---- Bem me diziam que a terrase faz mais branda e macia
quando mais do litoral
a viagem se aproxima.
Agora afinal cheguei
nesta terra que diziam.
Como ela é uma terra doce
para os pés e para a vista.
Os rios que correm aqui
têm água vitalícia.[...]
Mas não avisto ninguém,
só folhas de cana fina
somente ali à distância
aquele bueiro de usina
somente naquela várzea
um bangüê velho em ruína.
Porto de Galinhas é um distrito da cidade de Ipojuca/PE. Ipojuca, do tupi-guarani Iapajuque (Água escura), fica a apenas 57 Km de Recife e tem o município de Escada como cidade vizinha.
Segundo o Guia Quatro Rodas, de Porto de Galinhas à Escada são 42 Km e cerca de uma hora de viagem. Diga-se de passagem, 42 Km de estradas federais e estaduais, canaviais e canaviais, usinas, estrada de terra e cachoeiras.
Em Escada, seguindo o Rio Ipojuca, várias cachoeiras podem ser interessantes pontos de visitas, como a Cachoeira do Urubu, a Cachoeira da Purificação e a Cachoeira do Convento. Para chegar a elas, recomenda-se a contratação de um jipeiro, que pode ser feita nos próprios hotéis em Porto de Galinhas.
Na Cachoeira do Convento fica o Restaurante Moquém, onde delicia-se com a excelente culinária típica nordestina, como o Baião de Dois e Bolinhos de Aipim. Vale muito a pena. A comida acompanha excelente forró nordestino e uma vista belíssima para a cachoeira.
No caminho para as cachoeiras, prepare-se para ver casas extremamente simples e trabalhadores do corte da cana. Espere para ver crianças crescendo peladas no chão de terra e crianças pedindo por moedas, canetas ou qualquer outra coisa que você esteja carregando. Aguarde para ver quilômetros e quilômetros de cana, sinais de fumaça da queima da colheira ou das chaminés das usinas. Espere para ver o que 500 anos de colonização fizeram a mata da zona da mata, transformando-a em zona da cana.
Cada ação e cada escolha que fazemos, gera uma pegada de carbono. Isso
significa que ao longo do nosso dia deixamos para trás um rastro. Como
deixá-lo mais "verde"? Vamos tentar juntos?
Mulher, bióloga, editora, divulgadora de Ciências, paulista, Paula.

Comments (5)
Triste é imaginar que estas áreas não foram zoneadas apenas por conveniência "social"...
A mais desprezível cláusula de impacto significativo é a consideração humana que soa hilária ou, no mínimo, mal interpretada - não que eu seja contrário à conservação de sítios arqueológicos e preservação de culturas, mas que a importância é demasiada (a saber: lucrativa!) ou meramente negada quando não é de caráter "significativo" (ou seja, não há interesse ou simplesmente se desconhece).
Não repare o tom agressivo, mas estou do Bioma Canavial - denominação hodierna do antigo Bioma Cerrado - e, auxiliando num EIA cá, cada vez mais me mordo ao ver matas intocadas cercadas por horizontes infindáveis de cana e pó (ou ainda soja ou milho ou pasto)...
Interessante ainda a modernidade da obra de 1966 - como se fosse escrita ontem para hoje!
Abraço!
Posted by: Leandro Democh | outubro 6, 2009 9:53 PM