Efeitos colaterais do fim do mundo

Entrei na blogagem coletiva do Fim do Mundo um pouquinho adiantado, escrevi o texto em 2009! Veja ele aqui. Foi uma memorável caça a paraquedistas, que é nada mais que um estilo malandro de atrair atenção das pessoas pelos buscadores, como o Google, procurando temas que estão na moda. Na época escolhi o fim do mundo, e disse que o mundo não acabaria em 2012 mas em 2019.
Não, eu não tive essa revelação em um sonho místico. Foi uma brincadeira, já que três pessoas proeminentes fizeram previsões tecnológicas importantes para dali a 10 anos. Mudanças tão grandes que o mundo que conhecemos acabará, e um novo vai surgir. Ou seja, nada de profecia maia aqui.
Este texto teve dois efeitos colaterais: muitos comentários e me levou para o programa SuperPop com Luciana Gimenez.
Peço que leia o texto e, principalmente, dê uma olhada nos comentários:
O fim do mundo não será em 2012. Será em 2019
Interessante como a imensa maioria das pessoas que se dá ao trabalho de comentar mostra que simplesmente não leu o texto.
Inclusive o estagiário do Superpop que quando me ligou mostrou que não leu ao me chamar para falar da minha “teoria” da nova data do fim do mundo em 2019.
Mas tudo bem, gente, se mesmo depois dessa bula de efeitos colaterais vocês ainda querem fazer essa blogagem coletiva, vão em frente.
Ok, confesso que me diverti muito. Boa sorte a todos.
PS: aqui está o post com as minhas impressões do Superpop: RNAm no Superpop: o vídeo e as impressões
RNAm na Campus Party
É isso aí, o RNAm junto com o Rainha Vermelha e o 100Nexos do Scienceblogs estarão numa mesa redonda sobre blogs de ciência na Campus Party. Teremos a presença ilustre do pessoal do Jovem Nerd, lindo modelo de negócios baseado em conteúdo que eu invejo e admiro, e do professor Dulcídio do site Física na Veia, uma celebridade dos blogs de ciência no Brasil.
Quando? Sábado, dia 11/2 às 16h45 e vai passar ao vivo neste site, eu acho (tem que se cadastrar no botão do facebook ou do twitter dessa página)
Aqui a descrição do evento:
O público internauta é muito interessado por ciência e tecnologia. No entanto, poucos blogs e podcasts tratam deste tema regularmente, e pouquíssimos se dedicam apenas à ciência. Esta mesa redonda trata de como e por que falar de ciência na internet, e quais resultados isso pode trazer. Participantes:
Atila Lamarino É biólogo, escreve sobre biologia e evolução no Rainha Vermelha e em blogs tão distintos quanto o Papo de Homem e o H1N1 da Biblioteca Regional de Medicina. Atualmente, coordena o ScienceBlogs Brasil, a versão brasileira da maior comunidade online de ciência.
Kentaro Mori Gerente de comunidade ScienceBlogs Brasil, criador e editor Ceticismo Aberto
Caio Lúcio Analista de Sistemas por profissão e especialista em tecnologia por vocação. Quando o assunto tecnologia, ciência ou história, Lúcio sempre é chamado nos podcasts do Jovem Nerd.
Dulcídio Braz Físico e Professor. Pioneiro no ensino de Física Moderna para jovens estudantes do ensino médio e início do curso superior. Autor do blog Física na Veia! www.fisicanaveia.com.br.
Rafael Bento da Silva Soares Biólogo, PhD em biotecnologia, Pós-Doutorando em Neurociências e divulgador de ciências através do blog RNAmensageiro desde 2006.
Deive Pazos Co-fundador do Grupo Jovem Nerd e Diretor Comercial do site. Trabalha com planejamento publicitário, mídias sociais e é especializado em campanhas de nicho e estampas desenvolvidas para a Nerdstore.
Alexandre Ottoni Co-fundador do Grupo Jovem Nerd. Além de gerenciar o conteúdo diário do Jovem Nerd, trabalha com planejamento publicitário e midias sociais entre partidas de Black Ops.
Canais de ciência e educação no Youtube produzidos pelo próprio Google
O Google pela primeira vez vai produzir conteúdo original em canais criados por ele no Youtube. E qual não é a nossa surpresa em saber que haverá canais de ciência e educação! Você pode pensar: “Incrível, maravilhoso, é um sinal de que os tempos estão melhorando!”, mas devagar aqui. Dos 100 canais que o Google vai produzir, 4 serão mais científicos e 5 educacionais. Eles estão na sessão “notícias e educação” neste link.
Tem o Numberphilie (algo como “numerofilia”) feito por matemáticos e falando das histórias por trás de alguns números (muita sorte pra eles); o SciShow e o CrashCourse, ainda a serem feitos pelos irmão Vlogbrothers, já famosos por seus videos (eu não vi, minha mulher viu e disse que é muito bom); e o DeepSkyVideo, um cara de brinco tentando tirar boas fotos de galáxias com seu telescópio.
Mas e os outros 91 canais? CELEBRIDADES, COMÉDIA E CARROS!!! Viu, o mundo ainda continua o mesmo.
Ok, eu sei que tem coisas bacanas também por lá que não tem nada a ver com ciência ou educação, e que 9 já é um bom começo. Concordo. Vamos torcer para que façam sucesso.
E aqui no Brasil? Vamos fazer conteúdo independente e em português, minha gente?
Vi no Notes & Theories
IgNobel 2011 – Não se divertir é altamente improvável!
Hoje à noite tem a entrega do Prêmio IgNobel 2011! Os interessados podem acompanhar a transmissão do evento ao vivo via internet às 20h30 do horário de Brasília (19h30 em Boston – EUA).
De acordo com a própria organização: “The Ig Nobel Prizes honor achievements that first make people laugh, and then make them think”. Uma tradução livre seria que esses prêmios honram conquistas que primeiro fazem as pessoas rirem, e depois as colocam para pensar.
Abaixo, a ótima chamada para a premiação:
Detalhes sobre o evento: http://improbable.com/ig/
Como acompanhar a transmissão via internet: http://improbable.com/ig/2011/#webcastinfo
Aproveitem para se divertir com as pesquisas altamente improváveis que caracterizam a festa!
Do que é realmente feito um Big Mac
Bom ou ruim, o Big Mac já é um ícone de nossa humanidade. E o fato de existir no mundo todo serve de parâmetro para estudos econômicos, como o BigMac Index da revista The Economist, que compara o preço do lanche por país, a saber, BigMac mais caro que o do brasil só na Suiça.
Mas há muito mais escondido naqueles dois hamburgueres, alface, queijo… vc sabe o resto.
Pesquisadores da USP fizeram um verdadeiro trabalho de CSI para rastrear a origem da carne do BigMac em diferentes países para entender as diferenças na cadeia de produção nesses locais.
E por mais padronizado que seja, o sabor do lanche varia, porque a fonte de carne é diferente em cada país. E dá pra saber de onde a carne vem com análises minuciosas, por exemplo no Japão a carne vem da Austrália,e dá pra dizer isto porque tem como saber que tipo de planta o boi no lanche comeu!
Só duas observações:
-Não desvendaram o maior mistério do BigMac: O MOLHO ESPECIAL!!!
- Você sabe como se chama um quarteirão com queijo na França?
Mais Lady Gaga: Bad Project.
Como era de se esperar, apareceu mais uma paródia da argh Lady Gaga!
Eu sei como quem fez o vídeo se sente, não tem nada como ganhar um projeto-mico de presente e ficar batendo cabeça por meses a fio… Prá não falar de quando trabalhei num laboratório em que o pós-doc que coordenava o projeto identificava suas amostras principais em árabe!
Ê vidinha mais ou menos…
Rafael_RNAm diz:
Esse é o maior viral científico desde a bactéria de arsênio!!!Eu recebi isso de DEZENAS de pessoas, via twitter, orkut, Facebook, email, fax, pager e sinais de fumaça.
Parabéns por pessoal do lab da Hui Zheng que produziu o vídeo. Esse tipo de material é muito bom para mostrar para nós, cientistas brasileiros, que lá no EUA e aqui os problemas são os mesmos (maldito Western!!!).
É bom também para fazer a sua mãe entender que fazer ciência não é sempre a coisa mais honrada e divertida do mundo. E no final o que todos os pós-graduandos gritam é isso mesmo: “EU NÃO QUERO SER POBRE!!!!”
Se você não viu o outro vídeo que postamos aqui, acesse Lady Gaga no laboratório: Lab Romance!
O que rolou na ciência HOJE: 27 de janeiro
Giordano Bruno
Compilação de acontecimentos importantes na história da ciência, via Wikipedia
1593 – O Vaticano abre o processo contra Giordano Bruno.[Monge e estudioso que percebeu que a Terra que circunda o Sol e acabou queimado na fogueira. A estátua em sua homenagem é uma das mais fortes para mim]
1880 – Thomas Edison patenteia a lâmpada eléctrica, sob o número 223898.[Esse cara era bom. Um pulha, mas bom]
1888 – É fundada a National Geographic Society nos Estados Unidos, com o propósito de incrementar e difundir os conhecimentos geográficos. [Grande NatGeo. Quem não conhece ou nunca viu nenhuma foto deles está perdendo as coisas mais lindas do mundo!]
1967 – Os astronautas estadunidenses Edward Higgins White II (n. 1930), Roger Bruce Chaffee (n. 1935) e Virgil I. Grissom (n. 1926) morrem num incêndio ocorrido dentro da nave do Projeto Apollo, que ficou conhecida como Apollo 1. [Isso que dá correr mais que as pernas. Se você soubesse como essas missões eram precárias ficaria espantado]
2010 – É lançado nos Estados Unidos o iPad, tablet da Apple. [Ainda não sei pra quê que serve, a não ser pra ler quadrinhos]
Nascimentos:
1839 – Adolphe Marie Carnot, químico francês (m. 1920).[Cientista e político. Deveríamos ter mais perfis como este]
1903 – John Carew Eccles, neurofisiologista australiano (m. 1997).[Estudou os impulsos nervosos e levou o Nobel por isso um ano depois do Crick e Watson terem levado pela descoberta da estrutura do DNA.]
1936 – Samuel Chao Chung Ting, físico estadunidense e Prémio Nobel de Física.
Mortes:
- Edward Higgins White II, astronauta estadunidense (n. 1930).
- Roger Bruce Chaffee, astronauta estadunidense (n. 1935).
- Virgil I. Grissom, astronauta estadunidense (n. 1926).
UMF, música eletrônica e ciência
Não sei se percebi direito ou se algo me está escapando, mas esse pessoal de música eletrônica curte ciência. Eu não me incluí no “pessoal de música eletrônica” porque não sou um profundo conhecedor dessa cena musical. Gosto muito, mas não conheço o quanto gostaria.
E como assim eles gostam de ciência? É que eu nunca vi esse assunto ser tratado por sertanejos ou MPBistas como vejo na música eletrônica. Talvez alguns tropicalistas, mas veremos mais adiante quantas referências óbvias à ciência são feitas por aí. Mande suas indicações nos comentários. E quando digo óbvias é porque TUDO pode ser visto e interpretado pela óptica científica, até mesmo “Fio de Cabelo” (coloque também nos comentários interpretações científicas deste clássico eternizado nas vozes de Chitãozinho e Xororó). Mas referências diretas e retas a assuntos classicamente chamados de científicos não são tão fáceis de achar na música.
Fui num festival aqui em Sampa chamado Ultra Music Festival, UMF, e acabei percebendo este padrão.
Adendo off topic: outro padrão que percebi é que a Heineken quer entrar no mercado de exclusividade de shows, como o SWU e o UMF, mas devia baixar o preço, afinal 7 reais por uma lata de cerveja é criminoso.
Não é de espantar que a música eletrônica tenha essa influência, afinal ela é novinha. Calma, Kraftwerk é de 1970, mais velha que muito estilo por aí e já piravam em tecnologia e física:
Adendo crono-ecológico: esse engajamento contra energia nuclear do Kraftwerk se justificava na época dos caras, mas hoje em dia se pensa em usar esta energia como alternativa “limpa”. O mundo dá voltas.
Groove Armada – Lightsonic: Cheguei tarde e não ouvi o set todo, mas fui ao outro show q fizeram aqui em Sampa e foi muito bom. E numa coincidência interessante a música que eu mais curto deles é esta que tem um vídeo beeem científiquento. Não sei se é o oficial, mas é todo feito com imagens comológicas fantásticas. Atenção especial para o Sol e suas explosões em verde (aos 4min32). Me fez pensar quantas vezes a gente esquece que todo dia, ou o que faz nosso dia, é um monstro gigante de gás hiperaquecido com um coração movido a fusão nuclear.
FatBoy Slim – Right Here Right Now: Ah, mas tecnologia e eletrônica remetem muito a física, e isso é óbvio. Mas é aí que o Fatboy chega e põe a biologia na coisa. Tudo bem que este vídeo pode levar a uma idéia errada muito comum sobre a evolução – que ela é uma linha reta do simples ao complexo, do verme ao homem. Na verdade a evolução é uma explosão de todas as formas em todas as direções. Mesmo assim uma idéia muito legal prevalece: que a evolução está ainda acontecendo “RIGHT HERE RIGHT NOW”, aqui e agora!!!
Clique aqui e assista o clipe
Atualização 10/11/2010:
Graças ao comentário pertinente do Igor Santos eu lembrei do Moby que também estava no UMF e tem o clássico We Are All Made of Stars, remetendo ao fato de que todos os elementos que nos constituem, principalmente o carbono, são subprodutos das reações que acontecem dentro de estrelas. Esse fato foi popularizado por Carl Sagan, com um sentido quase transcendental, igualando todos nós como irmãos já que “todos somos feitos de estrelas”.
Moby – We Are All Made of Stars
World of Warcraft nada. Use seu tempo jogando pela ciência!
Que tal deixar de se um inútil jogador de WoW, Winning Eleven, ou golf no Wii? Uns cientistas bolaram um jogo em que você tem que dobrar a estrutura de uma proteína da melhor maneira possível, como um quebra-cabeça 3D.
Assim a proteína pode ser melhor compreendida, os pesquisadores ganham mais tempo e você pode estar ajudando a torná-la um novo medicamento!
Assim, quando sua mãe pegar no seu pé após horas de jogo você pelo menos vai poder gritar: “Estou ajudando na cura do câncer, jájá eu desço pra jantar!”
Olha o video aqui.
RT da @alesscar
Além de ajudar na pesquisa jogos podem ajudar a ensinar ciência. E funcionam! Mas como o preconceito é grande, ao invés da palavra “jogo” os desenvolvedores tem usado “plataforma de mudança comportamental” (olha o tucanês aí).
Tem alguns que já fizeram relativo sucesso, como o “Climate Change” (mudança climática) que baseou o que está para sair, “Fate of the Earth” (Destino Terrestre).
Mas treino é treino, e jogo é jogo.
Um biólogo metido a crítico na Bienal de Arte e Tecnologia
Fui na Bienal Internacional de Arte e Tecnologia – Emoção Art.ficial, no Itaú Cultural na av. Paulista.
Há tempos eu não ia a uma exposição, e as pessoas que me invejam por não morarem na capital cultural do Brasil estavam me enchendo o saco para aproveitar mais a cidade.
Para saber sobre a exposição entre no site, porque mesmo na exposição não havia nada de texto. Nem um folhetinho. Em cada obra havia uma telinha com um esquema que não explicava quase nada dela, nem a tecnologia nem a arte por trás da coisa toda.
Primeiro a parte chata – ou de como um biólogo se mete a crítico crítico de arte
As primeiras obras me chatearam bastante (veja a lista de obras aqui). No começo só haviam obras “interativas”, como os Bion, uma obra bem bonita mas que de tecnológico só tem um sensor de proximidade que diminui a intensidade da luz de LED dentro dele. Bonitinho mas ordinário, ainda mais quando foi ver quem é o “cientista” no qual o artista Adam Brown se inspirou: um maluco chamado Wilhelm Reich que inventou uma “energia biológica primordial” chamada orgone. Era tão charlatão que morreu na cadeia preso por vender aparelhos que curavam de tudo com esta energia. Mais ou menos como o aparelho bio-quântico.
Além desse haviam as Hysterical Machines, que se movem inesperadamente com a presença de humanos, mas de forma nada orgânica como propõe o artista; e Prosthetic Head que é a cabeça do artista em 3D usando um programa de inteligência artificial já bem antigo para responder perguntas do visitante.
Essas três obras me chatearam porque esperava coisas mais inovadoras. Essa história de interatividade é muito anos 90 pro meu gosto.
O prêmio “desperdício de oportunidade” vai para Silence Barrage:
“Robôs movem-se verticalmente ao longo de várias colunas, deixando rastros que são, na verdade, a representação dos disparos de neurônios de roedores, cultivados num recipiente de vidro localizado a milhares de quilômetros de distância. Paralelamente, sensores ao largo da instalação capturam os movimentos do público, que, por sua vez, também fazem os robôs se deslocarem.”
Legal… mas como assim? Os disparos dos neurônios? Ahn?!
Pois é, nada é explicado. Nem no site da exposição. Tem os neurônios lá nos EUA, em uma placa, e sabe-deus-como captam algo que faz umas coisas na obra. E ainda a câmera que devia filmar a cultura de célula lá nos EUA estava fora do ar.
Assim, cientistas que trabalham com células (como eu) e publico em geral não se empolgam nem um pouco. Tanto esforço por nada.
Mas a coisa ficou boa. Muito boa!
A coisa começou a melhorar com o Caracolomobile. Primeiro pelo nome muito legal, segundo que isto sim é um tipo de tecnologia que esta mais na moda e mais na ponta da interação homem-máquina. A obra é um ser de movimento e sons que responde aos estímulos recebidos por eletrodos na cabeça de uma pessoa (lembrem do Nicolelis). Alguns sinais são bem fáceis de entender, como quando se morde o chiclete ele solta sempre o mesmo ruído. Mas algumas reações da máquina não são tão decifráveis. Começa assim a vontade de entender a que a máquina está respondendo, ou seja, a tentar conversar com ela (e com você mesmo, já que ela esta respondendo às suas ondas cerebrais).
O Ballet Digitallique é bem legal. Um scanner marca sua silueta parado com os braços abertos. O computador projeta e dá movimento àquela imagem estática. E coloca movimento exatamente onde deve ter, dobrando as juntas de braços, pernas e tronco. Como o computador sabe o que deve se mexer, ou como se move uma pessoa baseando-se só numa imagem estática 2D? Me fez pensar no cérebro, que com padrões simples faz verdadeiras criações e interpretações usando regras simples, que até um computadorzinho pode fazer.
Mas o mais legal para o biólogo aqui foi o Robotarium SP e o Evolved Virtual Creatures.
O Robotarium é um zoológico de robôs, onde cada um tem um temperamento, ou uma programação, e interagem entre si. Um é calmo e evita entrar em contato com outros, outro é agressivo e avança nos outros; outro só gira sem parar, e assim vai. Todos eles juntos acabam funcionando como um modelo de interação ecológica, em que cada indivíduo tem um comportamento simples, mas como um todo passam a tem um comportamento complexo.
E o Evolved Virtual Machines mostra como mudanças aleatórias + regras simples + tempo, podem sim gerar criaturas complexas e que parecem ter sido desenhadas. Se você entender esta obra você entendeu a mais importante lição de EVOLUÇÃO!
Só ainda não consegui decifrar se aqui a arte inspira a tecnologia ou a tecnologia inspira a arte.






Rafael Soares - Biólogo formado pela UNESP - Rio Claro e doutor pela Biotecnologia da USP. Atualmente realiza pós-doutorado na área de neurociência comportamental e molecular.

