A melhor forma de descascar o ovo cozido perfeito

Antes de qualquer coisa (exceto estas duas frases), eis a receita do ovo cozido perfeito:

Deite um ovo (que foi retirado da geladeira com antecedência e que já se encontra em temperatura ambiente) em uma panela e despeje água fria da torneira em quantidade suficiente para cobrí-lo completamente. Adicione uma ou duas pitadas de sal e leve ao fogo médio.[1]

Assim que o conjunto começar a ferver, desligue o fogo e deixe o ovo em repouso por quinze minutos. Isso vai fazer com que ele cozinhe gentilmente sem que ultrapasse a temperatura interna ideal de 65°C (mais ou menos. Não me cite no seu TCC).

Findado o quarto de hora, escorra a água quente e volte a cobrir o ovo com água fria. Deixe-o por cinco minutos ou até que seja possível manuseá-lo ainda ligeiramente morno.[2]

Aí você descasca!

Usando o método de cozimento descrito acima, seu ovo ficará completamente cozido mas ainda macio.

Então, basta escolher o tipo de sal e degustá-lo lentamente.

———

[1] – Não, o sal aqui não é para aumentar a temperatura de ebulição da água, porque a quantidade sugerida é irrelevante para o processo. O que o sal vai fazer ali naquele conjunto é proteger o ovo de um vazamento. Se a casca estiver trincada, a clara – ainda bastante líquda – vai vazar quando o ovo se expandir na água quente. Se sua água estiver suficientemente salgada, a clara vai se solidificar mais rapidamente, o vazamento vai ser contido e o buraco vai ser tampado.

[2] – Descascar um ovo quente é mais fácil que um frio porque a membrana que fica imediatamente abaixo da casca adere menos à clara em tais condições.

Aprenda porque o ovo de chocolate é o símbolo da Páscoa

Chocolate, da mesma forma que o festival pagão do natal, representa o consumismo e a artificialidade.

Sem qualquer função social e sem representar qualquer papel no desenvolvimento humano (que não possa ser fácil e rapidamente explicados por outros fatores), o chocolate é uma construção artificial que alguns grupos continuamente tentam pintar como salutar, apesar de não apresentar qualquer benefício (apenas alguns deméritos) para o organismo e para a população.

É apenas uma falsa promessa vendida por grupos interessados que lucram diretamente com a venda desencadeada por propagandas ilusórias de algo que dá prazer imediato mas, se engolido inquestionavelmente, se torna prejudicial a longo prazo. Como os ilógicos dogmas religiosos.

A criação de um ovo proveniente de um mamífero não-monotremado representa a ignorante inocência cristã e o desdém religioso em relação à realidade, do tipo que chama baleia de peixe e morcego de ave em livros sagrados, mesmo estes tendo sido escritos sob uma suposta “inspiração divina”.

A idealização antropomórfica de um coelho senciente que sacrifica os próprios descendentes distribuindo seus fisiologicamente impossíveis ovos em uma época específica demonstra a falta de consistência interna e a absurdidade a qual são submetidos aqueles que crêem. Se a recompensa é eterna, por que ela aparece em prestações, uma vez por ano, em forma de fetos achocolatados de pseudo-roedores mágicos?

O espaço vazio pelo qual se paga e que deixa o ovo até dez vezes mais caro que a mesma quantidade de chocolate puro representa as falsas promessas da religião e a ilusão de algo grandioso mas que é, no fim das contas, completamente vazio e desprovido de lógica.

Os bombons dentro do ovo existem para criar a ilusão de valor agregado, um custo/benefício inexistente, visto que o conjunto continua a ser, em sua maior parte, ar embalado. Em outras palavras, balela.

A ostensível embalagem é designada para atrair, pela cobiça, os mais ingênuos (dentre estes, a maioria composta por crianças), que se prendem a uma esperança irrealizável de que, aderindo àquele ritual, estarão de alguma forma se engrandecendo ou melhorando de vida, desconsiderando por completo o fato do invólucro ser o primeiro a ir para a lixeira no fim do dia. Como as falsas amizades de “encontros de casais” e “grupos de jovens”.

Há ainda aqueles que guardam dito pacote por sua beleza ou por aquilo que representa, exemplificando o tipo de dissonância cognitiva daqueles que preferem enganar a si mesmos a admitir que estão apenas acumulando lixo em suas vidas, por mais brilhoso e colorido que seja.

Ignorância dolosa com uma cobertura de benefícios fictícios. Por essas características, o ovo de chocolate representa tão bem a páscoa.

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