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	<title>Rainha Vermelha</title>
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	<description>Evoluindo sem sair do lugar</description>
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		<title>Garanta o futuro de sua carreira científica: crie um currículo online</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 11:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Política acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Publicação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[blogs de ciência]]></category>
		<category><![CDATA[carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[currículo acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[escrita científica]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos motivos recentes para a falta da atualizações aqui foi uma disciplina de Organização e Escrita que estava preparando. Durante o preparo das aulas, reparei em algo que esperava dos alunos e não encontrei: um currículo online. E não me refiro à um perfil no LinkedIn ou qualquer rede do gênero, me refiro a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Um dos motivos recentes para a falta da atualizações aqui foi uma disciplina de Organização e Escrita que estava preparando. Durante o preparo das aulas, reparei em algo que esperava dos alunos e não encontrei: um currículo online. E não me refiro à um perfil no LinkedIn ou qualquer rede do gênero, me refiro a bem mais do que isso.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-2278" alt="Busca_Google" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2013/04/Busca_Google-1024x245.png" width="620" height="148" /></p>
<p>Independente da carreira que você pretende seguir, e de quão próximo de entrar em qualquer mercado de trabalho, graduação, pós ou outros, ter mais a oferecer online do que algumas fotos no Facebook visíveis pode ser bastante importante. Imagine seu empregador, alguém do RH de uma empresa para a qual você mandou um currículo, ou mesmo o chefe do laboratório onde você quer fazer sua pós graduação procurando por seu nome na web. O que essa pessoa vai encontrar?</p>
<p><strong>Leia mais e conheça pessoas além do seu círculo</strong></p>
<p>Ler blogs e outras fontes de conteúdo que não apenas as tradicionais é uma excelente forma de se informar e de descobrir novas oportunidades. Blogs não só colocam os leitores em contrato com material novo e importante, mas muitas vezes são escritos por profissionais com grande experiência, de maneira que cada texto além de trazer informação nova, traz uma forma de ler ou analisar adquirida com experiência. <strong>Ler uma análise de artigo escrita por um pesquisador com anos de experiência é uma forma de pular vários degraus profissionais e adquirir uma postura crítica.</strong></p>
<p>E não é só por conteúdo ou forma de análise que blogs valem a pena. Muitos publicam mais do que pesquisa, e tratam de temas pessoais ou profissionais, como estou fazendo aqui. De maneira que é possível trocar experiências, ver mais gente que já passou pelo que estamos passando e acompanhar a discussão, ou mesmo avaliar <a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/tag/carreira/">uma área profissional antes de embarcar nela</a>.</p>
<p><a href="https://twitter.com/luciamalla/status/1254417188"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2279" alt="Screen Shot 2013-04-28 at 3.37.19 AM" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2013/04/Screen-Shot-2013-04-28-at-3.37.19-AM-545x279.png" width="545" height="279" /></a></p>
<p>Mais do que isso. Acompanhar blogs, e o perfil de profissionais, jornalistas e pesquisadores interessantes em redes como o Twitter ou o Facebook é uma excelente forma de sair da sua área específica e conhecer mais gente. São estas pessoas que, voluntariamente ou não, mais provavelmente podem indicar uma posição profissional, um congresso ou concurso importante.</p>
<p>Como o Barabási discute em Linked, um livro excelente, <strong>são justamente as pessoas de fora do seu círculo de amizade próximo que podem trazer os melhores contatos profissionais</strong>. Isso porque amigos próximos provavelmente lêem as mesmas coisas e conhecem as mesmas pessoas que você. De maneira que eles estão sabendo das mesmas oportunidades, e muitas vezes podem ser seus concorrentes. São as pessoas de fora da sua área, ou de outra universidade, de outro ano, que vão indicar referências que você não acompanha, que trazem novas oportunidades.</p>
<p><strong>Produza conteúdo online</strong></p>
<p>Escrever, na forma de um blog, um perfil do Twitter, uma página do Facebook ou o que mais for que permita que você assine seu conteúdo pode ser muito importante para sua carreira. <strong>O treino que a escrita traz é útil não só para desenvolver a habilidade da retórica.<a href="http://blogs.scientificamerican.com/literally-psyched/2013/04/12/why-grad-schools-should-require-students-to-blog/"> Ele vai vir bem a calhar na hora de organizar e escrever</a> o conteúdo de um trabalho de conclusão de curso ou uma tese</strong> – algo que me foi tão útil que criei uma disciplina para passar isso adiante.</p>
<p>Mais do que o treino, produzir conteúdo autoral é garantir que quem procurar pelo seu nome vai encontrar bom material. Se você reparou na imagem que ilustra este post, aqueles são os termos de busca relacionados ao meu nome, em uma busca anônima do Google (para não ter o histórico do meu usuário). Quem procurou pelo meu nome em muitos casos buscava o blog ou meu currículo Lattes. Felizmente, em qualquer dos casos, quem fizer essa busca vai encontrar material.</p>
<p><strong>Ter o blog, um perfil no <a href="http://www.mendeley.com/profiles/atila-iamarino/">Mendeley</a>, no <a href="http://scholar.google.com/citations?user=C__3jFEAAAAJ&amp;hl=en&amp;oi=ao">Google Scholar</a>, no <a href="https://twitter.com/oatila">Twitter</a>, no <a href="https://www.researchgate.net/profile/Atila_Iamarino/">ResearchGate</a>, <a href="http://www.slideshare.net/oatila/">aulas no SlideShare</a> e outros é uma forma de criar um currículo virtual</strong>, com produção acadêmica, artigos lidos, artigos discutidos e até as <a href="http://www.slideshare.net/oatila/presentations">apresentações e aulas dadas</a>. Eu tenho como saber, por exemplo, que minha <a href="http://www.slideshare.net/oatila/introduo-ao-uso-de-redes-sociais-na-comunicao-cientfica">apresentação sobre divulgação científica na Web pelo SciELO</a> teve mais de 15 mil views. O mesmo vale para quem estiver interessado no que produzo – Desculpem a <em>egotrip</em> aqui, mas é o exemplo que tenho à mão.</p>
<p><strong>O que vai para a internet não fica só na internet</strong></p>
<p>Não se esqueça de que tudo, repito com muito cuidado, <strong>tudo o que você publica na internet <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2013/03/building-your-backlist-and-living-with-it-forever.html">estará disponível para sempre</a></strong>. Suas atualizações de perfil no Facebook, seu perfil no Twitter, emails mandados, fotos compartilhadas (mesmo que com poucos), tudo. Pergunte para a Dieckman. Ou para a <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130409_comissaria_racismo_bg.shtml">garota inglesa de 17 anos</a> que precisa responder pelos tuítes racistas de quando tinha 14.</p>
<p>Por isso, se tudo o que você produz vai continuar na internet, produza algo útil, algo que vai depor a seu favor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[update]</p>
<p>Caso você tenha se motivado com o texto, aproveite o post que escrevi sobre como começar um blog:</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/entao_voce_quer_escrever_um_bl/">http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/entao_voce_quer_escrever_um_bl/</a></p>
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		<title>A natureza da homossexualidade e os comentários de @EliVieira e @IzzyNobre</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2013 18:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento sexual]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi impossível não tomar conhecimento (e não me indignar) de uma grande exposição de opinião preconceituosa e ignorante contra homossexuais veiculada recentemente. O cerne da discussão foi a noção de que homossexualidade é um comportamento adquirido, e não herdado, e como tal poderia ser evitado ou prevenido. Como se isso fizesse alguma diferença ou, pior [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img alt="" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2011/08/leoes1.jpg" width="400" height="646" /><p class="wp-caption-text">Um exemplo de comportamento aprendido pela depravação que passa na TV Serengueti.</p></div>
<p>Foi impossível não tomar conhecimento (e não me indignar) de uma grande exposição de opinião preconceituosa e ignorante contra homossexuais veiculada recentemente. O cerne da discussão foi a noção de que homossexualidade é um comportamento adquirido, e não herdado, e como tal poderia ser evitado ou prevenido. Como se isso fizesse alguma diferença ou, pior ainda, como se isso dissesse respeito a alguém que não os homossexuais. Mas vamos aos fatos.</p>
<p><strong>Homossexualidade é natural e comum, e pode ser favorecida pela evolução</strong></p>
<p>Homossexualidade é um comportamento com forte influências genéticas, que parece ser herdável, e é encontrado em diversos outros animais. Como <a href="http://papodehomem.com.br/evolucao-homossexualidade/">já discuti em 2009 no Papo de Homem</a>, diversos outros animais praticam sexo homossexual, em uma parte ou durante toda sua vida. E as evidências de como o cérebro de homossexuais funciona apontam para diferenças fisiológicas no interesse por indivíduos do mesmo sexo e do sexo oposto.</p>
<p>Quem discute bem isso e aponta diversos estudos combatendo cada argumento ignorante é o <a href="https://twitter.com/elivieira">Eli Vieira</a>, biólogo e autor do <a href="http://www.bulevoador.com.br/">Bule Voador</a>, do <a href="http://evolucionismo.org/">Evolucionismo</a> e da <a href="https://twitter.com/LigaHumanista">Liga Humanista</a>.</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/3wx3fdnOEos?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3wx3fdnOEos" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Quanto à implicação do parágrafo anterior e do vídeo, como a evolução favorece ou mantém na natureza um comportamento que diminui as chances de reprodução, recomendo novamente <a href="http://papodehomem.com.br/evolucao-homossexualidade/">o texto no Papo de Homem</a>, em especial o seguinte trecho:</p>
<blockquote><p><strong>Supondo</strong> que exista um gene que determine a orientação gay (mais adiante discuto as chances disso ser verdade), ele deve beneficiar alguém para que seja passado adiante. Uma situação pode ser o valor do heterozigoto, ou seja, a vantagem está no portador de apenas um alelo da característica, e o portador de dois alelos é prejudicado – de novo, em termos evolutivos.</p>
<p>Como recebemos material genético do pai e da mãe, seria o caso de um homem portador do gene “gay” de apenas um dos pais ser beneficiado, enquanto o homem que herda o gene de ambos sai em desvantagem. Outra pode ser o benefício para apenas um dos sexos, uma competição de interesses. Se for uma característica presente no cromossomo X por exemplo, ela pode trazer vantagens para mulheres, que portam duas cópias do cromossomo (XX), enquanto nos homens , que portam uma só (XY) é desvantajosa.</p></blockquote>
<p><strong>Se a homossexualidade é natural ou não, isso não lhe diz respeito</strong></p>
<p>Estava pensando em escrever sobre o direito dos homossexuais, das implicações do comportamento ser natural ou não. Mas não tenho por que falar disso. Por um simples motivo. Isso não me diz respeito. Não diz respeito ao pastor também. E não diz respeito a quem opina ou legisla contra o direito de homossexuais se casarem. Isso só diz respeito aos homossexuais.</p>
<p><strong>Discutir se homossexuais podem ou não exercer sua orientação é a mesma coisa que discutir se humanos tem ou não direito de serem humanos.</strong> Se duas pessoas querem estar juntas, consensualmente, dois adultos responsáveis, por exemplo, isso diz respeito só a eles. Eu não tenho o direito de permitir ou não que eles se casem ou se beijem, assim como eles não tem o direito de acabar com o meu casamento. Isso não é um direito que precisaria ser adquirido. Nas palavras (fortes) de Louis C. K.:</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/foGE4lvcD1c?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=foGE4lvcD1c" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>A noção de que homossexualidade é algo errado ou condenável é extremamente nociva. Não só por abrir espaço para que a homofobia cresça e crimes como o espancamento de jovem que &#8220;parecem gays&#8221; seja visto como algo aceitável. É nociva por dizer a crianças e adolescentes que estão crescendo e se descobrindo homossexuais que aquilo é errado, que é pecado e deveria ser evitado. O caminho para uma vida deprimida e miserável, tentando evitar sua natureza.</p>
<p>Nesse sentido, acho o vídeo do Eli especialmente importante. Não por rebater uma entidade que se alimenta da ignorância e da miséria humana, material farto no Brasil. Mas por mostrar para quem busca uma orientação que existe sim uma base natural para o que sentem, que aquilo é comum, aceitável, e não há nada de errado nisso. Quem argumenta que homossexualidade é um comportamento aprendido, e por isso cada vez mais comum, não entende que isso na verdade é um reflexo do aumento de nossa tolerância, e de que as pessoas finalmente estão podendo expressar sua preferência.</p>
<p>Gosto muito da noção compartilhada por Steven Pinker em seu livro <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0143122010/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=0143122010&amp;linkCode=as2&amp;tag=rainhverme-20">The Better Angels of Our Nature: Why Violence Has Declined</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" alt="" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=rainhverme-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0143122010" width="1" height="1" border="0" />, de que estamos mudando como sociedade para uma postura mais humanista, onde estendemos [brigado, Diego!] os direitos para todos à nossa volta. Não toleramos mais violência como antes (vide os desenhos e filmes da década de 80), respeitamos muito mais o direito dos animais e nosso círculo de empatia se estende cada vez mais. <a href="http://meiobit.com/115691/talvez-no-seja-to-simples-matar-cilnios/">Até máquinas podem despertar nossa compaixão, mesmo quando elas são grossas</a>.</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/2TjSlxD7lkg?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2TjSlxD7lkg" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Então, quem sabe, como diz <a href="https://twitter.com/izzynobre">o Izzy Nobre</a>, esse grito preconceituoso e desesperado por atenção não se cala nos próximos anos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Walt Disney, Motörhead e Fungos &#8211; interCiência</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 03:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
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		<category><![CDATA[fungo]]></category>
		<category><![CDATA[infecção]]></category>
		<category><![CDATA[levedura]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post participa da blogagem coletiva &#8220;interCiência&#8220;, uma farofa um Amigo Oculto dos Blogs de Ciência Brasileiros. Algum blogueiro muito paciente topou mandar um texto de microbiologia (este post) para o Rainha Vermelha, e agora temos que adivinhar (deduzir pelo estilo) quem ele foi dentre os participantes que serão divulgados no Raio-X. Ainda dá tempo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://scienceblogs.com.br/raiox/2013/01/interciencia/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1990" alt="Interciência" src="http://scienceblogs.com.br/synbiobrasil/files/2013/01/Interciência.jpg" width="620" height="250" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Este post participa da blogagem coletiva &#8220;<a href="http://scienceblogs.com.br/raiox/2013/01/interciencia/">interCiência</a>&#8220;, <del>uma farofa</del> um Amigo Oculto dos Blogs de Ciência Brasileiros. Algum blogueiro muito paciente topou mandar um texto de microbiologia (este post) para o Rainha Vermelha, e agora temos que adivinhar (deduzir pelo estilo) quem ele foi dentre os participantes que serão divulgados <a href="http://scienceblogs.com.br/raiox/">no Raio-X</a>. Ainda dá tempo de participar e inscrever o seu texto, basta dar uma olhada <a href="http://scienceblogs.com.br/raiox/2013/01/interciencia/">em como fazer aqui</a>. Vamos ao texto:</em></p>
<p>Como é possível notar, há uma relação pouco trivial entre os termos que sustentam este post. Me foi dada a tarefa de escrever sobre um tema que gosto, a microbiologia, para um blog de divulgação científica que também gosto bastante, o Rainha Vermelha. Tentei apresentar algumas informações interessantes sobre um microorganismo não tão conhecido, mas que é de interesse clínico. Talvez este texto pudesse ser resumido na forma &#8220;<em>Walt Disney+Motörhead=Paracoccidioides</em>&#8220;. Trata-se de um fungo, eis que surge um dos termos (Ok, isso não ajuda muito!). O sujeito é o <em>Paracoccidioides brasiliensis</em> (Pb), um fungo com algumas caraterísticas curiosas e outras de interesse clínico. Bem, vamos às características clínicas primeiro. O Pb é o que se pode chamar de um fungo termo-dimórfico, o que quer dizer que assume uma morfologia ou outra dependendo da temperatura a que está submetido.</p>
<p>Quando em temperatura ambiente o Pb assume a forma de micélio, um agrupamento de hifas. Nesta morfologia o fungo consegue sobreviver no ambiente, livre de um hospedeiro e fazer um metabolismo aeróbico (<em>i.e</em>., dependente de oxigênio). Mas como já mencionei, trata-se de um fungo de interesse clínico, o que significa que é um microorganismo patogênico. De fato, o Pb pode causar infecção sistêmica, mas é mais comun a infecção do trato respiratório. O Pb produz conídeos, que alguns dizem serem produzidos com a finalidade de infectar o hospedeiro e, por isso, na clínica damos o nome de propágulos infectantes, quando na verdade trata-se de um esporo com fins reprodutivos.</p>
<p>Se os conídios têm como destino final o meio ambiente, eles se desenvolvem na forma de novas hifas e formam micélios. Contudo, se acidentalmente os conídios são inalados por um hospedeiro mamífero, eles viajam pelo trato respiratório até os pulmões, onde encontram um ambiente com características que o forçam a mudar a morfologia. Frente à mudança térmica de ~25°C para ~37°C o Pb assume a morfologia de levedura e passa a fazer um metabolismo mais anaeróbico (<em>i.e</em>., independente de oxigênio). Estas características morfológicas tem interesses diversos, como identificar o perfil de expressão gênica de uma forma ou outra a fim de estabelecer fatores de virulência, o que se aplica também às fases de transição de micélio para levedura, por exemplo.</p>
<p>Mas até aqui você deve estar se perguntando: onde entram o Walt Disney e o Motörhead nessa história toda? Para responder isso, nos voltaremos para a divisão celular do Pb. Quando o Pb causa a paracoccidioidomicose (eita palavrão!) ou infecção, para ser mais sucinto, ele está na forma de levedura. Você pode então pensar, &#8220;bem, leveduras são leveduras! elas se dividem todas da mesma forma!&#8221;. Contudo, o Pb tem um modo bem interessante de dizer &#8220;estou aqui, não sou qualquer levedura!&#8221; ele começa a formar brotos a partir de uma célula mãe e esses brotos, por vezes, parecem homenagear o &#8220;mofado&#8221; Walt Disney desenhando o Mickey na sua lâmina histológica (figura abaixo).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2252" alt="PB_Mickey" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2013/02/PB_Mickey.jpg" width="321" height="170" /></p>
<p><img class="alignleft  wp-image-2253" alt="kilmister" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2013/02/kilmister.jpg" width="154" height="208" />Quanto ao Motörhead! Bem, é impossível falar de Motörhead sem lembrar do poeta (Ok, isso pode ter sido exagerado!) Lemmy Kilmister (figura ao lado). E, não! você não vai encontrar a cara do Lemmy numa lâmina histológica. Na verdade, esta é parte mais constrangedora da minha fórmula. Além da forma de Mickey Mouse, as leveduras de Pb quando estão gerando os brotos também podem assumir a forma de rodas de leme (figura abaixo), aquelas que servem para controlar a orientação das embarcações utilizando o leme. Ok, a piada com o Lemmy pode ter sido horrível, mas veja o lado positivo disso. Você jamais esquecerá a morfologia típica de um Pb numa lâmina! Em minha defesa tenho a declarar apenas que, sendo um cientista, minhas piadas devem ser ruins por natureza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2254" alt="leme" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2013/02/leme.jpg" width="273" height="161" /></p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>Referências sugeridas:</strong></p>
<p><span style="line-height: 1.6em;">Tereza C.V. Rezende, Clayton L. Borges, Adriana D. Magalhães, Marcelo Valle de Sousa, Carlos A.O. Ricart,Alexandre M. Bailão, Célia M.A. Soares. A quantitative view of the morphological phases of </span><em style="line-height: 1.6em;">Paracoccidioides brasiliensis</em><span style="line-height: 1.6em;"> using proteomics. </span><a style="line-height: 1.6em;" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=paracoccidioides%20brasiliensis%20transition%20proteomics#">J Proteomics.</a><span style="line-height: 1.6em;"> 2011 Dec 21;75(2):572-87. doi: 10.1016/j.jprot.2011.08.020. Epub 2011 Sep 3.</span></p>
<p>Taborda CP, da Silva MB, Nosanchuk JD, Travassos LR. Melanin as a virulence factor of <em>Paracoccidioides brasiliensis</em> and other dimorphic pathogenic fungi: a minireview. <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18777637#">Mycopathologia.</a> 2008 Apr-May;165(4-5):331-9.</p>
<p><em>Paracoccidioides brasiliensis</em> Sequencing Project, Broad Institute of Harvard and MIT (http://www.broadinstitute.org/).</p>
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		<title>A aranha mais nerd</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jan 2013 21:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Salticidae é uma família de aranhas muito inteligentes (para alguém com o cérebro daquele tamanho). São caçadoras ativas, quase nunca tecem teia, preferem caçar ativamente as presas. Por conta disso, dependem muito da visão, daí os olhos enormes, e acabam adotando comportamentos bem ricos. Agora, se elas já são predadores bastante inteligentes, como seria uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2240" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/vipinbaliga/7794110736/sizes/l/in/photostream/"><img class="size-full wp-image-2240 " alt="Aranha Portia fimbriata" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2013/01/Portia_fimbriata.jpg" width="600" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">©vipin baliga</p></div>
<p><a href="http://www.researchblogging.org"><img class="alignleft" style="border: 0px" alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" width="70" height="85" /></a>Salticidae é uma família de aranhas muito inteligentes (para alguém com o cérebro daquele tamanho). São caçadoras ativas, quase nunca tecem teia, preferem caçar ativamente as presas. Por conta disso, dependem muito da visão, daí os olhos enormes, e acabam <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2012/09/mais-aranhas-pavao/">adotando comportamentos bem ricos</a>. Agora, se elas já são predadores bastante inteligentes, como seria uma aranha que caça esses predadores (uma aranha araneofágica)? Conheça as aranhas <em>Portia</em>, e por que elas são <a href="http://www.informatics.sussex.ac.uk/research/groups/ccnr/Papers/Downloads/Harland_Cimb2000.pdf">chamadas de gatos de oito olhos</a> [<em>link para pdf</em>].</p>
<p><em>Portia</em> é um gênero de aranhas saltadoras (também são Salticidae) com cerca de 20 espécies conhecidas, que são especialistas em caçar outras aranhas, especialmente membras da mesma família. Ocorrem na África, Ásia e Oceania, para meu desapontamento. Para poderem caçar, adotam uma série de táticas bastante complexas, sendo capazes de classificar o tipo de presa e responder de acordo, o que as coloca entre os invertebrados mais inteligentes.</p>
<p>Para atacar outras Salticidae, as estratégias das <em>Portia</em> são únicas. Algumas <em>Portia</em> podem fazer teias, e manter os insetos pegos para atrair outras saltadoras. Outras partem ativamente para a caça, quando sua camuflagem vem a calhar: se a <em>Salticidae</em> que está caçando a vê, a <em>Portia</em> congela seus movimentos, e <a href="http://www.flickr.com/photos/nickadel/8166914668/">encolhe seus palpos e patas</a>, <a href="http://sgmacro.blogspot.com.br/2011/04/portia-intelligent-hunter.html">se camuflando de detrito</a> para uma vítima que depende da visão, podendo até simular movimentos causados pelo vento. O que não se comparar com as táticas que adotam em situações mais delicadas. [1]</p>
<p><strong>Atacando em território inimigo</strong></p>
<p>Um dia de caça típico da <em>Portia fimbriata</em>, simpática espécie <a href="http://www.flickr.com/photos/vipinbaliga/7794110736/[">acima</a>, serve de exemplo do que elas são capazes de fazer. Uma das presas que esta espécie ataca é a aranha de teia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Argiope_appensa"><em>Argiope appensa</em></a>, que pode ser muito maior do que ela. Mesmo sem nunca ter visto uma aranha <em>Argiope</em> a <em>P. fimbriata</em> sabe o que fazer quando encontra sua teia. Ela pisa com cuidado em um dos fios, e começa a fazer uma série de vibrações diferentes – a maioria das aranhas de teia são quase cegas, e o sentido que mais usam é o tato – em intervalos até encontrar a vibração que atrai a dona da teia para seu ataque (algumas espécies podem fazer isso por dias). Se ela reage, a <em>Portia</em> continua com aquele estímulo. Caso contrário, volta a variar seus sinais, até receber resposta novamente. A <em>P. fimbriata</em> australiana pode inclusive imitar movimentos da fêmea da espécie na teia, para atrair o macho.</p>
<p>Por vezes, ela pode resolver subir pela teia para atacar sua dona. Mas só quando houver vento ou outra condição que vibre a teia e mascare seu <del>movimento ninja</del> caminhar pelos fios, para que ela não se torne a presa. Nem sempre a <em>Argiope</em> é pega desprevenida, ela pode chacoalhar a teia com força se perceber a <em>Portia</em>, ou mesmo atacá-la. Nestes casos a <em>P. fimbriata</em> pode partir para um ataque muito mais hollywoodiano. Ela caminha ao redor da teia, muitas vezes perdendo contato visual com a presa e fazendo contornos que podem levar mais de uma hora, para se posicionar exatamente acima da vítima e descer por um fio para o grande ataque. Sim, a Portia pode julgar que este ataque é mais eficaz, planejar toda uma rota, e seguir em um comportamento longo e complexo para completar seu objetivo. [2]</p>
<p>O vídeo abaixo mostra o comportamento de imitação em presas e o ataque planejado, com direito a close nos olhos de vilão do mal (uma versão mais curta que não consegui <em>embedar</em> <a href="http://videos.howstuffworks.com/animal-planet/28357-fooled-by-nature-australian-jumping-spider-video.htm">está aqui</a>):</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/usCNem9ixbU?version=3&amp;wmode=transparent" width="600" height="362" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="Ataque da aranha Portia" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=usCNem9ixbU" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>E este não é o único exemplo de tomada de decisão complexa. A espécie <em>Portia labiata</em> das Filipinas demonstra muito bem esta capacidade. Na região de Los Baños, ela encontra e caça aranhas cuspideiras da espécie <em>Scytodes pallidus</em>. As <em>Scytodes</em> também são araneofágicas, e secretam um misto de teia e veneno pelas quelíceras que é lançado sobre as presas (daí o nome cuspideira), grudando-as. Assim, para caçar esta cuspideira especializada em aranhas saltadoras, a <em>P. labiata</em> precisa de uma tática especial. As <em>P. labiata</em> desta região se aproximam de teias de <em>Scytodes</em> e provocam vibrações, mas não fazem o ataque direto. Elas normalmente fazem a volta e tomam o caminho mais longo para atacar a cuspideira por trás, e evitar a extremidade que lança a cola. <em>Portia</em> da mesma espécie mas de outra região, não fazem isso e são mais facilmente mortas pela <em>Scytodes</em>. E seu repertório pode ser ainda mais diverso: se a <em>Scytodes</em> dona da teia for uma fêmea carregando uma bolsa de ovos com a boca, o que diminui muito as chances de ela cuspir teia, a <em>P. labiata</em> de Los Baños adota o comportamento mais curto de atacar diretamente. [3]</p>
<p>Tomada de decisão, classificação de presas, acuidade visual e leitura para diferenciar um inseto preso na teia da aranha, e para diferenciar uma fêmea carregando ovos ou não&#8230; acabo de eleger as <em>Portia</em> como saltadoras mais nerds, escolher meu gênero predileto de Salticidae.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p>[1] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=New+Zealand+Journal+of+Zoology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1080%2F03014223.2000.9518218&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Web+use+during+predatory+encounters+between+&lt;em&gt;Portia+fimbriata&lt;/em&gt;%2C+an+araneophagic+jumping+spider%2C+and+its+preferred+prey%2C+other+jumping+spiders++++++++++++&amp;rft.issn=0301-4223&amp;rft.date=2000&amp;rft.volume=27&amp;rft.issue=2&amp;rft.spage=129&amp;rft.epage=136&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.tandfonline.com%2Fdoi%2Fabs%2F10.1080%2F03014223.2000.9518218&amp;rft.au=Clark%2C+R.&amp;rft.au=Jackson%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBehavioral+Biology%2C+Zoology">Clark, R., &amp; Jackson, R. (2000). Web use during predatory encounters between Portia fimbriata, an araneophagic jumping spider, and its preferred prey, other jumping spiders <span style="font-style: italic">New Zealand Journal of Zoology, 27</span> (2), 129-136 DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/03014223.2000.9518218" rev="review">10.1080/03014223.2000.9518218</a></span></p>
<p>[2] Wilcox RS, Jackson RR (2002). Jumping spider tricksters: deceit, predation, and cognition. In: Bekoff M, Allen C, Burghardt G (eds) The cognitive animal. MIT Press, Cambridge, Mass., pp 27–33 [<a href="http://colinallen.dnsalias.org/Secure/TCA/wilcox-final.pdf">pdf</a>]</p>
<p>[3] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Animal+cognition&amp;rft_id=info%3Apmid%2F12461599&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Interpopulation+variation+in+the+risk-related+decisions+of+&lt;em&gt;Portia+labiata&lt;/em&gt;%2C+an+araneophagic+jumping+spider+%28Araneae%2C+Salticidae%29%2C+during+predatory+sequences+with+spitting+spiders.&amp;rft.issn=1435-9448&amp;rft.date=2002&amp;rft.volume=5&amp;rft.issue=4&amp;rft.spage=215&amp;rft.epage=23&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Jackson+RR&amp;rft.au=Pollard+SD&amp;rft.au=Li+D&amp;rft.au=Fijn+N&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBehavioral+Biology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Zoology">Jackson RR, Pollard SD, Li D, &amp; Fijn N (2002). Interpopulation variation in the risk-related decisions of Portia labiata, an araneophagic jumping spider (Araneae, Salticidae), during predatory sequences with spitting spiders. <span style="font-style: italic">Animal cognition, 5</span> (4), 215-23 PMID: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12461599" rev="review">12461599</a></span></p>
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		<title>Quer assustar seus predadores? Faça uma aranha gigante.</title>
		<link>http://scienceblogs.com.br/rainha/2012/12/aranha-gigant/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 23:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[não é o que parece]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana topei com um exemplo fantástico de mimetismo em aranhas. Exemplo bem deliberado e feito com cuidado. Algumas aranhas são capazes de criar disfarces, imagens delas mesmas, verdadeiros espantalhos feitos de sujeira, restos de presas e bolsas de ovos que elas deixam na teia para (imagina-se) distrair predadores. Mas nunca havia visto um disfarce [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2235" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><img class="size-full wp-image-2235" alt="Aranha falsa, feita de detritos" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2012/12/aranha_falsa.jpg" width="320" height="240" /><p class="wp-caption-text">Imagem feita por Phil Torres</p></div>
<p>Esta semana topei com um exemplo fantástico de mimetismo em aranhas. Exemplo bem deliberado e feito com cuidado. Algumas aranhas <a href="http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8135000/8135844.stm">são capazes de criar disfarces</a>, imagens delas mesmas, verdadeiros espantalhos feitos de sujeira, restos de presas e bolsas de ovos que elas deixam na teia para (imagina-se) distrair predadores.</p>
<p>Mas nunca havia visto um disfarce como este ao lado. <a href="http://blog.perunature.com/2012/12/new-species-of-decoy-spider-likely.html">Esta aranha foi feita</a> por uma pequena <em>Cyclosa sp.</em>, fotografada por <a href="https://twitter.com/phil_torres">Phil Torres</a> nas matas do Peru.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2236" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-4tFsSLUtz6k/UMZucqBL-lI/AAAAAAAAAWo/Q7WvP1nLsgc/s1600/Spider+collage.jpg"><img class="size-full wp-image-2236" alt="Imagem por Phil Torres" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2012/12/Aranha_de_teia.jpg" width="400" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-4tFsSLUtz6k/UMZucqBL-lI/AAAAAAAAAWo/Q7WvP1nLsgc/s1600/Spider+collage.jpg">Imagem por Phil Torres</a></p></div>
<p>A <em>Cyclosa sp.</em> que vive na teia tem menos de meio centímetro, e consegue montar esse disfarce muito parecido com uma aranha enorme, de vários centímetros, pendurada em sua teia. Até então, todos os outros exemplos conhecidos de disfarces feitos por outras aranhas do mesmo gênero eram réplicas iguais às donas, <a href="http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8135000/8135844.stm">feitas mais para confundir</a> do que para assustar. Trata-se do primeiro caso conhecido de disfarce maior do que a autora, que me lembrou muito do Mágico de Oz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagens e fonte de <a href="https://twitter.com/phil_torres">Phil Torres</a>, via <a href="https://twitter.com/BoraZ">@BoraZ</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Esquilo suicida? Nem perto</title>
		<link>http://scienceblogs.com.br/rainha/2012/09/esquilo-suicida-nem-perto/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2012 14:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[esquilo]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[gravidade]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Se você achou muito extrema a atitude tomada pelo esquilo aos 20 segundos e, como alguns dos que vi compartilhando o vídeo, pensou que o esquilo estivesse tentando se matar, fique tranquilo. Como descrevi neste post, a gravidade é um problema mortal apenas para os grandes animais. Os pequenos podem até aproveitar a queda [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Jdm6Fb65K0E" frameborder="0" width="600" height="450"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se você achou muito extrema a atitude tomada pelo esquilo aos 20 segundos e, como alguns dos que vi compartilhando o vídeo, pensou que o esquilo estivesse tentando se matar, fique tranquilo. Como descrevi <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/11/as-nove-vidas-dos-gatos/">neste post</a>, a gravidade é um problema mortal apenas para os grandes animais. Os pequenos podem até aproveitar a queda <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2011/08/formiga_planadora/">para planar</a>.</p>
<p>Como o volume corporal aumenta mais rapidamente do que o tamanho, animais maiores possuem muita massa para uma pequena área absorver o impacto de uma queda. Já para animais pequenos, a massa menor é distribuída sobre uma área proporcionalmente maior, que pode absorver o impacto sem grandes problemas. Para o esquilo, mesmo quedas de alturas muito grandes têm pouco impacto. Vide a severidade dos machucados em gatos, que acima de nove andares diminui:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/11/as-nove-vidas-dos-gatos/"><img class="aligncenter" title="Gráfico de machucados versus altura da queda de gatos" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2011/08/queda_degatos1.jpg" alt="" width="339" height="420" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Vi o vídeo primeiro <a href="http://www.chongas.com.br/2012/09/a-grande-fuga-do-esquilo-ninja/">no Chongas</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como encontrar artigos científicos</title>
		<link>http://scienceblogs.com.br/rainha/2012/09/como-encontrar-artigos-cientificos/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2012 10:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[sites]]></category>
		<category><![CDATA[altmetrics]]></category>
		<category><![CDATA[bibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[Google Scholar]]></category>
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		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[publicação]]></category>
		<category><![CDATA[publicação científica]]></category>
		<category><![CDATA[referências]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, recebi um email me perguntando como encontrar bibliografia pertinente para alguém que está começando a pesquisa. Aproveitando a técnica do blogueiro acadêmico preguiçoso ocupado, melhor transformar a resposta em um post e aproveitar o contexto de redes sociais e publicação científica que tenho tratado. Adianto desde já: o melhor é aproveitar o filtro social. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, recebi um email me perguntando como encontrar bibliografia pertinente para alguém que está começando a pesquisa. Aproveitando a técnica do blogueiro acadêmico <del>preguiçoso</del> ocupado, melhor transformar a resposta em um post e aproveitar o contexto de redes sociais e publicação científica que <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2012/09/redes-sociais-artigos-cientificos-novas-metricas/">tenho tratado</a>. Adianto desde já: o melhor é aproveitar o filtro social. <em>[update] Leia também o comentário do Takata, com mais fontes muito boas.</em></p>
<p>Depois de anos lendo sobre uma área, criamos preferência por certos autores, revistas e palavras-chave, o que torna a busca muito mais fácil. Mas, em grande parte graças ao blog, estou sempre precisando buscar bons artigos sobre áreas que não tenho grande familiaridade. É principalmente para estas situações que vou dar as dicas a seguir. São dicas pré-leitura, sobre como achar o artigo. <em>Como ler e identificar um bom artigo é outra coisa, e nem sei se consigo definir ou escrever sobre.</em></p>
<p><a href="http://scholar.google.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-39086" title="Google_Scholar" src="http://scienceblogs.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Google_Scholar.png" alt="Página inicial do Google Scholar" width="511" height="495" /></a></p>
<p><strong>Google Scholar</strong></p>
<p>Quase não faço mais buscas no PubMed, por um motivo bem simples. Além das ferramentas acima, como o <a href="http://scholar.google.com/citations?user=cSjAqEUAAAAJ&amp;hl=en">perfil de autor</a> com citações, índice H e <a href="http://phylogenomics.blogspot.ca/2012/08/wow-google-scholar-updates-big-step.html">sugestões de bibliografia relacionada</a>, gosto muito da forma como o Scholar organiza os resultados de busca, artigos com mais citações aparecem acima. Para quem está interessado nos artigos mais recentes, basta um clique em organizar por data. Mas, como disse, o foco aqui é em quem está começando a ler sobre uma área, e os artigos mais citados tendem a ser os que mais estão contribuindo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-39087" title="artigo" src="http://scienceblogs.com.br/wp-content/uploads/2012/09/artigo.jpg" alt="Resultado de busca no Google Scholar" width="600" height="100" /></p>
<p>A imagem acima mostra as várias coisas que facilitam no Scholar. O botão de PDF na direita, ou mesmo dentro o All versions já me ajudaram a encontrar muitos artigos aos quais não tinha acesso. Sempre vale ver onde mais o Google encontrou aquele trabalho. O Import to Endnote resolve o problema do Endnote não encontrar a referência na busca interna. E o Cited by mostra os artigos que citam aquele, também dispostos em ordem de citações. É o que mais uso quando quero ver os trabalhos mais relevantes em uma área. Frequentemente me perco clicando em Cited by e termino descobrindo diversos artigos que valem a leitura.</p>
<p><a href="http://www.mendeley.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-39089" title="Mendeley" src="http://scienceblogs.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Mendeley.png" alt="Mendeley" width="600" height="422" /></a></p>
<p><strong>Mendeley</strong></p>
<p>Procurar sobre o tema no <a href="http://www.mendeley.com/">Mendeley</a> também pode render ótimos achados. Além de poder saber quantas pessoas estão lendo aquele artigo, outra métrica informativa, <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2012/08/um-bom-artigo-precisa-ser-citado-metricas-altimetrics/">não fiquemos apenas com as citações</a>, também é possível ver as palavras associadas e grupos temáticos, o que aumenta bastante a abrangência e ajuda a encontrar trabalhos importantes que não seriam buscados intencionalmente. Um dos lados bons de ferramentas de busca é que encontramos exatamente o que estamos procurando. Um dos lados ruins de ferramentas de busca é que encontramos exatamente o que estamos procurando. O Mendeley e redes do tipo são uma boa forma de ter contato com mais do que estamos procurando.</p>
<p><a href="http://www.researchgate.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-39090" title="ResearchGate" src="http://scienceblogs.com.br/wp-content/uploads/2012/09/ResearchGate.png" alt="ResearchGate" width="600" height="458" /></a></p>
<p><strong>Perfil do pesquisador no ResearchGate</strong></p>
<p>Encontrou um trabalho relevante, e quer receber os novos artigos de um dos autores? Siga o perfil dele no <a href="http://www.researchgate.net/">ResearchGate</a>. Mesmo que ele (ou ela) não tenha um perfil criado, o site cria um perfil automático que busca e atualiza as publicações, trazendo tudo para um lugar só.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2222" title="ScienceBlogsBrasil" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2012/09/ScienceBlogsBrasil.png" alt="ScienceBlogs Brasil" width="600" height="384" /></p>
<p><strong>Blogs</strong></p>
<p>Não poderia escrever sem <del>puxar sardinha</del> citar uma das fontes mais interessantes, blogs e podcasts sobre o tema. Sou especialmente grato ao <a href="http://twiv.tv/">This Week in Virology</a> por me trazer sempre conteúdo novo, relevante e comentado. Sim, comentado, com artigos explicados e debatidos, muitas vezes por um dos autores, o que acrescenta ainda mais quando vou lê-lo. Além de acrescentar no trabalho, também ensina a ler e interpretar artigos.</p>
<p>Recomendo também buscar um artigo no <a href="http://researchblogging.org/">ResearchBlogging</a>, por exemplo, para ler o que estão escrevendo sobre ele e ganhar novas perspectivas. Sempre surgem novas interpretações, comentários e ligações com outros trabalhos.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Structure_and_genome_of_HIV"><img class="aligncenter size-full wp-image-2223" title="Wikipedia" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2012/09/wikipedia.png" alt="Wikipedia" width="600" height="379" /></a></p>
<p><strong>Wikipedia</strong></p>
<p>Não importa se você confia na <a href="http://en.wikipedia.org/">Wikipedia</a> ou não. Por mais que ela possa ser editada por leigos, e possa conter informações erradas, as referências ao final de um artigo são uma ótima fonte de pesquisa. Se esse é o foco, perfeito. Alguém leu o artigo e considerou ele relevante o suficiente para incluí-lo em um texto sobre o tema, o que é um filtro bastante eficiente para encontrar artigos relevantes, <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3243242/">inclusive com mais chances de serem citados</a>. Tendo como referência o HIV, as referências de textos da Wiki costumam ser boas e constantemente atualizadas.</p>
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		<title>Mais aranhas pavão (e pr0n de aranhas)</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 10:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[aranhas]]></category>
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		<category><![CDATA[aranha pavão]]></category>
		<category><![CDATA[aranhas saltadoras]]></category>
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		<description><![CDATA[Sim, mais um vídeo com aranhas pavão macho. Simplesmente por que não resisto a aranhas saltadoras tentando impressionar as fêmeas, ainda mais quando são tão coloridas. Desta vez temos mais ação. Fruto do trabalho de Jürgen Otto (autor do vídeo) e David Hill, que estudam este gênero de aranhas australianas. No começo, vários machos mostrando seus [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, mais <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2011/04/o_show_da_aranha_pavao/">um vídeo com aranhas pavão macho</a>. Simplesmente por que não resisto a aranhas saltadoras <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/07/impressora-animal.php">tentando impressionar as fêmeas</a>, ainda mais quando <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/aranhas_pavao/">são tão coloridas</a>.</p>
<p>Desta vez temos mais ação. Fruto do trabalho de Jürgen Otto (autor do vídeo) e David Hill, que estudam este gênero de aranhas australianas. No começo, vários machos mostrando seus talentos, abrindo e agitando o abdômen iridescente enquanto agitam o terceiro par de patas – o único par com meias – e chacoalham os pedipalpos.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/E-nmeYirsvA" frameborder="0" width="600" height="338"></iframe><br />
Acho muito curioso o paralelo de demonstrações de cores e movimentos das aranhas saltadoras, que dependem muito da visão para caçar, com comportamentos similares em aves. Pouco depois, podemos ver o medo de um macho de meio centímetro que precisa conquistar uma fêmea maior do que ele (marrom, no vídeo), e mais do que acostumada a atacar pequenos artrópodes que se aventurem na frente dela. Depois da conquista, o macho usa seu pedipalpo para inserir o esperma na fêmea.</p>
<p>Vídeo <a href="http://io9.com/5942321/dear-science-please-please-name-this-dancing-spider-after-zoidberg">via io9</a>, que pegou do <a href="http://boingboing.net/2012/09/11/peacock-spider-shakes-it-for-t.html">boingboing</a> via <a href="https://twitter.com/bug_girl">Bug Girl</a></p>
<p><em>Um review bem recente gênero, de autoria de Jürgen Otto e David Hill, com a melhor coleção de figuras de um artigo que já li está <a href="http://peckhamia.com/peckhamia/PECKHAMIA_96.1.pdf">disponível aqui</a>.</em> [pdf]</p>
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		<title>Redes sociais, artigos científicos e novas métricas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Sep 2012 23:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[método científico]]></category>
		<category><![CDATA[Publicação Científica]]></category>
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		<description><![CDATA[No post anterior, discuti um pouco sobre as novas formas de compartilhar e medir o impacto da pesquisa. Agora, o SciELO publicou o vídeo do seminário. Ou melhor, os vídeos, pois ele foi quebrado em seis partes. Para organizar as ideias todas em um mesmo lugar, seguem os vídeos (a apresentação começa mesmo aos 8 [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No post anterior, discuti um pouco sobre as novas formas de compartilhar e medir o impacto da pesquisa. Agora, o SciELO publicou o vídeo do seminário. Ou melhor, os vídeos, pois ele foi quebrado em seis partes. Para organizar as ideias todas em um mesmo lugar, seguem os vídeos (a apresentação começa mesmo aos 8 minutos) e o material da apresentação:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/WYRxLoX_DU0" frameborder="0" width="600" height="450"></iframe></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=myZUuR525_g">Parte 2</a> // <a href="http://www.youtube.com/watch?v=s6D4e88-l0c">Parte 3</a> // <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Do_HRuk6LeA">Parte 4</a> // <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Es_bLgj8HLc">Parte 5</a> // <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PNMPnwOYvUU">Parte 6</a></p>
<p>Aqui vão os slides:</p>
<p><iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/14016494" width="427" height="356" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" style="border:1px solid #CCC;border-width:1px 1px 0;margin-bottom:5px" allowfullscreen> </iframe>
<div style="margin-bottom:5px"> <strong> <a href="http://www.slideshare.net/oatila/introduo-ao-uso-de-redes-sociais-na-comunicao-cientfica" title="Introdução ao uso de Redes Sociais na Comunicação Científica " target="_blank">Introdução ao uso de Redes Sociais na Comunicação Científica </a> </strong> from <strong><a href="http://www.slideshare.net/oatila" target="_blank">oatila</a></strong> </div>
<p>E o material de referência, links e artigos citados na apresentação, bem como outros relacionados. Recomendo especialmente o material de  <a href="http://jasonpriem.org/">Jason Priem</a>, um dos pesquisadores mais engajados em novas métricas. Quem tiver material relacionado, e puder compartilhar os links nos comentários, agradeço e incluo na lista.</p>
<p><iframe src="http://www.mendeley.com/groups/2421031/science-communication-on-the-web-and-altmetrics/widget/1/10/" frameborder="0" allowTransparency="true" style="width:600px;height:450px;"></iframe>
<p style="width:600px"><a href="http://www.mendeley.com/groups/2421031/science-communication-on-the-web-and-altmetrics/" title="Science Communication on the Web and Altmetrics on Mendeley">Science Communication on the Web and Altmetrics</a> is a group in <a href="http://www.mendeley.com/groups/computer-and-information-science/" title="Computer and Information Science on Mendeley">Computer and Information Science</a>, <a href="http://www.mendeley.com/groups/education/" title="Education on Mendeley">Education</a> on <a href="http://www.mendeley.com/" title="Mendeley">Mendeley</a>.</p>
<p><script type="text/javascript" src="http://bundlr.com/assets/iframe.js?id=cientometrics&#038;view=timeline&#038;order=normal"></script><br />
<noscript><a href="http://bundlr.com/b/cientometrics" target="_blank">&#8220;Cientometria&#8221; on Bundlr</a></noscript>
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		<title>Um bom artigo precisa ser citado? Métricas e Altimetrics</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 12:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[altmetrics]]></category>
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		<category><![CDATA[divulgação científica]]></category>
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		<category><![CDATA[métricas alternativas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos próximos dias 21 e 22/08, terei o prazer de apresentar um seminário sobre divulgação científica na internet. Em parte, vou tratar sobre o impacto dessa divulgação na forma como medimos o impacto da pesquisa, assunto que explico aqui. O que você faz com o artigo que lê? Fonte: Goobledygook. &#160; Mudamos a forma como [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color: #888888;"><a href="http://eventos.scielo.org/rs1/">Nos próximos dias 21 e 22/08</a>, terei o prazer de apresentar um seminário sobre divulgação científica na internet. Em parte, vou tratar sobre o impacto dessa divulgação na forma como medimos o impacto da pesquisa, assunto que explico aqui.</span></em></p>
<p><a href="http://blogs.plos.org/mfenner/2012/07/24/what-users-do-with-plos-one-papers/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2196" title="PLoS-ONE-summary" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2012/08/PLoS-ONE-summary.png" alt="Métrica de uso dos artigos da PLoS ONE" width="466" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;">O que você faz com o artigo que lê? Fonte: <a href="http://blogs.plos.org/mfenner/2012/07/24/what-users-do-with-plos-one-papers/">Goobledygook</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mudamos a forma como lemos o artigo científico</strong></p>
<p>Por muito tempo, uma das poucas medidas disponíveis sobre a importância de um trabalho científico foram as citações. Em um tempo em que não se podia saber quantas cópias foram feitas do artigo impresso, ou quantas vezes a revista foi lida na biblioteca, a forma de se medir o impacto de um artigo – ou melhor, de um periódico, já que medir artigos até então era muito complicado – era contar o número de vezes em que ele era citado em outras publicações. Conte as citações durante um certo período de tempo, faça as contas e <span style="color: #000000;"><del>magia negra</del></span> uma análise que <a href="http://jcb.rupress.org/content/179/6/1091.short">ninguém consegue reproduzir</a>, e você tem o Fator de Impacto de uma revista.</p>
<p>Mas a forma como a ciência é publicada e divulgada mudou muito desde então. A última vez que entrei em uma biblioteca para copiar um artigo foi em 2006, para conseguir os trabalhos clássicos de HIV que não estavam disponíveis pela Capes e pela universidade, mas que a biblioteca havia assinado. Isso antes de conhecer amigos que podem me mandar por email. De lá para cá, todos os artigos que consumi foram baixados pela versão online dos periódicos. E quase sempre foram adicionados a um organizador de referências: inicialmente o <a href="http://www.zotero.org/">Zotero</a>, e depois o <a href="http://www.mendeley.com/">Mendeley</a>, desde a grande diáspora de 2009 do Firefox para o Chrome. Não me lembro da última vez que imprimi um artigo.</p>
<p>Meu uso para os artigos também mudou durante o doutorado. Muitos deles foram relevantes, apesar de não serem usados diretamente na minha pesquisa, e não são citados nos trabalhos publicados. Foram importantes para nortear ideias, e estão adicionados no Mendeley, não só por mim, como por vários pesquisadores com interesses em comum. Outros possuem figuras completas e explicativas que <a href="http://images.slidesharecdn.com/filogeniaevolucao2012-120712152320-phpapp02/95/slide-8-728.jpg?1342124713">foram usadas em apresentações</a> e aulas. Alguns <a href="http://www.mendeley.com/research/error-bars-experimental-biology-1/">são tão abrangentes e interessantes</a> que foram compartilhados por mim no Twitter, por saber que podem ser aproveitados por pessoas de diferentes áreas com as quais interajo, por mais que também não sejam citáveis. Além disso, muitos dos artigos com os quais tive contato não vieram de ferramentas de busca como o PubMed ou Google Scholar, e sim de blogs que acompanho pelo <a href="http://researchblogging.org/">Research Blogging</a> (que agrega posts sobre artigos científicos) e mesmo do podcast <a href="http://twiv.tv">This Week in Virology</a>.</p>
<p><strong>Por que não mudar a forma como medimos?</strong></p>
<p>Todas estas ações geram marcas, impressões que podem ser coletadas e computadas para informar sobre os diferentes tipos de impacto dos artigos que li. <strong>O impacto do artigo</strong>, e não só do periódico onde ele foi publicado. Sim, pois por mais que o fator de impacto de uma revista informe muito sobre as chances dos seus artigos serem citados por outros, a correspondência não é direta. Meu supervisor, por exemplo, publicou em 1996 um trabalho na PNAS <a href="http://scholar.google.com/citations?view_op=view_citation&amp;hl=en&amp;user=Qd_URJY2owAC&amp;citation_for_view=Qd_URJY2owAC:bEWYMUwI8FkC">bem mais citado</a> do que o trabalho <a href="http://scholar.google.com/citations?view_op=view_citation&amp;hl=en&amp;user=Qd_URJY2owAC&amp;citation_for_view=Qd_URJY2owAC:UebtZRa9Y70C">publicado no mesmo ano na Nature</a>, uma revista com maior fator de impacto. Aliás, medir o impacto do artigo, e não do periódico, é uma forma bastante eficiente de qualificar o trabalho publicado em revistas sem tema fechado onde o fator de impacto não faz muito sentido, como a PLoS One, onde trabalhos de biologia molecular dividem espaço com artigos sobre psicologia humana – e podem ser lidos por pesquisadores de áreas completamente diferentes: nosso artigo sobre redes sociais e hepatite C <a href="http://scholar.google.com/scholar?oi=bibs&amp;hl=en&amp;cites=5921104262191949719">foi citado</a> em um trabalho sobre formigas e outro sobre riscos de predação.</p>
<p>O número de citações que um trabalho recebe é uma métrica fundamental sobre sua relevância no mundo acadêmico, mas não é o único tipo de impacto que ele tem. Artigos lidos por serem inspiradores, ou muito utilizados em aulas, ambos sem muitas citações medidas normalmente, podem ser tão ou mais relevantes. Agora, podemos saber que o artigo &#8220;How to choose a good scientific problem&#8221;, por mais que tenha apenas 10 citações, é <a href="http://www.mendeley.com/research-papers/">muito popular no Mendeley</a> e tem <a href="http://www.mendeley.com/research/choose-good-scientific-problem-11/">mais de 3600 leitores</a>. Também podemos medir quantas vezes uma figura usada para aulas foi baixada diretamente no formato para apresentação com o botão <em>Download for PowerPoint presentation</em>, ou quantas vezes o artigo fonte é citado <a href="http://www.slideshare.net/oatila/filogenia-evolucao-2012">nos slides compartilhados no SlideShare</a>.</p>
<p>Quando a informação era impressa, e precisava ser resgatada para ser processada, não tínhamos como saber que colaboradores muito citados nos agradecimentos, que não participaram diretamente do trabalho mas contribuíram com sugestões e críticas valiosas, podem contribuir para 10 a 20% da produtividade de seus colegas, <a href="http://mansci.journal.informs.org/content/58/6/1122">conforme medido para pesquisadores de imunologia falecidos</a>. Hoje, a PLoS <a href="http://www.plosbiology.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pbio.1000242">fornece todo tipo de métrica de acesso e compartilhamento</a> de seus artigos, tentando <a href="http://www.plosmedicine.org/article/info:doi/10.1371/journal.pmed.0030291">se distanciar cada vez mais</a> do Fator de Impacto. Até a Amazom <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304870304577490950051438304.html">tem muito mais informação sobre os hábitos de leitura</a> dos seus consumidores através do Kindle do que o livro impresso permitia.</p>
<p>Este conjunto de métricas alternativas, apelidado de <em><a href="http://altmetrics.org">Altmetrics</a></em>, agrega <a href="http://altmetrics.org/tools/">uma série de ferramentas</a> que ajudam a entender estes diferentes tipos de impacto que um artigo pode ter, além de agregarem informação sobre aquele trabalho, como as palavras-chave associadas pelos leitores. E mesmo se você estiver interessado na medida mais usada, tais métricas <a href="http://scholarlykitchen.sspnet.org/2012/07/25/altmetrics-trying-to-fill-the-gap/">podem explicar em pouco tempo</a> tendências de citações que levam anos para serem vistas, preenchendo o espaço entre a publicação de um trabalho e a constatação de seu impacto. O número de compartilhamentos de um artigo nos dias após sua publicação, por exemplo, <a href="http://arxiv.org/abs/1202.2461">prediz bem as chances dele ser mais citado</a> no futuro – o que não implica que ele será mais citado por que foi mais divulgado, o trabalho pode ser bastante divulgado por ser relevante e portanto mais citável.</p>
<p><strong>Por que não mudar a forma como medimos a produtividade?</strong></p>
<p>Assim, em concursos interessados em medir diferentes aspectos da carreira de um candidato, ou mesmo a avaliação da Capes sobre a produtividade dos pesquisadores, ao invés de medirem apenas participações em bancas de defesa e números similares como a relevância do docente fora de sua pesquisa, poderiam contar quantas apresentações ele(a) tem disponibilizadas e quantas vezes os slides foram compartilhados e lidos. Ou quantas pessoas adicionaram seus artigos no Mendeley. Medidas simples, atualizadas constantemente, que poderiam ser incorporadas automaticamente na plataforma Lattes, não dependem do preenchimento correto das várias categorias de produção acadêmica e ainda evitam currículos enormes que contém pouco conteúdo relevante.</p>
<p>Nas palavras de <a href="http://jasonpriem.org/">Jason Priem</a>, um dos autores de <a href="http://arxiv.org/abs/1203.4745">um trabalho bastante completo sobre altmetrics</a>, não podemos confundir o tipo de uso de um artigo que pode ser medido com o uso de fato. Precisamos levar em conta muito mais do que as citações para julgar a importância de um trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[<em>update</em>] Como lembrou o Karl, vale ler o post dele de 2009 sobre o tema:</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2009/07/a_vez_das_revistas_cientificas/">http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2009/07/a_vez_das_revistas_cientificas/</a></p>
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