A política energética brasileira

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Há algumas semanas, entrei em uma discussão com o Luiz Bento, vizinho de Science Blogs, autor do Discutindo Ecologia, sobre a real necessidade de produzirmos energia a partir de termelétricas movidas a combustíveis fósseis.
O Luiz tinha acabado de assistir a uma reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que aconteceu no Centro de Tecnologia da UFRJ. Nela, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc ao revisar o inventário brasileiro de emissão de gases do efeito estufa, mencionava a previsão da construção de 81 novas termelétricas no país até 2017.
Ao meu ver (pessoal e intransferível), um país com uma previsão destas caminha na contramão da história e adota uma política pública burra, atrasada e parece completamente indiferente e alienado às previsões catastróficas levantadas pelos relatórios do IPCC e os acordos da convenção das partes em relação as possíveis consequências do aquecimento global.
Mas, claro, o Ministro Carlos Minc explicou a situação, justificando que, longe de burrice, a construção de termelétricas invés de geradores de energia renovável (eólica, hidrelétrica, solar, biomassa, etc) deve-se ao “nó” dado em licenciamento de novas usinas hidrelétricas. Um suposto problema de falta de energia deveria, então, ser resolvido com a construção de outras formas geradoras de energia, e, se não nos resta opção de energia limpa (não? e eólica, solar, biomassa?) a solução mesmo seria construir termelétricas a carvão ou a óleo combustível.
O problema não pára por aí. Além de menosprezar as outras formas de obtenção de energia limpa, dizendo que são caras e inconstantes (são mesmo? e além disso são menos poluidoras) o Ministro Carlos Minc joga a culpa pela não obtenção de licenciamento de hidrelétricas nos ambientalistas (ele, inclusive?), e os chama de eco-hipócritas e eco-demagogos (ele, inclusive?).
Devo admitir que fiquei bestificada com essas colocações, até porque via no Ministro Carlos Minc um cidadão preocupado com os destinos ambientais do país, um ambientalista e um ativista.
Fiquei, por um momento tentada a buscar n informações sobre usinas de energia limpa, comparar dados, construir planilhas. Isso, obviamente, me consumiria um tempo que não tenho, então desistir da tentação foi relativamente fácil. Mas fiquei extremamente grata ao colunista da CBN Sérgio Abranches por uma de suas colocações, a Senadora Marina Silva e, posteriormente, ao professor José Goldemberg, especialista em energia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
A senadora Marina Silva (PT-AC), em palestra na USP, organizada pelo IEA, levantou uma excelente questão: os ambientalistas sempre poderão ser considerados bodes expiatórios para todos os problemas ambientais do país.
Até porque, imagino eu, os ambientalistas são um grupo tão cheio que podem ser unidos em um único grupo assim como podemos unir algas em um mesmo grupo taxonômico, ou unir políticos sob um mesmo ideal. Marina Silva também trouxe um número importante: disse ela que 45,4% da matriz energética brasileira é limpa (Fonte: Ministério de Minas e Energia, 2008).
Sérgio Abranches dizia que

[…] para reduzir a margem de rentabilidade das eólicas, das usinas a vento, porque tem um custo de manutenção muito baixo então o custo benefício delas é muito favorável, eles fizeram uma manipulação no cálculo do custo benefício que permite avaliar as empresas na hora dos leilões, que teve como consequência premiar as termelétricas a carvao e viabilizar as termelétricas a óleo diesel que são as mais caras e as piores que tem […]. Houve um erro grosseiro da política de energia do governo, que o governo não quer reconhecer, não quer voltar atras, e aí diz que são os ambientalistas.
[…] Nós estamos na contramão do mundo, o mundo tá erradicando, tá tentando erradicar o uso de carvão, tá tentando trocar as termelétricas por energia renovável, nós temos um enorme potencial de energia renovável e estamos aumentando a participação dos combustíveis fósseis, do carvão e do óleo diesel e […] bloqueando o uso das energias renováveis no Brasil […]. Isso não tem nada a ver  com ambientalismo tem a ver com uma péssima política de energia que está na contramão do mundo.

Ouça:
O IBAMA pretende reduzir o impacto ambiental causado por usinas termelétricas movidas a carvão e óleo diesel. As usinas terão que prever o plantio de árvores para absorver pelo menos 1/3 dos gases causadores do efeito estufa [maldita neutralização de carbono]. Os outros terão de ser mitigados no investimento em produção de energias renováveis.
Ao ser perguntado sobre a construção das usinas térmicas, o professor José Goldemberg pôs em cheque o real déficit de energia no país.

[…] o Brasil, que sempre teve sua matriz energética limpa, está expandindo sua matriz não na direção correta, construindo mais hidrelétricas, mas construindo térmicas, né? Isso tem provocado críticas tremendas e o Ministério de Minas e Energia se defendia dizendo que a culpa era do Ministério de Meio Ambiente, viu? E agora então veio o troco do Ministério do Meio Ambiente, né? Eu acho que é um remendo, viu? Quer dizer, a solução mesmo é mexer na política energética de modo que se construa usinas hidrelétricas ou usinas que usem energia dos ventos ou energia fotovoltáica. […] 1/3 de plantio de árvores não é suficiente mas ainda é bastante, viu? Vai encarecer a energia, viu? […]
[…] esse argumento desses defensores de energia usando carvão e diesel estão completamente equivocas, no momento não há perigo nenhum de racionamento, choveu à beça no ano passado e no começo desse ano. Essa é uma situação que ocorria a dois, três anos atrás, não há urgência nenhuma, viu? O que há é que o Ministério de Minas e energia entrou na direção errada, viu? E se o problema e de mais urgência porque não fazer parques eólicos no Norte do país? […] Maranhão, Piauí […]
Eu acho que o governo entrou numa direção errada, o Ministério do Meio Ambiente demorou para atuar, finalmente atuou, ótimo. Provavelmente as medidas deles são insuficientes. O que precisava é rever o processo de licienciamento de usinas de modo que as usinas que efetivamente são adequadas são licenciadas rapidamente.

Ouça:
UFA! Fiquei bem mais tranquila em perceber que minhas observações não estavam assim tão erradas. Também fiquei tranquila em saber que especialistas no assunto tocaram em pontos que eu imaginava corretos. Pena que o governo insiste em andar para trás. ACORDA GOVERNO!

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Discussão - 12 comentários

  1. Lia disse:

    Oi
    Eu nao sou especialista, so curiosa sobre os temas que tem impacto na vida das pessoas e por isso gosto de ler as discussoes e me informar mais. Agora, acho que temos que nos preocupar com energia de uma maneira transversal que inclua o social (acesso para todos), ambiental (menor impacto possivel pq no impact nao existe) e economico (custo acessivel para permitir acesso a mais gente e aos grandes usuarios contar com energia que nao onere demais seus custos e permita uma atividade economica que gere empregos e renda). Eu acho que solar e eolica podem aumentar sua participacao, mas gente…vamos combinar…o Brasil nao e a Dinamarca! Essas energias sao por natureza instaveis (as vezes tem eas vezes nao alem de terem problemas de compatibilidade com o sistema de transmissao), sem falar no preco. Outro dia vi um comparativo que dava +- 67 reais para o Mw/h de hidro e 267 reais Mw/h para eolica! E facil, estando em SP e Rio, falar que vale mais a pena pagar por uma energia melhor…mas se vc esta em um grotao no Piaui vivendo com lamparina a querosene. Eu, como cidada, acho que temos que ter gente mais realista tomando decisoes. Gente que pense mais alem dos Jardins e da Zona Sul. Deculpem, nao costumo opinar…mas esse tema realmente me tira do serio.

  2. Daniela Lima disse:

    Paula, vi uma reportagem sobre obtenção de energia pela queima do lixo, minimizando a emissão de gases estufa na atmosfera (praticamente uma propaganda), pq tudo seria aproveitado, vc sabe alguma coisa sobre esse processo de inceneração de resíduos para obtenção de energia? Pontos positivos e negativos? Viabilidade???
    Achei esse estudo, não sei se vc tem mais alguma coisa
    http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/sibesa6/clvii.pdf

  3. Luiz Bento disse:

    Concordo com o Davi.
    Mesmo havendo manipulação dos dados (o que não acredito), a situação das energias “limpas” é conhecida no mundo todo. Temos que investir nelas em busca de menores custos e maior eficiência. Neste momento não podemos substituir nossa matriz hidrelétrica por eólica e solar. Esta é a questão.
    Quanto a sujar nossa matriz, tenha certeza que tanto o Minc quanto o governo sabe bem disso. Por isso reforço a ideia de que não podemos pensar tão dicotomicamente. Ao mesmo tempo que o MMA teve que liberar a construção de termelétricas, ele está procurando meios de dificultar futuros leilões para este tipo de energia.
    Se X “especialistas” falam uma coisa, não quer dizer que é a verdade absoluta. Todos sofrem pessão de algum lado. Tenho certeza que o governo sofre pessão para aumentar a demanda energética pelas indústrias. Mas falarmos ligar o licenciamento de termelétricas unicamente a pressão da indústria do carvao e do petróleo eu acho que é passar um pouco dos limites. Pesso novamente para todos lerem o plano nacional da mudança do clima. Lá podemos ver claramente qual é o rumo que o governo atual está dando para o assunto.
    Acho que temos que parar de achar que podemos viver atualmente só de energia solar, eólica e biomassa em países industrializados. Vamos colocar um pouco o pé no chão. Vamos cobrar usinas hidrelétricas modernas, licenciamentos transparentes, maior investimento em pesquisa em energias limpas.

  4. Davi disse:

    Paula,
    Concordo com você! Sou um grande defensor das fontes limpas de energia renovável!
    Quanto ao governo, eu até consigo entender a sua atitude no momento, existe uma “boa intenção” (aparentemente real) sobre a implantação dessas usinas, mas tenho medo é sobre a política de utilização das mesmas durante os próximos governos!
    Quanto a questão da fraude, não acredito muito nessa acusação. a energia eólica realmente é uma tecnologia cara e que precisa ser implementada em altíssima escala… e eu vi em algum lugar que existem planos do governo de incentivo a pesquisa de tecnologias nessa área, para tentar baratear a mesma.
    Eu sinceramente preferiria um maior investimento em hidrelétricas, e redes de transmissão.

  5. Luiz
    Os culpados dessa história (ambientalistas disso ou daquilo) pouco interessam. A questão é mais embaixo. É uma questão de política pública ineficiente e burra, de uma adoção de rumo sem precedentes na história e que dá brecha para uma mudança total de paradigmas em relação a energia no Brasil.
    Se antes poderíamos nos gabar de uma floresta exuberante e uma matriz energética invejável, de que nos gaberemos agora?
    Temos que perceber de onde vem vindo os reais interesses mercadológicos e políticos nessa decisão. E, desculpa, para mim, parece pouco importar a saúde da matriz energética do país ou da saúde energética. Vamos sim é salvar o bolso e os investimentos da indústria petrolífera e de carvão.
    E, vale a pena retomar a discussão e a denúncia levantada pelo Sérgio Abranches, da CNB. Que história é essa de “manipulação dos dados” que favorece as usinas térmicas, hein? Se essa denúncia for verdade, onde fica a credibilidade do país em estar investindo em energia não-renovável invés de investir em renováveis, hein?

  6. Davi
    Minha dúvida é: se o professor doutor especialista em energia diz que não há necessidades urgentes e, se os três especialistas que eu cito no texto acham que a política energética brasileira caminha na direção errada, não seria a hora de parar e repensar os investimentos? Não seria melhor investir em ciência e tecnologia e abordar a questão energética de forma mais limpa? Não é dar um tiro no próprio pé sujar a matriz energética dessa maneira, mesmo quando José Abranches denuncia que houve manipulação nos dados sobre a eficiência das usinas, dando prioridade e viabilizando as termelétricas.

  7. Davi disse:

    Nossa o Luiz praticamente postou no seu blog! rs.. brincadeira..
    Eu jah tinha ouvido falar desse projeto de aumento da quantidade e termelétricas a partir de combustíveis fósseis..
    Concordo em parte com a Paula e em parte com o Luiz,
    A necessidade do Brasil em ter uma fonte de energia confiável e estável para nos amparar em momentos de crise é clara, mas também não se mostra urgente.
    Meu maior medo é que esse método de usar a energia térmica proveniente de combustíveis fosseis como “último recurso” acabe se tornando o remendo mal feito e constante na matriz energética do país, após algum aumento de demanda, lembrando sempre que governos mudam.. e seus planos também!
    Gostaria muito que o governo lançasse mão de campanhas e políticasa de incentivo a economia de energia, novamente, no Brasil, na época do “apagão” foi “legal” ver a população se adaptando a um método de vda com menos desperdício da mesma. E acho que isso poderia ajudar.
    Mude as pessoas, e essas mudarão o governo!
    Abraços..

  8. Luiz Bento disse:

    Olá Paula e leitores. Desculpe pelo comentário grande que vou fazer. Mas vocês me conhecem, não perderia a oportunidade 😀
    Bem, o assunto é delicado. Já discutimos bastante, mas acho que ainda não saímos de um ponto bem inicial. O de que o Minc, eu e críticos ao ambientalismo não somos do mal ou contra a natureza. Não queremos que o mundo seja dominado por combustíveis fósseis e que energia eólica e solar sejam eliminadas da face da Terra.
    Vou tentar explicar novamente o meu post. O Minc em nenhum momento falou que as termelétricas são muito boas e que podemos sustentar o país com elas em detrimento de energias renováveis. Ele é completamente contra a este tipo de abordagem e, por este motivo, ele reclamou tanto do que ele e eu chamamos de “ambientalistas”. O ponto é que sem licenciar termelétricas não conseguimos suprir a demanda com eólica e solar. Elas vão continuar sendo estimuladas, principalmente estudos para buscar menor custo, mas não podemos suprir a demanda que precisamos apenas com elas, neste momento. Nesta conjuntura, e só nesta, é que as termelétricas estão sendo licenciadas. Além disso, elas só entram em funcionamento em casos de alta demanda energética. Não são ligadas de forma constante. Esse posicionamento é bem diferente de “defender” as termelétricas. É apenas ser realista.
    Vamos discutir um problema conceitual. Pelo que eu leio, você considera como “ambientalistas” qualquer pessoas que defenda o meio ambiente (até disse que o Minc estaria se contradizendo por isso). Eu e, pelo que eu entendi, também o Minc, considera ambientalista de forma geral aquele cara que se acorrenta na portaria de uma empresa por ser “contra” as hidrelétricas. Que coloca uma faixa em inglês na ponte Rio-Niterói voltada para a água, que é “contra” os transgênicos sem ter lido um único artigo sobre o tema, que acha que todos devem parar de comer carne de vaca porque “elas emitem metano”. Isso para mim é o que representa o “movimento ambientalista” atual. Não considero que neste grupo estejam pessoas como você e a Claudia, muito menos eu. São os ambientalistas que eu citei anteriormente que são contra as hidrelétricas porque alguém uma vez um dia contou para eles que as hidrelétricas são ruins. Eles decoraram os motivos e repetem quando lhe perguntam. Qualquer questionamento mais profundo faz elas titubearem. Nem todos os ambientalistas são assim? Concordo. Mas tenho certeza que esse grupo é o que domina a mídia e que tem maior influência na sociedade.
    Agora que colocamos em pratos limpos o que chamo de ambientalista, vamos ao post. Por favor, não “preferimos” termelétricas em detrimento de eólica e solar. Em nenhum momento o Minc disse que a solução é termelétrica em longa escala de tempo. Você colocou corretamente que ele acha que sem hidrelétricas temos sim que ter um suporte de termelétricas. Mas isso é muito, completamente diferente de “política de governo”. Se você der uma lida no plano de mudanças climáticas verá que uma das prioridades é investimento em energias eólica e solar, mas investimento. Mudança para este tipo de energia neste momento como maior parte da matriz energética NENHUM país do mundo faz. Sem contar ilhas do pacífico que vivem do turismo. Aí é fácil.
    O discurso da Marina é muito bonito, mas nada realista. Coloca que a política energética do Brasil é a contra mão do mundo, o que não é verdade. Se fosse verdade, não teríamos uma medida do governo para dificultar o licenciamento das termelétricas. Ela também coloca como se o governo não tivesse nem aí para as energias eólica e solar, outra afirmação bem estranha. Acho que ela não leu o plano nacional sobre as mudanças climáticas e nem as novas políticas de licenciamento ambiental. Grande parte do “nó” das hidrelétricas se deu quando ela era ministra, o que é bem sugestivo.
    Só um detalhe. A senadora está certa quando diz que 45,4% da nossa matriz é renovável. Mas você sabe o que forma este número? 13,9% de hidráulica, 11,4% de lenha (isso mesmo, queima de madeira), 16,6% de derivados de cana e 3,4% de outras. Do jeito que ela coloca parece que temos quase metade da nossa matriz de eólica e solar. A idéia é que no futuro possamos ter algo parecido, mas neste momento é irreal, utópico. Incrível como o termo “renovável” é tomado a priori como algo ambientalmente correto. Temos que ter cuidado com isso.
    Como muito bem defendeu Goldemberg, a solução são as hidrelétricas. Isso o Minc também defende, como qualquer pessoa que conhece um pouco mais a situação energética do país. A discussão de se o governo demorou ou não para atuar é salutar. Mas não acho que estamos na direção errada. Uma política nacional de energia não pode ser feita pensando somente em como estamos hoje. Não podemos cogitar a hipótese de um novo “apagão”. Temos que estar sempre à frente na corrida, com sobra de energia em nossa rede.
    Finalizando, não vamos repetir o erro dos ambientalistas que listei acima. Nem eu nem o Minc somos “contra o meio ambiente”. Ser realista e crítico é algo bem distante disso. Não vamos encarar este assunto como uma visão tão dicotômica. Não existe lado nesta questão. Criticar sim, mas não colocar as pessoas que tem uma visão diferenciada do “outro lado”, o lado contra a natureza.

  9. Sabe, Clau… muitas vezes fico completamente perdida nas minhas opiniões sobre o setor energético. Por que pra mim, parece absolutamente óbvio que o setor deveria fazer investimentos em energias renováveis e nem sequer pensar na possibilidade de trabalhar com combustíveis fósseis (estamos em um momento delicadíssimo com questões ambientais e esgotamento de recursos).
    Só que sempre há um jeito de fazer o que parece óbvio e mais correto ser, no mínimo, estranho. Os licenciamentos são estranhos, a escolha dos locais de construção e rios são estranhos, a eficiência esperada da usina é estranha. E isso me faz perder a confiaça e páro de ter credibilidade no governo e nos órgãos de licienciamento.
    Parece que, no Brasil, ainda estamos na fase de escolher o que é “menos pior”. Não podemos ter usinas hidrelétricas eficientes e com o licenciamento bem feito e em dia. É muita coisa para um governo só resolver, parece…

  10. Claudia Chow disse:

    Paula lembrei muito desse post meu: http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/2007/07/licencas-governo-interesses.php Só que na época eu me indignava com mais hidrelétricas saindo, hj infelizmente a coisa piorou e tenho q me indignar com termeletricas!! Mas q raios, a coisa só piora?

  11. Pizza no forno a lenha!

  12. João Carlos disse:

    Agora, junte isso com o artigo de Andrew Revkin, no New York Times de hoje (fiz uma chamada para ele no “Chi vó, non pó”, aqui), e misture com o índice de tramóias em que diversos figurões desse governo se viram envolvidos, acrescente uma indefectível pitada de “Lobão”, leve ao banho-maria… e teremos mais uma pizza enorme…
    Cala-te boca!… mas eu duvido que não haja maracutaia por trás dessa súbita leniência com geração de eletricidade por queima de combustíveis fósseis. 🙁

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