Notícias – um teste

O que segue são dois testes para um possível futuro projeto. Nada demais, apenas um estilo de humor e descompromisso com a realidade que gosto de denominar “jornalismo”.

Mas nem se animem, pois como a maioria das minhas ideias essa também não vai para a frente, ao que tudo indica (“tudo” aqui significa “experiência)

Formação geológica que definitivamente não são caixões são encontrados nas Filipinas e confundidos com caixões.

Do Arreuters, enviado

Formações retangulares que provavelmente são naturais mas que podem também ser um tipo de alicerce ou um altar ao Deus Filipino Retangulor, O Fundo, foram encontradas na cidade de Mulanay por arqueólogos que não sabem usar medição radioativa e chutaram “tem mais de mil anos, com certeza, pelo menos”.

Imagem do que definitivamente não é uma tumba.

Cobertos de uma espécie de musgo que só nasce em certos tipos de rocha não-manipulada de qualquer forma, os retângulos viraram atração para os funcionários do governo de Mulanay que os estão usando para a siesta, tradição hispânica recém-introduzida no país.

Funcionário do governo de Mulanay usando descoberta para a siesta, tradição hispânica recém-introduzida no país.

Testemunhas afirmam ouvir relatos daqueles confortavelmente inserido em um dos espaços como sendo “mais ou menos” e “definitivamente não é um caixão”.

Mais investigações estão a caminho para determinar porque um buraco no chão completamente desprovido de qualquer resquício de osso ou outro resto mortal foi confundido pelos ex-arqueólogos como “túmulos” e “sítios de inumação”. Fontes concluem que os envolvidos não sabiam do que estavam falando e apenas quiseram aparecer em alguma manchete de jornal deitados num buraco retangular no chão.

Seria essa uma alternativa verde ao enterro dispendioso e desmatador de florestas do ocidente? Estariam os sábios orientais flipinenses à beira de uma revolução mausoléica? Ou isso não passa de fogo de palha, ou, melhor dizendo, musgo em rocha?

Jamais saberemos as respostas para essas perguntas.

Apesar de chamada para notícia falar em “vítima vive após picada mais venenosa”, jornal on-line da Internet se retrata no corpo do texto e agora fala em “Adolescente escapa após ser picado por cobra mais venenosa do mundo”.

Do G1, via BBC

[APAGAR]texto adequadamente repetitivo para o nível intelectual dos nossos leitores[APAGAR]

Fontes afirmam ler na página inicial do portal virtual do site on-line da grande rede Internet G1 a respeito de uma suposta “picada mais venenosa” e relatam, posteriormente, seu desapontamento após seguir o hiperlink de ligação e se darem conta de que haveria sido apenas uma picada da “cobra mais venenosa”, nada sendo dito a respeito da potência da dita picada.

Adolescente escapa após ser picado por cobra mais venenosa do mundo mas provoca fúria dos internautas.

Revoltados com o engano, vários internautas virtuais comentaram raivosamente acerca da confusão, numa torrente que começou como simples apelos de esclarecimento mas rapidamente desvirtuou em baderna, com comentaristas xingando uns aos outros de forma completamente não-relacionada à matéria, usando expressões como “privataria” e “petralha”, no que foi caracterizado por um psicólogo como “extremamente de mal gosto” e “sinceramente, não sei porque me ligam a essa hora perguntando coisas inúteis assim. Quem lhe deu meu número? Vou ligar para a polícia”.

A vítima em questão, completamente paralisada, com hipóxia e rigor mortis avançado, não estava disponível para comentários.

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