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Vi na New Scientist: Uma pesquisa mostrou que os bebês prematuros sentem o toque e a dor da mesma maneira. Mas porque isto acontece?

Pobres bebês, nascem carecas, desdentados e cabeçudos. E mesmo uma cabeça tão desproporcional ainda não é o suficiente para nós, humanos. Sempre queremos mais, e para a cabeça continuar crescendo ela sai frouxa, é a famosa moleira. Ou seja, o crânio não está totalmente duro como osso, tem ainda muita cartilagem, o que permite ainda uns bons anos para crescer esse cabeção todo. Mas não é só por fora que as mudanças ocorrem, é por dentro que a mágica acontece. O cérebro cresce, e o mais interessante é que não são os neurônios os maiores responsáveis por esse crescimento. Quando estamos quase para nascer os neurônios já estão praticamente todos lá, mas como fios desencapados. A fita-isolante dos neurônios é a mielina, que nada mais é do que um lindo abraço celular. Veja o esquema:

#Neurohugs: Célula de schwann abraçando e encapando o neurônio.

O que a pesquisa achou pode ter a ver com esse “encapamento” ou com a falta de circuitos neurais já montados. Um estímulo em um cérebro bem formado tem um caminho a percorrer e certas regiões para receber este estímulo, interpretá-lo e diferenciá-lo. Mas talvez em um cérebro prematuro um estímulo acabe se espalhando por todo o cérebro do bebê como uma tempestade elétrica. Assim, dor e toque se confundiriam.

Mesmo assim, prematuros ou não, temos sobrevivido bem, nós, ex-bebês.

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