Girafas boiam na água?
Uma pergunta muito digna esta se as girafas boiam (digna de uma criança de 4 anos, que têm sempre as melhores perguntas e são cientistas natas).
Eu não saberia nem chutar uma resposta. O que você acha? Com aquele pescoço comprido parece que ela ficaria sempre pendendo para frente sem conseguir deixar a cabeça pra fora. E aquelas pernas finas com certeza não seriam bons remos para nadar.
Um teste óbvio seria jogar uma girafa numa piscina bem grande. Mas apesar de parecer uma cena hilária para a gente, seria aterrador para a girafa. Então pela ética (e principalmente porque ninguém pagaria por isso) fica impossível fazer esse teste.
Para resolver isso, um cara curioso, Darren Naish que escreve para a revista Scientific American, tem um amigo muito interessante que pode ajudar.
Esse amigo é Donald Henderson do Royal Tyrrell Museum of Palaeontology que criou por computação modelos tridimensionais de dinossauros que ele usa para estimar quanto um dinossauro pesava e se era aquático ou terrestre. E nada mais parecido com um brontossauro (ou braquiossauro, sei lá) do que uma girafa, concorda? Pelo menos a silhueta é a mesma, certo?
Então foi só construir um modelo de girafa e jogar na água, respondendo a pergunta, que era: girafas boiam?
A resposta é SIM!
E podem nadar de forma bem precária, coitadas. Tomara que nunca precisem disso para sobreviver.
Assim pudemos ver que modelos computacionais são uma mão na roda quando você não pode fazer o teste real, por mais hilário que ele possa ser.
Vi na Scientific American
World of Warcraft nada. Use seu tempo jogando pela ciência!
Que tal deixar de se um inútil jogador de WoW, Winning Eleven, ou golf no Wii? Uns cientistas bolaram um jogo em que você tem que dobrar a estrutura de uma proteína da melhor maneira possível, como um quebra-cabeça 3D.
Assim a proteína pode ser melhor compreendida, os pesquisadores ganham mais tempo e você pode estar ajudando a torná-la um novo medicamento!
Assim, quando sua mãe pegar no seu pé após horas de jogo você pelo menos vai poder gritar: “Estou ajudando na cura do câncer, jájá eu desço pra jantar!”
Olha o video aqui.
RT da @alesscar
Além de ajudar na pesquisa jogos podem ajudar a ensinar ciência. E funcionam! Mas como o preconceito é grande, ao invés da palavra “jogo” os desenvolvedores tem usado “plataforma de mudança comportamental” (olha o tucanês aí).
Tem alguns que já fizeram relativo sucesso, como o “Climate Change” (mudança climática) que baseou o que está para sair, “Fate of the Earth” (Destino Terrestre).
Mas treino é treino, e jogo é jogo.
Mais um brinquedo molecular
Mais um brinquedo de gente grande.
Agora você pode comprar um molde feito a laser em cristal de sua molécula favorita!
É um senhor peso de papel…




Rafael Soares - Biólogo formado pela UNESP - Rio Claro e doutor pela Biotecnologia da USP. Atualmente realiza pós-doutorado na área de neurociência comportamental e molecular.

