Podcast do Scienceblogs Brasil: atacando outra mídia

radio_toaster_opt.jpgAqui está o link para o Dispersando, o podcast oficial do Scienceblogs Brasil.
Podcast, pra quem nunca ouviu a explicação que já é um clichê, nada mais é que um programa de rádio na internet. Você pode ouvir na hora ou baixar o arquivo para ouvir quando quiser.
Você pode se perguntar (ou não, mas eu me perguntei): Porque fazer um podcast se podem só escrever sobre qualquer assunto?
Além de ser mais dinâmico, o podcast possibilita a conversa informal, que pode ser bem mais interessante de acompanhar. E eu acho que as pessoas tem uma tendência a gostar de outras mídias mais “diretas”, ouvindo ou assistindo vídeos. Como os vídeos ainda não saem, saiu o som.
Já foram gravados 4 programas, dos quais já participei de 3. Já falamos sobre divulgação científica, o incêndio no Butantan, generalizações e o último sobre o humor na ciência.
Todos bem descontraidos e informativos.
Então, se quiser ouvir a bela voz deste que vos escreve, OUÇA O DISPERSANDO!!!

Como melhorar, na prática, a qualidade da pesquisa no Brasil

Como melhorar o nível da pesquisa brasileira?
Primeiro vamos comparar a nossa pesquisa com a de outros países para ver se realmente estamos tão mal assim. E estamos.
Usando o exemplo dos laboratórios de pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que trabalham com câncer, apesar dos trabalhos publicados terem subido de 4 para 100 por ano nos últimos 20 anos, a qualidade ainda deixa a desejar. Qualidade para o pesquisador básico é a qualidade da revista onde foi publicado o trabalho, onde Nature e Science são os sonhos de consumo, mas há diversas outras com diferentes impactos.
Comparando com a Espanha, que investe o mesmo montante em pesquisa básica, estamos 20% abaixo em qualidade e 40% abaixo da média mundial. Como melhorar?
Uma idéia apresentada em uma palestra na FMUSP sobre o Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) vem justamente tentar melhorar a qualidade da pesquisa em câncer, pelo menos na FMUSP.
Existem entre 30 e 35 grupos nos laboratórios de investigação médica (LIM), com linhas de pesquisas e objetivos diferentes dentro da FMUSP. Aumentar a interação destes labs para alguns objetivos comuns ou mesmo orientá-los para focos que a sociedade tenha urgência, pode gerar trabalhos mais amplos, completos e de maior qualidade (= maior impacto). Este é o objetivo do setor de pesquisa básica do ICESP, que ainda levará um tempo para estar funcionando, mas terá técnicos e aparelhos para servir à demanda destes labs, oferecendo serviços e colocando os diferentes grupos em maior contato.
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No esquema acima, a base da pirâmide mostra os diferentes grupos com suas diferentes orientações e objetivos.
Ao utilizarem o ICESP, podem reconhecer as características e se agruparem por semelhança de estilo. Facilitando assim o pedido de financiamento para projetos maiores e amplos, ou mesmo se tornando um foco para secretarias estaduais e ministérios (como os de Saúde ou Ciência e Tecnologia) poderem propor problemas de saúde pública e inovação de interesse do estado.
Parece legal, mas aumentar interação entre grupos é complicado. Cientista é um bicho tinhoso, cheio de manias, e só ter um setor multi-usuário não resolve tudo. O importante é que tenha simpósios, palestras e, minha teoria, FESTAS!!! Só assim pras pessoas interagirem e se conhecerem.
Esperemos que dê certo.

Xixi em Cannes

É isso aí, a tão famosa campanha Xixi no Banho, da F/Nazca para a ong SOS Mata Atlântica, ganhou o prêmio leão de prata em Cannes.
Claro, mais do que justo, afinal deu até no Jornal Nacional:

Ótima campanha para ganhar o leão na categoria Relações Públicas, mas irrisório para a conscientização ambiental. Só pra lembrar, 75% da pessoas que entraram no site da campanha já fazem xixi no banho, fora que há outras maneiras mais eficazes na economia de água como reduzir o tempo do banho ou usar válvulas mais econômicas.
Mas nada como uma polêmica. O povo gosta e dá prêmios!
Leia mais da campanha no Rastro de Carbono:
Durante o banho, lavar a salada antes ou depois da calcinha?
Deu merda! (Cocô no banho)

Cientistas e governo em campanha pelo uso de animais em pesquisa

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“Graças à pesquisa com animais, eles terão 23.5 anos a mais para protestar” – Esta não é da campanha, mas tem que ter apelo

RICARDO MIOTO
Folha.com
Na briga contra organizações de direitos dos animais que querem acabar com pesquisas envolvendo cobaias, cientistas e governo criaram uma campanha publicitária tentando convencer a opinião pública da importância desses estudos.
A partir da próxima quarta-feira, serão feitas inserções na televisão, no rádio e em jornais e revistas.
Os anúncios têm dois motes. Um é que “quase todos os medicamentos e vacinas são resultado de pesquisas com animais de laboratório”, salvando muitas vidas. O outro é que, depois da Lei Arouca, aprovada em 2008 para regular o uso de cobaias, nenhum animal deixa de ser tratado com “ética e dignidade”.
A iniciativa já recebeu R$ 1 milhão, diz Marcelo Morales, biólogo da UFRJ e um dos responsáveis pela campanha. O dinheiro vem do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Ministério da Ciência e Tecnologia. E o valor pode aumentar.

Entrem no site para ouvir uma das campanhas.
É importante este tipo de ação, claro. Mas o modo como ela vai ser feita acho que só vai servir para levantar a bola para os ativistas cortarem.
Porque a campanha não tem apelo (considerando que só este estilo de propaganda vai ser feita), é chata mesmo, e vai servir só para levantar a discussão e é aí que os ativistas radicais vão aproveitar para usar todo apelo emocional que está do lado deles.
Ou seja, o tiro pode sair pela culatra.
Para mais sobre direito animal, veja:

A doce vida na academia.

Não me contive, o quadrinho abaixo me fez rir por muito tempo por trazer à tona várias situações parecidas que já vivenciei em meus poucos anos de pesquisa.

Quem também está (ou esteve) na pós-graduação vai saber exatamente do que estou falando. Quem não souber e pensar em fazer parte desse meio, prepare-se para o que virá. A tradução do quadrinho está logo abaixo da imagem:

phd_rnam1.png

Professor: “Processe os dados usando o método X.”

Aluno: “Ahn, isso não vai funcionar, nós tentamos ano passado.”

Prof: “Verdade?”

Aluno: “É, lembra? Eu levei semanas nisso porque você insistiu que ia funcionar.”

Prof: “Humm…”

Aluno: “Devo tentar de novo?”

Prof: “Não,não. Isso seria um desperdício de esforço. Vou pedir para outro estudante fazer o que mandei.”

Aluno: “Eu… estou tranquilo em relação à isso, na verdade.”

Isso que é confiança, não acham?

E assim segue a maravilhosa vida acadêmica. Como diria o Átila, “podem entrar que a água da piscina está quentinha…”

Tem uma história parecida? Mande nos comentários!

Imagem: PHD Comics, do excelente Jorge Cham!

Dioxina: alguns esclarecimentos.

ResearchBlogging.orgPara não ter dúvida: dioxinas são tóxicas? Sim.

Afetam o desenvolvimento embrionário? Sim.

São produzidas quando aquecemos plásticos em microondas ou quando congelamos água em garrafas plásticas? Depende.

A utilização de plásticos próprios para aquecimento em microondas evita a formação desses compostos químicos, enquanto o congelamento de água nada tem a ver com a liberação de quaisquer substâncias tóxicas de recipientes plásticos.

Do começo: o que são as dioxinas?

1,4-dioxin-2D-skeletal.pngA dioxina na verdade é um composto orgânico de fórmula C4H4O2 que possui dois isômeros: 1,2-dioxina (ou o-dioxina) e a 1,4-dioxina
(ou p-dioxina, na imagem à direita). No entanto, a literatura científica utiliza o termo “dioxina” para se referir de
forma simplificada às dibenzodioxinas policloradas (PCDDs, imagem abaixo) como a
2,3,7,8-tetraclorodibenzodioxina (TCDD), a substância mais estudada por
seus efeitos tóxicos.PCDD_general_structure.pngParte dos problemas causados pela TCDD vem da sua interação com um receptor chamado AhR. O receptor afetado é translocado para o núcleo, onde é reconhecido por elementos chamados AhREs (por serem responsivos ao AhR) em vários genes diferentes. Essa atividade inicia diversas alterações transcricionais, de modo que os resultados das pesquisas envolvendo o AhR expandiram sua importância em múltiplos aspectos como o desenvolvimento embrionário, reprodução, imunidade inata e supressão tumoral.

Quem sentir falta de informações sobre os mecanismos, as duas referências que citei no final deste texto trazem revisões excelentes e atualíssimas sobre o tema, apesar de a química ser um pouco pesada.

Um caso famoso e recente.
Victor Yushchenko, candidato a
presidência da Ucrânia em 2004 ficou seriamente doente durante a corrida
presidencial no começo de Setembro. No diagnóstico, pancreatite aguda e
edemas relacionados a uma infecção viral e compostos químicos que não
são normalmente encontrados nos alimentos levaram o presidenciável a
afirmar que havia sido envenedado.

yushchenko.jpg

Yushchenko então reapareceu com o rosto
completamente desfigurado (foto abaixo) devido a cloracne ocasionada por
envenenamento por dioxina. A concentração de dioxina no sangue do
candidato encontrava-se 6000 vezes acima do normal. Apesar de polêmico, esse diagnóstico foi o mais aceito até então, e a premissa de envenenamento foi mantida.

E o microondas?

Existem várias mensagens na internet contra congelar água em garrafas de plástico ou cozinhar com plásticos no microondas. O caso da famosa mensagem que usa o Johns Hopkins como fonte de credulidade já foi desmentido pela instituição mais de uma vez.

As pesquisas atuais apontam que o congelamento de água não ocasiona a liberação de compostos químicos tóxicos de garrafas de plástico. No entanto, ao utilizar plásticos para cozimento no microondas é melhor seguir as recomendações do fabricante e certificar-se de que o recipiente plástico é próprio para este uso.

De qualquer modo, abaixo estão os símbolos que designam recipientes próprios para microondas e congelamento.

symbolfortableware.jpg

O departamento americano responsável pela segurança alimentar (FSIS) possui diretrizes eficazes para o cozimento de alimentos em microondas, mas como não encontrei nada parecido no Brasil, volto a recomendar: ao aquecer alimentos no microondas, utilize recipientes de vidro ou cerâmica apropriados.

Wells PG, Lee CJ, McCallum GP, Perstin J, & Harper PA (2010). Receptor- and reactive intermediate-mediated mechanisms of teratogenesis. Handbook of experimental pharmacology (196), 131-62 PMID: 20020262

FUJII-KURIYAMA, Y., & KAWAJIRI, K. (2010). Molecular mechanisms of the physiological functions of the aryl hydrocarbon (dioxin) receptor, a multifunctional regulator that senses and responds to environmental stimuli Proceedings of the Japan Academy, Series B, 86 (1), 40-53 DOI: 10.2183/pjab.86.40

Como um cientista vê o mundo

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Imagem de Abstruse Goose
Dica de @uoleo

Não que o modo do cientista ver o mundo seja melhor que o de outras pessoas, mas é um modo bem interessante, que aumenta a complexidade e variedade de pensamentos possíveis quando se vê uma imagem como a do coelhinho (e aumentar a diversidade sempre é bom). Claro que um filósofo, agricultor, dona de casa ou escritor terá também camadas de percepções, que provavelmente não serão equações, mas não deixam de ser complexas e diversas. Não me arrisco em dizer qual visão é melhor.
O pior é que não posso dizer que todos os cientistas veem o mundo assim. Aliás a maioria dos alunos de pós-graduação e alguns muitos professores-doutores parecem aplicar a visão científica apenas no trabalho. Sei que a última coisa que um bancário quer é pensar em trabalho quando acaba o expediente, mas o pensamento científico, e não o trabalho científico necessariamente, é algo que pode e deve ser aplicado no cotidiano.
Afinal pensamento crítico nunca é demais.

Transgênico prejudica plantações vizinhas

algodão transgênico.jpgÉ isso mesmo. O cientista aqui vai falar mal de transgênicos. E não sou eu não, é um artigo da Science. Isso é pra ninguém vir com a velha historinha de que “o lobby das indústrias boicota as pesquisas e a publicação de estudos que vão contra seus interesses.” Não que isto não exista, mas não é tão conspiratório como muitos fantasiam.
A história é a seguinte: o transgene mais famoso do mundo é o tal “Bt”, que vem da bactéria Bacillus thuringiensis. Se você coloca este gene em plantas elas passam a produzir proteínas que matam as larvas de algumas mariposas que são pragas. Assim essas mariposas não se alastram na plantação e nem nas plantações vizinhas, permitindo reduzir em muito o uso de inseticidas.
Parte da beleza do Bt é que ele é específico para alguns insetos apenas. Mas esta é parte do problema também. Porque onde foi plantado algodão Bt na China houve redução de uso de inseticida, mas infestações de um outro inseto ficaram mais comuns. Isso porque o inseticida usado antes controlava as duas espécies, e reduzir o uso dele permitiu o aumento de um dos bichos.
E o pior é que esse outro inseto nem gosta muito e nem mesmo era considerado uma praga do algodão, mas acabou o usando de trampolim para as outras plantações vizinhas mais apetitosas. Eles acasalavam nas flores de algodão e depois iam detonar da vizinhança.
O estudo mostra que é importante monitorar, não só a praga alvo do transgênico, que no caso aqui é a mariposa, mas também os outros insetos menos significativos.
E é assim que a ciência vai caminhando, pondo pra testar, juntando dados e mudando nossa forma de lidar com o mundo.
PS.: Sobre os trangênicos, eu não acho tão arriscado assim, afinal eu prefiro introduzir um gene só num ecossistema do que como temos feito a milênios: mandando um conjunto de cromossomos completo, como quando introduzimos um animal inteiro em outro ambiente ou mesmo uma monocultura. É o caso famoso dos coelhos na austrália, cães e gatos em diversos outros ambientes, o café no estado se SP (tem pé de café em todo canto na mata atlântica hj em dia).
ResearchBlogging.orgLu, Y., Wu, K., Jiang, Y., Xia, B., Li, P., Feng, H., Wyckhuys, K., & Guo, Y. (2010). Mirid Bug Outbreaks in Multiple Crops Correlated with Wide-Scale Adoption of Bt Cotton in China Science, 328 (5982), 1151-1154 DOI: 10.1126/science.1187881

Sexo oral aumenta câncer: Metendo a boca no vírus

banana.jpgPô HPV, puta falta de sacanagem! Não bastasse causar câncer de pênis, ânus e colo do útero, agora você me vem aumentar a incidência de câncer na orofaringe (também conhecida como região metropolitana da boca e garganta).
Tudo bem que a lesão com presença de vírus parece ser mais leve que as causadas por fumo e bebida alcoólica, mas mesmo assim tem que tomar cuidado. A presença do vírus vem aumentando em lesões na boca. Em 1970 era encontrado em 23% dos casos, mas agora chega a 93%. É que o povo ultimamente está mais danado, e não leva desaforo pra casa, mete a boca mesmo!
Lembre-se: o HPV é um vírus que causa câncer e é sexualmente transmissível. Mesmo sexo oral exige camisinha! Assim como o HIV, ouviu mulecada?!
Fonte: Olhar Vital
Dica do Luiz Bento do Discutindo Ecologia

RNAm no Superpop: o vídeo e as impressões

superpop.jpg

Olha a Lú me defendendo do pastor aí!


Pra quem tinha mais o que fazer na segunda anoite, segue aqui o link pro programa sobre o fim do mundo em 2012, do qual participei.

Participei daquele jeitão. Fui com o espírito leve, querendo me divertir. Pois já imaginava que falar algo realmente pertinente seria difícil. E foi.

Uma hora a produção pedia polêmica, depois pediam “fala um só de cada vez”, e aí ganhava quem parava de gritar por último. E eu não fui pra me estressar.

De cara a Luciana Gimenez fez a ligação direta que eu queria evitar: você é cético? Então não acredita em Deus?

Não queria ligar o ceticismo diretamente ao ateísmo. Esta é uma correlação que não é necessária. Muitos céticos não são ateus, e vice-versa. Mas no meu caso sou as duas coisas e a Lu (fiquei íntimo) queria bater nessa tecla, provavelmente por ser agnóstica ou até mesmo atéia. O pensamento cético é algo que todos necessariamente devem praticar, mas religião cada um pode ter ou não ter a sua.

Não preciso nem dizer que a ciência não foi nem mesmo tocada, mas pelo menos tudo foi tão confuso que nem mesmo os fatalistas convidados puderam falar muito.

O mais interessante desta participação foi a discussão que gerou entre os divulgadores de ciência do Scienceblogs Brasil e meus colegas cientistas: vale a pena participar destes programas? E qual postura se deve tomar no palco?

Vale a pena participar?

Muita gente achou que eu não deveria ir, que pode queimar o filme participar de um programa tão povão. Oras, eu faço este blog para ter o maior alcance possível. Tento escrever de um jeito simples ao máximo, onde o limite é apenas a validade e o embasamento do que escrevo. Claro que eu prefiro escrever mais no estilo do colega Amigo de Montaigne, mas acho que este estilo minimamente rebuscado afasta muita gente que só quer se encantar pela informação fácil, ou o “povão”. Mas este é um problema de estilo e objetivo que é muito pessoal e não tem uma regra geral. Sem contar que eu me diverti a bessa, e isto deve ser levado em conta.

Postura do divulgador de ciência

Estando lá no palco, eu deveria ser irreverente, sarrista, sacana, amargo, azedo, sério, sisudo,…? Não poderia parecer arrogante, isto é o que queria evitar ao máximo. E na cabeça das pessoas os cientistas já tem esta cara de arrogante detentores (ou detentos) da verdade. Melhor fugir disto. Muita gente cobrou que fosse mais incisivo, tentasse ganhar a palavra mais um pouco e até ridicularizar os malucos em cena. Mas é difícil achar o ponto exato de ridicularizar sem cair na máscara arrogante que afasta o telespectador. TV é simpatia! Acho que num programa como este o ideal é ser levemente ácido, ou azedinho-doce (existe ainda este chiclete?): doce com a apresentadora e a produção SEMPRE, e ácido apenas com os convidados e as câmeras ligadas.


Cientista ou divulgador?

Durante o programa recebi vários twits pelo @Rafael_RNAm (<- siga!) e alguns me chamaram atenção com relação a eu ter me classificado como divulgador de ciência e não como cientista ou biólogo. Uns acharam chique, outros acharam ridículo.Independente de gosto, eu estava lá não como especialista da minha área, afinal um astrônomo, físico ou geólogo (ou um psiquiatra) poderiam estar ali como especialistas. Mas como o que se pôde arranjar foi EU, não quis me apresentar como biólogo. Não pra não queimar o filme, mas porque não cabia mesmo e acabaria até tirando a pouca autoridade que eu poderia ter.

Na questão de gosto, acho o título “divulgador de ciência” muito garboso e deveria ser mais utilizado, acabando assim com a autoridade excessiva e distanciadora do ES-PE-CIA-LIS-TA, e abrindo caminho a estas pessoas que, como eu e o Scienceblogs todo, estão mais treinados em falar sobre ciência com os não-cientistas. Coisa que poucos especialistas ou cientistas sabem fazer.

Só mais duas coisas:
1- Viu a camiseta do Scienceblogs Brasil que estou usando? Acabou de sair do forno, que acharam?
2- Quem acha que Luciana Gimenez é burra, pode esquecer. E eu gostei dela. Juro!
[para 'burra' procurar 'Cida Marques']

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