Kahneman: Como ideias vem à mente?

Thinking: Fast and Slow

No vídeo acima, Daniel Kahneman, psicólogo laureado com o nobel de economia de 2002 e atualmente professor de psicologia na Universidade de Princeton, fala sobre os dois sistemas de processamento de informações discutidos em seu mais recente livro, Thinking, Fast and Slow (Pensamento, Rápido e Devagar) publicado no final de 2011.

O livro é certamente uma boa recomendação para quem se interessa  nos processos cognitivos envolvidos na tomada de decisão, um tema para o qual Kahneman ofereceu enormes contribuições com uma linha de pesquisa riquíssima que extrapolou as vizinhanças da psicologia, ajudando a fundar uma das áreas mais importantes da economia atualmente, a economia comportamental. Mais detalhes sobre os modelos de processamento duplo discutidos por Kahneman podem ser encontrados aqui no blog.

Estes modelos ainda carecem de uma formalização e aprofundamento, pois muitos deles  se mantiveram em uma dimensão mais descritiva e a sua utilidade tem se situado principalmente no valor heurístico que eles oferecem para a interpretação de dados e elaboração de hipóteses. Existem, entretanto, esforços na área para formalizar computacionalmente estes modelos e oferecer um maior poder explicativo.

Para um aprofundamento mais denso neste tema e um panorama da área, juntamente com as contribuições da filosofia, recomendo a leitura do livro In two minds: Dual processes and beyond. Jonathan Evans, primeiro autor do livro anterior, também lançou em 2010 o livro Thinking Twice: Two minds in one brain. Este trabalho vai em uma direção muito semelhante ao do Kahneman, divulgando os achados na psicologia sobre os nossos sistemas cognitivos. A leitura destes livros são dicas para aqueles interessados na racionalidade humana, na intuição e na consciência.

2012: Não acabe com o seu mundo antes que o mundo se acabe

 

Blogagem coletiva Fim do Mundo
Eis a ironia deste ano: mal começou 2012 e já não conseguimos parar de falar do seu fim. Ao que parece,  os maias já haviam previsto que 2012 seria o último fim de ano da humanidade. É uma pena mesmo se isto for verdade, pois neste ano não terão fogos de artifício na praia de Copacabana e assistiremos pela última vez os desfiles das escolas de samba… mas calma, não entre em desespero! Quem sabe estas histórias não passam de lendas… certo?

Jim Jones

Poderíamos até pensar que histórias sobre o fim do mundo em 2012 são bobagens e só acreditam nelas pessoas supersticiosas e pouco instruídas, ou seja, que estas ideias são inofensivas. Afinal de contas, como levar a sério histórias contadas em escritos de um povo tão antigo?

Entretanto, o conhecimento produzido pela psicologia social tem uma lição muito clara para nos dar sobre este assunto: pessoas com diversas histórias de vida, níveis de educação e saúde mental são vulneráveis à influências sociais e cognitivas tão poderosas que podem passar a acreditar de maneira veemente nas histórias mais cabeludas que você imaginar! Isso inclui eu, você e até aquele seu amigo super inteligente! Histórias reais ilustrando isso é o que não faltam.

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Nielsen: Ciência aberta

Cientistas poderiam ser incentivados a aderir a uma nova cultura científica aberta, onde compartilhar em tempo real dados de pesquisa e se engajar na promoção da ciência aberta seria parte do próprio “fazer científico”. Isto poderia promover avanços no processo de descoberta científica sem precedentes históricos.

Defendendo esta linha de pensamento, Michael Nielsen, atualmente um engajado entusiasta e desenvolvedor de ferramentas de colaboração científica aberta, oferece acima uma palestra crítica, com uma oratória impecável e inspiradora sobre as ferramentas que estão surgindo e acelerando a primavera acadêmica.

Nielsen, que já ofereceu várias contribuições científicas na física e na computação quântica no passado, lançou no fim do ano passado o livro Reinventing Discovery: The New Era of Networked Science (Reinventando a Descoberta: A Nova Era da Ciência na Rede), no qual ele desenvolve a defesa desta nova forma de fazer ciência que  vem entusiasmado diversos cientistas ao redor do mundo.

A primavera acadêmica: O livre acesso ao conhecimento científico

A quem as editoras servem?

Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios. 

Artigo XXVII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.

Um assunto anda bem quente na comunidade científica desde que, no mês passado, o professor de matemática da Universidade de Cambridge, Timothy Gowers, publicou um texto em um blog explicando porque ele boicotava as revistas publicadas por uma das maiores editoras de revistas científicas.  As reclamações dos preços altos para submissão e assinatura das revistas, assim como das diretrizes que estas editoras adotam, já são antigas, mas o ano de 2012 começou com uma novidade: um grupo de cientistas cada vez maior está se unindo para boicotar uma das maiores editoras, a Elsevier,  por meio de uma petição online que já conta com mais de 2700 assinaturas de cientistas ao redor do mundo. Este impacto da “blogada” de Gowers reflete a insatisfação crescente da comunidade com as editoras. Seria este o início da “primavera acadêmica”?

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