Coletânea totalmente ótima e completamente cronológica para comemorar a décima nona semana do ano

(Alguém mais pensa em “décima nona” como a avó da trisavó da tatataravó da sua bisavó? Desde que sua mãe tenha pelo menos um neto, obviamente.)

Sabe aquela sensação que dá quando você sabe que seu (sua) interlocutor(a) já está ciente de um certo dado mas mesmo sua certeza sendo absoluta seu instinto de jogador fica enchendo seu saco insistindo que você forneça a informação que você tem certeza que seu (sua) parceiro(a) de conversa já possui porque só ganha quem joga e não custa dizer porque no máximo você vai causar um momento de desconforto muito pequeno em comparação à recompensa que receberá caso seu (sua) ouvinte/leitor(a) não possua aquele particular pedaço de conhecimento em seu repertório apesar de você estar positivamente convicto que ele(a) já sabe e pra quê então causar constrangimento em todas as partes envolvidas quando ficar calado é mais fácil e gasta menos energia mas o que custa simplesmente chegar e dizer como quem não quer nada apesar de isso talvez parece que você está subestimando seu amigo(a)/leitor(a) apesar do detrimento que ele(a) poderia sofrer caso fique sem aquela notícia não é verdade?

Sabe qualé? Apois.

Vocês, pessoas que me leem e que são queridas por mim o bastante a ponto de eu continuar escrevendo aqui com incerta frequência somente para seus olhos que tanto me atraem, já devem saber que eu tenho mais ou menos uma dúzia de blogues dos quais só três realmente valem a pena ser lidos sendo um deles interessante somente para natalenses e demais moradores desta minha querida e perpetuamente morna cidade ensolarada, mas como venho escrevendo há mais de dois anos e meu melhor material é, como não poderia deixar de ser, o mais antigo e nada há de mais chato que ficar clicando em “previous” para ver várias páginas de conversas já lidas para só depois da nongentésima clicada aparecer alguma coisa inédita, resolvi compilar aqui os artigos do blogue pai deste que unilateral e unanimamente escolhi como possivelmente melhores (considerando os elogios de meu pai e minha mãe na conta).

Confusos? Bem-vindos ao meu mundo nas últimas semanas…

São dez textos no total. Cinco hoje e cinco semana que vem (talvez, se eu ainda estiver ocupado demais com a manutenção do meu ego para produzir algo novo), para quem quiser ler um por dia e fingir que eu estou escrevendo.

O primeiro, com quase dois anos já, é sobre meu encontro com o sobrenatural enquanto tentava, ao mesmo tempo, dormir e combater os efeitos da cafeína e de um dia estressante: Sono pesado;

Parte do meu trabalho é ser tapa-buraco. Quando é dentro do cartório eu não me importo muito, mas vez por outra exageram e me levam para fazer trabalhos para os quais não tenho a menor qualificação: Desperdício;

Em seguida, ainda em 2008 mas já em setembro, descrevi uma alucinação tátil que, como todo estado alterado de consciência que se preze, me parecia (e ainda parece) real como esses elfos azuis ao meu lado: Microalucinações;

Em um texto da série Igor Em Busca do Conhecimento, dei rapidamente vazão à minha frustração ao não conseguir uma explicação satisfatória e mudei completamente o escopo da matéria passando a relatar algo ligeiramente, mas não completamente, relacioando ao tópico original: Do suor feminino;

Finalizando por hoje, um texto muito especial para mim, pois foi escrito no dia vinte de novembro de 2008, o dia em que, pela primeira vez, fui comparado a Douglas Adams pelo texto que havia escrito naquele dia e que agora incluo nesta lista: Carros voadores do futuro.

Antes que eu comece outra diatribe (que meu dicionário diz ser sinônimo de “desinteligência”. Estranho…), vou parar por aqui esperando não ter constrangido nem subestimado qualquer um de vocês, pessoas tão agradáveis que nunca conheci pessoalmente e que raramente comentam aqui mas sempre compartilham mesmo que distantemente e em silêncio da minha paranóica bipolaridade esquizofrênica.

Tá bom, parei.

Agradecimentos não só especiais como semi-inesquecíveis, inestimáveis e praticamente inefáveis a Maria Guimarães e seus colegas de redação na revista Pesquisa Fapesp Dinorah, Ricardo, Marcos e, via telefone, a correspondente/revisora Margô, que ficaram até tarde da noite me ajudando com a gramática deste texto (que vocês podem notar está perfeita do meio pro fim, que foi onde começou a conferência).

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Discussão - 3 comentários

  1. Chloe disse:

    Muito bem!
    É assim que gosto de te ver.
    Nos trazendo muita coisa boa.
    E ainda por cima nos poupando o trabalho de busca nos seus porões.
    Tenha um ótimo dia! ; )
    C.

  2. Ângela Cristina disse:

    Sr. Igor, muito prazer em conhecer seu blog. Muito mesmo.
    Na verdade não desejo escrever aqui um comentário… só um recadinho. Peço até o favor de apagá-lo, pois nem merece ficar aqui exposto.
    Não sei exatamente como cheguei ao seu blog, mas cheguei pela postagem “ultra-mega-super comentada” dobre AHT.
    Devo prontamente me confessar uma dessas pessoas que colocam o acrônimo Dra. antes do nome só por ser formada em medicina. Não imaginava a fúria que poderia causar naqueles seus leitores por tão pouco. Se eu fosse tão tola quanto eles, talvez até sofresse e me questionasse a respeito.
    Já tinha ouvido falar por alto na explixação para o uso do acrônimo e com uma pesquisa superficial via google encontrei o seguinte texto:
    “Em 1830, um anteprojeto redigido pela Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro foi aceito tanto na Câmara como no Senado do Império. As escolas deveriam emitir títulos de doutor em medicina conforme rezava o Plano de Organização das Escolas Médicas do Império. Em 3 de janeiro de 1832, a lei do ensino médico foi assinada pela Regência Trina Permanente, formada por Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz e referendada pelo Ministro do Império Nicolau Pereira de Campos Vergueiro.
    Em 16 de setembro de 1834 essa mesma Regência sancionou Resolução da Assembléia Geral Legislativa autorizando as Escolas de Medicina e os Cursos de Direito a conferir o grau de Doutor a todos os seus egressos(lentes), passando então a reconhecer oficialmente o que já era costume popular em nomear esses profissionais com um tratamento respeitoso que perdura ainda hoje, apesar das mazelas que envolvem essas duas carreiras. O ato parlamentar do Império não foi até hoje revogado, segundo pesquisa junto ao Arquivo Histórico Nacional. Portanto, tanto médicos como advogados podem usar o Dr. ou Doutor antes de seu nome, não devendo substituí-lo por outras siglas.”(http://www.escolasmedicas.com.br/art_det.php?cod=82)
    Agora, voltando à AHT:
    1)Obrigada por tentar expor um ponto de vista claro E esclarecido em seu texto. Infelizmente pérolas jogadas aos porcos vêm causando o caos entre eles desde os idos de São Mateus…
    2) Uau! Que disposição foi aquela argumentando com tanta gente que nem sabe o que quer dizer argumento! Não sei se te acho bem disposto, doido, à toa, paciente, persistente, doido, tolo, teimoso, doido… acho que você deve ser doido, mesmo.
    3)Gostei muito do que vi aqui. Penso que vou passar a frequentar essa vizinhança.
    4) Prometo não voltar a importunar com comentários inúteis. (Você não me vê, mas estou achando graça de mim mesma.)

  3. Igor Santos disse:

    Dra. Ângela, devo dizer que seu comentário é necessário. Não tanto à discussão mas mais como incentivo.
    Por favor, não pense que seu comentário foi inútil de maneira alguma. São comentários claros e inteligentes como o seu que me fazem querer continuar escrevendo.
    Obrigado pela visita e espero que se torne uma regular neste condomínio.
    E eu não sou doido. O mundo é que não concorda comigo.

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