O que religião tem a ver com moralidade?

Religião e moralidade

Para muitos religiosos, a pergunta “O que religião tem a ver com moralidade?” teria uma resposta óbvia: “a religião é a base da moralidade e torna as pessoas moralmente melhores.” Entretanto, para muitos ateus, a resposta seria bem diferente, algo como: “a moralidade independe da religião e a religião torna as pessoas moralmente piores.” Podemos passar horas a fio construindo argumentos contra cada uma destas posições, mas melhor do que isso talvez seja analisar o conhecimento empírico que temos sobre a relação entre ambas. Foi com esse intuito que Paul Bloom, professor na Universidade Yale, publicou recentemente uma revisão discutindo a evolução da religião e da moralidade e como estes dois fenômenos se relacionam [1]. Trago abaixo uma breve discussão dos principais pontos discutidos por Bloom.

ResearchBlogging.orgA aversão que as maiores religiões do mundo compartilham por aqueles que “não crêem,” frequentemente vistos como indivíduos sem moralidade, ilustra a importância central que usualmente se dá às crenças religiosas para a moralidade. “Se um indivíduo não compartilha de determinadas crenças religiosas, ele deve possuir uma moralidade menos sólida do que a minha, que acredito”, reza a lenda. Por outro lado, o que um grande corpo de evidências tem demonstrado nos últimos anos é que se a religião tem alguma influência na moralidade das pessoas, esta influência não se deve às crenças religiosas, mas à outros aspectos menos aparentes das religiões, compartilhados por outros grupos sociais. Como muitas vezes as pesquisas na psicologia e nas ciências humanas indicam, mesmo intuições tão difundidas , como as que relacionam moralidade com crenças religiosas, podem se mostrar equivocadas a partir de um exame rigoroso.

Um posicionamento comum entre os pesquisadores da evolução da religião é que a religião seria um subproduto acidental, resultando da interação entre sistemas cognitivos que tiveram importância adaptativa para a compreensão do mundo (para mais detalhes sobre esta linha de pesquisa, leia aquiaqui e aqui). Entretanto, outro posicionamento na área é o de que as religiões surgiram para beneficiar os grupos na resolução do problema dos trapaceiros (aqueles que recebem ajuda, mas não querem ajudar). Aumentando a coesão e a cooperatividade do grupo por meio de rituais e da criação de laços sociais entre os membros, a religião pode ser vista como uma solução para o problema da falta de cooperação. Como veremos adiante, existem indícios que sustentam esta ênfase nos aspectos sociais da religião.

Empatia no mundo primata

Contudo, temos um problema para estudar o efeito da religião na moralidade: quase todos os povos que conhecemos tinham alguma espécie de religião em algum momento de sua história. O ideal seria estudar uma população que nunca foi influenciada por uma religião e analisar sua moralidade. Apesar deste problema, existem formas menos óbvias de testar esta influência. Uma ideia, por exemplo, é verificar se existem elementos básicos de moralidade em animais filogeneticamente próximos do ser humano ou se podemos identificar estes elementos em bebês com poucos meses de idade, ambos livres de crenças religiosas formais. De fato, diversos estudos já identificaram noções e tendências rudimentares de altruísmo, empatia e justiça em chimpanzés, bonobos (veja aqui e aqui) e bebês com poucos meses de idade (sendo que bebês também demonstram capacidades rudimentares de julgamento moral – veja aqui). O que estes estudos indicam é que ao menos uma parte da moralidade independe de religião.

Talvez, então, a religião tenha pelo menos um papel estimulante de alguns comportamentos relacionados á moralidade, como a generosidade e a gentileza. Alguns estudos indicam que, apesar de pessoas religiosas relatarem possuir uma maior propensão em agir gentilmente, elas não se demonstram de fato mais gentis na prática. Na sociologia, existem evidências de que em nações menos religiosas as pessoas se tratam melhor, apresentando menores índices de estupro e assassinato. Em contraste, outros dados indicam que estados mais religiosos gastam maiores quantias de dinheiro em caridade do que estados menos religiosos. Somados aos dados de natureza mais correlacional, diversos experimentos investigaram o efeito que a religião pode ter na moralidade. Muitos deles se baseiam em uma técnica experimental da psicologia cognitiva chamada de priming (veja aqui e aqui), discutida diversas vezes aqui no blog. O procedimento básico adotado nestas pesquisas é eliciar pensamentos relacionados à religião por diversos meios (e.g. imagens, palavras) e ver o efeito que esta acessibilidade cognitiva tem no comportamento.

Estes estudos têm indicado que expor os participantes de uma determinada maneira à palavras, imagens e histórias relacionados à religiões os tornam subsequentemente menos propensos a trapacear e mais propensos a agir generosamente. Um estudo, por exemplo, indicou que participantes adultos tinham uma menor tendência de trapacear quando eram informados de que existia um fantasma no laboratório. Porém também existem evidências de que estímulos relacionados meramente à presença de outras pessoas, como um pôster com olhos nele, por exemplo, ou relacionados à moralidade secular (palavras como “contrato”, “civil” e “polícia”), também afetam de maneira similar a conduta moral das pessoas. Portanto, como tanto estímulos relacionados à religiosidade quanto a outros aspectos sociais (e.g. presença de outros, civilidade) tem efeitos semelhantes no comportamento moral, não parece que a crenças sobrenaturais tenham um papel especialemente relevante aqui.

Rituais religiosos unem os seus membros

O que muitos autores tem argumentado é que os efeitos que a religião aparentemente tem na moralidade estão relacionados com seus aspectos sociais de comunidade, que são os mesmos envolvidos na dinâmica social de qualquer grupo, como uma liga de boliche. Participando de uma religião, as pessoas fazem parte de um grupo social que torna seus integrantes próximos, por meio de rituais compartilhados e do convívio regular. Por conta da proximidade, os indivíduos se tornam mais gentis e ligados uns com os outros, mas este favorecimento do próprio grupo também pode resultar em hostilidade contra membros de outros grupos – um fenômeno intergrupal que a antropologia já documenta há muitas décadas. Nesse sentido, existem evidências de que, se quisermos predizer a tendência a generosidade de pessoas religiosas ou o seu apoio a atentados suicidas, o fator realmente relevante é o seu nível de participação na sua comunidade religiosa, e não as suas crenças sobrenaturais particulares sobre a vida após a morte ou entidades divinas, por exemplo. Esta maneira de olhar para a religião, enfatizando seus aspectos sociais, da sentido aos efeitos aparentemente paradoxais que a religião pode ter – estimular coisas boas, como a generosidade, e coisas ruins, como o preconceito.

Aparentemente, as pessoas buscam nas crenças religiosas e nos livros sagrados maneiras de justificar, posteriormente, as suas condutas, mas estas condutas são influenciadas por fatores sociais e cognitivos que, muitas vezes, passam despercebidos pelas nossas consciências. A religião, assim como outros tipos de grupos sociais, pode ter influências na moralidade, mas uma das suas características mais centrais e popularmente enfatizadas – as crenças religiosas em si – não parece ter tanta influencia na moralidade das pessoas.

Referências:

[1] Bloom, P. (2012). Religion, Morality, Evolution. Annual Review of Psychology, 63 (1), 179-199 DOI: 10.1146/annurev-psych-120710-100334

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Discussão - 21 comentários

  1. Thiago disse:

    Achei o artigo bem interessante, mas há que se tomar cuidado com certos dados apresentados. No trecho do artigo que trata de sociedades mais e menos religiosas, esquece-se o fato de que as sociedades européias, mais desenvolvidas cultural, social e economicamente, são menos religiosas que países de terceiro mundo. Portanto, “Na sociologia, existem evidências de que em nações menos religiosas as pessoas se tratam melhor, apresentando menores índices de estupro e assassinato”, deve-se tomar cuidado para analisar quais são essas nações e quais os outros fatores (econômicos, por exemplo) que influem nesse comportamento.

    Da mesma forma, é visível que existe maior religiosidade em países menos desenvolvidos, de uma forma generalizada, o que também pode explicar a citação “Em contraste, outros dados indicam que estados mais religiosos gastam maiores quantias de dinheiro em caridade do que estados menos religiosos.”

    Temos que tomar cuidado mesmo com o que a Ciência publica (ou que dizem que foi publicado) pois acreditar em certas coisas sem o correto julgamento pode ser prejudicial.

  2. Tiago disse:

    Oi André! Realmente é um assunto polêmico, e tal como elucidou no início do texto, argumentar contra um ou outro é causar uma discussão eterna. Gostei da lucidez que você abordou a moralidade, e principalmente por ter postado os links (cansei de ouvir argumentos “cientistas dizem que”; “as últimas descobertas apontam”, sem qualquer fonte).
    Como um belo entusiasta da Psicologia Evolucionista, devo dizer que caminho nos olhares evolucionistas para a compreensão da Moral, no entanto, eu estaria equivocado dizendo que as religiões não influenciam (os adeptos).
    Ao mesmo tempo, não se pode admitir argumentos como “se não houvesse religião sairíamos por aí estuprando, matando, já que não haveria julgamento”. Infelizmente, para muitas pessoas nosso cód. Civil, Penal, Constituição, são livros longe de serem consultados, o que deveria ser feito na escola. Então, fica a cargo das instituições religiosas irem guiando muitas pessoas ao “caminho correto”, sem reflexão acerca do mesmo. Já tinha lido a pesquisa com bebês e moralidade, mas re-li aqui no seu blog para atualizar a memória. Vou ler a dos chimpanzés e bonobos que essas não havia lido ainda. Valeu cara!
    Abraços, Tiago, Baln. Camboriú.

  3. Luís Brudna disse:

    Parabéns pelo texto. Assunto bem interessante.

  4. Tiago disse:

    Ah, antes que eu me esqueça, estou com o livro de Robert Wright “O animal Moral” aqui em casa, vou lê-lo em breve! Se já lesse, pode fazer um spoiler aqui hehe… Abs

  5. André Rabelo disse:

    Thiago,

    obrigado pela observação! Como se tratam de dados correlacionais, a interpretação sempre é delicada. Constata-se de fato uma relação entre religiosidade, violência e desenvolvimento, mas as direções destas relações permanecem obscuras com pesquisas desta natureza. Não é a toa que eu quase limei essa parte do texto, mas mantive por achar que os dados são no mínimo instigantes. Valeu por fazer esta ressalva!

    Tiago,

    eu aproveitei algumas informações que eu tinha e linkei, mas boa parte dos estudos aos quais eu me referi eu não citei (esperando que quem quisesse mais detalhes busca-se o paper do Bloom). Que bom q vc não viu isso aqui como um problema. Posso dar mais informações se precisar.

    Luís,

    valeu, que bom que gostou!

    Abraço!

  6. André Rabelo disse:

    Tiago,

    este livro é um clássico da área! Temos uma cópia dele no laboratório, mas infelizmente eu ainda não o li (andei precisando adiar leituras de livros para ler artigos…). Se vc ler e quiser compartilhar algo, o espaço está aberto.

    Abraço!

  7. Arnoud disse:

    André, existe um belo contra exemplo para suas dúvidas.

    Os EUA são um país desenvolvido e rico sob qualquer ponto de vista e diferente de todos os outros desta categoria, é um país onde a religião não está perdendo espaço nem poder na sociedade. Curiosamente é um país onde a questão da violência e do trato com o semelhante são piores do que nos países da Europa ocidental, em geral pouco religiosos.

    Não prova o a tese do artigo, mas é uma evidência.

  8. CaTaTaL disse:

    Onde eu trabalhei tinha um aviso no banheiro: “Por favor, antes de urinar levante a tampa do vaso.” Acredite. Parece que alguém não levantava.

    Agora sei que funcionaria melhor assim: “Se urinar fora do vaso o fantasma que habita este lugar fétido cortará seu ridículo membro reprodutor, jogará na privada e vai dar descarga.”

    Ontem na TV vi uma reportagem de um protesto de barbudos no Afeganistão contra soldados que queimaram uns livros “sagrados”.

    Vendo aqueles homens não pude deixar de pensar que eles devem ficar tão bravos assim, pois o livro possui leis que garantem que qualquer um deles – simplesmente por nascerem com um saco entre as pernas – já tem automaticamente metade da humanidade para servi-los

  9. André Rabelo disse:

    Arnoud,

    obrigado por trazer este dado. Ele de fato da mais peso para a hipótese de que fatores econômicos não estão envolvidos na relação entre religião e violência.

    CaTaTaL,

    que pitoresca este aviso q vc comentou, pode ser que a intervenção com a informação fantasmagórica funcione =b

    Abraço!

  10. André Rabelo disse:

    Achei um vídeo muito interessante sobre o este tema (é uma entrevista com o De Waal, um cara que vem estudando há um bom tempo aspectos relacionados à moralidade e empatia em primatas):

    http://www.youtube.com/watch?v=CmESEHbdtPw

    Abraço!

  11. Muito bacana, André! Feito muitos comentaram aqui, esse tema dá pano pra manga! Eu nem entro no mérito da EP quando o assunto é moral e religião. Gosto de alguns argumentos que o Jesse Bering costumava defender antes de começar a falar de formato de pênis… hahah (falei com ele que antigamente eu gostava de retweetá-lo, mas agora não rola mais não… hahahah).

    Eu sou muito fã da Psicologia Comparada. O problema todo, na minha opinião, é que a coisa vira um samba do criolo doido quando a coisa é interpretar resultados. Coincidentemente, ontem mesmo eu conversei um pouco sobre isso com Tomasello e ele parece compartilhar da mesma opinião. Um chimpanzé se mostra mais “altruístico” e logo já começam a falar que o “cara” é foda!!! hahahahah. Primeiro que ninguém sequer olha “tamanho” do efeito. Isso mesmo!

    O p sai significativo e o povo já pula de alegria. Observe, por exemplo, que na maioria desses estudos, a variabilidade explicada pela “manipulação” experimental é menos de 2% (em alguns estudos a coisa chega a ser até engraçada…). Fora que o efeito é demonstrado de uma ou no máximo duas maneiras distintas. A consistência do efeito é sempre negligenciada! Tomasello me disse que está trabalhando em uma nova monografia (SRCD) e pretende abordar esses pontos… stay tuned…

  12. André Rabelo disse:

    André,

    ótima a sua ressalva. Tenho acompanhado algumas discussões sobre estes problemas na pesquisa em psicologia de maneira mais ampla, indo além da psi comparada (para quem se interessar, alguns papers legais são os do Fritz, Morris e Richler (2011), Rodgers (2010), Steiger (2004) e do Wagenmakers, Wetzels, Borsboom e van der Maas (2011).

    Aquele caso da publicação do Bem de evidências de “pré-cognição” deu uma boa balançada neste debate e até onde entendo mostra a importância de ir além do “p” para interpretar adequadamente os dados. Espero ainda poder escrever algo sobre esta problemática. Valeu pela dica sobre o trabalho do Tomasello, bom ver caras tão importantes nessa área como ele preocupados com isso.

    Abraço!

    Referências:

    Fritz, C. O., Morris, P. E., Richler, J. J. (2012). Effect size estimates: Current use, calculations, and interpretation. Journal of Experimental Psychology: General, 141, 2-18. doi: 10.1037/a0024338

    Rodgers, J. L. (2010). The epistemology of mathematical and statistical modeling: A quiet methodological revolution. American Psychologist, 65, 1-12. doi: 10.1037/a0018326

    Steiger, J. H. (2004). Beyond the F test: Effect size confidence intervals
    and tests of close fit in the analysis of variance and contrast analysis.
    Psychological Methods, 9, 164–182.

    Wagenmakers, E.-J., Wetzels, R., Borsboom, D., & van der Maas, H. L. J. (2011). Why psychologists must change the way they analyze their data: The case of psi. Journal of Personality and Social Psychology, 100, 426-432.

  13. Paulo Henrique disse:

    Destruir minha Religião, você esta fazendo isso certo! Agora sei que se eu estudar muito vou ter bullyng por ser religioso… Okay

  14. Paulo Henrique disse:

    Não importa a Crença e sim a racionalidade da “pessoa”, mesmo que a religião influencie é tudo uma questão do ponto de vista de quem crítica a situação.

  15. André Rabelo disse:

    Paulo,

    não, não estou destruindo a sua religião com o texto que escrevi. Existem hoje pesquisadores em importantes universidades internacionais que são religiosos e parecem passar bem, não tenha receio de estudar só porque vc é religioso.

    Também não tenho nada a princípio contra a crença religiosa de alguém (até porque, o que algumas evidências que comentei indicam, é que isso não é lá muito relevante no final das contas), mas acho que podemos sim estudar a suposta influência desta.

    Abraço!

  16. […] do BuleBuleCastLinha Editorial06marO que religião tem a ver com moralidade?TweetFonte: SocialMente Autor: André RabeloReligião e moralidadePara muitos religiosos, a pergunta “O que religião […]

  17. Meire disse:

    André,
    Excelente texto. Eu penso a religião exatamente como um subproduto da evolução do nosso cérebro e não encontro argumentos que me tirem esse entendimento. A moral humana é certamente anterior às religiões e possivelmente em parte responsável pela criação de muitos códigos religiosos; nossos imperativos morais são os motores das regras. A moral humana é tão mais ‘forte’ que a religiosa que é justamente esta moral que vai derrubando as imoralidades religiosas, como a Sharia e tantas outras.
    Essa semana recebi um depoimento legal. Um rapaz contou que estava montado no seu cavalo e ambos cairam de uma ribanceira que desabou. O rapaz quebrou a perna e rolou em direção ao rio, certamente iria se afogar. O cavalo adiantou-se e segurou o rapaz com as patas da frente, evitando que caisse no rio e lá ficou até o socorro aparecer. Coisa fofa, né?
    Abraço!

  18. André Rabelo disse:

    Querida Meire,

    obrigado pelo seu comentário! Infelizmente, muitos tentam defender calorosamente uma ordem reversa na relação entre moralidade e religião, mas também concordo com você que os códigos morais defendidos por muitas religiões são em grande parte um reflexo de orientações morais humanas que as precedem.

    Que relato curioso, a prosocialidade dos animais é uma coisa realmente fascinante! Como explicar um episódio como esse, né? Tenho alguns textos em fase final de edição sobre a prosocialidade em formigas, ratos, elefantes e macacos. Ao que tudo indica, este aspecto é mais um dos muitos outros que compartilhamos com essa grande família de seres vivos habitantes do planeta Terra.

    Abraço!

  19. […] O que religião tem a ver com moralidade? […]

  20. Douglas Paraguassú disse:

    Estou conhecendo o site agora e estou gostando muito. Já li várias matérias e favoritei outras para ler depois. Parabéns mesmo.

    Este texto também é muito interessante, só deixo um adendo para discussão quanto ao seguinte trecho: “Em contraste, outros dados indicam que estados mais religiosos gastam maiores quantias de dinheiro em caridade do que estados menos religiosos”; não seria porque a demanda por ações de caridade ser menor, justamente pela saúde social ser maior?

  21. […] a relação entre generosidade e religiosidade é um tema recorrente aqui no blog (aqui, aqui, aqui e aqui), compartilho uma matéria mostrando histórias de ateus comprometidos com ações de […]

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