade, e ser divertida.


Thanks Andrew Bleiman for the opportunity.


janeiro 29, 2010

Campus Party amanhã 30/01

Category: miscelânea



Só para lembrá-los, amanhà, 10h30 teremos um painel sobre blogs de ciência no Campus Blog. Para quem não está inscrito, basta acompanhar via streaming neste link.

DIA 5 (Sábado - 30/01/2010)

PAINEL 1 - 10:30 ~ 12:00
Blogs de ciência


- A consolidação do uso da blogosfera na divulgação científica e o fomento de debates sobre questões como sustentabilidade, aquecimento global e doenças epidêmicas.

MODERADOR:
Carlos Hotta

PAINELISTAS:
Isis Nóbile Diniz
Atila Iamarino
Reinaldo Lopes
Tatiana Nahas

janeiro 28, 2010

Qual a ferroada mais dolorida? O índice de dor de Schmidt

Category: curiosidade

Qual a ferroada mais dolorida de um inseto? Se ela for de um Hymenoptera, Justin O. Schmidt provavelmente sabe. Este entomólogo diz ter levado ferroadas da maioria dos tipos de abelha, formiga ou vespa. Praticamente um Jackass científico.

Tanto que criou um índice de dor, que vai de 1, bem leve ou indolor, a 4, os mais doloridos de todos. E a descrição da dor que cada ferroada é o que dá a graça do Índice de dor de Ferroadas de Schmidt, com comparações bem ilustrativas.

Traduzo abaixo a lista da Wikipedia, pois embora o livro dele seja bem mais completo, custa mais de $250 e é um tanto difícil de encontrar.


Nível 1: Abelhas do suor
Nome genérico para a família de abelhas Halictadae, que se chama assim porque elas geralmente são atraídas pelo suor, atrás de sais minerais. Segundo a descrição de Schmidt: Leve, efêmero, quase frutado. Uma faísca queimou um único pêlo de seu braço.

 
Nível 1,2: Formigas lava-pés
Nome genêrico do gênero de formigas Solenopsis, cujo outro nome, formiga de fogo, vem da dor da ferroada. Invasoras da América do Sul nos Estados Unidos, possui um veneno que pode deixar a região atacada bem irritada.
Agudo, súboto e um pouco alarmante. Como andar em um tapete felpudo e encostar no interruptor. [imagino que esteja falando daqueles choques que podemos tomar com energia estática]




Nível 1,8: Formigas de acácia
Também chamadas de formigas-de-novato (Pseudomyrmex ferruginea), são simbiontes que vívem em árvores do gênero acácia. Extremamente agressivas, protegem as árvores que provêem açúcar e nutrientes com ferroadas em qualquer animal que passe perto. Um tipo de dor raro e bastante elevado, perfurante. Alguém cravou um grampo em seu queixo. [a imagem é de uma outra Pseudomyrmex, já que não achei nenhuma desta espécie]



Nível 2: Vespão ou vespa de cabeça branca

Este tipo de vespa não ocorre no Brasil, a Dolichovespula maculata é social e forma vespeiros de quase um metro. Bastante agressiva também. Forte, rico e saudável, levemente crocante. Parecido com ter a mão prensada em uma porta giratória.






 

Nível 2,X: Abelha comum

Abelhas do gênero Apis, tanto a européia quanto a africanizada.
Como uma cabeça de fósforo que escapa e queima sobre a pele.
[pessoalmente, discordo desta. Cansei de levar picadas de abelha e depois de algum tempo, nem se sente tanto. Acho vespas muito mais doloridas.]




 
Nível 3: Formiga da colheita

A Pogonomyrmex barbatus é uma formiga dos Estados Unidos que vem perdendo espaço para a lava-pé.
Ousado e destemido. Alguém está usando uma furadeira para desencravar sua unha do dedão.





 

Nível 4: Vespa caçadora
(sim, ela tem o tamanho de um dedo)
Conhecidas também como vespa cavalo ou gavião da tarântula, este tipo de vespa caça tarântulas para depositar os ovos sobre elas e nutrir os filhotes. Por mais que isso impressione, o veneno que ela usa para matar a aranha caranguejeira é diferente do que libera nas ferroadas.
Tida pelo Justin Schmidt como uma das ferroadas mais doloridas, só não é a pior porque a dor passa em alguns minutos.

Elétrico, forte e chocante, de cegar. Um secador de cabelos ligado caiu na sua banheira.

Abaixo um vídeo com ela arrastando uma tarântula para a toca, onde vai depositar os ovos sobre ela e enterrá-la:



Nível 4+: Paraponera ou formiga-cabo-verde
Chamada em inglês de formiga bala, por dizerem que sua ferroada dói como um tiro, a tocandeira possui um veneno muito doloroso que pode agir por dias, e deixar a região atacada febril. Pode causar até tremores musculares, e é usada pelos índios da região amazônica para iniciação dos homens à vida adulta (confira no vídeo abaixo).



Dor pura, intensa e brilhante. Como andar sobre carvão em brasas com um prego enferrujado de 10cm em seu calcanhar.

janeiro 26, 2010

Parasitas e simbiontes

Category: imagens

A Wetpixel organizou uma competição de fotos submarinas, e devo dizer que concordo com o primeiro e segundo colocados (em ordem):


Aqui, o simpático Cymothoa exigua, parasita que substitui a língua do peixe. Com aquele par de olhinhos, parece um pokemon.


dentista_discreto.jpg
E aqui, muita atenção para o camarão transparente limpando uma boca bem cheia de dentes.

Vi no The Loom.

janeiro 21, 2010

Estamos na Campus Party!

Category: miscelânea

cparty.jpg
Dos dias 26 a 30 de janeiro (semana que vem), ocorre o evento Campus Party no Centro Imigrantes. E participarei novamente, desta vez em um painel!

Fui convidado a participar em um painel sobre a consolidação dos blogs de ciência, no sabadão de manhã. E vou contar com a presença de pessoas que prezo muito, Carlos Hotta, Ísis, Reinaldo e Tati Nahas. Todos parceiros de crime, em um lugar ou outro.

Infelizmente, o painel é restrito a quem está inscrito no Campus Party, pois ocorre no espaço Campus Blog. Mas deve ter streaming via internet e participação via Twitter. Informo mais detalhes quando os tiver!

Programação completa aqui, de onde roubei este pedaço:

DIA 5 (Sábado - 30/01/2010)

PAINEL 1 - 10:30 ~ 12:00
Blogs de ciência


- A consolidação do uso da blogosfera na divulgação científica e o fomento de debates sobre questões como sustentabilidade, aquecimento global e doenças epidêmicas.

MODERADOR:
Carlos Hotta

PAINELISTAS:
Isis Nóbile Diniz
Atila Iamarino
Reinaldo Lopes
Tatiana Nahas

janeiro 20, 2010

Revisão por pares revisada por pares

Category: miscelânea

O ResearchBlogging é uma ótimo iniciativa para agregar os posts sobre ciência revista por pares em blogs. Criado por Dave Munger, já possui mais de 1000 blogs inscritos escritos em 5 línguas: inglês, alemão, espanhol, chinês e, claro, português (graças ao apoio do Luiz Bento e da Tati Nahas). É uma excelente forma de sinalizar que o conteúdo do blog possui embasamento científico e de divulgar tanto o selo quanto os textos de outros blogs, além de ter seu post promovido no site.

Contei 31 blogs em português ativos (alguns não tão ativos assim), inscritos de junho de 2009 até hoje:



E agora foi criado o Research Blogging Awards 2010 que vai premiar os melhores blogs e posts em diversas categorias. São 20 prêmios de $50 e um prêmio de $1000 para melhor blog, totalizando $2000 em premiação. Para participar e votar o blog precisa estar inscrito no ResearchBlogging. Para ver quais são os posts dos blogs acima, entre na página de posts e escolha língua portuguesa como linguagem na coluna à direita. E para inscrever seu blog veja estas instruções e orientações.

Aqui vai a descrição do prêmio que copiei do ciência na mídia:

Research Blogging Awards 2010

A premiação do Research Blogging do Seed Media Group homenageia os excelentes blogueiros que praticam a pesquisa revisada por pares. Com cerca de 1,000 blogs registrados no ResearchBlogging.org e 8,500 posts sobre pesquisa revisada por pares já publicados, é hora de reconhecer os melhores dentre os melhores.

Qualquer blog que pratique pesquisa revisada por pares é elegível para nomeação e os vencedores serão selecionados por votos de seus pares na comunidade do Research Blogging. Todos os finalistas serão destacados no ResearchBlogging.org e os vencedores receberão prêmios em dinheiro que totalizam US$2000.

Os vencedores serão selecionados da seguinte forma:

1. Nomeações: Todos podem nomear um blog (incluindo o seu próprio) para ser considerado para a premiação, mas apenas blogs que praticam revisão por pares de acordo com nossos requerimentos serão considerados para a premiação. As nomeações serão encerradas em 11 de fevereiro de 2010. Clique aqui para nomear seus favoritos.

2. Finalistas: Um juri composto por especialistas irá selecionar entre 5 e 10 finalistas em cada categoria. Os finalistas serão anunciados em 25 de fevereiro de 2010.

3. Votação: Apenas usuários registrados no ResearchBlogging.org poderão votar para selecionar os vencedores. Para ser um usuário registrado, é preciso atender nossos requerimentos de blogagem sobre revisão por pares (clique aqui para se registrar). A votação estará aberta de 25 de fevereiro a 11 de março de 2010.

4. Prêmios: Os prêmios serão anunciados em 23 de março de 2010. Os vencedores serão selecionados a partir das seguintes categorias:

  • Research Blog do Ano $US$1,000
  • Post do Ano Year $50
  • Research Tuiteiro do Ano $50
  • Melhor Novo Blog (iniciado em 2009) $50
  • Melhor Blog Especializado $50
  • Melhor Blog para Leigos $50
  • Blog mais engraçado $50
  • Melhor Blog — Espanhol $50
  • Melhor Blog — Alemão $50
  • Melhor Blog — Português $50
  • Melhor Blog — Chinês $50
  • Melhor Blog — Biologia $50
  • Melhor Blog – Química, Física ou Astronomia $50
  • Melhor Blog – Pesquisa Clínica $50
  • Melhor Blog – Ciência da Computação, Engenharia ou Matemática $50
  • Melhor Blog – Conservação ou Geociências $50
  • Melhor Blog — Saúde $50
  • Melhor Blog — Psicologia $50
  • Melhor Blog – Filosofia, Pesquisa ou Scholarship $50
  • Melhor Blog — Neurosciencias $50
  • Melhor Blog – Ciências Sociais ou Antropologia $50

janeiro 17, 2010

Pássaros têm senso artístico?

Category: comportamento sexual


Os Bowerbirds ou pássaro cetim (termo em português, alguém? valeu Takata!) são aves da região da Austrália e Nova Guiné que possuem um jeito bem diferente de chamar a fêmea. Os machos constroem ninhos cafofos muito elaborados (obrigado, Eduardo), que chegam a levar anos para ficar prontos, e são enfeitados com uma série de objetos. A exigente companheira chega, examina o local e decide se vai ou não colocar um ovo ali com aquele macho.

Algumas espécies gostam de cores cítricas, vermelho, laranja, amarelo. Outras gostam de objetos metálicos como besouros, e até coisas azuis. Como o ninho da foto, que não é dos maiores. Claro que com os vários produtos de plástico com cores inusitadas que nós humanos produzimos, estamos dando uma ajudinha involuntária para eles.


Repare no como tudo que está ao redor do ninho foi cuidadosamente colocado. Outro vídeo muito bom aqui.

Agora, como o macho decide que objetos coletar, ou de que forma dispôr? Isso é arte? E qual o senso artístico da fêmea que julga?

p.s. Você que escreveu ou comentou sobre estas aves em algum lugar, não achei seu link para referenciar, me avise nos comentários.


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