42

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Hipocrisia cognitivamente dissonante

Category: Vida
Posted on: novembro 9, 2009 7:13 AM, by Igor Santos

Eu sou um dos maiores atacantes da Cultura da Mediocridade, em que é socialmente inaceitável demonstrar inteligência para não ferir os sentimentos daqueles que confortavelmente se mostram burros e preguiçosos.

Sou terminantemente contra a apologia à ignorância que permeia todas as esferas humanas e que torna comum frases do tipo "não quero saber disso, é muito difícil para mim" ou "essa informação nunca me será útil" e ainda "pare, pare, não quero entender isso".

Eu sou a favor do máximo desenvolvimento intelectual que, numa sociedade diferente da nossa, seria meta e objetivo de todos, pois desenvolvimento mental leva a crescimento pessoal.
Novamente, numa sociedade diferente da atual, pois hoje em dia se você for sabido passa automaticamente a ser chato, arrogante, pedante, prepotente, mas se for tapado vc eh da galeraWWSS ÚRRÚ BRÓDJI!!!

Só entra para o clubinho quem souber escrever como um bode anestesiado.
Português correto é coisa de "mala", seja lá o que isso signifique hoje em dia.

Quanto ao título deste artigo, eu faço a ponte entre antimediocridade e crescimento pessoal enquanto sentado em minha desconfortável cadeira de cartorário.


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Comments (8)

1

Me entristece ter de concordar com vc com relação a como o conhecimento é visto hj em dia na nossa sociedade. Para não generalizar tomo como exemplo a região onde eu vivo, aqui para ser um cara "legal" entre os jovens, é necessario um atestado de futilidade e ignorancia, pq impera a visão de que quem gosta de aprender é babaca.
Eu só espero viver o bastante para ver uma realidade diferente.
Abraços.

Posted by: Larangeira D.C. | novembro 9, 2009 9:24 AM

2

Igor, Concordo contigo que tratar a busca pelo conhecimento como algo negativo é muito triste e não deveria ser a meta. Mas também, daí a dizer que o "desenvolvimento mental leva a crescimento pessoal." É um exagero. Não se esqueça da maldita inclusão digital que nada mais é do que busca por conhecimento. Esse raciocínio ilógico do "vc eh da galeraWWSS ÚRRÚ BRÓDJI!!!" é fruto de uma geração ainda imatura que ao "tomar na cabeça" revê seus conceitos. O que seria do nerd se ele fosse "enturmado"? São ritos de passagem que todos nós temos que passar e infelizmente essa mentalidade faz parte do desenvolvimento de alguns. Se eles vão amadurecer o bastante para passar dessa fase já é outra questão completamente diferente. Não temos como mudar as pessoas. Mas a visão do "inteligente" na nossa cultura e mídia, felizmente já está mudando. Quem sabe nossos filhos não conseguem "pular" essa etapa do tapado de vez?

Posted by: Bruna Abubakir | novembro 9, 2009 10:55 AM

3

Está? Porque eu sinceramente não estou vendo.

Posted by: Igor Santos Author Profile Page | novembro 9, 2009 4:36 PM

4

Igor,
compartilho completamente da sua opinião.
Parece-me muito comodo se abster de qualquer conhecimento e simplesmente existir, como se fizesse parte da decoração. Sem interagir com o meio.
Nossa cultura é realmente muito fraca em estimular o aprendizado e o crescer. Aquele que é inquieto e procura o conhecimento é sempre tachado de chato ou "fuçador". Acaba por ser hostilizado e incompreendido, quando na verdade deveria ser estimulado. Já aquele que tem "dificuldades" de aprendizado ou sérias limitaçoes de raciocinio, sem que possua de fato uma deficiencia, recebe a compreensao de todos e nunca sofre as penas de se manter imóvel e confortávelmente limitado.

Posted by: Cícero | novembro 10, 2009 1:00 PM

5

Eu sou inteligente mas não sou chato. Nem feio, segundo minha mãe.

Posted by: Wario | novembro 10, 2009 1:06 PM

6

Mas há alguma época em que as pessoas inquietas, inquisidoras e insatisfeitas intelectualmente foram, de fato, acolhidas pelas massas?

Isso nunca ocorreu, como vemos não ocorre e duvido que um dia virá a ocorrer! E falo em relação às massas mesmo, não a uma sociedade que partilha interesses comuns, científicos ou não. O que foi produzido e exaltado na Grécia Antiga fez parte de uma pequena porção da sociedade, não do todo. Os grandes mestres Renascentistas, bem como seus admiradores que produziram textos e livros para retratá-los, faziam todos parte de uma "casta" muito bem separada do "resto" (muitas aspas nessas palavras, por favor!).

O que vemos hoje é o que vem ocorrendo há décadas, só isso.

Inté!

Posted by: Joey Salgado | novembro 10, 2009 5:52 PM

7

@Mário, você não é chato porque escolheu o caminho da conformidade, preferindo ficar sempre calado quando alguma barbaridade acontece ao seu redor.
Você sucumbiu ao lado negro.

Posted by: Igor Santos Author Profile Page | novembro 10, 2009 7:38 PM

8

Infelizmente não faltam novos adeptos para estes "clubinhos"...

Posted by: prikis | novembro 13, 2009 9:20 PM

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