É, infelizmente caiu um adjetivo!
Não é privilégio do Ronaldo Fenômeno brilhar, como nosso querido Zina sempre diz!
Depois desse artigo que li, não vai ter graça se alguém, algum dia, por bondade ou pena que seja, falar que sou "brilhante" (pff, como se isso fosse acontecer...)!
Um estudo publicado na revista Plos One (conteúdo aberto, em Inglês) demonstrou que nós emitimos luz (numa quantidade baixíssima, claro) de modo variável durante diferentes momentos do dia.
Já se sabia por pesquisas anteriores (Sauermann et al., 1999) que o corpo humano realmente brilha, mas numa intensidade mil vezes menor do que nossos olhos conseguem captar. Essa emissão fraca de luz é característica de praticamente todos os seres vivos, e acredita-se que seja um subproduto das reações bioquímicas que envolvem radicais livres.
A captação da luz emitida pelo corpo dos voluntários deste estudo foi possível pelo aprimoramento de um sistema de captação de imagem MUITO poderoso, com capacidade de detecção de um único fóton, que são as partículas que formam a luz. As imagens resultantes desse experimento foram obtidas ao longo de três dias (das 10 horas da manhã às 22h da noite) em intervalos de três em três horas, quando os voluntários eram expostos a esse sistema de imagem por 20 minutos.
A flutuação da intensidade da luz emitida pelos voluntários variou durante o dia, sendo que o resultado mais baixo foi registrado em torno de 10h da manhã, e o pico de emissão foi registrado em torno de 16h da tarde, fato que os pesquisadores acreditam estar diretamente ligado ao nosso relógio biológico.
Outro dado interessante foi a observação que o rosto dos participantes brilhou mais do que o resto do corpo (como pode-se ver nas imagens), sendo que os pesquisadores propuseram ser influência de componentes fluorescentes da melanina, o pigmento produzido por nossa pele para nos proteger da radiação solar.
Para um dos pesquisadores do estudo, espera-se que essa nova tecnologia de detecção de imagem seja capaz de auxiliar a constatação de condições médica, uma vez que essas variações na emissão de luz estão ligadas ao metabolismo do indivíduo.
Interessante, não? Já não precisamos mais ter tanta, pelo menos inveja dos vagalumes, afinal, também temos um tipo de bioluminescência!
Li na Plos One
Kobayashi, M., Kikuchi, D., & Okamura, H. (2009). Imaging of Ultraweak Spontaneous Photon Emission from Human Body Displaying Diurnal Rhythm PLoS ONE, 4 (7) DOI: 10.1371/journal.pone.0006256
Rafael Soares - Biólogo formado pela UNESP - Rio Claro e doutorando pela Biotecnologia da USP. Realiza pesquisa na área de terapia gênica do câncer.


Comments (10)
Aviso para a galera "new age": Isto não tem nada a ver com AURA e afins, ok?
Posted by: Rafael |RNAm| | julho 27, 2009 11:23 AM