Ter ou não ter? Eis a questão!

Muitas mudanças ocorrem na vida das pessoas que engravidam. Depois que o bebê nasce, há necessidade de estabelecer uma rotina toda especial para acolher o novo ser, o novo morador da casa. Para alguns pais, a mudança é tão radical que a criança passa a ser o centro de todas as atenções, e tarefas ou eventos que antes eram parte do cotidiano do casal, deixam de existir. Em casos extremos, até o “casal” deixa de existir como casal e passam a ser apenas um homem e uma mulher (geralmente mas não exclusivamente) cuidando de outro ser.

Por conta dessas mudanças todas e mais outras que não sou capaz de relatar, muitos casais passam por um grande momento de reflexão. Ter ou não ter uma criança? Eis a questão.

Um dos pontos que podem passar na cabeça dos pais é a ambiental. Sim… acredito que esse tema passe na cabeça de alguns pais – a minoria deles. Nunca vi ninguém dizer que não gostaria de ter filhos POR CAUSA do impacto que isso teria no meio ambiente – em geral, o impacto ambiental é parte de uma lista de outros motivos para não ter filhos – o econômico, a saúde financeira, a liberdade do casal de fazer o que quer na hora que quer, a impressão de “incapacidade” de criar e formar um novo cidadão, etc, etc, etc.

Fiz até uma breve enquetezinha no Twitter. As respostas seguem:

@panaggio: Deixar de ter filhos não. Mas me limitar a ter poucos sim

@corinthiana: Óbvio, isso seria uma ótima desculpa hahaha

@clauchow: Unica e exclusivamente por essa causa? Nao, essa é só MAIS UMA causa…

@thanuci: Eu não deixaria de tê-los mas também não sairia me reproduzindo por cissiparidade também. ^^

@mabegalli: é a “causa ambiental” pode ser vista tb em 1 sentido cognitivo: sociedade,violencia, $

@dcoutosilva: Não..

@danielegal: Não e vc?

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Eu??? Eu não. Mas não consigo deixar de pensar na ideia de não ter. Tudo porque racionalmente eu sei que o excesso de seres humanos na Terra pode acabar levando a um colapso total, com ausência de recursos para a sobrevivência de todos. “Pode acabar levando” porque também tenho esperanças de que somos inteligentes o suficiente para trabalharmos em possibilidades de reutilização, reciclagem, redução de consumo, uso de energia renovável, agroecologia, etc, etc, etc.

Chega ser até bem simples pensar racionamente: quanto mais seres vivos dependem de um recurso essencial para viverem, como água, por exemplo, menos teremos desse recurso por indivíduo. Se, além de termos recursos finitos (como e exemplo da água), ainda temos problemas em mantê-los adequados para uso (limpa, potável, inodora, etc, etc, etc) então há de se esperar que esse recurso tende a chegar a zero quanto maior for a população e quanto maior o descaso com o recurso (poluição, desperdício, etc, no caso do nosso exemplo).

Uma alternativa é pensar em levar uma vida o menos impactante possível, e fazer da vida desse novo ser também o menos impactante possível. Infelizmente, ainda não somos uma sociedade preparada para sermos o “menos impactante possível”. E, algumas tentativas de fazer isso “cheiram” para alguns coisa de eco-chato, xiita do clima, hipponga e mais tantas outras coisas que já ouvi.

E você? Já pensou em não ter um filho pela causa ambiental? Já pensou que, no futuro, o índice de natalidade pode ser controlado por políticas públicas? O que pensa sobre ter ou não filhos?

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Discussão - 25 comentários

  1. Robson Eustáquio de Mesquita disse:

    Pois é, discussão não leva nada a ninguém nem ninguém a nada. Mas, no final, todos se encontram. Robson Eustáquio de Mesquita.

  2. Nossa, ainda não entendi porque a Paula está brava comigo, dado que achei o seu filho muito lindinho, e disse para ela ficar tranquila e nao usar a racionalidade cientifica nessas questoes humanas porque levam a paradoxos (como o do suicidio verde).
    Quanto à sugestao da máquina de lavar pratos (eu adoro responder a perguntas retóricas, Paula!), minha sugestão era comprar uma maquina de lavar pratos e dedica-la exclusivamente as fraldas. Ou seja, usar um equipamento destinado a uma coisa para fazer uma outra, completamente diferente, o que eu acho que é sinal de criatividade. E, me desculpe, não entendi porque minhas sugestoes sobre como lavar fraldas de maneira verde, como usar o DERMODEX (acho que é o melhor creme para bebês) e a reflexão sobre se devemos usar o raciocinio ecologico na discussao sobre o sentido da vida, do nascimento e da morte, seriam OFF-TOPIC. Eu realmente não entendi, me desculpe, OK?
    “Por conta dessas mudanças todas e mais outras que não sou capaz de relatar, muitos casais passam por um grande momento de reflexão. Ter ou não ter uma criança? Eis a questão.
    Um dos pontos que podem passar na cabeça dos pais é a ambienta”

  3. Chico disse:

    Oi,
    Eu quero ter uma pegadinha de carbono. Duas no máximo.
    Peno muito no aspecto financeiro, em trade offs envolvendo festinha de aniversário e brinquedos caros contra dinheirinho investido para estudo em boas universidades, etc…
    Quem assume qualquer tipo de responsabilidade financeira ou ambiental já encara a possibilidade de ter filho(s) e proporcionar a este(s) um mundo melhor.
    Ainda vai demorar alguns anos, mas um dia aparece um estimador não viesado de mim mesmo.
    Abs…

  4. [IRONIA ON]
    Claro, porque é extremamente higiênico usar equipamentos para lavar e fazer comida para limpar fraldas, inclusive as de merda.
    [IRONIA OFF]
    Não vou discutir o que não é escopo desse post.

  5. Paula, se vc usar um bom creme (Dermodex ou melhor), nao tem perigo de dar assadura nao…
    Acho que o principal problema seria lavar e esterelizar as fraldas de pano. Para isso sugiro colocar a fralda um pouco umida no microondas, e deixar 2 minutos.
    Para lavar, eu nao testei, mas uma possibilidade para um apartamento pequeno seria usar um lava-louças como se fosse lavadeira. Bom, precisa limpar a fralda antes de por no lava-loucas, claro.
    Mesmo que o custo em energia e agua seja maior, acho que pelo menos as fraldas de pano nao usam mao de obra escrava em sua fabricacão…
    Suicidar cinco vezes? Nao, o quinto filho (Yasmin) nao é meu, é do namorado dela… rs. Mas pretendo fazer harakiri sim, na idade apropriada… Ou seja, quando eu começar a ter que usar fralda geriátrica…
    Em todo caso, naoo sei se vc entendeu minha pergunta: eu realmente gostaria de conhecer um argumento cientifico contra o suicidio. Ou pelo menos, um argumento cientifico a favor de gozar a vida. Ou será que essas questões estão fora da alçada da ciência?

  6. Lucia Malla disse:

    Paula, lindinho seu pequerrucho!!! Adorei. Um grande beijão fofo nas bochechas pra ele.
    :)))

  7. maria disse:

    eu acho que antes de submeter um bebê às fraldas de pano, uma mulher devia usar toalhinhas de pano para recolher a menstruação (nada de diva/moon cup, que não resolve os problemas infantis!). se achar que isso é bom pro filho, ótimo. aí entra-se na questão de gasto de água, detergente que vai pro ralo, eletricidade pra passar etc…

  8. Eu não a conheço, e o Frazão, só de vista… se vc puder só perguntar qual é a marca que ela usa… já seria fantástico!

  9. Tati Nahas disse:

    Paula,
    primeiro de tudo parabéns a você e ao Carlos por essa pegadinha de carbono super fofa 🙂 Muita saúde e alegria pra essa bela família!
    Em segundo lugar, concordo com você: o ser humano é bastante inteligente pra desenvolver estratégias de redução de consumo, reciclagem, geração de energia com menos impacto etc. Estou convicta de que esta é a solução mais viável: nossa consciência e vontade contra um consumismo desenfreado e irresponsável.
    Sobre as fraldas, também não sei de nenhum estudo, mas pelo que acompanho dos filhos de amigos nos últimos anos… é fralda a beça! Um casal de amigos testou e aprovou as “fraldas ecológicas”. Talvez você até os conheça: Carol e Frazão, lá da Bio. A Joaninha já as usa há uns meses e tudo tem saído bem. E acho que as condições são sililares: ambos trabalham, moram em apto em SP etc. Se vc não tiver o contato direto deles, posso colocar vocês em contato pra vc saber os detalhes e ver se essa é uma opção que se encaixa pra vocês. A Carol fez uma super pesquisa sobre isso antes de tomar a decisão e vai poder dar todos os detalhes de marcas, preços, trabalho, segurança pro bebê, vantagens e desvantagens.
    Beijão!

  10. Silvia disse:

    Paula, consigo pensar agora em duas amigas que se deram bem com fraldas de pano, e acho que são elas quem cuidam de lavar.
    Pati Merlin: http://patimerlinscrap.blogspot.com/ (ela tem outros blogs, mas acho que esse te traria o contato mais rápido)
    Renata Dias Gomes: http://bloglog.globo.com/renatadiasgomes/
    Se você escrever para mim, eu passo o contato delas.

  11. Pois é… mas não temos esse serviço no Brasil… então, não dá nem pra pensar sobre isso…
    A babysling é uma empresa brasileira e é de Gramado. Já comprei outros produtos de lá, eles entregam pelo correio. Dá uma olhada: http://www.babyslings.com.br/fraldas_de_pano_web.htm

  12. Acabo de ler, sobre fraldas: http://nalata.org/2010/07/18/bumbum-ecologico/
    Não conhecia essas empresas, vou dar uma procurada, mas aqui no interior acho difícil de encontrar…

  13. Então, Aninha… eu até evito de falar sobre fraldas porque nunca vi nessa terra NENHUM estudo decente, com cálculos de gastos de recursos na produção das fraldas descartáveis e com cálculos de gastos de recursos na limpeza das fraldas de pano. É fato, que o que choca no que compete às fraldas descartáveis são o monte de lixo que se recolhe no final de cada dia, mas esse lixo só é mais fácil de se ver do que a quantidade de água, produtos de limpeza, energia para esterilizar direitinho as fraldas de pano… Enfim. Aqui em casa é absolutamente inviável usar fraldas de pano. Mesmo se eu quisesse muito, não teria como lavar, secar, esterilizar, passar – não tenho espaço, nem tempo, nem saco, pra dizer a verdade…
    Eu sei que as fraldas de pano estrangeiras são imensamente melhores do que as nossas. Também sei que existem pelo menos duas marcas bem boas de fraldas de pano produzidas aqui no Brasil, uma pela Babysling e outra pela Lilith… mas e a coragem para testar? Se uma micro assadura aparecer na bunda do meu bebê, já vou achar que não valeu a pena… Queria alguém que tivesse usado nas mesmas condições que eu tenho aqui em casa pra vir me dizer “Vai fundo que é garantia!”. Até agora, não achei… a maioria absoluta deixa as fraldas por conta das diaristas/empregadas, e essa já não é a minha condição…

  14. Hey, coisa mais linda esse brontossaurinho!
    Decidi não ter filhos (ainda tá em tempo, mas a decisão por enquanto está firme) por motivos mais pessoais – carreira, responsabilidade, etcéteras – do que pensando no meio ambiente. Na verdade meus genes já se espalharam porque tenho uma sobrinha, e estou bem OK com isso, nunca tive o tal do “relógio biológico” despertando na minha orelha e já tenho 33. Então estou bem resolvida quanto a isso. Penso em um dia, num futuro distante, adotar uma criança…
    Mas o caso é que realmente tá difícil fazer com que a pequena criaturinha portadora dos genes familiares (Isa, minha sobrinha) seja pouco poluidora. A coisa das fraldas é o maior problema: não é possível usar fraldas de pano, já que ela fica bem assada e de noite elas costumam vazar. Tentamos só de dia, deixando as descartáveis para a noite. Mas ela assa do mesmo jeito, até quando a fralda não está suja nem de xixi, e mesmo com bastante pomadinha. E agora que ela já está mais independente, ela arranca a fralda de pano, não há como. Fora que é bem complexo lavar fraldas com ambos os pais e a vó trabalhando fora de casa… Ou seja, por mais que a gente tente, é inviável. Há tipos de fraldas biodegradáveis, mas elas são importadas e caríssimas, o que também torna a coisa inviável. E eu não consigo descobrir de jeito nenhum se os lencinhos de limpeza são biodegradáveis, não tenho nem pista… Então eles são usados o mínimo possível (geralmente só fora de casa) e foram substituídos por algodão molhado em água morna – o que de resto parece causar menos assadura e limpar melhor mesmo…
    Outra coisa: achamos as mamadeiras de vidro perigosas (e são muito pesadas), mas conseguimos limitar o uso a uma mamadeira grande para o leite e uma pequena para suquinhos e água. Agora ela está começando a aprender a usar o copinho, mas também compramos um de plástico com medo dela quebrar os de vidro e se cortar. Colheres e pratos de comida ela ganhou de outra tia – são de plástico e as colheres forradinhas de silicone – mas costuma usar os mesmos da casa, o que evitou aquele monte de coisas de plástico, que são uma gracinha e a gente morre de vontade de comprar, mas que na verdade são dispensáveis.
    Carrinho de bebê, bebê conforto, berço desmontável e um monte de brinquedos ela herdou tudo das primas um pouquinho mais velhas, então a reciclagem foi master! Isso a gente fez super questão: um monte de crianças na família, pra quê ficar comprando mais dessas coisas que são usadas por um ou dois anos??? Roupinhas e sapatos, é claro que a gente compra (eu confesso que não me contenho muito quando vejo coisinhas fofas e acabo sempre comprando algumas… Madrinha babona é difícil!), mas ela também herda – e passsa as dela – das priminhas.
    Por enquanto são as minhas “dicas” pra quem tá tentando criar seres humanos mais adequadamente. Mas… vou dizer, heim… não é fácil MESMO!

  15. Poxa Osame! Então vc já pode se suicidar CINCO VEZES!!!

  16. Eu tive quatro filhos, todos nao planejados. Eu acho ótimo que muitos de voces nao queiram ter filhos, pois isso deixará mais espaços para os meus genes egoistas se reproduzirem… rs
    Gostei da sugestao da Maria: quando seus filhos já tiverem idade de se manter, você comete suicidio, de modo a diminuir o número de gente na Terra e o impacto ambiental.
    Isso é uma questao muito interessante: por maior que vc seja ecologicamente correto, sua vida sempre terá impacto ambiental. Então, a atitude mais racional a fazer é o suicídio. Afinal, existe alguma razao racional para uma pessoa nao se suicidar? Acho que o apego a vida é uma daquelas atidudes irracionais, inspiradas pela religiao dominante… Já o suicidio é um ato racional e, digamos assim, cientificamente justificável. Alguem consegue achar o furo neste raciocínio?
    Parabéns pelo bebê… É uma vida totalmente nova, nao? (em ambos os sentidos)
    Paula, faça um post explicando como poderiamos usar menos fraldas descartáveis sem assar o bebê. Minha ex-esposa vai ter o quinto (!) filho, Yasmin, daqui a dois meses, e acho que ela deveria ser menos ambientalmente impactante.

  17. Giulia disse:

    Poxa, Paula… Pode parecer puxa saco, mas esse é o meu principal motivo pra não querer ter filhos… Como é também o principal motivo por pensar de onde compro coisas, por ter parado de comer carne principalmente proveniente de ambiente marinho.
    Soa meio desesperançado, mas não confio que a humanidade vá reduzir consumo e população nem mesmo pensar no que faz, então prefiro não ter filhos e não deixar eles num mundo assim. No ritmo em que as coisas vão, nem mesmo terá lugar pra eles.
    Preferiria mais adotar uma criança que já existe e precisa de alguém.
    Por enquanto, nada me tira da cabeça não tê-los
    Bj

  18. Oi Silvia!
    Eu também já li muitas coisas por aí sobre não ter filhos representar solução para os problemas ambientais… entretanto eu não concordo com eles, ou concordo em partes. Não acho que essa seja a solução, acredito também na reeducação das pessoas, no repensar nossas atitudes pessoais e, principalmente, na nossa força em, com pequenas escolhas, alterar políticas públicas e as tomadas de decisões das empresas privadas. Nosso consumo (ou não consumo) tem mais força do que imaginamos.
    Mas acho que vale a reflexão. Acho bastante complicado termos que um dia baixar um “limite” para quantas crianças um casal pode ter. Também acho bastante complicado o incentivo por métodos anticoncepcionais de esterilização, principalmente para população de baixa renda. Acredito mais na força da educação – como alguém já levantou a bola por aqui, geralmente famílias com mais anos de escolaridade tem menos filhos. Acho que a saída é mais por aí.

  19. Silvia disse:

    Paula, concordo que o impacto maior está no estilo de vida. Mas já vi menções em blogs ambientais sobre não ter filhos como solução para os problemas que estamos enfrentando. Ao mesmo tempo, se não tivermos filhos, vamos melhorar o mundo pra quê? A minha principal motivação é deixar um mundo melhor para as minhas filhas (tenho duas).
    E, embora possa parecer injusto, eu tenho muita esperança nessa nova geração. Pelo fato das questões ambientais estarem sendo abordadas com mais ênfase e pelo fato da educação ambiental já ser uma realidade nas escolas, muitas vezes esses pequenos ensinam os pais a serem mais responsáveis.
    Eu vivo dizendo na escola das meninas: deixem as crianças falarem com os pais. Apresentem os trabalhos, abram a escola para que os pais saibam o que os filhos estão estudando e a que conclusões chegaram. Porque que pai, por mais consumista e desligado das questões ambientais que seja, não fica tocado quando vê o filho ali, mostrando por A+B que cuidar do meio ambiente é dar um futuro melhor para ele?
    Esse baby é seu, Paula? Eu andei achando que tinha um cheiro de maternidade no ar por aqui, mas como não vi nada explícito, fiquei na minha.
    Parabéns! Bem-vinda ao mundo das ecomães. 🙂 Quando você acostumar com esse novo ser na sua vida, se adaptar à nova rotina, vai descobrir um mundo novo na internet. Tá cheio de blog de mães conscientes e antenadas por aí.

  20. Eu decidi não ter filhos. E não os tive. Como ainda sou relativamente jovem ainda há o risco, pequeno, que venha a tê-los, mas como me previno acho que isso não acontecerá.
    Contudo não me parece que o problema seja este. Pessoas “como nós” com alto nível de escolaridade naturalmente tem menos filhos. São os mais pobres(e com menos escolaridade) que tem proles maiores. Não é por outro motivo que foram chamados de “proletários” por um barbudão do século XIX.
    Concordo que não é má idéia o SUS oferecer vasectomia a todo homem maior de 18 anos. Talvez até com algum tipo de incentivo.
    Seria bom para o país e para o planeta.

  21. A questão é realmente complicada, Marco. Ela envolve questões sociais, da medicina, ambientais, econômicas… enfim… Mas eu particularmente julgo ainda mais complicado por se tratar de livre arbítrio. Quem somos nós (falo de mim) para julgar o que leva as pessoas a terem filhos? O que posso sonhar é em uma educação de qualidade, que forneça ao indivíduo as ferramentas e informações necessárias para que ele possa escolher criticamente e melhor. Mas é realmente complicado quando tentamos “impor” o uso de algum método anticoncepcional… Vai que o cara quer mesmo ter um monte de filhos ou não liga se uma transa ocasional gerar um filho?
    Sempre quando a liberdade do indivíduo de fazer uma escolha (por pior e mais irracional que possa nos parecer) entra na berlinda, o caldo entorna, como diria meu pai…

  22. Marco disse:

    Paula,
    A questão vem em boa hora. Mas eu te digo: tu tens a capacidade de te questionar se queres ou não ter filhos, muitos de nós leitores do teu blog temos, pois fomos instruídos a nos questionarmos sobre isso. Por isso, o filho(a) que porventura terás não deverá causar “impacto”.
    Agora, já chegaste a pensar na porcentagem da população ao nosso redor que vemos circulando pelas ruas – e nós mesmos – que foi, de fato, “questionada” (planejada) antes da concepção? Eu diria que no máximo dos máximos 10%.
    Sim, então 90% da população mundial é fruto do instinto humano da reprodução, e nada além disso. É o que eu acredito.
    Quantos jovens da nossa idade não estão por aí apenas querendo “dar umazinha” (desculpe a expressão, mas não sei me expressar melhor!!! =D), por menos violento e mais sentimental que seja, mas não querem ter filhos e/ou não sabem usar métodos anticoncepcionais adequadamente? É a maioria.
    Na minha modesta opinião, permitir a vasectomia a qualquer homem capaz (isto é, maior de 18 anos, pelo código civil) é um ótimo começo. Ser um serviço fornecido com qualidade pelo SUS é uma segunda etapa. E se o rapaz futuramente quiser mesmo CRIAR uma criança, além de sustentar – sem impacto algum -, reverte o processo (sob ciência do pequeno risco de irreversão). Afinal, se 18 anos é maioridade para crimes, porque também não para uma atitude consciente que é a de não querer correr o risco de “ficar colocando” filhos no mundo?

  23. Ai Maria… e essa medicina que deixa os velhos estagnados e murchos cada vez mais entre nós? Pelo menos deixa os jovens de espírito conosco também…

  24. maria disse:

    eu às vezes penso que um basta. assim são duas pessoas dando origem a uma, já reduz.
    às vezes penso que o responsável seria não ter, afinal tem gente demais. mas meu propósito biológico neste planeta fala mais alto e quem sou eu se não me reproduzir?
    agora, lendo essa tua reflexão, me lembrei de uns ratinhos: Mus spicilegus. pelo que me lembro, eles controem uns montes onde depositam os filhotes recém-nascidos e um tanto de comida. fecham tudo bem fechadinho para a estação gélida. quando os filhotes saem, os pais já morreram. assim as gerações não se sobrepõem.
    talvez a gente devesse tomar uma atitude de emergência e fazer assim. porque as pessoas que estão sobrando no mundo não são os jovens: são os velhos, presos a paradigmas de consumo ultrapassados e de desperdício do planeta. que não conseguem pensar tecnológica e politicamente além do que já ficou estagnado e murcho. (e é isso que define “velhos”, não a idade)
    mas que roupinha, hem!! moleque já nasce consciente do rastro de carbono. sensacional

  25. André Souza disse:

    Eu penso em ter no máximo 2. Se quiser e tiver condições para mais, eu optaria por adotar.

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