A melhor forma de descascar o ovo cozido perfeito

Antes de qualquer coisa (exceto estas duas frases), eis a receita do ovo cozido perfeito:

Deite um ovo (que foi retirado da geladeira com antecedência e que já se encontra em temperatura ambiente) em uma panela e despeje água fria da torneira em quantidade suficiente para cobrí-lo completamente. Adicione uma ou duas pitadas de sal e leve ao fogo médio.[1]

Assim que o conjunto começar a ferver, desligue o fogo e deixe o ovo em repouso por quinze minutos. Isso vai fazer com que ele cozinhe gentilmente sem que ultrapasse a temperatura interna ideal de 65°C (mais ou menos. Não me cite no seu TCC).

Findado o quarto de hora, escorra a água quente e volte a cobrir o ovo com água fria. Deixe-o por cinco minutos ou até que seja possível manuseá-lo ainda ligeiramente morno.[2]

Aí você descasca!

Usando o método de cozimento descrito acima, seu ovo ficará completamente cozido mas ainda macio.

Então, basta escolher o tipo de sal e degustá-lo lentamente.

———

[1] – Não, o sal aqui não é para aumentar a temperatura de ebulição da água, porque a quantidade sugerida é irrelevante para o processo. O que o sal vai fazer ali naquele conjunto é proteger o ovo de um vazamento. Se a casca estiver trincada, a clara – ainda bastante líquda – vai vazar quando o ovo se expandir na água quente. Se sua água estiver suficientemente salgada, a clara vai se solidificar mais rapidamente, o vazamento vai ser contido e o buraco vai ser tampado.

[2] – Descascar um ovo quente é mais fácil que um frio porque a membrana que fica imediatamente abaixo da casca adere menos à clara em tais condições.

O DISPERSANDO VOLTOU!!!

Alguns de vocês já devem ter visto (SIM, VISTO!!!) que o Dispersando, o Podcast do ScienceBlogs Brasil agora é um VIDEOCAST!!

E MELHOR AINDA!! COM ENTREVISTAS!!!

A primeira foi com André Rabelo, do SocialMente e a segunda (os programas devem ir ao ar toda quarta-feira) foi com Eduardo Emanuel Henn, do Caderno de Laboratório.

Vão lá, clicando aqui (o link abre até em outra janela, para seu conforto) e assine tudo que puder ser assinado (RSS, Youtube, G+, petição para a descriminalização da ovalidade da minha cabeça, etc)!!

Aproveitem e escutem os programas antigos. Eles ainda são bons. Eu acho.

“Múltiplas exclamações. O mais claro sinal de uma mente doente.” (Pratchett, T.)

Ditadura surda

Só não vê quem não quer[1]! estamos passando por uma revolução no modo de pensar, de agir e, principalmente, de ouvir! Querem criar uma surdocracia!

Querem tomar minha liberdade de ouvir, é flagrante o desrespeito para com aqueles que escolheram o caminho da audição. Já vários programas na TV Educativa que é DO GOVERNO aparecem com uma pessoa no canto afrontando meus direitos, fazendo gestos e sinais de mão impróprios para qualquer horário e que deveria ser proibido sob pena de cadeia!

Minha família já não assiste mais TVE nem TVU (que retransmite o programas da primeira) e sei que meu filho nunca vai escolher ser surdo, mas e se o governo do PSPT querer ensinar isso na escola? E chamando de “inclusão”. Cadê meus direitos de ouvinte?

Nem a democracia escapa das garras dessa ditadura imposta pelo PSPT, agora tem legenda até em horário político, que é pago com o meu dinheiro e o seu. Toda novela agora tem closed caption e até nos jornais em horário nobre já estão fazendo legendas ao vivo, sem edições. Quem controla isso? O legendador escreve o que quiser e ninguém vai poder fazer nada, daqui a pouco as “redes sociais” vão forçar até o Youtube a ter legendas!

Diga não a esse tolhimentos dos nossos direitos! Denuncie!

Esses liberais sempre se achando superiores querendo empurrar garganta abaixo sua visão distorcida de mundo. Os ouvintes são maioria, ouvir é o normal. Até um tempo desses não existia surdo, mas agora parece que virou moda e tenho certeza de que alguns jovens escolhem ser surdos só de safadeza, para romper com a boa sociedade que os criou sob a moral da audição perfeita.

Talvez para ganhar a Bolsa Surdo, que o PSPT certamente vai criar, não é?

Não tem escrito em Levítico 19:14 que os surdos devem temer a deus?

E logo em seguida, Levítico 21:16-18 nos avisa: “Disse ainda o Senhor a Moisés: ‘Diga a Arão: Pelas suas gerações, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poderá aproximar-se para trazer ao seu Deus ofertas de alimento. Nenhum homem que tenha algum defeito poderá aproximar-se: ninguém que seja cego ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado.'” Por que então essas pessoas fazem questão de escolher ter um defeito só para aparecer? Só podem estar com raiva de deus!

Por que devemos nos associar com esse tipo, quando até mesmo Jesus, o maior otorrino que já existiu, chama os surdos de “espíritos imundos” em Marcos 9:25? Surdez é uma abominação!

Mas devemos odiar o pecado, não o pecador, portanto vamos tratar essas pessoas que se desviaram de Jesus e escolheram a surdez. Isaías 43:8 já nos diz que surdez tem cura, basta trazer essas pessoas ao Criador!

Eu que fui criado na única doutrina verdadeira (e por isso sei que ela é a única verdadeira), a da audição, não quero isso na minha cultura. Quero ter o meu direito de ouvir preservado! Mas não tem ninguém para defender o meu Orgulho Ouvinte! Só fazem piadas de nós que nunca tivemos nenhuma vantagem na vida por sermos homens brancos, de classe média, católicos e ouvintes.

[1] – E daqui a pouco vão querer tirar também a minha visão. Será que vão querer lançar o Kit Cego?

Atualização em 02/12/12

Se você chegou até aqui com uma indignação insuportável achando que só a fogueira me é apropriada, saiba que você não faz parte do público para o qual escrevo, que costuma ser um pouco mais perspicaz e, sem dúvida alguma, infinitamente mais questionador. Se você está lendo isto soltando fogo pela venta, eu sinto muito, porque um ódio dessa magnitude só é possível naqueles que concordaram com partes do texto porém se sentiram vitimados pelo uso específico da palavra “surdo” e não possuem capacidade de abstração suficiente para notar a ironia e o sarcasmo que escorrem pelas palavras que escrevi.

Sim, se você acha que eu realmente tenho algo contra surdos você foi freudianamente traído pelo seu próprio preconceito. Troque o “surdo” por “gay” ou “negro” ou “mulher” ou “judeu” ou “que abortam” e, depois de se identificarem, vejam exatamente a mensagem que quis passar – ingenuamente achando que ia conseguir fazer vocês refletirem acerca de suas ideias e ver como eles são cretinas.

Da próxima vez que tiver nojo de um gay, medo de um preto ou subestimar uma mulher, lembre deste texto e note como sua mente guarda conceitos absurdos e idiotas, sem o mínimo de lógica ou razoabilidade.

E, aos que passiva-agressivamente disseram ter pena de mim ou mal se contiveram ao me mandar procurar tratamento, eis aqui uma dica para a vida: antes de irracionalmente se tremerem de ódio, questionem. Pois é justamente essa mania de agir sem pensar e engolir sem questionar que cria pessoas preconceituosas auto-engrandecidas.

Largue a bíblia e vá ler Steven Pinker. Mas calma, os livros dele têm ilustrações.

Eu nem queria escrever esta parte mas parece que não subestimei as pessoas o suficiente…

Salada 42.

Eu sempre achei o vegetarianismo imoral. Acho mais aceitável matar um animal com a finalidade de comê-lo do que matá-lo de fome, comendo a comida dele. Por que um ser humano trairia assim tão cruelmente sua própria herança evolutiva se recusando a comer proteína e vitamina B12?

Por isso, durante a maior parte da minha vida, a palavra “salada” significou “a comida da minha comida”. Todas que me eram apresentadas sofriam de uma crônica escassez de variedade. Ou eram rodelas de tomate e cebola servindo de peso para impedir que uma solitária e íntegra folha de alface fosse levada pelo vento, ou simplesmente alface servindo de camuflagem para sua amargurada e intensamente desgostosa prima, a rúcula.

Mas isso mudou alguns anos atrás, quando conheci quem viria a ser minha namorada e, logo em seguida, esposa.

Meire me apresentou ao delicado mundo dos vegetais cortados em cubinhos. Isso foi uma revolução gastronômica na minha vida, porque a partir de então eu poderia misturar os sabores diretamente na minha boca sem precisar deslocar meu maxilar, nem comer somente o 1/8 de cebola para só depois degustar do cilindro de tomate à minha frente.

No entanto, isso só aconteceria se eu mesmo preparasse, pois até nos comedouros especializados em salada ainda é mistério a tecnologia do “cortar cada pedaço mais de uma vez”.

E isso traz nada mais que vantagens, pois eu posso controlar tanto a densidade proteica e vitamínica quanto todos os sabores, texturas e umidades que desejar.

Após muita experimentação (em todas as acepções do termo), cheguei a um método que, para minhas papilas e da minha mulher é perfeito. Equilibradamente flexível e consistente enquanto macia e crocante, nutritiva e divertida, de preparo simples e de resultado complexo.

A fórmula é a seguinte (quantidades volumetricamente comparativas):

1 lycopersicon – qualquer variedade de tomate, sempre bem maduro.

1 vegetal folhoso – qualquer espécie de alface ou outra coisa que uma uma girafa não faria questão de rejeitar.

OU

1 vegetal crucífero – qualquer cor de repolho, qualquer nível botânico ou nacionalidade de couve, brócolis, nabo, etc.

1 cenoura – aqui não tem como fazer piadinha porque sua salada vai depender dela para crocância, coisa que nenhuma outra umbelifera pode dar visto que a maioria vem em forma de erva e as outras não prestam para comer cruas.

0,5 capsicum – se você estiver se sentindo aventureiro, vá de pimenta. Caso contrário, qualquer cor de pimentão.

1,5 allium – este vai ser dividido em duas partes, sendo um terço cru (recomendo que seja cebola mesmo) e dois terços caramelizados em fogo baixo com algumas gotas de azeite (mas shhhhh, isso é segredo).

1 legume (ou grão molhado) – milho, ervilha, feijão (sério, pode testar), grão-de-bico, lentilha, etc.

1 noz (ou grão seco) – amendoim, castanha, nozes, castanha-do-pará, amêndoa, avelã, pistache, caroço de jerimum, ou até alguns besouros ou formigas fritas.

0,5 doce e frutoso – morango glaceado, kiwi desidratado, uva-passa, doce de goiaba, figo turco, tâmara, damasco seco, etc. Você vai me agradecer enormemente por isso. Já adianto meu “de nada”.

1,5 animal – o ingrediente principal. Geralmente uso tiras de filé bovino, cubos churrascados de músculo estriado de aves ou atum defumado, mas creio que costela de porco, pernil de carneiro, anéis de lula ou outro representante da locomoção consciente (inclusive os embutidos) não deixariam sua salada terrível. Ou, se quiser comer um bicho inteiro de uma vez só, recomendo um ovo cozido.

1 queijo – esta etapa se torna melhor quando combinada com a anterior. Por exemplo, se usar tiras de filé, vá de gorgonzola; se preferir frango, escolha queijo do reino ou até brie; quando faço com atum, uso sempre algo branco, como mussarela ou coalho.

0,5 adstringente controverso e opcional – aqui, sempre usamos azeitona mas não vejo um só motivo para não acrescentar pasta de alho, vinagre balsâmico, alguma variação no tema mostarda ou até suvinil raiz-forte, caso seu nariz esteja entupido.

Tudo isso temperado com sal, pimenta-do-reino (moída na hora, por favor), noz-moscada (idem item anterior), azeite, vinagre, molho inglês ou de soja em quantidades adequadas (sempre lembrando que “zero” também é uma quantidade, caso você não goste de algo listado).

Outros ingredientes opcionais:

0,2 folhas aromáticas frescas – cebolinha, hortelã, alecrim, coentro, manjericão, orégano, salsa, ou até folhas de limoeiro (sem onda, elas são muito usadas na culinária vietnamita).

1 frutas frescas – tangerina, melão de qualquer cor, manga em um dos vários estágios de maturação, uva meiadas e descaroçadas, morango, fatias quarteadas de banana, caju, maçã ou pera em cubos e goiaba preferencialmente sem sementes.

Hoje eu como salada pelo menos uma vez por semana (quero até aumentar a frequência), nunca repetindo uma receita diferente mas sempre usando o esquema acima. E confiro o Selo Igor Gold de Qualidade enquanto agradeço novamente à minha mulher por me apresentar a este novo mundo de sabores e delícias.

Notícias – um teste

O que segue são dois testes para um possível futuro projeto. Nada demais, apenas um estilo de humor e descompromisso com a realidade que gosto de denominar “jornalismo”.

Mas nem se animem, pois como a maioria das minhas ideias essa também não vai para a frente, ao que tudo indica (“tudo” aqui significa “experiência)

Formação geológica que definitivamente não são caixões são encontrados nas Filipinas e confundidos com caixões.

Do Arreuters, enviado

Formações retangulares que provavelmente são naturais mas que podem também ser um tipo de alicerce ou um altar ao Deus Filipino Retangulor, O Fundo, foram encontradas na cidade de Mulanay por arqueólogos que não sabem usar medição radioativa e chutaram “tem mais de mil anos, com certeza, pelo menos”.

Imagem do que definitivamente não é uma tumba.

Cobertos de uma espécie de musgo que só nasce em certos tipos de rocha não-manipulada de qualquer forma, os retângulos viraram atração para os funcionários do governo de Mulanay que os estão usando para a siesta, tradição hispânica recém-introduzida no país.

Funcionário do governo de Mulanay usando descoberta para a siesta, tradição hispânica recém-introduzida no país.

Testemunhas afirmam ouvir relatos daqueles confortavelmente inserido em um dos espaços como sendo “mais ou menos” e “definitivamente não é um caixão”.

Mais investigações estão a caminho para determinar porque um buraco no chão completamente desprovido de qualquer resquício de osso ou outro resto mortal foi confundido pelos ex-arqueólogos como “túmulos” e “sítios de inumação”. Fontes concluem que os envolvidos não sabiam do que estavam falando e apenas quiseram aparecer em alguma manchete de jornal deitados num buraco retangular no chão.

Seria essa uma alternativa verde ao enterro dispendioso e desmatador de florestas do ocidente? Estariam os sábios orientais flipinenses à beira de uma revolução mausoléica? Ou isso não passa de fogo de palha, ou, melhor dizendo, musgo em rocha?

Jamais saberemos as respostas para essas perguntas.

Apesar de chamada para notícia falar em “vítima vive após picada mais venenosa”, jornal on-line da Internet se retrata no corpo do texto e agora fala em “Adolescente escapa após ser picado por cobra mais venenosa do mundo”.

Do G1, via BBC

[APAGAR]texto adequadamente repetitivo para o nível intelectual dos nossos leitores[APAGAR]

Fontes afirmam ler na página inicial do portal virtual do site on-line da grande rede Internet G1 a respeito de uma suposta “picada mais venenosa” e relatam, posteriormente, seu desapontamento após seguir o hiperlink de ligação e se darem conta de que haveria sido apenas uma picada da “cobra mais venenosa”, nada sendo dito a respeito da potência da dita picada.

Adolescente escapa após ser picado por cobra mais venenosa do mundo mas provoca fúria dos internautas.

Revoltados com o engano, vários internautas virtuais comentaram raivosamente acerca da confusão, numa torrente que começou como simples apelos de esclarecimento mas rapidamente desvirtuou em baderna, com comentaristas xingando uns aos outros de forma completamente não-relacionada à matéria, usando expressões como “privataria” e “petralha”, no que foi caracterizado por um psicólogo como “extremamente de mal gosto” e “sinceramente, não sei porque me ligam a essa hora perguntando coisas inúteis assim. Quem lhe deu meu número? Vou ligar para a polícia”.

A vítima em questão, completamente paralisada, com hipóxia e rigor mortis avançado, não estava disponível para comentários.

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