Melhores vídeos do cometa Lovejoy

Umas das coisas mais incríveis desse fim de ano está sendo a passagem do cometa Lovejoy. Se você ainda não viu, sugiro que assista em tela cheia o vídeo abaixo feito pelo astrofotógrafo Stéphane Guisard, no Chile:

O cometa foi descoberto no final de novembro, pelo o astrônomo amador australiano Terry Lovejoy. Desde o início ficou claro que era um cometa do tipo conhecido como rasantes Kreutz, cuja órbita extremamente excêntrica começa lá nos confins do sistema solar e termina quase em linha reta em direção ao Sol. Sendo assim, a maioria dos astrônomos acreditava que o Lovejoy não sobreviveria ao encontro com o Sol, acabando por ser totalmente fritado pelo astro rei.

Mas não é que o bendito sobreviveu aos milhões de graus Celsius da coroa solar, dando a volta de raspão pelo Sol entre os dias 15 e 16 de dezembro, chegando a uma distância da nossa estrela que é um pouco menos que a distância entre a Terra e a Lua, e seguiu de volta para longe dele?

Retornando triunfante de seu encontro mortal, o Lovejoy se tornou o cometa mais brilhante visto da Terra desde 2007. Já tênue, ele ainda poderá ser visto até os primeiros meses de 2012, por quem estiver no hemisfério sul, logo antes do amanhecer, rente ao horizonte leste, em locais com horizonte limpo e baixa poluição luminosa. Ou seja, sem chances de vê-lo aqui na cidade de São Paulo 🙁

Felizmente muitos astrofotógrafos profissionais e amadores postaram suas imagens na internet, incluindo no Brasil.

Uma das fotos e vídeos mais legais foram tirados pelo astronauta Dan Burbank, na Estação Espacial Internacional:



 

Na foto acima, se você reparar bem dá para ver que o Lovejoy tem na verdade duas caudas! Todos os cometas são assim na verdade, como explica o astrônomo e blogueiro Phil Plait do Bad Astronomy :

Cometas são compostos de rocha e gelo – o gelo sendo o que normalmente conhecemos como líquido ou gás, como amônia, dióxido de carbono e até a boa e velha água. O calor do Sol transforma esse gelo diretamente em gás (em um processo chamado sublimação), o qual se expande ao redor do núcleo sólido do cometa, formando o que se chama de coma. A pressão da luz do Sol bem como o vento solar assopram esse material para fora da cabeça do cometa, resultando e uma adorável cauda, que pode se estender por milhões de quilômetros.
Mas em muitos casos, os cometas tem duas caudas: uma feita de poeira, e outra feita de gás. A cauda de poeira é feita de pequenos grãos de rocha do cometa que se soltaram junto com o gelo que sublimou. Esse material segue praticamente a mesma órbita que a do próprio cometa, de modo que visto daqui da Terra tende a parecer curvado.
O gás, entretanto, tem seus elétrons arrancados pela luz ultravioleta do Sol, de modo que dizemos que ele está ionizado, o que é chamado de plasma. Esse material é fortemente afetado pelo campo magnético do Sol e pelo vento solar, que é soprado para fora do Sol mais rápido que a velocidade com que o próprio cometa está se movendo. Por causa disso, a cauda de íons tende a permanecer bem reta, a aponta diretamente para fora do Sol.

Uma série de vídeos espetaculares foi criada por Jason Davis, do blog Astrosaur, que compilou os dados de seis sondas espaciais dedicadas a observar o Sol, mas que acabam também registrando a passagem de cometas como o Lovejoy. Davis também escreveu uma linha do tempo descrevendo dia a dia a jornada do cometa.

No vídeo abaixo feito a partir de imagens capturadas por uma das duas sondas STEREO, da Nasa, dá para ver na segunda compilação as duas caudas do cometa. Repare também nas labaredas da coroa solar. As linhas de luz e os pontos brilhantes são planetas – Mercúrio, na primeira compilação, Mercúrio e Júpiter na segunda.

Neste vídeo com imagens da sonda SOHO, dá para ver o Lovejoy se aproximando do Sol (tapado no centro). Parece que o cometa colide com o Sol, mas o cometa logo reaparece, formando suas duas novas caudas em seguida:

No vídeo abaixo, com imagens das sondas SDO, Hinode e Proba-2, dá para ver a cauda do cometa serpenteando! Acredita-se que esse movimento seja causado pela interação do plasma da cauda com os campos magnéticos da coroa solar.

Por fim, tem esse vídeo incrível com imagens da sonda STEREO, que mostra o cometa quase mergulhando no Sol, com sua cauda sendo arrancada e impelida a frente pelo vento solar, enquanto o seu núcleo consegue dar a volta e escapar:

 

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