O Vento Será Tua Herança – O Filme

O Vento Será Tua Herança (Inherit the Wind) foi um filme lançado em 1960, baseado na história real de um professor de ciências que foi preso por ensinar a teoria da evolução na escola que dava aula, nos Estados Unidos.

O filme é antigo, mas trata de temas tão recorrentes nos dias de hoje que poderia ser usado para retratar questões ainda presentes no contexto americano, como a intolerância e tentativa de dominação religiosa.

O filme gira em torno do julgamento do professor de ciências, encabeçado por dois advogados. Um é profundamente religoso e popular, defendendo a condenação do professor; o outro é o advogado de defesa do professor, que centra sua argumentação no direito de pensar algo diferente e poder se expressar.

As partes do filme dentro do tribunal são muito intensas, e os diálogos são marcados por frases e um duelo de argumentações muito bem feito. Sem dúvida bota no chinélo grandes produções norte americanas de hoje em dia.

O problema é a sua falta de disponibilidade, pois há uma grande dificuldade em encontrá-lo em locadoras, mesmo as que colecionam raridades, pelo que li na internet. Uma possibilidade é buscá-lo na internet ou comprá-lo na livraria cultura, que vende o filme com exclusividade e em um preço acessível. Vale a pena, é um filme extremamente instigante!

A Nova Ciência da Moralidade

“Algo radicalmente novo está no ar: novos meios de entender os sistemas físicos, novos meios de pensar sobre o pensamento que questionam muitas das nossas suposições. Uma biologia da mente realista, avanços na biologia evolucionista, física, tecnologia da informação, genética, neurobiologia, psicologia, engenharia, a química dos materiais: todas essas são perguntas de importância crítica em relação ao que significa ser um humano.

Pela primeira vez, temos as ferramentas e a vontade para nos empreendermos no estudo científico da natureza humana”(tradução minha). Esse é o texto traduzido que abre a página da web sobre a conferência organizada pela Edge, na qual vários cientistas discutiram a nova ciência da moralidade. Continue lendo…

Bebês têm noções de moralidade?!

Muito se discute hoje em uma área de pesquisa da psicologia chamada de Moral Psychology (Psicologia da Moral) sobre os aspectos genéticos e culturais envolvidos no desenvolvimento do julgamento moral e das noções de certo e errado que nós temos sobre os nossos e os comportamentos dos outros.

Por muito tempo uma idéia dominante foi a de que esses padrões de moralidade só podem existir através de um aprendizado formal, alguns chegando até a afirmar que só através de uma educação religiosa isso é possível e que sem a religião nós seríamos selvagens, violentos e desumanos.

A despeito das nações mais desenvolvidas hoje em dia serem as menos religiosas (e.g. Suécia, Noruega, Dinamarca), como descreve Phil Zuckerman em seu livro Society Without God, esse argumento ainda vêm sendo usado, até mesmo pelo pobre papa Bento XVI, em várias declarações infelizes recentemente, apontando o dedo para novos inimigos (ateus) na tentativa de mostrar a importância da igreja no mundo e tirar o foco da atenção nos casos de abuso sexual que há muito tempo a igreja vêm abafando nos seus bastidores (aonde está essa moralidade tão imponente que a educação religiosa oferece nesses padres abusadores de criancinhas?).

ResearchBlogging.orgUm artigo publicado em 2007 na Nature, uma das revistas científicas mais importantes no mundo e de maior impacto, traz dados sobre a “avaliação” de comportamentos sociais por parte de bebês de 10 e 6 meses de idade. Os resultados indicaram que ao observar uma interação entre um boneco que ajudava o outro a subir uma montanha e um boneco que atrapalhava o outro a subir uma montanha, mais de 90% dos bebês escolheram o boneco que ajudava o outro a subir a montanha. Mais precisamente, 14 dos 16 bebês de 10 meses de idade e 12 dos 12 bebês de 6 meses de idade escolhiam o boneco que havia ajudado o outro na interação que o bebê tinha assistido. Continue lendo…

Macacos se ajudando?!

Seguem abaixo dois vídeos com cerca de um minuto cada, mostrando gravações de dois estudos sobre comportamento prosocial entre primatas (Hare e Kwetuenda, 2010; Yamamoto, S e Tanaka, 2009). Seriam esses comportamentos indicadores de bases evolutivas para o comportamento prosocial? Continue lendo…

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