#EstudarValeaPena
Hoje, dia Nacional do Estudante, o Instituto Unibanco está mobilizando as redes sociais brasileiras com a blogagem coletiva intitulada “Estudar Vale a Pena”, mesmo nome dado à campanha desenvolvida pelo próprio instituto com alunos do Ensino Médio de escolas públicas dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
O intuito dessa mobilização é encorajar os jovens em idade escolar a prosseguir com seus estudos através de nossos depoimentos pessoais, contando como os estudos fazem nossa vida melhor, tanto cultural como financeiramente.
No semestre passado, durante meus estágios em turmas do Ensino Médio de escolas públicas de Campinas, voltei a me encontrar com a triste realidade do ensino público brasileiro. A desestruturação da escola, a falta de capacitação dos professores e a marginalização do aluno de instituições públicas é de arrancar lágrimas dos olhos. De 7 anos para cá, não mudou nada. O desânimo que pairava/paira sobre uma turma de terceiro colegial que não se sente capaz de traçar um futuro brilhante para sua vida é indescritível.
Hoje, quero relatar a vocês a minha própria história de estudos, que se passou totalmente dentro de escolas mantidas pelo governo estadual.
Comecemos então, pela família.
Venho de família simples, sem condições alguma de me matricular em uma escola particular, portanto, cursei todo o Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio em escolas públicas, parte em Minas Gerais, parte no estado de São Paulo.
Durante o ensino fundamental, nas rodas de amigos, já discutíamos o que faríamos quando terminássemos o então “colegial” e que rumos tomariam nossas vidas quando chegássemos no ponto em que teríamos que escolher nossas carreiras, um desafio um tanto quanto difícil, para quem iria terminar o terceiro ano com 16 anos de idade.
Quando ingressei no Ensino Médio os papos das rodas mudaram, e não se ouvia falar em universidade, nem mesmo em carreira. A vontade dos meus colegas de classe era terminar aquilo logo para ser ver livres de tanta chateação, vontade que não condizia com a minha e que me fazia uma pessoa chata, tanto para os colegas quanto para os professores, que muitas vezes de deslocavam para levar apenas um formulário de simulados de vestibular: o meu.
Minha escola não era melhor do que as da atualidade, eu não tinha base alguma para prestar um vestibular, tanto é que eu fazia os simulados mas não acertava quase nada.
Minha família continuava não possuindo condições de me colocar em uma escola melhor, nem mesmo de me matricular em um curso pré-vestibular. Foi aí que o desespero bateu e eu pensei: será mesmo que estou fadada a terminar o Ensino Médio e fim da linha?
Então decidi arrumar um emprego. Mas eu precisava de um curso profissionalizante para um emprego que pudesse arcar com as despesas de um curso pré-vestibular e eu não podia pagar um curso profissionalizante.
Veja bem, eu arrumei um emprego para fazer um curso profissionalizante, para então ter a esperança de arrumar um emprego melhor e finalmente pagar o curso pré-vestibular.
Finalmente fiz os cursos profissionalizantes, mas não arrumei um emprego melhor.
Depois de passar um ano inteiro sem estudar para o vestibular, consegui um emprego de secretária na frente do cursinho mais barato da cidade, que além disso, me pouparia algumas passagens de ônibus, bastando apenas atravessar a rua. Mas o salário ainda não dava para custear os estudos. O cursinho não era caro, eu é que ganhava pouco.
Foi então que eu tive a estúpida idéia de ficar sem jantar para poder economizar mais alguns.
Em suma: fiquei doente, emagreci 9Kg (que nunca foram recuperados) e não passei no vestibular, arrá!
No ano seguinte, vendo minha situação calamitosa, meus pais fizeram um esforço bruto no orçamento da família para pagar este cursinho e eu finalmente pude me dedicar integralmente aos estudos do vestibular. Para pagar as taxas absurdas de inscrições das provas, eu vendia brigadeiros para os colegas e professores. Faço brigadeiros ótimos, sério!
Eu estudava em torno de 9 horas por dia e nos fins de semana também para passar em Ciências Biológicas. Minha cabeça só pega no tranco, amigos.
Terminei o Ensino Médio em 2004 e só entrei na universidade em 2008, quando passei nas 3 melhores universidades do país: USP, Unicamp e Unesp. Resolvi escolher a Unicamp, onde estou até então.
Hoje, as dificuldades do dia a dia universitário continuam comigo. E quem disse que iria ser fácil? Atualmente minha bolsa de Iniciação Científica não paga nem meu aluguel.
Mas posso dizer que estou a caminho da minha realização pessoal e acredito que as coisas melhoram com tempo, mas isso não significa que vai ser rápido, por isso é necessário paciência.
Sem contar as novas experiências que a universidade me proporciona, como aprender um novo idioma, viajar pelo país e para fora dele (um dia eu chego lá) para mostrar meu trabalho, sem gastar um centavo.
Sou uma pessoa imensamente feliz por ter persistido com toda esta loucura e tenho certeza que terei uma vida melhor futuramente.
O governo pode não fornecer as melhores condições para que você leve a frente seus sonhos, mas se você quiser, dá até para “ignorá-las” e dar o seu jeitinho.
SWU 2010: um post para considerações futuras
No ano passado fui insider do Festival SWU e não gostei nada, nada do que vi. Este ano já estou vendo o quanto as pessoas estão se precipitando com relação a este evento, mesmo não tendo participado no ano passado, mesmo sem pagar para ver o que vai acontecer este ano.
O Festival SWU se foi e muitas pessoas esperam as considerações daqueles que foram os divulgadores oficiais do movimento e do festival em si.
Existe muita informação passando pela minha cabeça neste pós-festival e eu tentarei ser o mais organizada possível para passar minhas sensações sem que este post vire um cabaré de cegos.
Acho que devo começar dizendo porque aceitei ser insider do movimento, colocando meu nome no tatame e o nome do Blog Radar Verde, que não é uma propriedade minha, mas é de minha responsabilidade e competência.
Enfim, aceitei ser insider do movimento SWU, por que eu estou de acordo com o Compromisso Público de Sustentabilidade e com o Plano de Ações de Sustentabilidade (que já tratarei neste post) divulgado pela organização. Não existem super-heróis que nos levarão a sustentabilidade, tudo isso realmente começa com nossas atitudes individuais.
Ninguém aqui é obrigado a conhecer meu íntimo, mas quem já o faz sabe que não sou uma pessoa que sai de casa apenas para ir a um festival, a não ser que este tenha alguma coisa relacionada à minha vida e/ou ao meu trabalho. Eu realmente levo estes assuntos como trabalho sério, afinal a vida de universitária não me permite determinadas regalias que muitos jovens tem hoje. Um festival qualquer, dispende dinheiro, todos nós sabemos que os custos dentro destes locais são altíssimos. E não adianta apedrejar o Festival por cobrar caro por bebidas e alimentação por que à qualquer show que você vá vão arrancar seu couro, relaxa.
Ficar ao lado dos meus amigos, reencontrar pessoas que não via há algum tempo e conhecer pessoas novas seriam consequências do meu trabalho e este post conta também porque fiquei apenas com as consequências do festival.
Não quero de maneira alguma culpar a agência de comunicação idealizadora do projeto #insiders #SWU, uma vez que já conhecia o trabalho deles de ante-mão, e não tive nenhum problema neste aspecto. Aliás, fiquei contente por me levarem à sério apesar da minha pouca idade e da pouca experiência que tenho com a blogagem e me tratarem com carinho, o que não acontece comigo todos os dias, exceto com pessoas deste meio que me consideram como se eu fosse alguém da sua própria família e me adotam com a maior paciência do universo.
Logo, acompanhando o evento com o olhar de quem não estava lá apenas para ver as bandas percebi que o caos estava em outros fundamentos.
Vamos lá, vejamos se eu consigo me organizar e colocar todas as questões que me incomodaram no Festival, utilizando como base os trechos a que dizem respeito. Estes trechos constam no Compromisso Público de Sustentabilidade do movimento SWU e seu Plano de Ações de Sustentabilidade, retirados destes links, respectivamente:
http://www.swu.com.br/pt/movimento-swu/swu-compromisso-publico-de-sustentabilidade/
http://www.swu.com.br/pt/swu/noticias-swu/swu-plano-de-acoes-de-sustentabilidade/
Os tópicos em negrito, são originais dos links acima e os trechos em itálico são as observações feitas por mim no festival:
Direitos Humanos Em todas as nossas atividades, atuamos conforme os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros padrões e tratados internacionais e não toleramos condições de trabalho degradantes, trabalho infantil, forçado ou análogo ao escravo.
- Ok, vamos começar por este trecho. Se você foi ao festival e ficou mais de 2 horas debaixo de um sol escaldante para ver sua banda predileta, fique tranquilo porque as pessoas que trabalharam nos estacionamentos e nas revistas passaram muito mais tempo torrando seus miolos naquele mormaço do fim de semana.
Não-discriminação Não aceitamos nenhuma forma de discriminação em função de cor, sexo, opção sexual, religião, origem, classe social, idade ou condições físicas nas relações com todos os nossos públicos.
No dia 10/10, eu estava dormindo sentada em uma cadeira na sala de imprensa do Festival, esperando meus amigos terminarem de assistir os shows, quando uma senhora desesperada veio implorar para que divulgássemos o descaso com seu irmão cadeirante, que foi impedido pela organização de assistir os shows que estavam rolando naquele dia.
Espaço “privilegiado” para deficientes físicos? Havia. Mas estavam abarrotados de pessoas em cima de suas próprias pernas, como se ali fosse a área VIP.
Educação em sustentabilidade Queremos conscientizar, mobilizar e transmitir os valores da sustentabilidade a todos que estiverem de alguma forma no movimento, seja como participante, seja na organização.
Educação ambiental não é horta e lixeiras coloridas não querem dizer que os valores da sustentabilidade estão sendo transmitidos. O fórum estava cheio de pessoas interessadas no assunto, mas as pessoas que realmente precisavam ser atingidas estavam lá fora, consumindo e jogando lixo para cima, como se fossem confetes.
Sem contar a proibição da entrada de alimentos e garrafas d’água no evento, gerando um enorme desperdício de comida já na portaria. Consumo consciente? Não se viu.
Sem contar as pessoas que foram proibidas de tomar suas cervejas nas latas e foram obrigadas a passar o conteúdo para um simpático copo descartável do patrocinador. Isso vale para os refrigerantes também.
Inclusão Social Em nossas contratações de serviços, daremos preferência, sempre que possível, à mão de obra local, cooperativas e micro e pequenos fornecedores, contribuindo assim para a geração de renda e inclusão social.
Não presenciei mão de obra local, mas vi várias famosas empresas de fast-food vendendo seus lanches pelo dobro do preço e pela metade do cozimento do alimento. Aliás, passei mal comendo um destes pequenos notáveis.
Ingressos caros, lanches caros, bebidas caras e o desperdício de comida. Inclusão social?
Saúde e Segurança Empenhamos-nos para propiciar um ambiente saudável e seguro a todos os envolvidos em nossas atividades e eventos, por meio do estabelecimento de padrões rígidos de saúde e segurança, da avaliação de possíveis riscos e definição de procedimentos para evitá-los.
Sou uma pessoa que antes de saber onde está o palco, deve saber onde está o posto médico. E como não podia ser diferente, depois de passar mal com o participante do item anterior, fui ao posto médico. Chegando lá me deparei com um cara gorfando sua cervejinha, enquanto as enfermeiras sugeriam para ele tomar coca-cola e comer espetinho de carne.
Não sei se ia servir para muita coisa, mas eu disse a elas quais remédios sou alérgica.
Transparência, ética e combate à corrupção O relacionamento com todos os parceiros deve ser baseado em ética e transparência. Além disso, repudiamos e combatemos a corrupção em todas as suas formas e não aceitamos parcerias com instituições de idoneidade duvidosa.
Agora, vocês podem me dizer: Ah, mas isso
que você citou acima acontece em qualquer festival! Eu sei. E se eu tivesse me tocado que o negócio estava tombando para um festival qualquer, eu teria pulado fora. Como eu já disse anteriormente, me falta experiência, mas isso tudo me serve como aprendizado.
Faltou transparência, todo o compromisso divulgado no site era de um festival e um movimento baseado nas políticas sustentáveis, mas percebam que tudo o que ocorreu foram políticas de um festival qualquer. A Paula Signorini, em um post do Blog Rastro de Carbono me chamou a atenção para este aspecto, que até então eu não tinha levado em consideração. Um evento verde não precisa ser sustentável, desde que isso seja colocado de maneira clara para os divulgadores e para seus participantes.
Teoricamente, todos estes tópicos disponibilizados pelo site do movimento SWU, deveriam ser utilizados em todas as ações, inclusive no festival.
Legislação Ambiental Todas as nossas atividades e de nossos parceiros devem estar em conformidade com leis e regulamentos ambientais.
Bom, com a legislação ambiental até a Vale diz que está de acordo. Até Aldo Rebelo diz estar de acordo. Essa parte é fácil.
Baixo Impacto Ambiental Buscaremos sempre reduzir, compensar ou eliminar nossos impactos ambientais. Dessa forma, em todos os nossos eventos e ações, buscaremos cumprir com os seguintes aspectos e metas: a) realização de eventos de baixo carbono e desenvolvimento de processos para redução e mitigação das emissões de gases poluentes; b) preferência pelo uso de materiais reciclados ou recicláveis e que tenham origem certificadas de acordo com padrões sócio-ambientais; c) destinação correta dos resíduos; d) desenvolvimento de processos para baixo consumo de água e energia; e) revitalização da área do festival.
Para este item, ler todos as minhas observações anteriores.
Enfim. Vocês podem deixar suas opiniões no espacinho ali em baixo. ![]()
Sugiro que vocês leiam alguns textos de convidados para o fórum e de outros insiders do festival.
http://www.isabellices.com/o-que-foi-o-swu/
http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/o_swu_foi_otimo_e_coerente.php
http://scienceblogs.com.br/rastrodecarbono/2010/10/evento_verde_tem_de_ser_susten.php
http://uoleo.wordpress.com/2010/10/13/o-mais-longo-e-insustentavel-dos-dias/
Prêmio Top Blogs 2011
Mais uma vez o Rastro de Carbono está concorrendo ao Prêmio Top Blogs. E este ano o Top Blog nos indicou na categoria Variedades! Existe também uma indicação feita por mim na categoria Sustentabilidade, entretanto a URL do blog está incorreta, mas assim que este problema estiver resolvido publico o link para que vocês possam votar nesta categoria também.
Portanto, você que gosta dos artigos publicados aqui e gostaria de nos ver levando este prêmio, basta clicar aqui e dar seu voto!
Uma história de amor. Entre garrafas descartáveis.
Esta semana, visitando o blog Fliperama Tilt, do Carlos Macêdo, assisti esta história de amor super criativa entre duas garrafas descartáveis, que apesar de “apaixonadas” são surpreendidas pelo destino.
Achei sensacional esta idéia, que além de cativante é muito educativa.
Este curta metragem foi produzido pela Catsnake, para a comissão do “Friends of the Earth” uma organização que realiza um trabalho muito interessante em torno das mudanças climáticas, da economia verde e dos recursos naturais.
A Love Story… In Milk from Catsnake on Vimeo.
Não sou fã de histórias românticas, muito menos aquelas que terminam mal, mas este vídeo é super válido e ganhou um lugar no meu coração ranhetinho.
Sacolas Oxi
Nas minhas últimas visitas ao supermercado deparei-me com a novidade ambiental do momento: as sacolas oxibiodegradáveis. Muito prazer, mas, que raio de sacola é você?
As chamadas sacolas oxibiodegradáveis prometem se decompor em até 18 meses, por uma reação fotoquímica aliada à atuação de microrganismos. Olha que solução genial, então criamos um produto que “se decompõe” em menos tempo e todo mundo pode consumir à vontade, alô empresários espertinhos!
Este tipo de sacola é produzido desde a década de 80 no Brasil e promete minimizar os danos então causados pela sacolas comuns, como: entupimento de bueiros, impermeabilização dos solos e contaminação do lençol freático. Entretanto, recentemente foi publicado na Revista Pesquisa FAPESP um estudo mostrando que um dos tipos de plástico oxibiodegradável que circula em nosso país fragmenta-se em partículas menores, entretanto não é decomposto por microrganismos, condição necessária para que ele possa ser chamado de biodegradável. O que os olhos não vêem o ambiente não sente?
E que raio de país é este que investe em sacolas que degradam mais rápido porque sua população não é educada o suficiente para consumir sacolas comuns conscientemente e dá-las o destino correto?
Ah… educação brasileira, porque sempre nos esbarramos em você quando discutimos nossos problemas ambientais?
Enquanto empresários reúnem soluções milagrosas para o consumo da população e os políticos se engajam nas leis contra as sacolas plásticas, nossa educação ambiental se resume a hortas nas escolas. Lamentável.
Somos inteligentes para aprender a viver com o necessário, sem precisar de alguém dizendo que só os extremos nos salvam. Sinceramente, me sinto humilhada quando alguém diz que não poderei usar sacolinhas plásticas. Minha cabeça processa da seguinte forma: você não consegue aprender a viver com sacolas plásticas, então fique sem. Como uma mãe repreendendo autoritariamente um filho, como uma autoridade qualquer me dizendo: você é desprovido de educação e incapaz.
Ok sacolinhas, a partir de hoje chamarei vocês de Oxi. Nada pessoal.
Mais sobre a pesquisa Fotodegradação e fotoestabilização de blendas e compósitos poliméricos publicada na Edição 152 – Outubro de 2008 na Revista Pesquisa FAPESP
Indico o post do Luiz Bento sobre EcoBags no Discutindo Ecologia
E também o post da Cláudia Chow no Ecodesenvolvimento: A embalagem, o lixo e o ciclo de vida
Desabafo
Como ainda tem gente que joga lixo para fora da janela do carro sem nem ficar vermelha????
Já faz uns dias que venho observando. É latinha (de cerveja), é bituca de cigarro, é papel, embalagem de lanche, de bolacha.
[Grito silencioso]
PQP! Vai emporcalhar a sua casa!
[Fim do grito silencioso]
Fica só o luto. Aqui jaz uma cidade limpa.
Coca-cola
Não é intenção deste post discutir o que eu penso do consumo absurdo de coca-cola, nem dos milhões de latas e garrafas plásticas que vão parar só Deus sabe onde após o consumo, nem dos projetos de sustentabilidade da empresa, nem nada disso. Este post tem uma intenção. Dizer o quanto esses caras são bons de marketing.
Este é um dos vídeos:
Este é o outro, que eu só achei em espanhol, mas dá pra entender tudinho.
E aqui vai a letra da música que é cantada e a sua tradução:
Whatever
Oasis
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
I’m free to say whatever I
Whatever I like
If it’s wrong or right it’s alright
Always seems to me
You only see what people want you to see
How long’s it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don’t cost much
Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it’s alright
You’re free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want
It always seems to me
You only see what people want you to see
How long’s it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don’t cost much
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it’s all gone
And you know it’s no fun
Yeah I know it’s no fun
Oh, I know it’s no fun
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it’s alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it’s alright.
Tudo Que
Oasis
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Eu sou livre para dizer tudo que eu
Tudo que eu gosto
Se está errado ou certo está tudo bem
Sempre me parece
Você só vê o que pessoas querem que você veja
Quanto tempo vai ser assim
Antes de subir no ônibus
E sem causar confusão
Domine a si mesmo
Isso não custa muito
Livre para ser tudo que você
Tudo que você diria
Se trata do meu jeito certo
Você é livre para estar onde quer que você
Onde quer que você queira
Você pode atirar no ar se você quiser
Sempre me parece
Você só vê o que pessoas querem que você veja
Quanto tempo vai ser assim
Antes de subir no ônibus
E sem causar confusão
Domine a si mesmo
Isso não custa muito
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Aqui na minha mente
Você sabe que pode encontrar
Algo que você
Você pensou que conhecia
Mas agora tudo desapareceu
E você sabe que isso não é divertido
Yeah, Eu sei que isso não é divertido
Oh, Eu sei que isso não é divertido
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Faça o que quiser
Diga o que quiser
Yeah, Eu sei que isso é certo
Faça o que quiser
Diga o que quiser
Yeah, Eu sei que isso é certo
O que você vai fazer amanhã?

Amanhã é a Hora do Planeta. Eu já discuti sobre esse tema outras vezes aqui, e já dei minha opinião sobre esse movimento.
Amanhã, dia 26 de março de 2011, entre 20:30 e 21:30.
O que você vai fazer?

Defensivos agrícolas no leite. Materno.
Ouvi uma notícia absurda no Jornal Hoje no começo desta tarde. Amostras de leite materno de 62 mães – e que portanto estavam amamentando na época da coleta – estavam contaminados com agrotóxicos. Algumas mães não tinham um, ou dois, mas SEIS tipos diferentes de agrotóxico no leite que elas estavam dando para seus recém nascidos, inclusive um que tem o uso PROIBIDO há mais de dez anos.

Fonte da imagem: http://glossariodenoticias.blogspot.com/2010/08/em-homenagem-ao-dia-da-amamentacao-um.html. Crédito: ?
A implicação disso? Não sabemos. Por que? Porque não existem estudos que limitam a quantidade de resíduos de agrotóxicos no leite. Mas, por quê? Acho que porque nunca ninguém tinha imaginado que algo tão absurdo pudesse acontecer. Então os pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso estão comparando esses limites com os estabelecidos para o leite de vaca. Vejam… as vacas não lavam os alimentos antes de comer. E as vacas também podem bioacumular resíduos de agrotóxicos, assim como as mães, no caso de defensivos bioacumulativos. E as vacas respiram o mesmo ar, e bebem praticamente a mesma água que as pessoas. Queria saber como está o leite das vacas de Lucas do Rio Verde, a cidade estudada.
Agora… engraçado é que ninguém sabe de onde esses agrotóxicos estão vindo. Lucas do Rio Verde, é uma grande produtora de grão de soja, que usam agrotóxicos que, segundo os produtores de defensivos agrícolas, passam “por rigorosos processos de” controle, aceitos e certificados por não sei quantos ministérios.
E agora, José? Quem vai investigar esse caso e punir os culpados? E o que será da saúde das mães contaminadas e das crianças amamentadas com o leite? E o direito de amamentação até os dois anos? Como fica? O que o governo tem a dizer? E os produtores de grãos locais? E os médicos? Só ficam dúvidas na cabeça desta pobre bióloga.
_________________________________
Veja a reportagem do Jornal Hoje AQUI
3º dia em Manaus: Eu, o Porto, os animais selvagens e o Teatro Amazonas
Em nosso terceiro dia na capital do Amazonas, acordamos cedinho (como todos os outros dias) para caminhar até o porto da cidade e então partir para a visita ao encontro das águas. Já havíamos fechado o passeio com uma empresa certificada antes mesmo de viajarmos.
Na calçada do porto encontramos muitos agentes de turismo ilegais. Preços incríveis para visitar o encontro das águas e pegar animais selvagens no colo. Pegar animais selvagens no colo? Naquele momento imaginei uma preguiça na forma de um poodle pulando no meu colo.
Na pressa, ignoramos o tiozão que bradava na calçada e seguimos adentrando o porto.
Como qualquer porto, este recebe todo o lixo jogado às margens do rio em questão, neste caso o Rio Negro.

Na foto vocês podem observar também as marcações dos maiores níveis já atingidos pelo Rio Negro nas cheias e o nível em que ele se encontra hoje.
Não me lembro quanto tempo levou para enfim chegarmos ao encontro das águas do Rio Negro com o Solimões, mas minha ansiedade diz que demorou. Abaixo uma foto do encontro.

Elas seguem por aproximadamente 6km sem se misturarem devido a diferença de temperatura e de densidade entre elas.
No encontro, peguei alguns turistas jogando moedinhas na água e fazendo pedidos, dizem que dá sorte. Mas sorte mesmo tem quem mergulha ali em busca de moedas. =D
Na volta, com mais calma, resolvemos parar na calçada do porto e conversar com o guia clandestino que nos abordou, para saber as características do tal passeio imperdível com contato com animais selvagens.
Ele nos disse que a empresa que contratamos não leva para ver o animais e que com ele poderíamos pegar animais como preguiças e cobras por um preço muito melhor. Ah! Ele ressaltou que os animais são domesticados. Oi?
Mais uma vez a preguiça em forma de poodle pulou no meu colo.
É uma covardia gigante prender estes animais em cativeiro para mostrar para turistas sedentos pela vida selvagem! Um absurdo! Não quero uma Preguiça lambendo meu rosto e se fingindo de morta, porque isto não é uma Preguiça!
Ah, mas eles não tem outra alternativa para sustentar suas famílias. A justificativa de que não há outra alternativa para os guias clandestinos é muito descabida. O que eles fazem é crime e coloca em risco a vida selvagem e a vida dos próprios turistas, independente de ser em prol do seu sustento.
Manaus não vive apenas do turismo (pelo contrário), mas este o caminho mais rentável, saca?
Agora daremos um salto, um salto para a noite! Ah… a noite Manauara!

A praça do Teatro Amazonas se transforma numa praça de cidade do interior, um lugar ótimo para passear com a família, para namorar e comer comidinhas gostosas! Tem até atrações culturais!
Sensacional!

No dia seguinte fizemos uma visita guiada ao interior do Teatro, ele é simplesmente esplêndido! O terrível é pensar que em 1896 era uma construção no meio do nada. Vocês conseguem imaginar de onde veio o dinheiro e a mão de obra para construção desta obra? Yes baby, trabalho escravo e suor das seringueiras, vulgo látex. Tudo isso para ter a França em plena Floresta Amazônica. No teto do teatro há uma homenagem a Paris, a Torre Eiffel vista debaixo.

Esta viagem foi cheia de detalhes, tenho certeza que não consegui passar a metade do que vivemos nestes quatro dias. Por isso, convido vocês a visitarem o blog do fotógrafo Rodrigo Baleia, da National Geographic, que conhecemos nesta viagem. Lá vocês vão encontrar muito mais a respeito deste paraíso chamado Amazônia e fotos maravilhosamente belas. Ao contrário das minhas.
Convido vocês também a visitarem Manaus, vocês vão se apaixonar e com certeza, assim como eu, vão querer voltar correndo para os braços da floresta.
Postado por: Thanuci





Paula Signorini - Cada ação e cada escolha que fazemos, gera uma pegada de carbono. Isso
significa que ao longo do nosso dia deixamos para trás um rastro. Como
deixá-lo mais "verde"? Vamos tentar juntos?
Mulher, bióloga, editora, divulgadora de Ciências, paulista, Paula.
Thanuci Silva - Interessada em assuntos relacionados à forma correta com que a população pode colaborar com a preservação da Casa, sem deixar para trás a qualidade de vida dos seres humanos e dos demais habitantes dessa imensa residência. Mais que higiene e educação, o respeito ao meio ambiente também é colaboração. Passe adiante!