ScienceBlogs na Rio+20

O ScienceBlogs como um todo está ajudando a divulgar uma pesquisa que foi lançada pelo governo brasileiro, com o suporte do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas chamada Diálogos da Rio+20.

Para a conferência que ocorrerá logo mais no Brasil, as Nações Unidas e o governo brasileiro buscaram indicações de políticas públicas junto à 10000 atores, especialistas, cientistas de várias áreas e com várias experiências de vida e profissionais e chegaram a uma lista com 100 recomendações relevantes que poderiam ser discutidas na conferência. Essa lista de 100 recomendações pode ser votada por todas as pessoas com acesso à internet, através de um site, lançado pelo secretário geral das nações unidas, Ban Ki-moon.

O site vote.riodialogues.org é uma plataforma onde podemos votar sobre quais dessas 100 indicações consideramos mais relevantes. Os votos serão recolhidos até o dia 14 de junho, ou seja, até amanhã. A promessa é de que a opinião das pessoas poderão ajudar na seleção de 10 temas ou pilares que nortearão as discussões que ocorrerão entre 130 chefes de estado que estarão presentes na Rio+20.

Entre os temas podemos encontrar Cidades Sustentáveis, Inovações para o desenvolvimento da sustentabilidade,  Luta contra a pobreza, Alimentação e nutrição, entre outras. Dê a sua opinião e participe!

 

Lixo Espacial – Por 1º ano D

No espaço existem milhares de estrelas, planetas,  galáxias, asteroides entre outros. Todos esses conduzidos e movidos sem a necessidade ou interferência da mão do homem. E mesmo sem a interferência do homem, na maioria do tempo esses astros não prejudicam a Terra e nem a nós.

Mas com a Ciência e a tecnologia de hoje, o homem quer chegar ao máximo, com isso temos em nossos dias cientistas criando e lançando naves e satélites para o espaço, ficam lá por muito tempo até não servirem ou não ter mais função.

A partir daí entra a parte do lixo espacial, que pode ser composto de detritos de naves, combustíveis, lasca de naves e de tinta, satélites desativados, partes de foguetes, objetos metálicos e até mesmo alguma ferramenta perdida pelos astronautas no espaço durante explorações espaciais. Isso faz nós pensarmos que seja uma pequena quantidade de objetos não utilizáveis no espaço, o que é totalmente o ao contrário, há de mais variados tamanhos e quantidade de peso, gramas e toneladas. De acordo com os dados divulgados em 2008 pela NASA, a agência espacial americana, foram contabilizados aproximadamente 17.000 destroços acima de 10 centímetros, 200.000 objetos com tamanho entre 1 e 10 centímetros e dezena de milhões de partículas menores que 1 cm. Essa quantidade tem um efeito, os acidentes que podem ser provocados, de vez em quando aparecem notícias dizendo sobre algum objeto que caiu em algum lugar e veio do espaço, a média de lixos que reentram na atmosfera terrestre é 35 por mês. Esse é um número e perigo que nem todos entre a sociedade conhecem.

Já foram propostas várias formas para tentar tirar o lixo do espaço e entre elas redes, lasers e fios, mas ainda são simplesmente propostas entre as agências espaciais e seus grupos. Temos que saber que todos os objetos colocados em órbita algum dia voltarão á Terra, assim por enquanto o jeito é tomar cuidado e sempre olhando para cima.

Referencias:

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/lixo-espacial/satelite-colisao-poluicao-orbita.shtml

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lixo-espacial-que-ameacou-estacao-espacial-internacional-era-de-satelite-gps&id=010130090313

Grupo:

Mateus Hikari Tanaka

Ricardo Asabino Gallichio Junior

Murilo Massami Takagi

Gabriel Bable Franco    

Trabalho de produção de conteúdo para web com alunos do Ensino Médio

Durante meu curso de gradução na Unicamp somos “convidados” a fazer estágios em escolas da rede pública de Campinas, onde podemos ter contato e interagir com alunos que possivelmente farão parte da nossa realidade profissional.

Este semestre, meu grupo de trabalho está estagiando na Escola Estadual Culto à Ciência, participando das aulas de Biologia com os alunos do Ensino Médio.

Esta escola, apesar de ser referência no ensino público, apresenta os mesmos desafios de qualquer escola pública brasileira e muitas vezes os professores se queixam de desinteresse e falta de participação dos alunos nas atividades escolares.

Como parte do nosso trabalho na escola, desenvolvemos uma atividade de produção de conteúdo para a blogosfera com os alunos do 1º ano do Ensino Médio D. E vejam só, descobrimos que o Rastro de Carbono está presente nas referências bibliográficas utilizadas pelos alunos nas aulas de Biologia!

Nós instruímos os alunos em como produzir conteúdos para a internet e distribuímos vários temas relacionados ao meio ambiente para que eles pudessem criar à vontade! Além do texto valer aquele pontinho feliz na nota de Biologia, propusemos publicar o texto do grupo aqui no Rastro de Carbono, para que eles pudessem viver esta experiência e para que servisse como estímulo para a realização do trabalho.

Todos os grupos formados na classe entregaram os textos e durante os próximos dias apresentarei a vocês nossos queridos alunos, que nos deram tanta alegria aceitando participar deste projeto e que com muito carinho produziram novos conteúdos para compôr essa infinidade de opções que a interntet proporciona.

O primeiro trabalho que recebemos foi das alunas:

Emily Santos De Faria

Janiscleidy Dos Santos Silva

Natália Leite Lemes

Rafaela Silva Dias

O tema sorteado por ela foi: Enchentes

Enchentes!

As enchentes são catástrofes ambientais causadas geralmente por chuvas intensas e continuas. São causadas por alto índice pluviométrico, desmatamento, assoreamento do leito dos rios, falta de saneamento básico, falta de consciência da população.

As dificuldades enfrentadas em uma enchente são enormes, casas são alagadas, crianças morrem ou perdem familiares, se não morrem afogadas morrem por doenças que são transmitidas através da agua, animais morrem, as doenças transmitidas são: Amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malária, poliomielite, salmonelas, teníase, leptospirose, entre outras, contaminação de alimentos.

Como minimizar os problemas das enchentes: Manutenção e prevenção das áreas verdes, criação de novas áreas verdes, evitar jogar lixos nas ruas para não entupir os esgotos das cidades, estimular a educação ambiental desde crianças, evitar a circulação de carros em lugares com alto índice pluviométrico, programar programas de limpeza em bueiros. São pequenas coisas que podem evitar muitas tragédias!

 

Referências:

Fake shower app. Mais uma do Akatu

Vejam só que novidade interessante o Instituto Akatu trouxe para o Dia Mundial da Água: A app Fake Shower.

O Fake Shower é um aplicativo para iPhone que informa a quantidade de água que desperdiçamos quando abrimos o chuveiro ou a torneira sem necessidade.

Utilizando a intimidade de um casal como exemplo, o software mostra de forma bem humorada como o uso indevido do chuveiro pode levar para o ralo dezenas de litros de água tratada.

Em breve o aplicativo estará disponível na App Store. Enquanto isso, assista ao vídeo de divulgação:

Não conhece o trabalho do Akatu? Saiba mais aqui.

Dia da água: O óleo de cozinha

Passei todo o dia da água pensando em algo interessante para postar como resolver meus problemas com a química.

E falando na química e no día mundial da água, você tem ideia do por quê não se deve descartar óleos vegetais na rede de esgoto?

“Rede pública de óleo”

Os óleos vegetais que comumente utilizamos em casa são extraídos principalmente de sementes: soja, colza, semente de girassol e etc. Estes óleos, por serem menos densos que a água flutuam na sua superfície formando uma camada translúcida de gordura.

Quando na tubulação da rede pública de esgoto, agrega-se a outros resíduos que se encontram no local e pode provocar desde o refluxo de esgoto para dentro das residências até o entupimento da rede. Sem contar o encarecimento do tratamento de água para que ela possa chegar limpa novamente nas residências.

Peixes não fritam coxinhas

Nos rios, o óleo impede que a luz chegue em quantidade satisfatória aos organismos fototróficos (que dependem da luz para obter alimento), impede a troca de gases entre a atmosfera e a água, além de aumentar a quantidade de fósforo e nitrogênio dos rios causando a eutrofização das águas.

Da soja virás, à soja não retornarás

Já no solo, os óleos vegetais podem causar a impermeabilização das raízes e das folhas dificultando as trocas gasosas e a absorção de nutrientes das plantas.

Para onde, manolo?

Para a nossa alegria (hehe), existem milhares de Postos de Entrega Voluntária de Óleos de Cozinha espalhados pelo país, basta se informar na sua cidade. Além disso, condomínios residenciais e grandes empresas tem seus próprios postos de recolhimento. Normalmente, este óleo coletado será utilizado na fabricação de sabão caseiro e depois vendido. Conheço até empresas que destinam a renda dos sabões à instituições de caridade locais.

Acomode seu óleo de cozinha usado em garrafas pet 2L e leve até um posto mais próximo!

Aproveitando o assunto, gostaria de compartilhar com vocês este vídeo rápido, muito rápido mesmo do Ideia Sustentável, que mostra uma reação em cadeia provocada pelo descarte incorreto do óleo de cozinha usado.

Solo Amazônico. Uma riqueza por si só mantida

O Monitoramento feito pelo Boletim do Desmatamento, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) detectou, durante o mês de Dezembro de 2011, 40 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia Legal. A maior parte do desmatamento está em áreas privadas ou outros tipos de posse, seguidas de assentamentos de reforma agrária, unidades de conservação e terras indígenas.
O solo amazônico é composto em sua maior parte por minerais argilosos ou mesmo arenosos, caracterizando um solo pobre em matéria orgânica. Toda sua diversidade e beleza é mantida em virtude de uma fina camada de nutrientes proporcionada pela biomassa da floresta (folhas, galhos e frutos senescentes), aliada a um regime pluviométrico favorável e aos microrganismos que habitam o solo.
Os solos desmatados, como os detectados pelo Imazon, perdem rapidamente a matéria orgânica original e seus microrganismos, tornando-se infértil e deixando produtores locais sem meios para recuperar a fertilidade observada no início do cultivo.
Há importantes estudos brasileiros sobre os impactos ambientais do desmatamento na Amazônia, dentre eles podemos destacar o trabalho de Lira et. al., o qual avaliou os impactos ambientais do uso da terra em áreas de assentamento. Este estudo levou em consideração os processos migratórios para a região estudada e os impactos ambientais ocasionados por eles.
Os autores destacam em seu trabalho sistemas de produção inadequados para as condições agroecológicas locais, como o corte e queima (da vegetação primária e secundária) e a adoção da pecuária extensiva em larga escala.
A superexploração dos recursos extrativistas, a ausência de critérios ecológicos e o curto ciclo de utilização da terra, são outras práticas que produzem impactos ambientais negativos, citados por Oliveira (1998) em seu trabalho com os seringueiros do estado do Acre, trabalho também citado por Lira et. al.
Por este motivo, e por tantos outros,  é importante a produção associada a planejamentos que considerem a manutenção dos ecossistemas naturais e também a recuperação de áreas degradadas. Estes planejamentos compõem os Sistemas de Uso da Terra, também chamados de SUT.

Os microrganismos, principalmente a  mesofauna, atuam indiretamente na decomposição da matéria orgânica. José W. de Moraes et. al., em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto do Rio Solimões,  registrou os primeiros dados sobre a riqueza da mesofauna do solo em SUTs de comunidades ribeirinhas da Amazônia Ocidental. Este estudo mostrou que SUTs do tipo roça parecem manter uma gama de organismos do solo semelhantes ao da floresta primária, ao passo que o sistema agroflorestal apresenta composição semelhante ao das pastagens.

Outros organismos importantes na manutenção da saúde do solo que são perdidos com o desmatamento são os fungos micorrízicos arbusculares (FMAs), os quais garantem uma absorção rápida dos nutrientes do solo pelas raízes antes que estes sejam levados pela lixiviação. A eficiência destes fungos em sistemas de uso na Amazônia foram analisados por pesquisadores brasileiros, trabalho de Silva, G. A et. al., publicado na Revista Acta Amazonica, no ano de 2009.

Portanto, estudos sobre as melhores formas de utilização do solo e ações que valorizam os produtos amazônicos, é de suma importância para manutenção dessas áreas. Auxiliar os produtores locais na escolha do uso da terra e reconhecer os limites da exploração dos recursos da região, permite que o manejo preserve condições cruciais encontradas em sistemas naturais e que mantém sua diversidade, quando utilizadas corretamente.

Referências bibliográficas e leituras sugeridas:

  1. SILVA, Gláucia Alves e; SIQUEIRA, José Oswaldo; STÜRMER, Sidney Luiz. Eficiência de Fungos Micorrízicos Arbusculares Isolados de Solos Sob Diferentes Sistemas de Uso na Região do Alto Solimões na Amazônia. Acta Amazonica, v. 39, n. 3, p.477-488, 2009.

  2. MORAES, José W de et al. Mesofauna do Solo em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto Solimões, AM. Ecology, Behavior And Bionomics: Neotropical Entomology, v. 39, n. 2, p.145-152, abr. 2009.

  3. OLIVEIRA, R. L. Extrativismo e Meio Ambiente: conclusões de um estudo sobre a relação do seringueiro com o meio ambiente. In: HOMMA, A. K. O. Amazônia: meio ambiente e desenvolvimento agrícola. Brasília, 1998.

  4. de LIRA, E. M.; Wadt, P. G. S.; GALVÃO, A. de S.; RODRIGUES, G. S. Avaliação da capacidade de uso da terra e dos impactos ambientais em áreas de assentamento da Amazônia ocidental. Revista de Biologia e Ciências da Terra, v. 6, n. 2, 2006.

Danoninho para plantar versão 2011

Esta semana, mais uma vez acompanhei o plantio das mudas obtidas pela campanha Danoninho Para Plantar, realizada pela Danone.

Assim como no ano de 2010-2011, as mudas estão sendo plantadas pelo competente Instituto Ipê, que há 20 anos atua no ramo de pesquisas ecológicas.

O reflorestamento está ocorrendo às margens da represa Atibainha, a qual faz parte do complexo de abastecimento Cantareira, responsável por disponibilizar água para aproximadamente metade da cidade de São Paulo. A área, de propriedade da SABESP, estava tomada pelas gramíneas e por outras espécies exóticas. Aos poucos a área está sendo recuperada e deixando de ser pastagens para cavalos e gados.


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Atualmente, já foram plantadas 89.092m² de espécies da mata atlântica, as quais estão recebendo as devidas manutenções até que atinjam um estágio independente de maturidade. Para o ano de 2012, está previsto atingir 220.000m² de reflorestamento.

A campanha Danoninho Para Plantar também conta com projetos de educação ambiental nas escolas de Nazaré Paulista. No ano passado, as escolhas que utilizaram a Cartilha do Dino e enviaram seus relatórios de atividades, foram premiadas com cursos de formação em educacão ambiental ministrados também pelo Instituto Ipê, que apresenta esta linha de pesquisa.

Este ano, a novidade do projeto é o Álbum do Dino, um álbum de figurinhas virtual com animais em extinção, informações sobre os biomas brasileiros em que vivem e curiosidades sobre estes animais.

Me deixa muito contente saber que a Danone firmou esta pareceria tão sólida com os pesquisadores do Ipê, o qual tem realizado trabalhos belíssimos durante esses 20 anos.

Abaixo, fotos do plantio feito pelas crianças da região.


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Acabou a sacolinha grátis. E agora?

Lixo na Julio Mesquita - Blog do Mílton Jung - Creative Commons

Entra em vigor hoje, 25 de Janeiro de 2012, o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente que interrompe a distribuição gratuita de sacolas plásticas descartáveis (biodegradáveis ou não) aos consumidores. Isso significa que além de chover releases de supermercados eco-friendly na minha caixa de entrada, a partir de hoje, se você quiser acomodar suas compras em sacolas plásticas descartáveis você terá que pagar por elas. Os valores giram em torno de R$0,19 por unidade.

Todos os supermercados aderiram? Não. Mas 1,2 mil aceitaram o acordo, o que representa aproximadamente 95% dos associados da APAS.

E não adianta arrancar os cabelos e vir com aquela desculpa de que você não terá onde pôr seu lixo. Você terá, mas dessa vez, aposto que você vai levar só as sacolas necessárias para casa. Além disso, separando o lixo corretamente e destinando-o para a coleta seletiva, haverá espaço de sobra para aquilo que realmente interessa ser descartado.

Sei que muitos consumidores estão sofrendo antecipadamente com esta medida, mas a dica da vez é se informar. Sabemos que estas medidas podem ser eficazes se a população foi instruída a lidar com o lixo doméstico, a dá-lo o destino correto. Ou seremos apenas uma população com lixo solto, ao invés de lixo ensacado.

Alguns supermercados já começaram a veicular folhetos informativos e a preparar seus funcionários para informar a população sobre o acordo. E apenas a exemplo, este não é um post pago, o Carrefour São Paulo promoveu um programa de informação e conscientização para 32 mil colaboradores que visa ajudar seus clientes nesse processo de mudança. O programa consiste em informar sobre os danos causados pelas sacolas, soluções alternativas de transporte de compras e como manejar corretamente o lixo doméstico.

Sinceramente acho que o acordo tem seu valor, apesar das lacunas que sempre ficam para trás. Portanto, o questionamento remanescente é o seguinte: e o resto do lixo?

Gostaria que os consumidores aprendessem a destinar corretamente o lixo antes de uma medida que retira do seu cotidiano algo que eles ainda nem aprenderam a abrir mão. Nem mesmo sabem que a vida doméstica pode ser a mesma em tempos de sacolas racionadas.

Duas horas dentro de um supermercado. Infernal.

Sou uma criatura que odeia aglomerações de pessoas como shoppings lotados e etc. Se eu pudesse, compraria até pães pela internet. Mas como isso não é possível, sou obrigada a gastar minha saúde em caldeirões infernais chamados supermercados.

Nesta sexta-feira, saímos de casa mais cedo (Panaggio e eu), para fazer compras no supermercado mais “barato” próximo da nossa casa: o Wal-Mart do Shopping Dom Pedro, aqui em Campinas.

Chegando lá, meu namorado e eu, encontramos vários produtos na promoção e enchemos o carrinho. Entretanto, ao passar pelo caixa, a surpresa: 4 itens com preços errados. Eu achava que o supermecado lotado era o inferno, mas foi aí que o caldeirão ferveu.

É direito do consumidor, caso haja discrepância entre o valor da etiqueta e aquele passado no caixa, o pagamento do menor valor apresentado.

Um gerente do loja disse que teríamos todo o nosso dinheiro gasto com aqueles produtos com preços incorretos devolvido. Mas a moça do atendimento se recusou a devolver na ausência do gerente (que nos deixou ao relento e foi resolver “coisas mais importantes que nós”).

Passamos mais de uma hora para resolver o problema dos preços errados e procurando o gerente dentro do supermercado, até ele ser anunciado e mandar outro gerente no lugar para tentar resolver nosso problema.

Veja bem, quase 90% da minha compra de supermercado são produtos congelados. Eu não tenho tempo para cozinhar, portanto, eu como essas coisas todas que nós colocamos no freezer e depois esquentamos no microondas.

Depois deste tempo todo esperando um outro gerente resolver o nosso problema, adivinha o que aconteceu com a nossa comida? Derreteu, óbvio. Um calor infernal, um shopping lotado feito fila do bandejão, só podia dar nisso.

Eu passei este tempo todo buscando meu direito de consumidora e de brinde perco aquilo que paguei?

Exigimos que todas as nossas compras derretidas fossem trocadas por outras. E foram, finalmente. Junto com elas, recebemos R$16,00 que gastamos comprando coisas com preços diferentes daqueles apresentados nas prateleiras.

Sempre conferimos a nota fiscal antes de seguirmos para casa, e mesmo que a diferença seja de R$0,10, pedimos nosso dinheiro de volta. É um direito nosso.

Para nós que compramos um item apenas, a diferença parece pequena, mas para as pessoas que compram 100 itens com a diferença de R$0,10, são R$10,00 de prejuízo! Logo, me sinto no dever de zelar pela compra de outras pessoas, afinal, gostaria que elas fizessem o mesmo por mim.

Agora, o Mr. Wal-Mart que jura ser uma empresa preocupada com o meio ambiente, além de ensacar minhas compras em outros estabelecimentos com outra sacola plástica para evitar roubos (assunto para outro post) ainda me faz desperdiçar comida e meu precioso tempo? Faça-me um favor…

Rapidinha Curiosa da Semana: Rios Voadores

Ventos alísios (que alisam a superfície terrestre) vindos do Oceano Atlântico, ficam mais úmidos quando passam pela floresta Amazônica. Isto ocorre devido a grande quantidade de terpenos liberados pela floresta, que juntamente com a grande concentração de radiação incidente na região formam núcleos de condensação, consequentemente, nuvens!

Ao passar pela floresta, os ventos úmidos seguem em direção ao Chile e batem no imenso paredão da Cordilheira dos Andes. Este “choque” direciona a chuva para o interior do continente fazendo com que estas regiões também recebam chuvas, as quais não chegariam na mesma concentração se o relevo da Cordilheira não fosse o que conhecemos atualmente e se a floresta não existisse ali. Mais um ponto para a Floresta Amazônica!

Mas, por que Rios Voadores?

Nesse esquema todo são transportados em torno de 3000m3 de água, volume maior que a vazão do Rio São Francisco.

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Rapidinhas de períodos de prova na Unicamp, a gente vê por aqui. 😉

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