Cebimar lança o banco de imagens Cifonauta
O CEBIMar, centro de biologia marinha da USP, acaba de lançar pelas mãos de Bruno Vellutini e Alvaro Migotto um lindo bando de imagens e vídeos de biologia marinha chamado Cifonauta. A idéia do banco é hospedar imagens com informações científicas, como classificação taxonômica (nome, gênero da espécie, etc), localização e ciclo de vida destes organismos.
Acho uma excelente forma de divulgar imagens científicas que ficariam escondidas em algum HD perdido no laboratório, e agora podem ser usadas inclusive em aulas. Aproveito para fazer algo que não aparece aqui no blog há tempos, um post fotográfico. Para a fonte com mais informações sobre os animais das fotos, basta clicar.
Peixes com mãos
Os Handfish são peixes de água salgada da região da Austrália (de onde mais) que vivem basicamente parados. São peixes de corais, que muitas vezes possuem apêndices na cabeça feitos para atrair a presa, e assim como seus parentes, os peixes sapo, têm nadadeiras adaptadas para suportar-se no mesmo local.



Batom vermelho
Why so serious? ©Birgitte Wilms/Minden Pictures – National Geographic
O peixinho simpático aí em cima tem um nome bem sugestivo, peixe morcego de batom rosa (rosy-lipped batfish – Ogcocephalus porrectus), e é encontrado na Costa Rica. A espécie mais próxima dele é o peixe de batom vermelho (red-lipped batfish - Ogcocephalus darwini), nativo de Galápagos, como se percebe pelo nome. Quanto ao batom vermelho, dá para ver o porquê aqui embaixo:
A boca avermelhada, o nariz estranho e o bigode por fazer são parte da estratégia de caça deles. Eles ficam parados no fundo do mar e o focinho possui um prolongamento que balança para lá e para cá. Quando um peixe desavisado chega perto atraído pela isca, leva o bote.
Como eles passa grande parte do tempo no funco do mar, as nadadeiras peitorais funcionam como patas, que proporcionam uma locomoção bem desajeitada. Você pode conferir no vídeo – que também mostra um outro peixe bem simpático, o peixe sapo, que usa a mesma estratégia de ficar parado e dar o bote na presa.
Clau, foi o mais próximo de fofo que consegui chegar hoje
O alien existe!
Pois é, a vida toda você pensando que o Alien foi uma baita sacada, e hoje você descobre que, não só aquela saída dramática dele já existe -é só ver este vídeo – como aquela boquinha que se projeta também. Trata-se do tubarão duende, que consegue projetar a mandíbula bem mais do que o normal para tubarões.
Vi no Neatorama. Muita coisa boa por lá.
Mais vida marinha
Outras fotos de animais impressionante, dessa vez fotografados por David Wrobel. Mais fotos dele aqui.




tem mais!
Animais transparentes
Acompanhe algumas fotos de Kevin Raskoff, pesquisador cujas fotos já ilustraram diversas revistas como Nature, National Georaphic, Wired, SEED, Discover e outras. São animais lindos, e tem mais alguns aqui e aqui. Clique embaixo para ver até o final.





Um a menos no debate

© Copyright K. TelnesA discussão entre criacionistas e evolucionistas segue firme, principalmente nos Estados Unidos. Grande parte das vezes, o argumento usado por criacionistas consiste em apontar “falhas” na teoria evolutiva. Falhas essas que normalmente são apenas lacunas de conhecimento, e hoje podemos dizer que uma delas acaba de cair.Você conhece o linguado? Este peixe com cara de mau vive no fundo do mar (por isso a coloração camuflada) e tem um corpo achatado, muito bem adaptado para a situação. Repare nos olhos dele e depois na boca. Ela parece estar de lado não? Na verdade quem está de lado é o peixe inteiro. Ele não é como a raia que é achatada dorso-ventralmente, ele é achatado lateralmente -repare na brânquia e na linha lateral do sujeito em preto e branco. E o que raios os dois olhos dele fazem do mesmo lado?
Acompanhe o time-lapse do desenvolvimento de um filhote e você verá um olho migrando para o outro lado (o VIMEO tem mesmo uns vídeos muito bons). O olho que migra varia de lado de espécie para espécie, e dá ao bicho essa aparência de quadro do Picasso – como lembrou o Carl Zimmer.
A questão que perturbou inclusive Charles Darwin é: “Como essa migração dos olhos foi selecionada se o olho no caminho para o outro lado não é vantajoso?” Mais ou menos como o argumento de que meia asa não serve para voar (e quem disse que precisa servir?). Para muitos criacionistas, a prova do design de um ser maior (que desenha mal no caso) e, para Stephen Jay Gould, uma demonstração do equilíbrio pontuado. Ambos estavam errados.
Vida Marinha
Dessa vez as fotos são o trabalho de Mike Roberts. Para ver as figuras em tamanho maior além de outras muito bos visite os sites dele aqui e aqui. E para ver o trabalho de outros clique aqui e aqui.







Clique abaixo para mais…
Garantindo o almoço parte II
Já que estou falando de cefalópodes e de como eles são espertos, aqui vai uma notícia um pouco antiga mas relevante ao tema.
Embriões de sépia são capazes de aprender mesmo dentro do ovo. Conforme se desenvolvem seu ovo vai ficando transparente e seus olhos já formados conseguem reconhecer a futura presa. Como descobriram isso? Embriões que crescem em um aquário próximo de outro com caranguejos, de maneira que o único contato com eles seja visual, têm preferência por caçar carangueijos depois de saírem do ovo. Já sépias que não tiveram contato nenhum com caranguejos durante a fase de embrião preferem caçar camarões.
Pois é, se fôssemos capazes de fazer isso talvez tivéssemos uma predileção por ovários no jantar. Isso é que é ser precoce.
Fonte:
BBC
Garantindo o almoço
Polvos são realmente demais, além de abrir o jarro, confira depois dos 3 minutos a flexibilidade desses animais!






















