Pesquisas mais importantes em câncer: as malignas células-tronco, o genoma e a imunologia.
Nesta semana a famosa revista Nature Medicine lançou um número com foco em câncer, e mostra o resultado de uma pesquisa que perguntou aos pesquisadores da área de câncer quais os trabalhos mais importantes dos últimos dois anos (2008-2010) [está em inglês mas tem conteúdo livre]. É importante saber o que esse pessoal acha importante porque essas pesquisas, mesmo que bem básicas ainda e na sua maioria longe de se tornarem tratamentos para uso da população, vão moldar o futuro do combate a essa doença.
Veja aqui os temas mais quentes na opinião dos pesquisadores.
- Células-tronco de câncer – Já a algum tempo se sabe que apenas algumas células de um tumor têm a capacidade de se multiplicar. Isso é uma faca de dois gumes: ruim porque, mesmo que se mate muitas células e o tumor reduza de tamanho, se alguma ou mesmo uma só dessas células sobrarem elas podem formar o tumor novamente; mas também é bom porque reduz o nosso alvo, afinal só precisamos matar essas células-tronco do câncer.
A pergunta então é “quantas e como são estas células?”, e foi justamente um trabalho nessa área que recebeu mais citações na pesquisa entre os especialistas. Antes se achava que as células-tronco seriam apenas 0,1% das células de um tumor, mas Elsa Quintana e colaboradores descobriram que em tumores sólidos, no caso um melanoma, 25% das células têm capacidade de formar um tumor. Assim parece que o número é bem maior do que se pensava e varia em tipos de tumor e mesmo de um indivíduo para outro.
- O genoma do câncer – A ideia não é nova: “já que o câncer acontece por causa do acúmulo de defeitos no DNA das células, vamos sequenciar e ver o que mudou”. O que acontece é que isso é muito caro e os resultados demoram a aparecer. Hoje em dia as técnicas de sequenciamento estão melhorando e vários alvos terapêuticos já foram encontrados, como genes e fatores de risco como o cigarro que aumentam as chances de gerar um tumor. Mesmo assim essa abordagem divide opiniões de especialistas.
- Corrigindo os erros – Algumas tentativas de tratamento que chegaram a ser testadas em humanos mostraram resultados não esperados (BRAF e PARP). Até mesmo drogas que funcionaram em cultura de células e em animais, quando passam para humanos acabam tendo o efeito contrário do desejado. Estudar os porquês disto tem trazido informações interessantes, e não impedem que os testes em humanos continuem e se aperfeiçoem. Por isso é interessante até mesmo gerar resistência a células tumorais in vitro para entender como superá-la.
- Imunologia e microambiente – Usar anticorpos específicos contra tumores é uma terapia já muito usada, mas o que ainda não se sabe muito é como o ambiente do tumor e o sistema imune do doente realmente interagem com o tumor e como suas células, afetam essas células tumorais. Trabalhos nesta área também foram muito citados na pesquisa, e esta área parece estar adquirindo a visibilidde que merece.
Infelizmente a grande maioria das pesquisas apontadas pelos estudiosos estão em estágio muito experimental e longe de aplicação. Imagino que isto acontece porque leva-se muito tempo para levar idéias novas para testes em humanos, fazendo com que quando algo chega ao humano já não é tão novidade e novas descobertas chamam mais a atenção dos pesquisadores. Possivel também que poucos pesquisadores clinicos (clínico = em humanos) tenham respondido a pesquisa e tenha prevalecido a opnião dos pesquisadores básicos. De qualquer forma é por aí que caminhará a ciência e a medicina do câncer.
Vi na Nature Medicine – A close look at cancer
Dioxina: alguns esclarecimentos.
Para não ter dúvida: dioxinas são tóxicas? Sim.
Afetam o desenvolvimento embrionário? Sim.
São produzidas quando aquecemos plásticos em microondas ou quando congelamos água em garrafas plásticas? Depende.
A utilização de plásticos próprios para aquecimento em microondas evita a formação desses compostos químicos, enquanto o congelamento de água nada tem a ver com a liberação de quaisquer substâncias tóxicas de recipientes plásticos.
Do começo: o que são as dioxinas?
A dioxina na verdade é um composto orgânico de fórmula C4H4O2 que possui dois isômeros: 1,2-dioxina (ou o-dioxina) e a 1,4-dioxina
(ou p-dioxina, na imagem à direita). No entanto, a literatura científica utiliza o termo “dioxina” para se referir de
forma simplificada às dibenzodioxinas policloradas (PCDDs, imagem abaixo) como a
2,3,7,8-tetraclorodibenzodioxina (TCDD), a substância mais estudada por
seus efeitos tóxicos.
Parte dos problemas causados pela TCDD vem da sua interação com um receptor chamado AhR. O receptor afetado é translocado para o núcleo, onde é reconhecido por elementos chamados AhREs (por serem responsivos ao AhR) em vários genes diferentes. Essa atividade inicia diversas alterações transcricionais, de modo que os resultados das pesquisas envolvendo o AhR expandiram sua importância em múltiplos aspectos como o desenvolvimento embrionário, reprodução, imunidade inata e supressão tumoral.
Quem sentir falta de informações sobre os mecanismos, as duas referências que citei no final deste texto trazem revisões excelentes e atualíssimas sobre o tema, apesar de a química ser um pouco pesada.
Um caso famoso e recente.
Victor Yushchenko, candidato a
presidência da Ucrânia em 2004 ficou seriamente doente durante a corrida
presidencial no começo de Setembro. No diagnóstico, pancreatite aguda e
edemas relacionados a uma infecção viral e compostos químicos que não
são normalmente encontrados nos alimentos levaram o presidenciável a
afirmar que havia sido envenedado.
Yushchenko então reapareceu com o rosto
completamente desfigurado (foto abaixo) devido a cloracne ocasionada por
envenenamento por dioxina. A concentração de dioxina no sangue do
candidato encontrava-se 6000 vezes acima do normal. Apesar de polêmico, esse diagnóstico foi o mais aceito até então, e a premissa de envenenamento foi mantida.
E o microondas?
Existem várias mensagens na internet contra congelar água em garrafas de plástico ou cozinhar com plásticos no microondas. O caso da famosa mensagem que usa o Johns Hopkins como fonte de credulidade já foi desmentido pela instituição mais de uma vez.
As pesquisas atuais apontam que o congelamento de água não ocasiona a liberação de compostos químicos tóxicos de garrafas de plástico. No entanto, ao utilizar plásticos para cozimento no microondas é melhor seguir as recomendações do fabricante e certificar-se de que o recipiente plástico é próprio para este uso.
De qualquer modo, abaixo estão os símbolos que designam recipientes próprios para microondas e congelamento.

O departamento americano responsável pela segurança alimentar (FSIS) possui diretrizes eficazes para o cozimento de alimentos em microondas, mas como não encontrei nada parecido no Brasil, volto a recomendar: ao aquecer alimentos no microondas, utilize recipientes de vidro ou cerâmica apropriados.
Wells PG, Lee CJ, McCallum GP, Perstin J, & Harper PA (2010). Receptor- and reactive intermediate-mediated mechanisms of teratogenesis. Handbook of experimental pharmacology (196), 131-62 PMID: 20020262
FUJII-KURIYAMA, Y., & KAWAJIRI, K. (2010). Molecular mechanisms of the physiological functions of the aryl hydrocarbon (dioxin) receptor, a multifunctional regulator that senses and responds to environmental stimuli Proceedings of the Japan Academy, Series B, 86 (1), 40-53 DOI: 10.2183/pjab.86.40
Animação: Como uma célula morre
Essa animação é a que mais se aproxima com o que realmente ocorre numa célula que está com problemas e precisa morrer. É a chamada APOPTOSE, ou morte celular programada.
Eu digo que é o mais parecido com o que realmente acontece porque muitas animações por aí mostram uma molécula indo diretamente em direção a outra como se fosse uma coisa consciente e direta. Mas a célula é mais bagunçada que isso, é um sopão que se organiza com alguns trilhos e sinalizações. As proteínas ficam boiando e eventualmente, casualmente, encontram a proteína que se encaixa nelas. Não é um caos, mas também não é um programinha linear.
Fora esta idéia do contexto celular, a animação não é muito didática pra quem não tem uma certa noção do que cada proteína faz. Ela é boa para alunos de medicina, biologia, farmácia ou outros interessados.
A apoptose é importantíssima, por exemplo, pra quem estuda câncer, pois a célula tumoral consegue driblar alguns desses passos inutilizando algumas das proteínas que aparecem na animação, quebrando este efeito dominó molecular. Assim ela permanece viva.
Genoma do câncer é a melhor abordagem?
O câncer é uma doença causada por mutações no DNA, certo? Só que as mutações podem ser várias e em diversos genes diferentes em cada caso. Como saber quais genes que geraram um tipo de câncer?
Simples, é só pegar uma amostra do tumor e outra de tecido normal do mesmo paciente, e seqüenciar os dois. Comparando tumor e tecido normal você vai saber quais genes sofreram mutação nesta pessoa. Teríamos assim o genoma de um tumor.
E se juntássemos vários casos do mesmo tipo de tumor e seqüenciássemos, poderíamos achar as mutações mais comuns para aquele tipo de tumor e descobrir novos tratamentos específicos pra cada.
Simples mas não fácil. E nada barato. Seqüenciamento é uma coisa bem cara, e leva certo tempo.
Por isso até hoje temos apenas 75 genomas de câncer publicados, e nem todos completos.
Outro problema é que esses genomas todos q vêm sendo feitos, desde o humano até as bactérias, passando até pelo ornitorrinco, não têm gerado impactos diretos na qualidade de vida humana. Quem trabalha com evolução molecular adora genomas, mas em medicina, para encontrar um tratamento diretamente e totalmente derivado desses seqüenciamentos está meio difícil.
E com tumores vai ser mais difícil, pois alguns genes mutados iniciam o processo, deixando a célula mais vulnerável a erros e novas mutações. Como saber se essas últimas mutações são tão importantes quanto as primeiras? E existe mesmo um padrão nelas se comparadas com outros tumores?
Resumindo, ter o genoma é simples, mas analisá-lo e tirar um tratamento disso é que complica. Afinal, a quantidade de genomas seqüenciados para dar mais confiança, em alguns casos, deve ser de mil ou mais! Isso é muito esforço e muito dinheiro. Além disso, estes resultados são apenas números num computador. Testes funcionais, em células e animais, devem ser conduzidos para confirmar o papel das dicas dadas pelos seqüenciamentos.
Pior é que agora muita pesquisa boa está se voltando ao metabolismo do tumor, não só ao seu DNA. Se esta proposta começar a gerar mais resultados aí que eu quero ver.
Fato é que esta abordagem de seqüenciamento em larga escala não é um consenso. Sim, por mais incrível que pareça existem cientistas bons que não gostam de sequenciamento de genoma. Eles acham que outras abordagens têm melhor custo-benefício.
Enquanto isto eu só espero que o Brasil tenha dinheiro suficiente para pelo menos usar a tecnologia e os tratamentos que JÁ existem e não chegam a todos.
Bronzeamento artificial dá câncer
Associated Press – OMS passa a considerar cama de bronzeamento cancerígena
LONDRES – Especialistas internacionais em câncer levaram as camas de bronzeamento artificial e a radiação ultravioleta para categoria máxima de risco de câncer, colocando-as no mesmo nível do gás mostarda e do arsênico.
Há anos que os aparelhos de bronzeamento com lâmpadas e a radiação eram considerados “prováveis cancerígenos”. Agora, uma análise de 20 estudos conclui que o risco de câncer de pele aumenta 75% quando a pessoa começa a usar as camas de lâmpadas de bronzeamento antes dos 30 anos.
E não é brincadeira não. Só pra terem uma idéia, um dos meios de formar tumores em animais, com fins de pesquisa, é depilar os camundongos nas costas e ligar uma lâmpada de UV sobre a área pelada. E funciona bem.
Agora imaginem um primata, já sem pêlos, numa caixa cheia de lâmpadas UV. Qual a chance disto dar certo?
Claro que as camas de bronzeamento são bem mais fracas que as usadas na indução de tumores, mas a questão é que não existem níveis seguros de UV.
É como gordura trans. Não tem um mínimo que você pode comer sem culpa. O mesmo com o cigarro.
Como uma luz gera um câncer?
É interessante que de tanto a gente ouvir falar que luz do sol dá câncer de pele, nem nos perguntamos algo que é muito estranho nisso tudo: como é que luz, pura e simples, pode gerar um tumor?
Já escrevi aqui antes sobre como exatamente uma luz pode iniciar um câncer. Recomendo fortemente a leitura:
Entendendo a ligação do Sol, do envelhecimento e do câncer.
E lembrem-se: a única coisa que pode ser usada sem moderação é a prudência. Nem a canja de galinha escapa.
Chá Verde FUNCIONA contra câncer

O chá é a bebida mais consumida no mundo, depois da água claro. E os mais conhecidos deles são o chá verde e o preto, ambos feitos da Camellia sinensis. Os benefícios do chá já foram até citados neste blog anteriormente, mas agora vamos ver exatamente o que é que faz o chá ser eficiente na prevenção do câncer (segundo um artigo de revisão publicado na revista Nature Reviews Câncer).
Uma das coisas que torna o chá verde interessante para estudo é que já se conhece todas as substâncias presentes em sua constituição.
Por exemplo, catequinas (uma família de polifenóis) são as principais substâncias presentes no chá. Elas neutralizam os radicais livres, que são grandes responsáveis por provocar danos ao DNA que podem começar o desenvolvimento de câncer.
Estudos realizados em animais, utilizando o chá verde ou suas catequinas purificadas, mostraram inibição da formação e crescimento de tumores em diferentes modelos animais, como pulmão, trato digestivo (boca, cólon intestino) e próstata.
Esta inibição está associada à diminuição da proliferação celular, aumento da morte celular (apoptose), e inibição da formação de novos vasos sanguíneos utilizados pelo tumor em crescimento para obtenção de nutrientes (angiogênese).
Claro que todos os estudos já feitos em animais tiveram diferentes abordagens de tratamento e diferentes focos de observação, mas de 147 trabalhos científicos publicados até dezembro de 2008, 133 descrevem uma melhora na prevenção e mesmo na inibição de tumores.
Além de antioxidante, a catequina EGCG do chá verde é uma substância que comprovadamente se liga a vários receptores e moléculas de sinalização da célula, que também podem estar ligadas à geração de tumores.
Os famosos flavonóides também estão presentes no chá e possuem efeito antioxidante, mas parece que as catequinas têm um papel mais importante na prevenção tumoral justamente por este efeito adicional de se ligar a outras proteínas.
Mas e em humanos?
Em humanos, alguns estudos de prevenção já vêm sendo feitos, e com resultados promissores.
Apesar destes estudos em laboratório, não há um estudo que deixe claro que pessoas que já vêm tomando chá verde têm menos câncer. Estes estudos chamados epidemiológicos não são muito controlados e mesmo pessoas que tomam chá podem ter rotinas totalmente diferentes umas das outras, como variação na quantidade de chá ingerido, algumas podendo ser fumantes outras não, consumo de álcool, etnia, entre outros fatores difíceis de serem analisados.
Mas os estudos que levam tudo isto em conta mostram sim uma relação entre consumo de chá e menor aparecimento de tumores.
Por exemplo, em um dos estudos, homens e mulheres que não fumavam e nem bebiam álcool, mas bebiam chá, apresentaram menor risco de adquirir câncer. Já fumantes que tomam chá não apresentam este menor risco.
Interessante observar que a composição do chá varia de acordo com o clima, modo de cultivo, variedade e idade da folha. Os diferentes métodos de produção também alteram a composição química das folhas secas.
Por isso melhores estudos epidemiológicos neste sentido devem ser realizados.
Quanto a gente deve tomar de chá afinal de contas?
Em dois trabalhos epidemiológicos que mostraram resultados positivos, foi relatado que consumir o chá de mais de 250 gramas de folhas secas por ano já foi o suficiente para aumentar a proteção. Isto daria de 2 a 3 xícaras de chá por dia. Nada exorbitante.
Efeitos colaterais e contra-indicações
Mas nem tudo são flores, afinal de contas o chá contém uma boa quantidade de cafeína, que pode ser um problema para hipertensos, gestantes e lactantes, já que a cafeína passa para o leite materno e pode ser prejudicial para o desenvolvimento do feto ou do bebê.
O consumo exagerado pode causar sintomas como taquicardia, náusea, dor de cabeça e problemas gastrointestinais.
Mas segundo profissionais de saúde, não ultrapassando 4 xícaras por dia não há problema. Mesmo porque uma xícara de café expresso deve conter bem mais cafeína q 4 xícaras de chá. E um pouco de cafeína também faz bem, tanto para evitar câncer quanto até mesmo para prevenir o Alzheimer.
Diferenças entre os chás verde, branco e preto
Todos vêm da mesma planta, o que muda é a forma de processamento das folhas após a colheita.
O chá verde tem as folhas aquecidas e secas, resultando na inativação de alguns componentes oxidativos e outras enzimas. Este processo permite a preservação da atividade dos polifenóis.
O chá preto tem as folhas maceradas e passam por um processo de fermentação, gerando substâncias como as teoflavinas que dão a cor vermelha ou alaranjada e o sabor característico do chá preto.
O chá branco é elaborado a partir do broto da Camellia sinensis e não passa por esse processo de aquecimento, assegurando uma concentração maior dos princípios ativos.
O chá Oolong também deriva da mesma planta, mas seus benefícios são menos evidentes. É feito apenas da parte tenra das folhas e passa por um processo rápido de fermentação. Este é o que mantém maiores concentrações das benéficas catequinas
Como preparar o chá
A receita para o chá não foi aprimorada em laboratório, mas é a receita tradicional que os asiáticos em geral usam e provavelmente a que foi usada pelas pessoas entrevistadas nos estudos que mostraram resultados.
- Esquente a água até que quase ferva e sem as folhas (um chá é uma infusão, não um cozimento de folhas)
- Coloque 2,5 gramas de folhas em 250 mL de água quente (uma colher de sopa rasa por xícara)
- Deixe tampado por 5 min.
Cada 2,5g em 250 mL de água contém de 620 a 880 mg de substâncias dissolvidas, sendo 1/3 de catequinas e 3 a 6% de cafeína
Como já foi dito, o tipo de chá e variações na preparação das folhas podem variar as características do chá.
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Yang, C., Wang, X., Lu, G., & Picinich, S. (2009). Cancer prevention by tea: animal studies, molecular mechanisms and human relevance Nature Reviews Cancer, 9 (6), 429-439 DOI: 10.1038/nrc2641
RNAm Expresso – Vol.2
Imagem do dia (acima)- Quanto já se gastou com pesquisa sobre o câncer – Leia aqui um artigo em inglês sobre grana em pesquisa com câncer – NYTimes
- Top 18 Species Named After Famous People – tem até Bush, mas ninguém das antigas – Popular Mechanics, via @isisrnd
- As dez melhores fotos tiradas por astronaltas – NASA, via Xis-Xis
- Vídeo – Baleias caçando Krill na Antartida – Usando as famosas “armadilhas de bolhas” – Living the Scientific Life
- Efeitos genéticos da falta de sono – 96 horas de privação de sono alteram expressão de 78 genes – Agência Fapesp
RNAm Expresso vol. 1
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- A Ciência é melhor que a pseudociência: excelente texto do Carl Sagan sobre as “vantagens” da Ciência – via Twitter pelo @kenmori (do 100Nexos) e @UNAbr (União Nacional dos Ateus)
- Livro desmitifica o câncer, discute tratamentos e chances de cura (leia capítulo): já que há muitos leitores do blog que se interessam bastante pelo assunto (vide a briga de foice que virou o tópico sobre o bicarbonato, que até o dia de hoje tem 280 comentários), fica aqui a dica de um livro com conteúdo acessível a todos – FolhaOnline
- National Geografic para crianças! Só em inglês… – National Geografic, via @clauchow
- Testing Evolution’s Role in Finding a Mate – NYTimes
- Concurso de vídeos científicos da revista The Scientist - Muito legais
- Autoajuda ‘não beneficia pessoas com baixa autoestima’: antes de sair reproduzindo “O Segredo” e afins, tenha certeza do seu estado espírito, ou as coisas podem não sair como planejado… – BBC Brasil
Link tosco do dia:
- Harmonize seu carro de acordo com seu signo: nunca mais compro carros sem consultar o horóscopo – Yahoo! Autos, via @flavioney
Evitando Balas de Festim – Dicas para ser um bom reprodutor.
À medida que vocês forem me conhecendo melhor, vai ficar evidente que eu falo muito de sexo, e, claro, isso refletirá um pouco no que eu escrevo aqui (quando tiver relação com ciência, ora, não sou nenhum tarado!).
Assim, para o post de hoje, preparei uma rapidinha sobre fertilidade masculina (tá, eu sei que o trocadilho foi horrível…)!
Garanhões de plantão e, claro, curiosos e curiosas, confiram o texto!






Rafael Soares - Biólogo formado pela UNESP - Rio Claro e doutor pela Biotecnologia da USP. Atualmente realiza pós-doutorado na área de neurociência comportamental e molecular.

