Rapidinha Curiosa da Semana: Rios Voadores

Ventos alísios (que alisam a superfície terrestre) vindos do Oceano Atlântico, ficam mais úmidos quando passam pela floresta Amazônica. Isto ocorre devido a grande quantidade de terpenos liberados pela floresta, que juntamente com a grande concentração de radiação incidente na região formam núcleos de condensação, consequentemente, nuvens!

Ao passar pela floresta, os ventos úmidos seguem em direção ao Chile e batem no imenso paredão da Cordilheira dos Andes. Este “choque” direciona a chuva para o interior do continente fazendo com que estas regiões também recebam chuvas, as quais não chegariam na mesma concentração se o relevo da Cordilheira não fosse o que conhecemos atualmente e se a floresta não existisse ali. Mais um ponto para a Floresta Amazônica!

Mas, por que Rios Voadores?

Nesse esquema todo são transportados em torno de 3000m3 de água, volume maior que a vazão do Rio São Francisco.

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Rapidinhas de períodos de prova na Unicamp, a gente vê por aqui. 😉

A Ciência, por Claudio Angelo

Hoje, o jornalista Claudio Angelo se despediu da posição de Editor de Ciências da Folha de São Paulo com um post no blog Laboratório. Para um divulgador de Ciências, a troca do editor de Ciências de um jornal ou revista de grande circulação no país tem mais ou menos o mesmo gosto que a troca do técnico da seleção brasileira de futebol para a maioria da população. Isso porque, assim como o técnico da seleção, o editor de Ciências tem por objetivo traçar estratégias, escalar os melhores profissionais e lutar bravamente por um gol, neste caso, por uma pauta, por um assunto, que equilibrem a vontade de vender do dono do jornal/revista com a importância que a notícia representa no mundo científico.
Com o post “A Ciência não sabe de nada“, Claudio Angelo explica como ninguém o que é Ciência e como ela funciona: “A ciência é melhor em produzir dúvidas e perguntas”. É isso que provavelmente gera insegurança nas pessoas e produz correntes anti-ciência e negação da ciência por aí a fora – a luta às vezes disfarçada, às vezes descarada contra avanços tecnológicos e científicos como as vacinas, novos tratamentos à doenças, novos materias ou novas formas de cultivo de plantas ou de criação de animais, uso de energia nuclear, negação da participação do homem no aquecimento global, etc, etc, etc.
Talvez a maior pergunta que fica para a população geral é: Como podemos investir tanto investimento em dinheiro, pessoas, tempo, na produção de dúvidas e não de certezas? Citando o monólogo “Letting Go of God” interpretado por Julia Sweeney, Claudio Angelo enfatiza ainda mais essas dúvidas: “Os cientistas não conseguem decidir se café é bom ou ruim para a saúde, se o planeta está esquentando muito ou pouco, se o homem tem 100 mil ou 20 mil genes, se o Sistema Solar tem oito ou nove planetas.” E as dúvidas nunca acabam, nunca acabam, e é dessa insatisfação dos cientistas que as Ciências andam. O importante para os cientistas é, a todo custo, tentar refutar a todo tempo, a todo experimento, as hipóteses que ele ou seu grupo de pesquisa levantam. E é assim que tem que ser. Ciência sem a vontade louca do cientista de provar-se errado (e não certo!) não é Ciência.
Claudio Angelo deixa a Editoria para voltar a ser repórter, agora em Brasília, e deixa o cargo para Reinaldo José Lopes, um dos jornalistas de ciências mais competentes da atualidade e companheiro de condomínio, no Chapéu, Chicote e Carbono-14. Vida longa e próspera ao Reinaldo e que tenha forças para lutar por notícias, escalar profissionais e traçar estratégias para trazer o melhor da Ciência do mundo para a divulgação científica brasileira.
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Não deixem de ler a despedida do Claudio Angelo em “A Ciência não sabe de nada” clicando AQUI

Ewclipo (hein?, eclipse?) 2009

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Pôr-do-sol na Praia Grande – Arraial do Cabo

E acabou o II Ewclipo!

Esse foi o meu primeiro Ewclipo – ano passado algo aconteceu para que eu não pudesse ir. Várias palestras interessantes, discussões curiosas e, principalmente, local de encontro de pessoas que se lêem mas não necessariamente se conhecem. Sempre bom “materializar” amigos virtuais.
O que eu mais gostei do Ewclipo?

  • 1) Rever os sciblings Rafael e Gabriel, do RNAm, Atila, nossa Rainha Vermelha, Clau Chow, do blog irmão Ecodesenvolvimento (e finalmente entregá-la o wombat de pelúcia).
  • 2) Conhecer a Maria (uma das únicas que me entendem quando discuto na lista de discussão interna dos sciblings) e o João, do Ciência e Idéias, o Luiz Bento, do Discutindo Ecologia e o Mauro, do Você que é biólogo, que foi quem organizou tudo para esse encontro e merece parabéns de todas as formas.
  • 3) Passar o aniversário do Carlos Hotta perto dele.
  • 4) Ouvir a palestra da Suzana Herculano, a divulgadora científica neurocientista de plantão. Se eu já gostava do trabalho dela, agora virei fã.
  • 5) Tomar sol, comer iscas de peixe-frito, sentar na areia, comer areia.
  • 6) Encontrar amigos muuuuuuuuuito queridos, que não tem blogs de Ciência e se mudaram para o Rio.

Amigos_Arraial.jpg

Amigos no Atalaia – Arraial do Cabo

  • 7) Conhecer a fabulosa e fofíssima Dona Neusa, da Pousada Canto da Baleia, que me tratou super bem, mesmo muitas e muitas e muitas horas depois da minha diária ter se expirado. Agradeço a D. Neusa o banho e a internet grátis.

Ah! Também agradeço ao senhor de camiseta vermelha que me indicou o ponto de ônibus no qual eu deveria descer para chegar à pousada e que segurou o filho da puta [palavrão absolutamente permitido nesse caso] que estava me perseguindo desde a rodoviária.

Quer saber um pouco mais do que rolou no Ewclipo? Esse vídeo e texto, produzidos pela Revista Ciência Hoje Online estão muuuuito legais. Vale a pena.

A blogosfera científica por ela mesma from Ciência Hoje on Vimeo.

Cheiro de mato

EstacaoCiencia.png

A Estação Ciência, localizada na Lapa, em São Paulo, está com uma novidade muito cheirosa.

Em parceria com a Fundação O Boticário, a Estação Ciência convida para uma viagem de estímulo aos sentidos. Com uma nova tecnologia, pesquisadores foram capazes de capturar os cheiros da Mata Atlântica e produzir em laboratório um perfume capaz de mimetizar seus cheiros, dando a impressão ao viajante dessa aventura, que está mesmo no meio da floresta.

A viagem também inclui outros biomas brasileiros, como os Pampas, a Mata de Araucária, o litoral e o Cerrado, e além do olfato, outros sentidos também são estimulados. No Cerrado, por exemplo, a sala é climatizada e passa ao viajante a sensação térmica vivenciada por quem mora lá.

Estímulos visuais, com fotos, vídeos e sonoros, com cantos de aves e o barulho da floresta também estão pra lá de presentes, mas o diferencial dessa exposição é mesmo o cheirinho de mato.

A exposição é permanente e está localizada em cinco vagões de trens “estacionados” ao lado da Estação. Embarque nessa viagem de sensações e deixe-se emocionar pelos biomas brasileiros. Os organizadores da exposição e da Estação Ciência garantem que estímulos sensoriais ajudam os visitantes a se interessarem ainda mais pelo meio ambiente.

Certamente essas iniciativas produzem efeitos colaterais fantásticos como uma vontade louca de preservação e conservação. 

Escola podem agendar visitas monitoradas!

Endereço:
Rua Guaicurus, 1394, Lapa, São Paulo/SP

Horário de funcionamento:
A Estação fica aberta de terças a sextas feiras, das 8 às 18 horas e sábados, domingos e feriados, das 9 às 18 horas, mas os portões se fecham as 17:30 hs.

Preços:
Os ingressos variam de R$ 1,00 (isso mesmo! UM REAL) por pessoa para famílias com mais de 4 pessoas a R$ 5,00.
Menores de seis anos, maiores de 60 anos, portadores de necessidades especiais com acompanhante, professores e comunidade USP tem entrada gratuita. Promoção nos primeiros sábados e terceiros domingos de cada mês com entrada gratuita para todo mundo.

Estação Ciência na internet:

A Estação Ciência também tem um blog e pode ser acompanhado no Twitter pelo @eciencia.

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Vi na TV USP

O que o Armstrong disse para o Ziraldo?

Lua_MariaCarol.jpg

The moon is FLICTS.

Aos astronautas que primeiro pisaram na Lua.

Aos cientistas que proporcionaram essa primeira visita.

Aos homens e mulheres, que quando acreditam nos seus sonhos, fazem.

Essa é uma homenagem do Rastro de Carbono aos homens e mulheres que acreditaram na chegada do ser humano à Lua. Parabéns pelos 40 anos!

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Crédito da fotografia: Maria Carol

Saiba mais sobre o Ziraldo

Mulheres na Ciência 7 – Sophie Germain

Sophie_Germain.jpgSophie Germain nasceu alguns anos antes da Revolução Francesa e, mesmo sem participar ativamente dos acontecimentos políticos da época, provocou sua própria revolução: uma revolução feminina que trouxe significativos avanços na Matemática e na Física.

Aos 13 anos e confinada em casa pelos pais, que temiam por sua segurança no ano da Queda da Bastilha, Sophie aventurou-se na biblioteca do pai, então diretor do Banco da França.
Na biblioteca, conheceu a história de Arquimedes. Conta-se que Arquimedes, um então velhinho morador de Siracusa, estava na praia imerso em pensamentos e rascunhos de algum problema na areia. Soldados romanos (que deveriam protegê-lo!) invadiram a praia e um deles deu-lhe ordens. Como estava desenhando seus raciocínios na areia, Arquimedes não obedeceu e então o soldado o matou.

Sophie Germain ficou impressionadíssima. Afinal, como poderia um homem ignorar ordens de um soldado por estar perdido em pensamentos? No mínimo, o objeto de estudo de Arquimedes deveria ser interessantíssimo e então, Sophie iniciou seus estudos seguindo no inspirador: a Matemática.
Obviamente, os pais de Sophie achavam inapropriado para uma mulher estudar (afinal, que homem se casaria com ela?) e tentaram persuadi-la a abandonar os estudos. Mas, como uma boa adolescente, Sophie contrariou os pais e começou a estudar a noite, escondida. Conformados de que a matemática era seu talento, os pais de Sophie incentivaram-na por toda sua vida.

Com 18 anos, no ano de 1794, foi fundada em Paris a Ecole Polytechnique, que pretendia “treinar matemáticos e cientistas para a nação”. Obviamente, mulheres não eram aceitas. E, como sempre, Sophie buscou uma maneira de estudar. Descobriu que um estudante chamado Le Blanc tinha abandonado seus estudos e resolveu interceptar sua correspondência. A partir de então, com o pseudônimo de Le Blanc, Sophie pode trocar correspondências com outros estudantes e iniciar seu estudo na Ecole Polytechnique.
Joseph Louis Lagrange, grande matemático da época, notou a rápida evolução de Le Blanc, que passou de um medíocre aluno a um aluno excepcional em pouco tempo. Quis então marcar uma reunião com o aluno, e descobriu os planos de Sophie. Lagrange tornou-se a partir de então, mentor, tutor e confidente de Sophie.

Em 1804, Sophie começou a se corresponder um excepcional matemático alemão, chamado Carl Friedrich Gauss, ainda usando o pseudônimo de Le Blanc, com medo de ser recusada por ser mulher. Gauss e Le Blanc trocaram muitas cartas, até Sophie saber que Napoleão pretendia invadir a Prussia. Sophie pediu a um general amigo da família que resgatasse Gauss antes da invasão. Gauss ficou imensamente feliz e quis saber quem era seu salvador.
Foi então que conheceu Sophie e descobriu que ela era Le Blanc, com quem ele se correspondia.Gauss escreveu (não vou traduzir, não vai ficar tão bom):

But how to describe to you my admiration and astonishment at seeing my
esteemed correspondent Monsieur Le Blanc metamorphose himself into this illustrious personage who gives such a brilliant example of what I would find it difficult to believe. A taste for the abstract sciences in general and above all the mysteries of numbers is excessively rare:
one is not astonished at it: the enchanting charms of this sublime science reveal only to those who have the courage to go deeply into it.
But when a person of the sex which, according to our customs and prejudices, must encounter infinitely more difficulties than men to familiarize herself with these thorny researches, succeeds nevertheless in surmounting these obstacles and penetrating the most obscure parts of them, then without doubt she must have the noblest courage, quite extraordinary talents and superior genius. Indeed nothing could prove to me in so flattering and less equivocal manner that the attractions of this science, which has enriched my life with so many joys, are not chimerical, [than] the predilection with which you have honored it.

Sophie Germain contribuiu para o desenvolvimento de uma prova para a Teorema de Fermat usando números primos; descobriu, entre outras coisas, que, se p é um número primo, então 2p + 1 também é primo; trabalhou também na teoria da elasticidade.

Sophie Germain foi a primeira mulher a ser aceita da Academia de Ciências de Paris.
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Dica:
42

Saiba mais:
Biographies of Women Mathematicians
Wikipedia

The Rogues Gallery

Na Ciência – 09 a 15 de janeiro

Mais calor, menos comida
O que o aquecimento global (nome que eu não gosto pois trás um erro conceitual clássico – achar que aquecimento global vai trazer de fato aquecimento em todas as áreas do globo, e não aumentar na MEDIA, que é o correto) tem com agricultura?
Pois bem, o estudo de Battisti e Naylor, publicado recentemente na revista Science, diz o que todos já esperávamos – as áreas tropicas e subtropicas mais pobres, com mais gente e mais vulneráveis às mudanças climáticas terão sua agricultura seriamente afetadas.
Temperaturas mais altas deverão reduzir a produção de grãos primários, como milho e arroz, de 20% a 40%, sem considerar a dinâmica da água no solo. Considerando que aumento na temperatura também prejudica a umidade do solo, a diminuição na produção será ainda maior.
Science – Battisti D. and Naylor R. – Historical warnings of future food insecurity with unprecedented seasonal heat
Mais calor, mais mar
Estudos recentes indicam que o nível dos oceanos deve subir entre 90 centímetros e 1,3 metro em 100 anos (3 vezes mais do que as estimativas anteriores, assumindo que a temperatura média seja de 3 graus mais quente).
A dificuldade nas estimativas de cálculo do aumento do nível dos oceanos reside no fato de não conseguirmos prever quanto tempo as geleiras demoram para se derreter. 
Climate Dynamics –  Grinsted A. et al. – Reconstructing sea level from paleo and projected temperatures 200 to 2100 AD 
Plástico vira papel sintético
Um papel sintético que pode ser usado na fabricação de rótulos de garrafas, outdoors, tabuleiros de jogos, etiquetas, livros escolares e cédulas de dinheiro agora pode ser feito usando como matéria prima garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de material de limpeza.
Mas não se engane! O papel é sintético e seus resíduos ainda são plásticos! A vantagem é produzir papel sintético a partir de material reciclado, e não de resina derivada de petróleo, como é feito atualmente.
Revista FAPESP – Manrich S. – Papel de plástico reciclado

EUA e as ciências das mudanças climáticas

Já falei aqui sobre o Protocolo de Kyoto, mas valem alguns lembretes:
1) O Protocolo é um acordo de cavalheiros que diz: “Vamos diminuir nossas emissões de gases do efeito estufa.”
     Aí, você de casa se pergunta: “E se alguém não cumprir o acordo?”.
     E eu te respondo: “Fica por isso mesmo. Ninguém é multado, nem ganha um chapeuzinho de burro e fica de castigo no canto da sala. Talvez – mas isso é uma característica que ainda pode ser renegociada – o país que não atingir suas metas fica devendo para o próximo protocolo.”
2) O Protocolon de Kyoto entrou em vigor em 2005 e vale até 2012.
3) O Protocolo de Kyoto não é ratificado pelos EUA. Os Estados Unidos tem uma das maiores emissões de gases do efeito estufa per capita do planeta, que em 2004 era equivalente a 20,4 toneladas de carbono equivalente (em um ano). Para se ter uma idéia, no mesmo ano, cada brasileiro era responsável por emitir 1,8 toneladas de carbono equivalente.
Pois bem. Os EUA não parecem se preocupar muito com as mudanças climáticas – ou, na verdade, parecem se preocupar muito com a sua economia, visto que reduzir emissões de gases do efeito estufa custa caro (há que se investir em tecnologias limpas, trocar as antigas em grandes indústrias, optar por energia limpa, optar por comércio justo e tantas outras coisas que, custam dinheiro).
Mas, quando se trata de querer ser O MELHOR em determinada coisa, os caras não querem nem saber. Por exemplo – hoje fiquei horas (isto mesmo, horas) tentando procurar a referência original para o relatório citado neste artigo.
O artigo é assustador, fala sobre o aumento muito mais acelerado de derretimento de calotas polares, elevação do nível do mar e secas prolongadas no sudoeste dos EUA do que o aumento previsto anteriormente. Critica, ainda, as projeções conservadoras que vêm sendo feitas e alerta para a falta de conhecimento que temos sobre os riscos potenciais que as sociedades humanas poderão sofrem com os riscos de mudanças climáticas abruptas.  
Aí, como detesto quando alguém dá uma notícia destas sem citar fontes (porque cobram isso de mim quando blogo), fui atrás dos originais. E nestas que eu passei horas. Primeiro, fui até a AGU (American Geophysical Union). Fiquei lá, encontrei o programa do Meeting onde esse relatório foi lido, encontrei o cara que leu, mas nada do artigo. Aí fui no Google. E, depois de passear pelo ScienceDaily, pelo Oregon State University e pelo EurekAlert!, finalmente cheguei no U.S. Climate Change Science Program (vejam bem: é o SCIENCE PROGRAM, não o POLICES PROGRAM, ou o ECONOMIC PLAN, ou qualquer similar).
E lá, me deparei com nada mais, nada menos que quatro livros (todos on line), com algo que promete ser mais completo que os relatórios do IPCC. Os livros tratam de: 
+ Trends in emissions of ozone-depleting substances, ozone layer recovery, and implications for ultraviolet radiation exposure 
Decision support experiments and evaluations using seasonal to interannual forecasts and observational data
Reanalysis of Historical Climate Data for Key Atmospheric Features: Implications for Attribution of Causes of Observed Change
E, finalmente, o relatório que eu estava buscando, de, nada mais nada menos que, 459 páginas.
Abrupt Climate Change.
Acho que vou demorar um tempo pra ler esses documentos, então, se sua curiosidade for maior do que a minha, esteja à vontade.
P.S. Mas que os caras são muito sacanas em não destinarem um centavo para políticas públicas de mitigação ou estudos de vulnerabilidade mas gastarem fortunas com um estudo que já está praticamente pronto (e que foi provavelmente feito com os mesmos grupos de cientistas), isso eu acho que é.
Bora, Obama, assinar esse Protocolo e parar com #mimimi?
P.S.2 – E depois dizem que blogar é fácil. Ou pior, vêm aqui e levam o post para um blog chupim… Humph!

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