Yes, we can! (or not)

Esse, foi o Obama que convenceu milhões de norte americanos, convenceu líderes e povos do mundo, convenceu o comitê do Prêmio Nobel [Yes, we can!]

E esse foi o Obama que falou na COP-15 hoje de manhã:

Muitos comentários negativos ao discurso “sem sal” do Presidente Barack Obama surgiram no Twitter. Entretanto, o discurso segue a proposta para política externa norte-americana.
Pessoalmente, fiquei decepcionada. Esperava um discurso mais acalourado acalorado (tks Takata!), que levasse a galera ao delírio! Um discurso Yes, we can! Um discurso Let’s do it! Mas não… um discurso com as propostas já levadas anteriormente, um discurso que não empolgou outros chefes de Estado, delegações ou imprensa americana (que até onde fontes in loco informam, vaiaram o cara). Pra não perder as esperanças, espero que, mesmo não tendo empolgado, o discurso baste. Último dia de COP. Vamos ver o que vai acontecer agora.

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Discussão - 13 comentários

  1. Carol disse:

    Gostei do post. Politicagem é isso aí… em vez de se fazer o que precisa, ficam cumprindo papéis apoiados nos modelos econômicos de crescimento megalomaníaco surrealistas em que acreditam, e enquanto isso, no resto do planeta, milhões de pessoas já sofrem as consequências…

  2. Fagner disse:

    Sou da Zona Norte de Porto Alegre
    Parabéns pelo blog.
    Sempre quando eu posso eu volto aqui.
    Abraços

  3. Cezar disse:

    Obama?!!! Bullshit, bullshit! Tudo bem, as eleições americanas pareciam votação pra zelador de privada pública (se existisse algo assim): John McCain vs Barack Obama na linha de frente de candidatos que realmente disputavam alguma coisa. Ninguém aparentemente queria se tornar presidente da bomba prestes a explodir. Ah, então o Obama foi bom, evitando que acontecesse o pior. É, se você pensa isso, olhe o orçamento americano, olhe qual é o déficit das contas do governo. Em situação muito favorável está o Brasil, que vem crescendo sem se endividar no exterior. Crescer com base em dívidas é somente arrumar problemas de longo prazo. Obama não me engana.

  4. Paula, eu também acho que o problema ambiental é sério. Mas enquanto ele puder ser tratado com a ligeireza do marketing, por quem lucra com esse modelo, será. Quando Lula fala em meio ambiente, fala com a perspetiva retórica do marketing. Sarkozy, Obama e outros também. E vão fazer isso enquanto puderem.
    O “joguinho” é o de sempre: poder, influência, grana. Os países emergentes veem na questão uma possibilidade de mudar o balanço de forças mundial. Quem, hoje, detém este poder vai fazer tudo o que puder para não deixar o jogo virar. A questão ambiental é refém desta lógica e permanecerá refém, creio eu, até que uma alternativa realmente poderosa apareça.

  5. Oi Celso,
    Espero que sua experiência com o Lula e com o Barack Obama sirvam como modelos para que você analise mais criticamente o que você vê, lê e ouve por aí. Espero que cada vez mais você – e todos nós brasileiros – saibamos escolher nossos governantes!

  6. Eu tb acho que a ONU não é mais palco para essa discussão… resta saber quem será.
    Não acho de maneira nenhuma que a questão ambiental seja mais “marketing”. A questão ambiental é seríssima e é um fato (seja o aquecimento global real ou não, a questão ambiental envolve outros atores, como a poluição das águas e do ar, a escassez de água, o desmatamento, a savanização e desertificação de áreas, aumento exagerado de lixo e lixo eletrônico, etc.).
    Fato que os países (sem nenhuma exceção) só vão mudar suas economias se – e somente se – a nova economia proposta for mais vantajosa economicamente – e isso inclui mudar matriz energética. O que os “bundões” da COP querem é “melhorar ao máximo gastando o mínimo”, além de “só fazer algo se o outro – que é mais culpado – fizer mais”. É por esse joguinho que as coisas não andam.

  7. Acho que há muito o que considerar sobre a COP15.
    Em primeiro lugar, acho que não dá para pensar em mudar nada se não houver pelo menos uma opção viável de substituição da matriz energética mundial. A questão energética é o nó do problema.
    Em segundo lugar, os fóruns mundiais ficaram politicamente mais complexos com a ascensão de novo atores, como Índia, China e Brasil. A dicotomia desenvolvidos x subdesenvolvidos (um mantra ideológico de várias ONGs) não dá conta mais da complexidade das relações. Devemos nos perguntar se a ONU, com o modelo atual, ainda é um lugar válido para decisões deste tipo. Talvez seja o caso de desenvolver outra estratégia de atuação.
    Terceiro, a balança econômica, pós-crise 08, alertou a Europa e os EUA para o fato de que seus privilégios mundiais (políticos e econômicos) podem evaporar de uma hora para outra; não é estratégico conceder possíveis vantagens geopolíticas em nome de um nebuloso problema ambiental.
    Por fim, a questão ambiental ainda é muito mais uma questão de marketing do que de fato, porque a compilação e interpretação de dados, a partir dos modelos existentes, é muito indicial e pouco categórica; e onde há espaço para acomodar o discurso à zona de conforto das pessoas, elas irão acomodá-lo.
    Nenhum país abrirá mão do que o modelo atual de desenvolvimento lhe deu ou pode dar (caso dos BRICS)em nome de uma redução, pura e simples. É contra a racionalidade econômica básica das pessoas: você só abandona uma fonte de renda se lhe oferecerem outra melhor ou igual. O que os países da COP15 não conseguiram vislumbrar foi um horizonte no qual esta permuta (de um modelo a outro) lhes fosse benéfica. E isso principalmente porque tal modelo alternativo ainda não existe. Ameaçá-los com o Apocalipse é, no mínimo, cientificamente irresponsável e, ademais, todo mundo já percebeu isso.
    Mas eu acho, para não soar muito pessimista (deixemos o pessimismo para dias melhores!), que o tempo está do nosso lado. A atual geração no poder nasceu por volta da década de 60 e o meio ambiente só se tornou um problema ético (no amplo sentido da palavra) na década de 90. Foi quando se introduziu na educação básica conceitos como reciclagem, preservação, sustentabilidade. A turma de bundões da COP15 sabe que precisa mudar, mas não tem coragem de romper com aquilo que domina e conhece. Serão necessários mais uns 50 anos de luta, pelo menos.

  8. Bessa disse:

    Acho que, pior do que um discurco fraco, é a falta de uma proposta concreta. “Pode deixar que a gente vai baixar as emissões e vai investir em tecnologia limpa” é muito vago. “Vamos reduzir a emissão de 1 tonelada de CO2 e investir 100 mil doletas” é pouco, mas ainda assim sondável, dá para cobrar. Acho que a reunião foi decepcionante, mas torço para que deem logo um jeito nisso que se o Mato Grosso esquentar mais não sei se aguento.

  9. Celso Provenzano disse:

    infelismente acreditei neste cara BARACK OBAMA da mesma forma que acreditei no LULA no Brasil perpertuando a desigualdade social com ASSISTENCIALISMO BARATO, Mas BARACK OBAMA tinha uma visao do nosso SUPERMAN que poderia salvar ou quem sabe introduzir de vez em todo o planeta a palavra SUSTENTABILIDADE pois bem , vendo agora no e-mail do Greenpeace vejo que este cidadao é um novo formato de ser humano que todos nós acabamos repudiando que é o BUSCH o obama é de fato o Busch de hoje .
    Como Michellangelo falou o dia que o homem conhecer a linguagem dos animais todo crime contra a natureza é tratado como crime contra propria humanidade.

  10. Rafael Tadeu disse:

    Obamão mixou pra tras …acho q cada dia que passa o Obaminha vai mostrando quem ele é .
    Lembro que li uma carta do Michael Moore sobre a crise economica onde ele dizia pro Obaminnha dicas de como o EUA poderiam sair da crise atraves de mudanças verdes …e nada .
    O problema do Obama é que ele é apenas mais um presidente dos EUA. Do mesmo EUA de Clinton, G. W. Bush….[2]
    Paula , gostei da resposta do outro topico , acho q escrevi meio no impulso e tal mas é isso … vamo que vamo …

  11. Luiz Bento disse:

    Políticos sozinhos não fazem nada. Se eu, você ou o meu cachorro fossem presidentes dos EUA não fariam nada melhor que o Obamão.
    Lembremos que os EUA tiveram participação ativa na confecção do Protocolo de Kyoto (quem estava lá era o Tio Al Gore Inclusive). Eles não assinaram porque sabiam que o Congresso deles não ia votar nada sobre o assunto. Acho melhor a posição do Obama do que a posição do Gore, Clinton e companhia que falaram que iam fazer e acontecer e não gerou nada. O Congresso americano atualmente não quer nem aceitar o que o Obama já propôs (mais ou menos 4% em relação a 1990), imagina aprovar uma grana preta para os países em desenvolvimento “concorrentes” e metais ainda maiores.
    Não adianta nada termos COPs reunindo todos os países do mundo se cada um não fizer o seu dever de casa. Porque presidentes e primeiro ministros não governam sozinhos.
    O problema do Obama é que ele é apenas mais um presidente dos EUA. Do mesmo EUA de Clinton, G. W. Bush….

  12. Concordo plenamente que os governos tem que fazer a sua parte. Entretanto eles também devem assumir um protocolo consensual para pós-quioto e era isso que se esperava na COP-15. Cada um fazendo a sua parte, levando em conta um acordo mundial de líderes que discursam e empolgam seus países e os vizinhos a reduzirem emissões. 17% de redução? Pífio.

  13. Miriam disse:

    Paula,
    Evidente que teria sido ótimo um discurso que nos levasse “ao delírio”. Mas acho que Obama tem tomado decisões muito mais interessantes do que o nosso governo. Você viu que na proposta de estímulos economia entram financiamentos para troca dos sistemas de calefação e iluminação, formas mais limpas de energia e outros pontos da “economia verde”? Enquanto isso, no Brasil o BNDS financia termoelétrica a carvão, desmatadores são perdoados, se reduz o ipi pra carros e motos…
    Acho que não adianta fazer discurso bonito e empolgante. Passou da hora de cada governo fazer a sua parte!
    bjo

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