Mudanças climáticas e vulnerabilidade dos mais pobres
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76% das emissões de gases do efeito estufa acumulados no mundo desde 1950 são provenientes de atividades econômicas em países industrializados, tais como EUA e Japão. Entretanto, existem sociedades mais vulneráveis às mudanças climáticas do que as consideradas responsáveis por sua ocorrência.
Esta vulnerabilidade é dada 1) pela exposição física aos efeitos do aquecimento global, como áreas de maior incidência de furacões, maremotos, secas prolongadas etc. ou 2) pela limitada capacidade de adaptação, ou seja, algumas sociedades mais pobres tem menos dinheiro para investir e se prevenir das consequencias das mudanças climáticas. Para muitas das regiões menos desenvolvidas do planeta, essas duas situações podem ser encontradas pois são elas as com menor possibilidade de investimento nos setores humanos, de recursos naturais e econômicos.
Segundo o IPCC, regiões pobres como a África, a América Latina e a Ásia são as com menor oportunidade de adaptação e, portanto, as mais vulneráveis a mudanças na dinâmica das chuvas (com enchetes e secas), a diminuição na produção de alimentos, inclusive os oriundos da pesca, a perda de biodiversidade e a efeitos na saúde das pessoas. Ou seja, regiões onde há mais pobreza estão ainda mais suceptíveis aos efeitos das mudanças climáticas.






Paula Signorini - Cada ação e cada escolha que fazemos, gera uma pegada de carbono. Isso
significa que ao longo do nosso dia deixamos para trás um rastro. Como
deixá-lo mais "verde"? Vamos tentar juntos?
Mulher, bióloga, editora, divulgadora de Ciências, paulista, Paula.
Thanuci Silva - Interessada em assuntos relacionados à forma correta com que a população pode colaborar com a preservação da Casa, sem deixar para trás a qualidade de vida dos seres humanos e dos demais habitantes dessa imensa residência. Mais que higiene e educação, o respeito ao meio ambiente também é colaboração. Passe adiante!
Discussão - 2 comentários
Para variar, os pobres pagam a conta pelos desmandos dos ricos…