Coisas que um casal cético conversa ao caminho do trabalho: orgulho branco

Minha mulher parou de blogar para poupar os punhos mas o phasmatis blogus não a deixa parar de blogar. As ideias são muitas e o tempo curto, então ela usa o trajeto ao trabalho para gravar vídeos. Virou uma videoblogueira (tudo bem, eu sou baterista. Os dois se equilibram).

Esta manhã, resvalou em mim. Estávamos papeando e quando o assunto “orgulho branco” surgiu ela aproveitou para gravar.

Eis o que temos a dizer (em cinco minutos, ao som de Tower of Power):

Ah, se for ouvir perto de alguém sensível, lembre-se que eu participo falando. Logo, existe um pouco de linguagem forte (mais especificamente, a palavra “arrombado”).

Comentem. Vai que a gente se anima e grava mais alguns.

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Discussão - 26 comentários

  1. maria disse:

    ei, mas isso vale tanto pra orgulho branco como pra orgulho negro, né?
    gostei da videoblogagem!

  2. Hugo Perpétuo disse:

    Kkkkk….. Muito Bom!

  3. Meire disse:

    Maria,
    Eu já acho a questão do negro bastante distinta, não dá para estender por similaridade … Ocorre que o negro tem um histórico de ser vítima de violência física e psíquica que se prolonga na atualidade, com mudança apenas no formato e intensidade ao longo dos anos. O orgulho negro passa por este lado, pelo orgulho de, mesmo subjugado, massacrado, indevidamente condenado, considerado como animal de carga ou de baixo QI como algumas pessoas defendem, conseguir se estabelecer na sociedade e provar o contrário.
    Beijos!

  4. Mário disse:

    Discordo de que quando se trata do negro a coisa é diferente. De forma alguma o é. Por que alguém haveria de ter orgulho de ser negro? Ou por que andaria pela rua com uma camiseta “100% negro”, ainda que não o seja?
    Ora, não há escravidão que justifique ir de encontro aos fatos e à verdade. A atitude de bom senso, destacada pela blogueira, tem de valer para todos. Ou se esclarece a falácia do racialismo, ou, sob as bençãos do politicamente correto, ele continuará a produzir efeitos nefastos.
    É ridículo ver brasileiros se travestindo de africanos. É ridícula essa afirmação pela vitimização, digamos assim. Há que se mostrar as coisas como elas são. E racialismo de qualquer espécie é, sim, nocivo e injustificado. É óbvio que o tal orgulho negro dá margem para que outros “orgulhos” similares existam. Ninguém escolhe o país onde nasce, nem a qual etnia a que pertence (ou se será um “sem raça definida”).
    No Brasil, particularmente, que nunca foi marcado por embates ou divisões raciais, as atitudes de movimentos negros, sob pretexto de reparar injustiças, começam a inserir a divisão racial no país. Tal fato é grave e inadmissível. Com as bênçãos da academia, muitas universidades caem no conto do racialismo e introduzem famigerados sistemas de cotas, reservando vagas conforme as deliberações de um tribunal racial. Não obstante esses nobres acadêmicos já terem sido expostos ao ridículo ao vetar a matrícula de um candidato cujo irmão GÊMEO foi considerado “negro” pelos racialistas.
    Criou-se aqui no Brasil uma universidade só para negros, tal como era na época da segregação no sul dos EUA. Ao invés de importarmos soluções, importamos problemas. O que vem depois? Banheiro só pra negro? Ônibus só para negro? É simplesmente absurdo. Já testemunhei uma discussão no congresso, capitaneada por Netinho de Paula e pelo então deputado Vincentinho, onde se discutia a criação de uma tv pública só para negros. É de se perguntar se os “negros” não estão satisfeitos com a programação ou, por alguma diferença inerente à “raça”, eles precisam ter uma programação de tv específica?
    Reitero, só há uma forma de combater o racismo e o racialismo: com informação e condenação de qualquer tipo de orgulho racial ou favorecimento. Ou somos iguais perante a lei ou não somos. Ninguém pode ser favorecido ou depreciado por conta do argumento da “gota de sangue”. Obrigado.

  5. Igor Santos disse:

    Eu vinha concordando com seu comentário até chegar no quarto parágrafo. Como assim o Brasil nunca foi marcado por divisões raciais? Eu até entendo o adágio “no Brasil não existe racismo, só classismo”, mas acaba ficando um pelo outro se só tem pobre preto.
    Eu também acho o sistema de cotas errado porque tenta consertar um problema depois que ele já está bem estabelecido ao invés de tentar resolver antes de começar, na escola primária, mas tem um argumento muito bom no Bule Voador acerca disso. Depois eu procuro o link.
    Outra parte que discordo com força de você é a importação do racismo. Nos EUA a divisão era forçada, era de cima para baixo, “preto é inferior e deve ser mantido como animal”.
    Aqui a divisão é, até certo ponto, voluntária. Alguns pretos querem sim se isolar, mas alguns gaúchos também o querem. E aí? Isso não é preconceito contra riograndenses do sul, é a visão de alguns pseudonacionalistas.
    No fim das contas, eu acho que um indivíduo só pode se orgulhar por seus méritos mesmo. Aí, se um favelado usa uma camiseta “100% negro” como metáfora por ainda estar vivo, “contrariando as estatísticas”, como dizem os Racionais MCs, o problema, assim como a negritude, é 100% dele.
    Outra coisa que me ocorreu agora: cada afirmação tem um peso diferente, tanto histórico quanto de uso. “Orgulho branco” é uma frase usada porque quem quer que só existam brancos no mundo por se acharem superiores. “Orgulho negro” tem uma conotação mais pacífica e passiva.
    A primeira pode ser trocada por “100% Hitler” enquanto a segunda pode virar “100% Gandhi” sem muitos problemas.

  6. Luiz Bento disse:

    Mário,
    No dia que a porcentagem de negros nas universidades for igual a porcentagem de negros na população podemos começar a falar que somos iguais perante a lei.
    O sistema de cotas é sim artificial, mas necessário. Sou pessoalmente a favor das cotas sociais, mas acho que o argumento para cotas raciais é sim válido devido ao histórico e realidade brasileira.
    E claro que qualquer um sabe que as cotas não são eternas. São temporárias para tentar diminuir a gigantesca desigualdade que existe na entrada do ensino superior.
    Abraços.

  7. André disse:

    Eu usaria uma camisa 100% vira-lata

  8. Meire disse:

    O ponto central é que para a lei equiparar as pessoas elas devem ter um tratamento particularizado para que as diferenças de base se diluam . Uma analogia interessante seria dar a mesma oportunidade a duas pessoas dentro de uma corrida. Se uma usa um fusca 1963 que mal chega a 60km/hora e outra pessoa tem uma Ferrari que chega a, sei lá, 300km/hora, seria dar a mesma oportunidade colocar os dois no mesmo ponto de partida? A resposta é não.
    A questão do orgulho negro é uma coisa, as cotas são outra coisa, eu acho o orgulho negro justificável pelas razões históricas e sociais que citei, mas sou contra as cotas para negros. Sou a favor de cotas para pessoas desfavorecidas economicamente e que não tiveram oportunidade de estudar em boas escolas. Acredito fortemente que se um negro, apesar de viver num país preconceituoso consegue se estabelecer, ele tem que ter orgulho. O orgulho branco não passa por nenhum tipo de mérito, a pessoa do orgulho branco acha que é uma raça superior, isto nunca vai ser justificável.
    Abraços 😉

  9. Mário disse:

    Luiz Bento,
    Há muito tempo que a porcentagem de negros na universidade é igual a da população. Na época em que o ministro da educação era o Tarso Genro, esses percentuais eram os mesmos, conforme dados do próprio IBGE.
    No entanto, por questão ideológica, mantêm-se o discurso de que este percentual é menor. Afinal, temos de fazer valer a visão de que somos um país de racistas desgraçados, não é mesmo?
    Agora, mesmo que não houvesse essa correspondência, será que alguém, em sã consciência, é capaz de ratificar como justo um sistema que, ao invés de ofertar educação básica de qualidade e permitir, através do mérito de cada um, o acesso ao ensino superior, institui um tribunal racial ou “social”?
    Bem, espero que dessa vez o proprietário do blog libere o meu comentário.
    Abraço.

  10. Igor Santos disse:

    Gatinho, se quiser ter seu comentário liberado, sugiro que comente. Caso contrário, ele não existirá e não poderá ser liberado, beleza?
    Beijo nessa sua testa branca, delícia.

  11. Mário disse:

    Enviei um comentário e este não foi liberado. Bem, não sei se houve algum problema no sistema. Se foi esse o caso, desculpo-me com o proprietário do blog. Mas o fato é que fiz um comentário, mas este apareceu.
    O comentário era uma resposta aos argumentos sobre as diferenças entre o movimento do “orgulho branco” e o “orgulho negro”. O blogueiro beijoqueiro alega que o fato de alguém vestir uma camisa com dizeres 100% negro equivaleria a vestir uma com os dizeres 100% Gandhi, pois o movimento negro representaria algum tipo de discriminação positiva. Para ser mais exato, seria uma mobilização “pacífica e passiva”, nas suas palavras.
    Ao contrário, o movimento do “orgulho branco”, teria uma conotação de superioridade racial que estaria ausente no movimento negro. Este último seria mais uma resposta ao outro, ou a discriminações passadas e presentes.
    Ora, mas há que se combater discriminação racial ratificando o argumento da “diferença”? Isso na verdade não reforçaria uma divisão racial que, reitero, nunca houve no Brasil? Reparem que, se é válida e legítima a atitude de celebrar a própria “raça”, se é aceitável ter até uma revista que se chama “raça Brasil”, se é louvável orgulhar-se da negritude, seja lá qual for motivo, então há, pois, motivos para que racistas também se orgulhem da “branquitude”. Noutras palavras, o que se está a dizer é que diferenças raciais existem, elas são importantes e eu posso me orgulhar delas. Ora, meus amigos, não é justamente isso que se quer combater? Não vejo como combater o racismo enaltecendo orgulho racial de qualquer tipo, mesmo que seja esse tipo “reparador” ou de “ação afirmativa” que vemos hoje em dia.
    Um outro aspecto da questão são as injustiças e maluquices produzidas por esse negócio de “100% negro”. Já apontei aqui algumas delas, como a tv pública só para negros. Não há justificativa para a criação de uma tv só para negros, a não ser dar emprego para aqueles que fizeram da militância um meio de vida. Alguém, por ter a pele escura, precisa de uma programação de tv específica para quem tem esse tipo de pele? A cultura dos negros, mulatos e pardos no Brasil é diferente da cultura dos “brancos”? Sua língua é diferente? Sua comida é diferente? Alguém já foi em algum restaurante de “comida negra”? Acaso não vivemos num país onde, a despeito da cor da pele, não é nada incomum alguém que vá na missa de dia e à noite de uma passada num terreiro de candomblé?
    Pois bem, a tal “passividade” (o blogueiro beijoqueiro parece gostar dessa palavra) do movimento, identificada com a ausência do discurso de superioridade racial, no entanto, produz resultados injustos. A raça não é superior mais é uma “raça vítima”. Por conta do passado de escravidão, agora temos direito a cotas na universidade, temos direito até uma universidade e uma tv só nossa. Temos de exigir que as escolas ensinem “história da Àfrica” (como se o currículo escolar brasileiro já não fosse extenso o bastante). No futuro, cotas em concurso público. O “passivo” movimento negro quer, por exemplo, censurar livros de Monteiro Lobato. De repenete, eis o nosso país a submeter seus cidadãos a um tribunal racial, algo inadmissível. Tudo isso tem a ver com a “passiva” camiseta 100% negro.
    Numa democracia, não se pode discriminar, nem “positivamente”, nem de forma depreciativa. Ao introduzir benefícios com base em critério racial, cria-se uma situação conflitiva que pode muito bem servir de justificativa para movimentos de cunho racista.
    Falei também sobre o fato de que o conflito racial não existe no Brasil, pelo menos nos moldes em que se deu noutros países como os EUA. Não somos um país racista. Fomos o último país a abolir a escravidão e por isso muitos fazem uma leitura de somos um país racista. Só que nunca tivemos no Brasil um racismo institucionalizado. Exemplificando, havia negros no Brasil que eram proprietários de escravos. Confunde-se o escravismo com um fenômeno racial. Ora, escravos existiam desde que o mundo é mundo, sendo esse uma mazela essencialmente humana, independente de raça. Vejam só vocês que o Quilombo dos Palmares, idealizado como símbolo da luta pela liberdade, era um local onde, muito provavelmente, o escravismo era aceito. Não há razão para acreditar que não houvessem escravos em Palmares.
    Se de fato somos um país de racistas, como se explica que nosso mais celebrado escritor e fundador da academia brasileira de letras fosse um mulato? Nunca soube de perseguição ou preconceito contra Machado de Assis.
    O problema consiste numa nova vertente ideológica que se caracteriza pelo que chamo de “bom mocismo pró-minorias”, embora algumas dessas “minorias” sejam, de fato, maioria. Há tempos que vem se estabelecendo uma verdadeira indústria do vitimismo que se associa às questões étnicas. Existe, por parte de uma militância, a necessidade do discurso étnico-vitimista. Esse discurso é caracterizado pela falácia: “no passado meu povo sofreu injustiças, portanto, a sociedade nos deve alguma reparação”. O passado é revivido para justificar benefícios ofertados pelo governo, seja na forma de leis ou de concessões de terras. A indústria do vitimismo produz injustiça e privilégios. Chegou até a criar os “quilombolas”, na verdade um factóide antropológico (é incrível a proliferação de “quilombos” Brasil afora). Da mesma forma, pipocam por todos os lados os “novos índios”. O fato é que, para certa vertente da esquerda, o vitimismo étnico é uma forma de conquistar poder, privilégios e um meio de vida. A “passividade” da camiseta 100% negro (poderia ser também 100% índio) tem a ver com esse espírito conflitivo alimentado por essa mobilização de cunho ideológico. Embora não exista o argumento da superioridade racial, os objetivos desse movimento produzem resultados incompatíveis com a democracia. Alguns desses resultados podem, inclusive, comprometer o futuro de regiões inteiras do Brasil. Um exemplo cristalino das consequências nefastas desse vitimismo é o que ocorreu em Roraima, a partir da criação da reserva Raposa Serra do Sol (território com o dobro do tamanho do Líbano e que agora abriga 17 mil indígenas). Durante a discussão no STF, o ministro relator, Ayres Britto, manifestou seu voto na forma de um parecer carregado de romantismo e com uma visão totalmente idealizada do indígena de Roraima, conforme manda a praxe politicamente correta. O resultado, no entanto, não foi nada romântico. Hoje, em Boa Vista, existem 4 novas favelas criadas por indígenas oriundos da Raposa. Uma vez criada a reserva e expulso os brancos e mestiços, os índios não tiveram mais do que viver. (quem quiser pode conferir aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Mt3xcoOT-Sk).
    Finalizando, criar privilégios e leitura idealizada sobre “negritude”, “branquitude” ou seja lá o que for que envolva racialização, é algo incompatível com uma democracia. A “passividade” do movimento negro, embora muita gente que usa a camiseta não saiba, na verdade se trata de um ativismo que propõe estabelecer no Brasil uma divisão racial que, reitero, nunca existiu.
    Obrigado.

  12. Mário disse:

    Ah, um comentário aqui que aborda essa questão da divisão do Brasil em etnias:
    http://www.youtube.com/watch?v=hXvMHRZPWbM&feature=related

  13. Mário disse:

    Confiram esse texto da coluna do geneticista Ségio Penna. Trata do racismo “científico” promovido por iluminados e respeitados cientistas, o senhor James Watson e o fundador da ecologia, Ernest Heackel, grande influência de Adolf Hitler. É um grande equívoco pensar que ciência seja uma atividade que engendra valores, ética, moral ou que seja um “modo de vida”. Ceticismo é uma concepção filosófica, uma escolha subjetiva que tem tanto a ver com ciência quanto as teses de Heackel ou de um Lissenko.
    http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/grandes-cientistas-homens-perigosos

  14. Igor Santos disse:

    Mário, antes que eu libere seus comentários (que serão liberados, independente disso), você poderia esclarecer seu ponto de vista político-científico?
    Obrigado.

  15. Mário disse:

    Bem, não aprecio muito os rótulos. Mas, se fosse me definir politicamente, acredito que sou o que chamam de conservador, embora dê crédito a algumas idéias liberais (no sentido que a palavra tem no Brasil).
    Quanto ao ponto de vista científico, não sei se ciência tem “ponto de vista”. Ciência é apenas a ciência.
    Óbvio, houve outrora, como também há hoje, movimentos de cunho filosófico (não exatamente epistemológico) que pintaram a ciência como uma espécie de “nova religião”. Refiro-me aos positivistas, com sua “religião científica”.
    Mas, se posso dizer algo sobre ciência, é que minha visão da atividade científica vai ao encontro daquela descrita por Jay Gould em seu livro Pilares do Tempo – um dos mais importantes escrito por ele, no meu ponto de vista, e estranhamente ignorado por muitos. Ciência é nada mais que um método para investigar as leis da natureza e os fenômenos naturais, produzindo explicações quase sempre provisórias.
    Seu escopo é distinto de outras formas de conhecimento humano, que se debruçam sobre questões fogem do alcance do método científico (que só pode trabalhar com dados concretos, observações e experimentação), tais como questões metafísicas, morais, de valores (valorar conceitos abstratos como “bem”, “mal”, “moral”, não é papel da ciência). Para tais questões, o campo seria outro: o das religiões e da filosofia, magistérios distintos da atividade científica per se.
    Gould acreditava que os conflitos entre filosofia, religião e ciência – com resultados nefastos – advêm quando um magistério invade o campo do outro.
    É o que se dá no conflito entre criacionistas e evolucionistas, por exemplo, ou na gênese das experiências totalitárias do século XX (nazismo e comunismo), resultado do cientificismo do século XIX, no meu modesto entendimento da questão.
    No livro citado, há exemplos primorosos dessas confusões. Por exemplo, o ensaio de Gould a respeito de alguns elementos do caso John Scopes, considerado uma espécie de mártir do evolucionismo, traz algumas revelações bem desagradáveis que jogam por terra a visão simplista de guerra de luz e trevas entre os dois magistérios que não deveriam dar pitaco em searas alheias.
    Bem, não sei se era bem isso que querias.
    Obrigado.

  16. Kim disse:

    Falar em raças de cachorro está cientificamente correto? O Neandertal seria outra raça humana?

  17. Igor Santos disse:

    Faz sentido sim, Kim. Já existiram várias raças de humanos, mas uma prevaleceu; o homo sapiens.

  18. Igor Santos disse:

    Mário, revisando suas mensagens e lendo outras em outros blogues, notei algumas coisas a seu respeito. Por exemplo: você é agressivo passivo (gosta como eu uso sua passividade de volta contra você?) e gosta de tentar ofender seus interlocutores como uma menina de primária faria; é muito verborrágico e desconexo (vários emails em sequência, sem capacidade de desenvolver uma só ideia ou de criar um texto conciso ou, no mínimo, revisar a ortografia do que escreve); também delirante com mania de perseguição (acha que o mundo está contra você, como quando achou que seu comentário inexistente não foi aceito, desafiando “espero que dessa vez o proprietário do blog libere o meu comentário”), o que me leva a concluir que você é pouco mais que um valente virtual, que só consegue se impor por detrás de uma tela, e que gosta de tentar atacar as pessoas as classificando como inferiores (ou, como em outro blogue, se referir a um José como “esse zé”) e criando termos baseados em situações que elas mesmas criaram, como me chamando de beijoqueiro, coisa que você obviamente abomina (já ouviu falar da pesquisa que sugere que a maioria dos homofóbicos raivosos como você são, na verdade, homossexuais enrustidos?).
    Suas alucinações extremistas não merecem sequer ser comentadas. Você é um troll típico, a um passo de criar uma teoria da conspiração. Possivelmente “vermelha”, já que gosta tanto de usar “lulista” e “dilmista” em seu bloguinho sem visitas.
    Falando nele, é incrível que um blogue com mais de duzentas entradas e há quatro anos no ar não tenha, até hoje, um sexto das visitas que o meu teve nos primeiros dois meses.
    Pelo lado positivo, você pode ter orgulho disso, pois foi um feito conseguido por seu próprio esforço e dedicação à causa débil mental. Parabéns. Você merece.

  19. Mário disse:

    Poderia, nobre Igor, refutar, desmentir, aniquilar, reduzir a pó um só de meus argumentos?
    Poderia ter feito isso. Mas preferiu partir para ofensa, acusando-me de desrespeita-lo.
    Não tenho “causas”, meu chapa.
    Só gosto é de confrontar um “sabe-tudo” de vez em quando, até porque esses tipos costumam ter platéia.
    Ora, meu amigo, pouco importam os motivos porque tenho um blog (creio que isso está claro). E que tem a ver o número de visitas com o que aqui se discute?
    Como o senhor sabe-tudo ficou sem argumentos, então partiu para o argumento ad hominem.
    Pobre coitado, pobre pavão que se exibe como um moderno defensor dos “direitos homossexuais” mas que não deixa de fazer referência a preferências sexuais como forma de gracejo ou xingamento. Pouco me importa quem o senhor beija ou tenha vontade de beijar. O que importa é que essa balela de “homofobia” e “enrustido” atestam que o sabe-tudo raivosinho não é capaz de aguentar uma discussão mais veemente, que bata de frente com seu mundinho “cientista por paixão” (essa é boa!).
    Tem nada não, sabe tudo. Eu tô orgulhoso de ter, aqui nesse espaço, ter conseguido meu intento. Quando aqui resolvi comentar, esperava que alguém pusesse por terra meus argumentos. Minhas convicções saíram reforçadas desse arremedo de debate. Minhas impressões sobre o “cientista apaixonado” e sua claque, confirmaram-se. Prepotência, ignorância, pedantismo, arrogância, vaidade.
    Este século é dos cretinos fundamentais, já dizia Nelson Rodrigues. Basta que um deles suba numa lata de querosene e comece a palestrar, que milhões de semelhantes acorrerão para ouvi-lo e aplaudi-lo.
    Parabéns, cabeça-de-bagre, parabéns “cientista” de meia-tigela. O senhor só confirmou tratar-se de mais um cretino fundamental metido a “entendido”.

  20. Igor Santos disse:

    Poderia, nobre Igor, refutar, desmentir, aniquilar, reduzir a pó um só de meus argumentos?
    Talvez. Assim que você apresentar algum argumento. Até agora você só mostrou sua opinião pessoal e enviesada.
    Mas preferiu partir para ofensa, acusando-me de desrespeita-lo.
    No momento em que você abre precedente, deve estar disposto a aceitar as consequências. Ao entrar aqui me desrespeitando, fique sabendo que sua palavra será usada contra você mesmo.
    Racistas homofóbicos não são bem vindos, mesmo quando sabem usar a fina arte do sarcasmo.
    Só gosto é de confrontar um “sabe-tudo” de vez em quando, até porque esses tipos costumam ter platéia.
    Eis aqui a sua.
    Se você gosta de confrontar “sabe-tudo” é porque você se acha ainda mais sabido.
    E que tem a ver o número de visitas com o que aqui se discute?
    Falou o sujeito que está preocupado com plateias.
    Como o senhor sabe-tudo ficou sem argumentos, então partiu para o argumento ad hominem.
    Brilhante. “Como ficou sem X, usou X.”
    Energúmeno, deixe-me tentar ensinar-lhe algo: ad hominem não é argumento, é uma falácia.
    Pobre coitado, pobre pavão que se exibe como um moderno defensor dos “direitos homossexuais” mas que não deixa de fazer referência a preferências sexuais como forma de gracejo ou xingamento.
    Que crime! Defendo os direitos das pessoas e faço referência a preferências sexuais!
    Eu deveria estar preso.
    O que importa é que essa balela de “homofobia” e “enrustido” atestam que o sabe-tudo raivosinho não é capaz de aguentar uma discussão mais veemente
    Acho que você confunde “discussão” com “balbucios delirantes de um extremista acuado”.
    Mário, para discutir você precisa estar disposto a aceitar argumentos contrários. É bastante claro pelos seus comentários tanto aqui quando em vários outros blogues que se cérebro não aguenta mudanças. Você é mais dogmático que o pior suicida religioso. A diferença é que suas convicções indestrutíveis são políticas.
    Quando aqui resolvi comentar, esperava que alguém pusesse por terra meus argumentos.
    Mentir é feio. Você só queria uma plataforma para demonstrar como seu preconceito é o caminho certo de ação. Comparar brancos com negros afirmando mentiras (“Há muito tempo que a porcentagem de negros na universidade é igual a da população” Este século é dos cretinos fundamentais
    Mais uma vez; parabéns.
    O senhor só confirmou tratar-se de mais um cretino fundamental metido a “entendido”.
    Traduzindo: O senhor só confirmou tratar-se de alguém que discorda de mim e, portanto, está errado.
    Obrigado pela visita, apesar de saber que minhas palavras jamais serão lidas, visto que esse tal Mario tem o perfil dos que picham e saem correndo para não sofrer as consequências.

  21. Mário disse:

    Encontrei a matéria a que fiz referência. Minha memória não me traiu. Segue o endereço que trata da reportagem da revista Veja que traz o resultado de uma pesquisa da Andifes (os dados não são do IBGE, como relatei, mas provêm do próprio governo e do MEC).
    http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/cotas_para_que.htm
    Obrigado.

  22. gio disse:

    prezados,
    vcs discutem aqui uma questão que é predominantemente política. Nesse sentido, a lógica é diferente e o terreno é bem mais arenoso que o científico…..apesar de que, como diria Bruno Latour, ciência e política andam de mãos dadas…
    Quando se cria um grupo (negro, branco, homossexual, heterossexual, emo, sadomaso, etc..) se cria uma identidade e um território político, ou seja, um espaço de poder. A quem isso interessa, no fim das contas?
    Michel Foucault (perdoem se a grafia estiver errada), em sua aula inaugural que foi publicada como A Ordem do Discurso, falou sobre a importância de nomear, tipificar, classificar, para que seja mais fácil manipular indivíduos nas sociedades. As pessoas se vêem na obrigação de encontrar uma identidade para constantemente confessarem suas posições e comportamentos. Isso aprisiona e cria contornos para que grupos inteiros sejam manipulados. Os grupos dão força e poder a uma identidade, mas, sempre possuem um líder ou um fim. Sobre as intenções do líder, a história pode nos mostrar exemplos positivos e negativos. Talvez a pergunta política seja: positivo ou negativo para quem?
    Essa é a arena política. Conviver com a diversidade e aceitá-la é um desafio para nossa espécie, muito porque é uma experiência recente, relacionada ao encurtamento das distâncias (promovido pela tecnologia e pela globalização) e pelo desenvolvimento do Direito e das democracias.
    Eu vejo que a época da intolerância está ficando para trás e que esses movimentos mais fundamentalistas são ações desesperadas para manter o statu quo. Se pensarmos por meio da Teoria Geral dos Sistemas, trata-se de uma resistência à mudança. Claro que é em vão, pois é impossível para um sistema aberto não mudar.
    As próximas gerações serão muito mais tolerantes e misturadas……inclusive pode ser que vejamos boa parte disso, pois penso que nas próximas décadas a tecnologia para que vivamos 200 anos já estará bem acessível!
    (peço que sejam tolerantes com os possíveis erros, já que escrevi em um só fôlego e não revisei!!!! O pessoal por aqui é bem crítico!)

  23. gio disse:

    Ah, Igor, não inclua as meninas na briga: “(…) gosta de tentar ofender seus interlocutores como uma menina de primária faria(…)”!!!!
    Pôxa, “menina de primário” é mais xingamento do que “menino de primário”??? rs!!!
    Curto seu blog!
    abraço!

  24. Igor Santos disse:

    Gio, na minha experiência, meninos de primário não tentam atacar com xingamentos. Eles partem logo para a violência física mesmo.
    E usei esse termo em particular também porque, para um homofóbico, nada é pior que ter atribuído características femininas.

  25. Igor Santos disse:

    As próximas gerações serão muito mais tolerantes e misturadas
    E essa é a base do único argumento com o qual concordo em favor das cotas raciais. Criar um ambiente miscigenado onde, para os jovens, é normal conviver com pessoas de todas as cores.

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