Divulgar ciência vai ajudar a sua carreira, não atrapalhar

Sim, divulgar pode te ajudar, caro cientista!

Cientistas precisam publicar artigos, dar aulas, preparar apresentações, escrever projetos e mais um tanto de coisas… isso tudo toma muito tempo. Não é a toa que muitos não se dedicam a atividades vistas como menos importantes para a sua carreira, como a divulgação científica. Com o objetivo de desmascarar alguns mitos sobre esse tema, pretendo mostrar neste texto que divulgar ciência pode tomar pouco do seu tempo e oferecer diversas vantagens com repercussões diretas e positivas para a sua carreira. Continue reading “Divulgar ciência vai ajudar a sua carreira, não atrapalhar” »

Budismo: O Uso Milenar da Neuroplasticidade

Fonte: NERDWORKING
Autor
: Felipe Novaes

Embora ciência e religião pareçam sempre estar vivendo num eterno conflito, existe outro lado dessa história, em que existe o diálogo, a curiosidade e a saudável e frutífera troca de informações. De quebra, esse lado ainda representa um importante diálogo entre Oriente e Ocidente. O Dalai Lama parece ser o catalisador desse tipo de relação, mostrando – juntamente com a ciência ocidental – que a prática budista tem mais a nos ensinar sobre a nossa própria ciência do que nós desconfiaríamos. Mesmo sem saber, o monge budista e líder político e religioso do Tibet colocou o dedo numa questão científica que muito em breve se tornaria uma revolução no nosso conhecimento sobre o cérebro: a relação entre a neuroplasticidade e o suposto poder de a mente influenciar a arquitetura cerebral.

Frequentemente, o Dalai Lama deixa seus aposentos na Índia, em Dharamsala, para ir ao encontro de cientistas políticos ao redor do mundo para conhecê-los melhor, saber mais sobre seus trabalhos. Essa ação tem destaque principalmente em relação ao seu acompanhamento da atividade de cientistas. Porser um monge budista, nós tendemos a imaginar que ele não se interessasse por ciência ou mesmo que fosse em alguma medida contra ela, já que não é raro as descobertas científicas acabarem colocando à prova a fé. Mas ele dialoga prazerosamente com todos os cientistas e tem muita curiosidade.

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O que é a terapia cognitiva?

Como nossos pensamentos afetam nossas emoções e ações?

A terapia cognitiva, também conhecida como terapia cognitiva comportamental* (Cognitive-Behavior Therapy, CBT) é um tipo específico de psicoterapia que enfatiza a importância dos processos cognitivos na compreensão e no tratamento de diversos transtornos mentais. A terapia cognitiva é estruturada para ter uma duração curta e se baseia na teoria cognitiva, uma teoria composta por 10 axiomas formais que embasam teoricamente diversos modelos e aplicações na prática clínica [2]. Alguns autores defendem que esta abordagem oferece um arcabouço conceitual sobre o qual diversas abordagens psicoterapêuticas poderiam ser integradas [2].

A teoria cognitiva pode ser entendida como uma “teoria das teorias” que as pessoas possuem sobre a sua realidade [2], ou seja, uma teoria sobre as influências que as construções particulares de significado da realidade têm no comportamento mal-adaptativo de pessoas que apresentam algum transtorno.

Desenvolvida por Aaron Beck no final dos anos 1950, esta especialidade se tornou de lá para cá uma das psicoterapias mais investigadas empiricamente e com mais evidências científicas de eficácia [1].  Muitas evidências indicam a sua eficácia para diversos quadros como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobias, abuso de substâncias, transtornos alimentares, problemas de casais, transtorno obsessivo-compulsivo, dor crônica, transtorno de personalidade, transtornos do sono e outros quadros.

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Que mundo maravilhoso…

Vale a pena ver esse vídeo curtinho, mas cheio de filmagens lindas, embalado pelo David Attenborough recitando a lendária what a wonderful world. Depois de assistir, um pensamento específico é quase irresistível de pensar, pelo menos para mim: que mundo maravilhoso!

Psicologia Brazuca: Helmuth Krüger e a cognição social

Helmuth Krüger

No início deste ano de 2012, a Universidade Católica de Petrópolis (UCP) abriu um programa de pós-graduação em psicologia, com a área de concentração em cognição social. Foi com muita alegria e entusiasmo que eu e Marcus recebemos esta notícia, assim como alguns psicólogos sociais brasileiros interessados nesta subárea! Recomendamos a estudantes interessados na área que busquem informações sobre este programa aqui.

O diretor do programa, o professor Helmuth Krüger, nos concedeu uma entrevista discutindo questões relacionadas à cognição social no Brasil e à psicologia de maneira mais ampla, nos fornecendo um panorama de um profissional que vivenciou boa parte da construção da psicologia brasileira e que agora investe seus esforços na consolidação da cognição social no Brasil.

O professor Krüger é formado em filosofia e em psicologia pela Universidade do Estado da Guabanabara (atual UERJ), é mestre em psicologia aplicada e doutor em psicologia pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e por mais de vinte anos foi professor efetivo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Gama Filho. Sem dúvidas o Professor Helmuth Krüger é um dos grandes nomes da psicologia nacional, além de ter orientado uma grande geração de pesquisadores da psicologia social comprometidos com a ciência e a ética na psicologia. Para mais informações sobre o trabalho do professor Krüger, dê uma olhada no currículo dele aqui.

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Usando psicologia social para resolver pepinos de verdade

Kurt Lewin

Algumas restrições alimentares foram impostas a muitas pessoas ao longo da segunda guerra mundial. Entre elas, o fornecimento de carnes mais comuns se tornou dificultoso. Olhando para problemas como este, Kurt Lewin, um dos maiores psicólogos sociais de todos os tempos (já falecido), e sua equipe, pensaram em experimentos sobre influência social que poderiam oferecer uma possível solução alternativa para o problema [1]. A elegância de um destes estudos é, sem dúvida, a melhor parte para comentar aqui.

Com o problema no suprimento de carnes, havia uma grande demanda para convencer as pessoas a comerem outros tipos de carne menos usuais, como tripas e rins, o que ofereceria uma alternativa para compensar a falta de fontes de proteínas mais comuns. Lewin e seus colegas perceberam que as mulheres casadas eram a chave para resolver o problema, pois elas é quem decidiam, no final das contas, qual a carne que iria parar na mesa de suas famílias.

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Altruísmo ou egoísmo: Qual é a motivação para a generosidade?

Qual é a nossa motivação quando ajudamos alguém?

Imagine que você acaba de ajudar uma senhora simpática, mas com dificuldade de andar, a atravessar uma rua. Ao terminar a travessia, ela lhe agradece com um grande sorriso no rosto e você se sente muito bem por ter ajudado ela. Nessa situação, qual teria sido a sua motivação para ajudar esta senhora?

Uma possível resposta a isso é que a sua capacidade de experienciar estados afetivos correspondentes aos estados afetivos de outra pessoa que você está observando (ou imaginando) e à qual você consegue reconhecer que é a fonte do seu estado afetivo atual – a famosa empatia [1]* – te induziu a uma motivação altruísta, ou seja, a um estado motivacional com o objetivo final de aumentar o bem-estar daquela senhora [2].

Outra possibilidade é que o seu ato solidário foi influenciado por uma motivação egoísta, ou seja, um estado motivacional visando aumentar o seu próprio bem-estar. Muitos acreditam que todas as nossas ações bondosas são movidas por motivações egoístas, já que, quase sempre, podemos nos beneficiar – mesmo que indiretamente – quando ajudamos outra pessoa (no exemplo anterior, o benefício poderia ser o sentimento positivo resultante da ajuda, por exemplo). Mas será que esta hipótese, a do egoísmo universal, está sempre por detrás da prosocialidade humana? Uma rica linha de pesquisa indica que não. Continue reading “Altruísmo ou egoísmo: Qual é a motivação para a generosidade?” »

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