Medan: Cirurgia com ultrassom – curando sem cortes
Yoav Medan e sua equipe vem desenvolvendo uma tecnologia que permite o uso de ultrassom para substituir a necessidade de cirurgias e procedimentos invasivos em alguns quadros, como o do Mal de Alzheimer e o câncer. O procedimento é relativamente simples e não causa dor, além de ter um efeito imediato na melhora do paciente, se tudo ocorrer como o esperado.
Dentro de alguns anos, esta tecnologia pode estar disponível para o tratamento de diversos quadros e trazer qualidade de vida para milhares de indivíduos. O vídeo acima mostra casos reais de pacientes que participaram de testes preliminares e os efeitos observados foram entusiasmantes, apesar de ainda haverem muitas limitações para que esta tecnologia seja usada adequadamente. Se você quiser legendas em português para ver o vídeo, basta ir no vídeo no site do TED e selecionar a legenda na parte inferior do vídeo.
Nielsen: Ciência aberta
Cientistas poderiam ser incentivados a aderir a uma nova cultura científica aberta, onde compartilhar em tempo real dados de pesquisa e se engajar na promoção da ciência aberta seria parte do próprio “fazer científico”. Isto poderia promover avanços no processo de descoberta científica sem precedentes históricos.
Defendendo esta linha de pensamento, Michael Nielsen, atualmente um engajado entusiasta e desenvolvedor de ferramentas de colaboração científica aberta, oferece acima uma palestra crítica, com uma oratória impecável e inspiradora sobre as ferramentas que estão surgindo e acelerando a primavera acadêmica.
Nielsen, que já ofereceu várias contribuições científicas na física e na computação quântica no passado, lançou no fim do ano passado o livro Reinventing Discovery: The New Era of Networked Science (Reinventando a Descoberta: A Nova Era da Ciência na Rede), no qual ele desenvolve a defesa desta nova forma de fazer ciência que vem entusiasmado diversos cientistas ao redor do mundo.
A primavera acadêmica: O livre acesso ao conhecimento científico
Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.
- Artigo XXVII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
Um assunto anda bem quente na comunidade científica desde que, no mês passado, o professor de matemática da Universidade de Cambridge, Timothy Gowers, publicou um texto em um blog explicando porque ele boicotava as revistas publicadas por uma das maiores editoras de revistas científicas. As reclamações dos preços altos para submissão e assinatura das revistas, assim como das diretrizes que estas editoras adotam, já são antigas, mas o ano de 2012 começou com uma novidade: um grupo de cientistas cada vez maior está se unindo para boicotar uma das maiores editoras, a Elsevier, por meio de uma petição online que já conta com mais de 2700 assinaturas de cientistas ao redor do mundo. Este impacto da “blogada” de Gowers reflete a insatisfação crescente da comunidade com as editoras. Seria este o início da “primavera acadêmica”?
Como adivinhar de verdade o que alguém está pensando
Quem nunca brincou de tentar adivinhar o que outra pessoa estava pensando? Será que conseguiremos algum dia pedir para alguém pensar em alguma coisa e então adivinhar, sem que a pessoa fale absolutamente nada? Ao que parece, os primeiros passos para isso acontecer estão sendo dados pelo pessoal do Gallant Lab, na Universidade da Califórnia, Berkeley.
Eu já havia traduzido um texto aqui no blog comentando sobre o artigo publicado na revista Current Biology onde o pessoal deste laboratório conseguiu, a partir de registros da atividade neural dos participantes, reconstituir de maneira aproximada as imagens que os participantes observavam. Neste link, tem o vídeo comparando as reconstituições obtidas com as imagens que de fato os participantes olharam.
Desta vez, os destemidos membros deste laboratório publicaram um estudo na revista PLoS Biology onde eles conseguiram, novamente a partir da atividade neural, reconstruir palavras nas quais os participantes estavam pensando. Em outras palavras, eles conseguiram adivinhar a palavra que a pessoa estava pensando só a partir da atividade elétrica do cérebro dos participantes! Sim, é isto mesmo, você não está lendo nada errado!
Dia da solidariedade: Compartilhe uma história!
Hoje, dia 31 de janeiro de 2012, é celebrado o dia da solidariedade em alguns estados brasileiros. É um dia que busca promover a reflexão e a prática da fraternidade e da gentileza na sociedade. Aproveito este dia para lançar um espaço aqui no blog para que os leitores possam oferecer contribuições que visem estimular estas ideias. Para mais informações sobre este espaço, leiam o conteúdo abaixo, que agora será uma página permanente do blog com o link no menu lateral.
Mas antes disso, considerando a data, porque não aproveitar hoje (ou amanhã) para fazer algo legal para alguém, um ato aleatório de gentileza? Nunca se esqueçam do poder que a gentileza pode ter não só para quem a recebe, mas para quem a pratica também!
Segue a descrição da nova página:
Sempre que lembramos ou ouvimos alguém contar sobre um ato de bondade que presenciou, um sentimento prazeroso e reconfortante toma conta de nós. É muito bom saber que existem pessoas boas fazendo coisas boas por ai, sem esperar nada em troca, principalmente em um mundo onde tantas coisas ruins acontecem todos os dias. Hoje em dia, a bondade nos surpreende, enche um dia cinza de cores e nos dá alguns preciosos minutos de esperança.
Sou foda
Muitos homens costumam perceber, erroneamente, interesse afetivo por parte de mulheres até quando este interesse nem existe. Imagine uma situação “típica”: uma mulher que está em um bar procurando o garçom no meio da multidão da, sem querer, “aquela” olhada no “bonitão” que acabou de chegar, achando que encontrou o garçom… pronto. O camarada já pensa: “sou foda!”
Vários estudos demonstram que homens possuem esta tendência de perceber maior interesse sexual por parte das mulheres do que elas realmente têm por eles. Um estudo publicado recentemente na revista Psychological Science replicou esta tendência e foi um pouco mais além: pessoas como o nosso amigo “foda” dos Avassaladores na imagem acima podem ter sido favorecidos evolutivamente, mas mulheres também podem possuir um viés cognitivo na percepção de interesse sexual, porém no sentido oposto.
Fatos interessantes sobre a memória humana
Fonte: Learning Mind
Autora: Anna
Tradutor: André Rabelo
A memória é uma das funções mentais e tipos de atividade mental direcionada para preservar, armazenar e reproduzir informações.
Graças à memória usamos em nossa vida cotidiana nossa própria experiência e a de gerações prévias. É possível melhorá-la? Do que ela depende? Vamos tentar responder a estas perguntas.


















