Bate papo sobre as preocupações e os anseios de um educador e de um cientista.

EDUCACAO-CIENCIA-E-PROFISSAO.jpg

As preocupações e os anseios de um educador e um cientista com relação à educação, o papel das Universidades e o acesso da população aos meios científicos. 

Aqui, um dos blogueiros do RNAm conversa com um grande amigo apelidado Sangue, professor do Estado há alguns anos, sobre a educação, o método científico e tudo mais.

Esta conversa não foi planejada, simplesmente surgiu pelo msn, e foi transcrita praticamente sem alterações. Por isso desculpem a informalidade e elogiem a franqueza.

E, claro, nos digam o que acham de tudo isto.

Leiam a conversa clicando abaixo:

(mais…)

RNAm no programa E-Farsas

e-farsas.jpgSabadão estaremos no famoso programa E-Farsas!
Muito antes do Fantástico ter aquele quadro Detetive virtual, o Gilmar já sentava o sarrafo na falta de noção digital.
Ele vai ao ar na JustTV sábado dia 28/12 às 18h30. Neste dia seremos “nozes” do RNAm que iremos apresentar nossas farsas.
Caso você perca, o programa cai no YouTube e logo será postado aqui.
Bjomeassista

RNAm no “I Foro Iberoamericano de Comunicación y Divulgación Científica” – Quantificando a Divulgação Científica.

Faz tempo que eu e o Rafael (ele muito antes, certamente) temos vontade de extrair informações sobre os nossos textos, em especial, sobre os comentários que aparecem em alguns deles.
Aliando esse pensamento ao fato de sermos dois nerds inveterados, nos enfiamos de cabeça em áreas de pesquisa dominadas pelas Ciências Humanas, as Análises de Discurso e de Conteúdo, e tentamos analisar alguns dos comentários presentes no texto que é o ‘carro-chefe’ do RNAm: Bicarbonato de sódio NÃO cura o câncer. Esse texto, publicado em 25 de Novembro de 2008, sempre rende muitos acessos diários, e já está ultrapassando a barreira dos 400 comentários.
Como resultado inicial, apresentamos para vocês o trabalho ‘Argumentação em blogs científicos: uma análise dos comentários’, que foi apresentado na primeira edição do Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, que está sendo sediado pela UNICAMP entre os dias 23 e 25 de Novembro de 2009.
LogoForo.jpg
Deixo para vocês partes do trabalho apresentado. A versão final do poster será disponibilizada pelo Rafael (que está perdido por Campinas ainda) em breve.
Considerações Iniciais
Weblogs (blogs) vêm sendo usados cada vez mais por divulgadores de ciência. Uma das características mais interessantes desta ferramenta é a possibilidade de leitores deixarem comentários sobre o texto publicado na rede. Esses comentários permitem entender melhor como o leitor recebe, entende, e sua opinião sobre um determinado assunto.
Objetos de Análise
Neste trabalho, analisamos o conteúdo dos comentários de um texto de blog de divulgação científica que gerou grande discussão.
O texto em questão trata de uma crítica à falta de embasamento científico de um tratamento alternativo de câncer, usando bicarbonato de sódio, que circulou pela internet como um “spam”. A crítica do texto ao tratamento levantou nos comentários várias críticas aos tratamentos usuais baseados em evidência científica, creditando tratamentos alternativos não comprovados.
Principais Argumentos Idenfiticados
Desconfiança da ciência e da medicina atual:
“Quimioterapia é um tratamento cruel. Acaba com a qualidade de vida da pessoa.” “Quantas pessoas morrem deste mal com os ‘tratamentos’ disponíveis.”
“A maior causa de morte nos EUA são causadas pelo uso de medicações.”
Resistência da ciência a idéias novas:
“(…) a teoria da relatividade foi ridicularizada no início e só depois respeitada (…).”
“O meio acadêmico tem seus vícios (…) e nem sempre aceita novidades”.
“Tudo que é simplista é discriminado”
Confiança em tratamentos alternativos:
“A medicina chinesa tem sido testada e comprovada há mais de 5 mil anos” “Enema de café também cura câncer”
“Se o bicarbonato não traz males, bem ele trará”
Confiança em tratamentos alternativos:
“A medicina chinesa tem sido testada e comprovada há mais de 5 mil anos” “Enema de café também cura câncer”
“Se o bicarbonato não traz males, bem ele trará”
Lobby de indústrias farmacêuticas:
“Organizações não querem perder recursos e idéias que surgem fora de suas castas acabam por ser ceifadas”
“Estão mais preocupados com as cifras do que com a saúde pública”
“Industrias farmacêuticas ganham muito dinheiro com outros tipos de tratamento”
Inversão do ônus da prova:
“Quem tem agora que provar que o bicarbonato não cura cânceres são aqueles que contradizem a idéia.”
“Não tem coragem de colocar a cara a risco pra testar a nova idéia e fica criticando”
“Por que não faz alguns testes em laboratório e tente descobrir algo mais profundo[?]”
Além dos argumentos contrários à critica do texto, contabilizamos também pedidos de ajuda, como receitas do tal tratamento, por exemplo.
“Você poderia me fornecer o telefone deste médico?”
“Posso tomar bicarbonato com água?”
“(…) qual a quantidade em gotas a usar por cada copo?”
Os Resultados
Vou deixar por aqui os dois gráficos originados dessa análise, e, em breve, completaremos esse texto com as nossas conclusões.
Graf2Foro.jpg
GrafForo.jpg
Enquanto isso, gostaria de lançar um desafio aos nossos leitores: quais seriam as conclusões que VOCÊS tirariam de uma análise que trouxesse esses resultados? (cliquem nos gráficos para vê-los em tamanho maior)
Aguardamos suas respostas nos comentários!

Aguentar as m*rdas da sua mãe tem lá suas vantagens. (se você for um besouro)

Dizem que nada supera o amor de mãe… conhecemos histórias de mães que se sacrificam por seus filhos, lendas de mães que ergueram carros sozinhas para conseguir libertar um filho atropelado e outras histórias do gênero.

No mundo animal também temos exemplos notáveis de cuidado maternal, mas um em especial me chamou a atenção: as fêmeas do besouro Neochlamisus platani fazem de tudo para proteger seus filhotes, como construir um casulo. 

De cocô.

(depois de uma pequena pausa para que todos possam dizer “Eeeeeeeca, que nojo!”, voltamos com a programação normal)

casebearingbeetle.jpgTemos aqui mais um caso da “Enciclopédia Bizarra do Mundo Animal”. As fêmeas de N. platani constroem uma carapaça-extra em suas costas que traz dá maiores chances de os filhotes chegarem à vida adulta.

E tem gente que acha que teve uma infância/adolescência de m*rda… (trocadilho infame incontrolável, foi o último… eu acho). Esses besouros servem de exemplo prá qualquer adolescente do tipo “ninguém me entende”, “meus pais não me entendem”. Aliás, imagina se a mãe do Renato Russo fosse uma fêmea de N. platani? “Pais e Filhos” seria uma música completamente diferente ; )

Essas fêmeas encasulam sua cria em uma cápsula feita de suas próprias fezes. Após a postura dos ovos, selam cada um deles em um casulo com formato de sino. As larvas eclodem e fazem algumas modificações na estrutura do casulo, como um furo no “teto”, além de aumentarem o tamanho do casulo com seu próprio excremento. 

Prá finalizar imagine esse besourinho esticando sua cabeça para fora do casulo e fazendo o mesmo com suas pernas: temos aqui um casco semelhante ao das tartarugas, que confere grande proteção ao inseto e serve de “moradia móvel” até a idade adulta.

Além dessa moradia os besouros N. platani têm formas de “tunar” seus casulos protetores. Uma das adições à estrutura inicial são pêlos (ou tricomas) de plantas hospedeiras. Esses tricomas são adicionados ao interior e exterior do casulo e possibilitam uma proteção extra contra eventuais predadores, como foi demonstrado num artigo publicado no periódico Animal Behaviour.

ResearchBlogging.orgOs autores do trabalho apontam que o material fecal é excelente para construção pois combina maleabilidade com baixo custo de “produção” (a não ser que você tenha hemorróidas ou intestino preso), além do reforço do material vegetal não digerido.

O artigo publicado na Animal Behavior testou se o casulo fornecia proteção real colocando larvas de N. platani contra três predadores: um grilo, uma ‘maria-fedida’ (Pentatomideae) e a aranha Peucetia viridans (aranha lince verde). Quando a larva do besouro estava dentro do casulo era muito menos provável que fosse atacada do que quando estava em terreno aberto, desprotegida (quando foi vítima dos 3 predadores). A adição dos tricomas à estrutura fez com que os ataques dos grilos fossem evitados apesar de não ter funcionado contra as marias-fedidas. Mesmo com esses resultados os pesquisadores argumentam que o efeito protetor desse casulo no meio ambiente é realmente grande, o que pode não ser constatado quando se coloca a pobre larva numa placa de Petri de cara com seus predadores.

casulo.jpg

Não é só um casulinho bonito… é forte também ;)

Pensando no que aconteceria no meio ambiente, primeiro o predador precisaria perfurar o casulo, o que não é tarefa fácil. Caso conseguisse, encontraria vários tricomas armazenados no interior… e esses tricomas têm ação irritante, exististindo ao menos mais um inseto (um crisopídeo da ordem Neuroptera) que também usa esse artifício para afastar predadores.

Outro fato que depõe a favor da importância desses casulos são indivíduos preservados em âmbar (lembram do mosquitinho no filme Jurassic Park?) que mostram que esses besouros já construíam esses casulos de material fecal há pelo menos 45 milhões de anos. 

Apesar de que, se eu pudesse fazer uma contribuição na construção desses casulos, usaria material vegetal de eucaliptos e talvez convidasse a aranha vegetariana-que-gosta-de-incenso e usa Macintosh que vi outro dia no Rainha Vermelha, para ajudar numa decoração “odor-free”.

Brown, C., & Funk, D. (2009). Antipredatory properties of an animal architecture: how complex faecal cases thwart arthropod attack Animal Behaviour DOI: 10.1016/j.anbehav.2009.10.010

A encenação da defesa de tese

homertrix.jpg

Defesas de tese. A linha de chegada de toda pós-graduação.

Pode ser mestrado ou doutorado. Pode ser com apresentação ou só entregar a tese escrita. Pode ser sozinho ou com uma banca de 6 ou até mais professores. A sua banca (o júri que avalia se você esta pronto para ostentar o título de doutor) pode ser composta só por amigos ou ter algum inimigo. (sim, cada departamento, mesmo dentro de uma mesma universidade, é diferente.)

E tem os prazos pra defender, para juntar a papelada toda, conseguir marcar a data com todos os professores da banca…

Eita estresse!

E por que chama defesa? Ora, não é óbvio? Porque o pós-graduando precisa se defender das flechadas da banca. Perguntas pontiagudas sobre o trabalho da tese ou sobre a área onde ela se encontra. Pode-se rebater com um bom escudo ou desviar no melhor estilo “Matrix” da saraivada de balas que saem das escopetas dos professores.

Ao final de tudo isto, o pós graduando será laureado com a honraria de Mestre, ou Doutor!
Que pompa!

Mas e se o candidato não estiver à altura do título?
E se fez um trabalho meia-boca, ou interpretou os dados de maneira errada, ou se ficar claro que o orientador ou outro aluno é que fizeram todo o trabalho? O que acontece?

cao graduado.jpg

Acontece que ele TAMBÉM será laureado com a honraria de Mestre ou Doutor!
Que bomba!

Pois é meu amigo. Isto é o que acontece nas pós-graduações das melhores e maiores faculdades do Brasil. Não estou falando de qualquer FAFUP (Faculdade de Funilaria e Pintura) da vida não.
Isto acontece na USP, UNICAMP, UNESP, e por aí vai. Digo que ocorre pelo menos na área que eu conheço, a das biológicas.

Em poucas palavras: NÃO SE REPROVA ALUNO NAS DEFESAS!

Exceção parece ser o pessoal de exatas. Lá parece que o pau quebra solto. E parece que em outros países também é diferente (veja um relato no Brontossauros no meu Jardim). Mas nos vários departamentos que eu conheço e ouço falar, ninguém reprova mesmo.

E por que isto acontece? É a velha politicagem. Se eu for professor da banca e descer o pau no aluno que se mostra ruim, posso estar gerando mal estar com o professor que orienta este aluno, ou mesmo baixando o conceito do departamento de pós-graduação, que deixaria de somar mais um doutor formado ali. Situação chata né?

politica-raposas.jpg

Então o que todos os departamentos fazem? Acabam passando todo mundo! E eu já vi cada absurdo que dá até dó.
Claro que isto põe em cheque a qualidade dos doutorzinhos por aí. E também desanima saber que o meu titulo, que será conquistado com tanto suor e lágrimas, terá o mesmo valor deu um aluno medíocre empurrado com a barriga pelo sistema.

Um amigo meu uma vez disse que se colocassem um macaco no departamento “piii…” da USP, depois de 3 anos ele se forma doutor. É só alguém preencher as fichas por ele.
E eu acho engraçado que a maioria das pessoas que vão defender fica nervosa e com medo de não passar. Daí eu pergunto “você já viu ou ouviu falar em alguém que não passou?”, e sempre a resposta foi “não”. Então porque o nervosismo? Não querer fazer feio é uma coisa, mas o seu título já está garantido. Relaxa e goza.

Old_Dragon____by_MichiLauke.jpg

Por isso criei para as defesas de tese o termo “Dragão Banguela”: assusta, mas você sabe que não vai te machucar.

Garrafas, garrafas… briga de bar também é Ciência!

barfight.jpgImagine o seguinte: você está num bar, e de repente começa uma confusão aqui, outra ali… e a pancadaria se torna generalizada.Quem já esteve nessa situação (como eu) sabe como uma cena (com “c” viu Sasha?) dessas é assustadora… principalmente quando as cadeiras do lugar começam a passar voando sobre a sua cabeça.
Uma coisa que nos acostumamos a ver em filmes é a clássica “cena da garrafada”. Um zé qualquer pega uma garrafa e estilhaça na cabeça do ser humano ou não mais próximo. Em filmes BEM toscos, geralmente o cara se dá o direito de terminar a cerveja da garrafa que vai usar, antes de mandá-la com tudo no cuco de alguém.
Aí vocês pensam “Certo, mas do que diabos você está falando? Briga de bar?”
Sim crianças, briga de bar! Mais especificamente, o estudo que comentarei hoje trata do estrago que uma garrafada bem dada pode causar na cabeça de quem a receber. E, claro, estou falando de mais um texto da nossa série IgNobel no RNAm!
ResearchBlogging.orgO trabalho publicado no periódico Journal of Forensic and Legal Medicine foi realizado na Suíça por uma equipe de pesquisadores especializados em Ciências Forenses. E ele trata justamente do estrago que uma garrafada bem dada pode causar na cabeça de quem a receber.
De acordo com os autores do trabalho (e de qualquer um que já tenha passado por um apuro desses num risca-facas da vida), quando uma garrafa é usada como arma para golpear um oponente, podem acontecer duas situações básicas: ela se quebra e dá origem a um ferimento em forma de corte (que pode ser bastante profundo, dependendo do seu azar/sorte), ou, num caso pior, ela não quebra e causa um sério ferimento em forma de concussão.
garrafa1.jpg
Pensando nessa diferença, os autores investigaram se garrafas de cerveja de 500 ml (humm… ler isso me deu sede) são mais propensas a se quebrar quando estão cheias ou vazias. Na outra parte do trabalho, eles avaliaram se uma garrafada possui energia suficiente para causar uma fratura ao crânio humano.
drop_tower4.jpgPara testar as propriedades de fratura das garrafas utilizadas, os suíços utilizaram um equipamento chamado torre de queda livre (tradução do termo em Inglês drop tower, corrijam-me se eu estiver errado), que você pode ver na imagem ao lado (a setinha branca mostra o local em que a esfera de metal fica armazenada antes de ser lançada na garrafa).
O experimento foi o seguinte: uma esfera de metal de 1kg foi lançada da torre de diferentes alturas (entre 2m e 4m) numa garrafa de cerveja com um molde de argila que simula a área de impacto de uma pancada com uma garrafa, distribuindo a energia do golpe igualmente. Os resultados, claro, foram analisados em seguida.
drop_tower3.jpg

Garrafa pronta para receber o impacto


As garrafas cheias se quebraram em impactos com 30 J (joules) de energia, enquanto as garrafas vazias precisaram de uma energia de 40 J para se partirem na queda. No entando, nas duas situações as quantidades de energia observadas são suficientes para se fraturar um crânio humano.
Sem grandes explicações físicas, em todas as condições experimentais analisadas, foi constatado que as garrafas de cerveja podem fraturar gravemente o crânio humano, servindo como instrumentos perigosos em qualquer disputa física.
Conclusão do artigo: numa briga, tome MUITO cuidado se alguém tiver uma garrafa nas mãos, e, principalmente, pense duas vezes antes de usar uma, agora que você sabe do estrago que o uso desse tipo de “arma” pode causar.
DanielPowell.jpgAliás, se você ainda não se convenceu disso e quer continuar acreditando nos filmes de pancadaria, dê uma olhada na imagem ao lado, retirada de um artigo no site britânico de notícias Metro que descreveu um ataque que um adolescente sofreu de um grupo de imbecis.
Se você tinha alguma dúvida sobre o perigo que trazer uma garrafa prá uma briga pode ter, espero que tenha desaparecido agora… As minhas com certeza desapareceram.
Quanto ao mérito do artigo, entrou na categoria “OK, vocês demonstraram algo meio óbvio, não acham?” então, como vocês já sabem: IgNobel prá eles!
Bolliger, S., Ross, S., Oesterhelweg, L., Thali, M., & Kneubuehl, B. (2009). Are full or empty beer bottles sturdier and does their fracture-threshold suffice to break the human skull? Journal of Forensic and Legal Medicine, 16 (3), 138-142 DOI: 10.1016/j.jflm.2008.07.013

Plagio da reitora da USP. A culpa é de quem?

Normal
0
21

MicrosoftInternetExplorer4


/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Table Normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

disse várias vezes aqui: cientistas não são santos,
certo?

A notícia da Folha assusta pelo alvo. Não só uma cientista,
mas a própria REITORA DA USP, Suely Vilela!

Resumindo a notícia: A pesquisadora e reitora, juntamente
com mais 10 pesquisadores, publicaram um trabalho em 2008 baseado no trabalho
de uma aluna de doutorado. Três das imagens utilizadas e dois parágrafos são idênticos
a um trabalho de 2003 de um grupo da UFRJ. E ainda trocaram as espécies no processo: o paper da UFRJ trata de Leishmania enquanto o da USP trata de Trypanossoma.

O grupo carioca deu o alarme e a USP, em nota da própria reitoria, diz que vai apurar.

Compare as imagens você mesmo:

plágio reitora usp imagem.jpg

A reitora se defende dizendo que a parte dela (sim, um
trabalho pode ser dividido em várias partes) está certa e não tem nada a ver
com as imagens clonadas. A tal aluna não foi encontrada.

Acredito na reitora. É muito difícil, em um trabalho com várias
partes, todos os co-autores estarem a par de cada experimento. A culpa recairia
mais em quem era responsável pelo experimento e seu orientador.(Importante aqui é não colocarem um aluno desaparecido do mundo científico como testa de ferro)

Claro que este é mais um caso da fragilidade da ciência, que
na verdade não é diferente de qualquer relação humana: ela depende da confiança
nos colegas.
Mas, feita a besteira, só se pode pedir desculpas ao grupo
carioca e publicar uma retratação na revista onde foi publicada a fraude.

E não faça mais isso, cientista feio!

.

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM