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	<title>Você que é Biólogo...</title>
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	<description>A vida como &#039;o cientista vê&#039; que ela é</description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Feb 2012 22:51:08 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por que as ostras são afrodisíacas?</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 22:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ciência é difícil&#8230;&#8221; &#8220;Ciência é chato&#8230;&#8221; &#8220;Cientistas são chatos&#8230;&#8221; Quantas vezes já ouvi isso&#8230; Tudo mentira! A ciência é o maior barato! Sim, existe ciência e cientistas chatos. Assim como existem advogados chatos, bombeiros chatos e (meu deus, quantos) pedagogos chatos. Saber ciência é divertido e eu vou provar pra vocês. Esse vídeo foi gravado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Ciência é difícil&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Ciência é chato&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Cientistas são chatos&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">Quantas vezes já ouvi isso&#8230; Tudo mentira! <strong>A ciência é o maior barato!</strong></p>
<p style="text-align: justify">Sim, existe ciência e cientistas chatos. Assim como existem advogados chatos, bombeiros chatos e (meu deus, quantos) pedagogos chatos.</p>
<p style="text-align: justify">Saber ciência é divertido e eu vou provar pra vocês. Esse vídeo foi gravado ontem, no aniversário da belíssima <em>Roberta Foster</em>, minha amiga dos tempos de São José, quando fomos da 7a série H (a lendária ‘Equipe Cão’); na presença de outros ex-Maristas feras: a acupunturista <em>Bia Korb</em>, o alquimista <em>Maurício</em> <em>Simão</em> e a cantora <em>Ana Cuba</em> (mulheres de Holanda). Mas foi o advogado <em>Paulo</em> <em>Melo</em> que fez pergunta que gerou o primeiro podcast do VQEB. <em></em></p>
<p style="text-align: justify"><em>“Mas Mauro, você que é biólogo&#8230;”</em></p>
<p style="text-align: justify"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/CES6LS9ETZc" frameborder="0" width="550" height="309"></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Faltou dizer exatamente o papel do Zinco, ainda que ele não seja exatamente conhecido.</p>
<p style="text-align: justify">Existem muitas evidências que o Zinco é necessário para manter os níveis normais de testosterona no plasma sanguíneo. A deficiência de Zinco pode impedir a liberação de hormônio luteinizante e do hormônio folículo estimulante pela glândula pituitária (hipófise), que estimulam as células de Leydig, nos testículos, a produzir a testosterona. Muitas estudos mostram que as concentrações de Zn estão diretamente relacionadas as concentrações de triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) no sangue.</p>
<p style="text-align: justify">Mas a ação do Zinco poderia ser no próprio testículo: além da sua participação na síntese de proteína, o zinco estaria envolvido na ligação do T3 com o seu receptor nuclear. De fato, existem dois ‘Zinc Fingers’ na estrutura do domínio de ligação do Receptor Andrógeno humano. Os ‘dedos de zinco’ são muito bem conhecidos e receberam esse nome pela semelhança da estrutura que eles formam ao articular um átomo central de Zn com 4 cisteínas adjacentes que ajudam a estabilizar a ligação da proteína ao DNA, com os dedos de uma mão. Assim, a deficiência nos níveis de testosterona circulante seria causada pele redução na liberação de testosterona em consequência da inabilidade das células de Leydig em responder as gonadotrofinas.</p>
<p style="text-align: justify">O Zinco também inibiria a aromatase que converte o excesso de testosterona em estrogênio, fazendo com que ela funcione mesmo na ausência de excesso e levando ao acumulo de estrogênio (que diminui a libido e provoca aumento de peso, principalmente em homens mais velhos). Isso pode ser ainda mais agravado pelo consumo regular e excessivo de álcool, que diminui a carga corporal de Zn.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Chato é o<em> Big Brother Brasil!</em></strong></p>
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		<title>&#8220;Conclusões extraordinárias necessitam de evidências extraordinárias&#8221;</title>
		<link>http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/01/conclusoes-extraordinarias-necessitam-de-evidencias-extraordinarias/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/01/conclusoes-extraordinarias-necessitam-de-evidencias-extraordinarias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Método Científico]]></category>
		<category><![CDATA[Política Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Arsênico]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Sagan]]></category>
		<category><![CDATA[Fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[GFAJ-1]]></category>
		<category><![CDATA[Ioannidis]]></category>
		<category><![CDATA[Rosie Redfield]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Não poderia ter vindo em um momento melhor. Depois de passar uma manhã frustante na avaliação de alunos em um processo de seleção, vejo a matéria que saiu hoje na Scientific American sobre a refutação do artigo da Science onde um grupo de pesquisadores americanos da NASA e da USGS haviam apresentado uma bactéria que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="float: left;padding: 5px"><a href="http://www.researchblogging.org"><img style="border: 0" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" alt="ResearchBlogging.org" /></a></span><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/01/flickr-3136842787-hd.jpg"><img src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/01/flickr-3136842787-hd-545x314.jpg" alt="O Mono Lake, na Califórnia, onde encontraram a GFAJ-1 " width="545" height="314" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Não poderia ter vindo em um momento melhor. Depois de passar uma manhã frustante na avaliação de alunos em um processo de seleção, vejo a matéria que saiu hoje na <a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=study-fails-to-confirm-existence&amp;WT.mc">Scientific American</a> sobre a refutação do artigo da <a href="http://www.sciencemag.org/content/332/6034/1163">Science</a> onde um grupo de pesquisadores americanos da NASA e da USGS haviam apresentado uma bactéria que pode crescer na ausência de fósforo (um dos pilares da química da vida, presente no DNA, no ATP e em tudo mais que você puder imaginar) usando como substituto Arsênico (que é altamente tóxico).</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Uma nova química da vida&#8221;</em>, <em>&#8220;bactérias extra-terrestres&#8221;</em>&#8230; foi dito de tudo sobre esse artigo, que foi até capa de jornais importantes no mundo todo. Mas a única coisa certa no texto (que você pode acessar no link abaixo) é que a única razão plausível para a <em>Science</em> aceitar publicar essa pesquisa era o sensacionalismo associado a ela.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><em>&#8220;Extraordinary claims require extraordinary evidence&#8221;</em></strong> disse o astrônomo <em>Carl Sagan</em> numa de suas mais famosas citações na série <em>Cosmos</em>. E foi justamente isso que chamou minha atenção hoje no processo de seleção em que participei como examinador: Nenhum, eu disse NENHUM dos candidatos usou sequer um segundo do seu tempo para apresentar um desenho experimental (ou amostral) que mostrasse conhecimento (ou preocupação) com a comprovação das importantes e interessantes propostas que estavam fazendo. É por isso que o artigo de <em>Ioannidis</em> de 2005, <a href="http://www.plosmedicine.org/article/info:doi/10.1371/journal.pmed.0020124">&#8220;Porque a maior parte das descobertas científicas publicadas é falsa&#8221;</a> continua sendo um campeão de downloads da revista <em>PLoS Medicine</em>: ele mostra como o desconhecimento de estatística (a busca por associações significativas e a confusão com relações de causalidade) além de interpretações tendenciosas de dados, levam a falsas conclusões em grande parte dos estudos médicos publicados nos últimos 15 anos. É por isso também que meu pai fica perdido quando lê nos jornais, a cada semana, uma notícia diferente sobre os benefícios disso ou daquilo. O problema não é da ciência, é da política científica. Mas os cientistas, jovens ou não tão jovens, estão embarcando nessa politicagem por medo de não conseguirem um lugar ao sol da acadêmia.</p>
<p style="text-align: justify">E para mostrar que existem alternativas a politicagem, a própria responsável pelo estudo que refutou o artigo da Science, a microbiologista <em>Rosie Redfield</em> da Universidade de British Columbia no Canadá, não seguiu o mainstream e ao invés de esperar a finalização dos seus estudos para submetê-los ao subvertido crivo de uma revista indexada de alto impacto, publicou seus resultados (na verdade todo o seu caderno de protocolo), dia a dia, em um <a href="http://rrresearch.fieldofscience.com/">blog aberto a todo mundo</a>. Vejam que ela não deixou de submeter seus achados a comunidade acadêmica: ela só desmereceu o supervalorizado e tendencioso crivo das revistas científicas de alto impacto (como o da própria Science onde o artigo inicial foi publicado). <a href="http://www.nature.com/news/2011/110809/full/news.2011.469.html">Uma reportagem</a> da prestigiosa Nature disse <em></em>. O blog é sensacional, mas não seria se a PESQUISA não fosse sensacional!</p>
<p style="text-align: justify">Não é a primeira que os blogs são utilizados para divulgar pesquisa científica de qualidade: no surto de infecção da bactéria #EAEC (entero-aggregative E. coli) que matou milhares de pessoas na Alemanha no ano passado, cientistas chineses publicavam dia a dia novas sequencias do genoma da bactéria conforme elas iam sendo produzidas em sequenciadores de bancada de última geração. A reportagem na Nature traz outros exemplos.</p>
<p style="text-align: justify">Mas pesquisa de qualidade, que possa ser publicada em blogs de acesso livre para toda a comunidade científica, começam com um exame <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2008/11/criatividade-ou-anarquia/">criterioso da sua plausabilidade</a>, com a formulação cuidadosa de uma hipótese e com um mais cuidadoso ainda desenho experimental (ou amostral).</p>
<p style="text-align: justify"><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1197258&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=A+Bacterium+That+Can+Grow+by+Using+Arsenic+Instead+of+Phosphorus&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=332&amp;rft.issue=6034&amp;rft.spage=1163&amp;rft.epage=1166&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1197258&amp;rft.au=Wolfe-Simon%2C+F.&amp;rft.au=Blum%2C+J.&amp;rft.au=Kulp%2C+T.&amp;rft.au=Gordon%2C+G.&amp;rft.au=Hoeft%2C+S.&amp;rft.au=Pett-Ridge%2C+J.&amp;rft.au=Stolz%2C+J.&amp;rft.au=Webb%2C+S.&amp;rft.au=Weber%2C+P.&amp;rft.au=Davies%2C+P.&amp;rft.au=Anbar%2C+A.&amp;rft.au=Oremland%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Behavioral+Biology%2C+Biochemistry%2C+Biological+Anthropology%2C+Cognitive+Psychology%2C+Comparative+Psychology%2C+Career%2C+Education%2C+Policy">Wolfe-Simon, F., Blum, J., Kulp, T., Gordon, G., Hoeft, S., Pett-Ridge, J., Stolz, J., Webb, S., Weber, P., Davies, P., Anbar, A., &amp; Oremland, R. (2010). A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus <span style="font-style: italic">Science, 332</span> (6034), 1163-1166 DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1197258" rev="review">10.1126/science.1197258</a></span></p>
<p style="text-align: justify"> <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PLoS+Medicine&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pmed.0020124&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Why+Most+Published+Research+Findings+Are+False&amp;rft.issn=1549-1277&amp;rft.date=2005&amp;rft.volume=2&amp;rft.issue=8&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.plosmedicine.org%2Farticle%2Finfo%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pmed.0020124&amp;rft.au=Ioannidis%2C+J.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Behavioral+Biology%2C+Biochemistry%2C+Biological+Anthropology%2C+Cognitive+Psychology%2C+Comparative+Psychology%2C+Career%2C+Education%2C+Policy">Ioannidis, J. (2005). Why Most Published Research Findings Are False <span style="font-style: italic">PLoS Medicine, 2</span> (8) DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pmed.0020124" rev="review">10.1371/journal.pmed.0020124</a></span></p>
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		<title>Riqueza ou Criatividade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 13:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[ZF &#8211; Quanto custou isto? GL &#8211; A economia do futuro é meio diferente. Não existe dinheiro no século 24. ZF &#8211; Não existe dinheiro? Então, você não é pago? GL &#8211; A aquisição de fortuna não é mais uma motivação para nós. GL &#8211; Procuramos nos aperfeiçoar&#8230; e ao resto da humanidade. Todo ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>ZF &#8211; Quanto custou isto?</em><br />
<em>GL &#8211; A economia do futuro é meio diferente. Não existe dinheiro no século 24.</em><br />
<em>ZF &#8211; Não existe dinheiro? Então, você não é pago?</em><br />
<em>GL &#8211; A aquisição de fortuna não é mais uma motivação para nós.</em><br />
<em>GL &#8211; Procuramos nos aperfeiçoar&#8230; e ao resto da humanidade.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify">Todo ano escrevo um post de retrospectiva, para fechar o ano. Esse ano resolvi escrever um post de perspectiva, para abri o ano. Um com uma perspectiva ampla.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="float: left;padding: 5px"><a href="http://www.researchblogging.org"><img style="border: 0" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" alt="ResearchBlogging.org" /></a></span><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/01/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-964" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/01/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53.png" alt="" width="474" height="297" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Esse diálogo, entre o excêntrico personagem <em>Zefram Cochrane</em> (interpretado por <em>James Cromwell</em>) e o engenheiro <em>Geordi La Forge</em> (interpretado por <em>LeVar Burton</em>) me marcou profundamente quando assisti <strong>Jornada nas Estrelas: O primeiro contato</strong> em 1996. Ele construíra a primeira nave da humanidade capaz de fazer a &#8216;dobra espacial&#8217; (viajar a velocidade da luz), a <em> Phoenix</em>, a partir de um antigo míssil nuclear, tendo se tornado um ícone em toda galáxia, com universidades, cidades e até mesmo planetas com o seu nome. No entanto, sua única motivação para criar o mecanismo que nos deixaria ir &#8220;<em>audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve</em>&#8220;, era&#8230; <strong>ficar rico</strong>. A ideia (será que algum dia vou me acostumar a escrever ideia sem acento?) de que o acumulo de riqueza não deveria mais ser um objetivo a ser perseguido era incrível, simplesmente, porque o acumulo de riqueza não faz o menor sentido como estratégia evolutiva.</p>
<p style="text-align: justify">Ela está no centro da questão do aquecimento global e das mudanças climáticas. No centro da questão da poluição. Vocês sabem que a <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2007/08/alarmismo-nao-pessimismo/">minha opinião</a> sobre esses assuntos é contoversa. Para mim, a resposta para os problemas foi dada e eu gosto de duas em especial que considero representativas: <em>Jacques Cousteau</em>, quando defendeu na conferência das nações unidas para o meio ambiente de 1992 no Rio de Janeiro o controle da natalidade como forma de defesa do meio ambiente: <span style="font-family: Arial,Helvetica"><span style="font-family: Arial,Helvetica"><em>&#8220;O pavio ligado à explosão populacional já está queimando. Nós temos menos de dez anos para apagá-lo. É preciso uma mobilização mundial para evitar o big-bang populacional.&#8221; </em>Ele foi um dos poucos a ter coragem de pronunciar o termo &#8216;controle da população humana&#8217; já que a igreja católica havia, meio que proibido, que o tema fosse tratado na conferência.</span></span> Também gosto muito do excelente artigo de <em>Slesser</em> de 1993, que mostra que apenas a redução no consumo é capaz de reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera:</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Tornou-se cada vez mais claro para nós que, para alcançar a sustentabilidade, seria necessário uma troca entre consumo, índices de crescimento e o que nós fazemos com nossa riqueza.&#8221; &#8220;(&#8230;) estimular de forma tanto nuclear como renovável (altamente solar) a energia e reduzir ponderadamente o consumo a um crescimento de não mais de 0.05% ao ano acima investimento em crescimento industrial [permite o] crescimento do setor de serviços (2%). E Funciona! [Lentamente] mas funciona. Logo no início do século podemos observar declínios na produção de dióxido de carbono (&#8230;) [com] padrão e qualidade de vida (produção de setor de terciário) mantidos bem altos.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">A idéia pode parecer moderna, quase ficção científica, mas não é: os atenienses foram os primeiros a propor e experimentar uma sociedade onde a busca da riqueza material não era um objetivo. Platão e Aristóteles foram os primeiros primeiros a registrar essas idéias no papel.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Poucos milhares de homens, que povoaram por algumas dezenas de anos uma região praticamente estéril, que viveram vidas breves e inseguras, em bairros imundos, em casas desconfortáveis, ainda assim, permitiram a sua espécie &#8211; a espécie humana &#8211; um salto de qualidade todavia não superado seja pela criatividade política e social que pela criatividade estética e especulativa&#8221;</em> diz o sociólogo <em>Domenico de Masi</em> no livro &#8220;<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1021247/criatividade+e+grupos+criativos:+volume+1+++volume+2/?franq=284021">Criatividade</a>&#8221; &#8211; cuja leitura até o final é uma das minhas resoluções de ano novo.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;A filosofia, a matemática, a teoria musical, as ciências naturais, a medicina finalmente desvinculada da magia, a ética, a política, a estória, a geografia, a psicologia, a anatomia, a botânica a zoologia, a física, a biologia fizeram mais progresso teórico naqueles 100 anos do que nos milhares de séculos precedentes.&#8221;</em> completa <em>de Masi</em>.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/01/Aula00_fig04_RAfael_escola_atenas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-969" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/01/Aula00_fig04_RAfael_escola_atenas-545x356.jpg" alt="" width="545" height="356" /></a>(A Escola de Atenas, de Raffaello)</p>
<p style="text-align: justify">É verdade que <em>Aristóteles</em>, em seu &#8216;<strong>Tratado da política</strong>&#8216; defendia que alguns homens haviam nascidos para serem escravos. Se conseguirmos nos desvencilhar do problema moral para seguir a lógica de <em>Aristóteles</em> veremos que ela está correta: <em>&#8220;Não é possível praticar as virtudes da política conduzindo a vida de um operário, de um assalariado&#8230; Nós chamamos trabalhos operários aqueles que modificam a disposição do corpo  e os trabalhos remunerados que impedem a elevação e a facilidade de espírito&#8221;</em>. Imagino que muitos estejam se remexendo nas cadeiras enquanto lêem isso porque provavelmente o significado dos termos &#8216;política&#8217;, &#8216;operário&#8217;, &#8216;assalariado&#8217; para nós tem significados diferentes. Mas <em>Domenico de Masi</em> lembra que 2000 anos depois, na obra prima de <em>Tocqueville</em> &#8216;Democracia na América&#8217;, o mesmo pensamento reaparece, talvez de forma mais palatável para nossos dias: <em>&#8220;Quando um operário se dedica continuamente e unicamente a fabricação de apenas um objeto, termina por desenvolver este trabalho com destreza singular, mas perde, ao mesmo tempo, a faculdade geral de aplicação do seu espírito na direção do trabalho. Ele se torna cada dia mais hábil e menos industrioso e, se se pode dizer, <strong>o homem se degrada a cada passo que o operário se aperfeiçoa.&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Aristóteles</em> considerava que, entre os diversos tipos de trabalho, <em>&#8220;os mais mecânicos eram aqueles que deformavam o corpo, os mais servis aqueles que se fundamentam somente no uso do corpo e os mais ignóbeis aqueles que requerem um mínimo de capacidade espiritual.&#8221;</em> Para ele <em>&#8220;devem ser considerados ignóbeis todas as obras, profissões e ensinamentos que rendam inadequados as obras e ações da virtude, o corpo ou a inteligência do homem livre. Portanto, todos os trabalhos que prejudicam as boas condições do corpo devem ser chamados de ignóbeis, como também os trabalhos assalariados, porque privam a mente do ócio e a fazem pequena&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify"> Apesar do que você pode pensar, <em>Aristóteles</em> não apreciava ou encorajava a preguiça, a ociosidade a apatia ou a inércia. Muito pelo contrário! <em>De Masi</em> diz que Aristóteles acreditava na nobreza do trabalho intelectual que acontecia nos limites entre o estudo e o jogo, na excelência da reflexão filosófica e na atividade mental que se exprime através da política e da arte. O que <em>de Masi</em> chama de <strong>&#8216;Ócio Criativo&#8217;</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Mas como é possível dedicar-se ao ócio criativo sem morrer de fome?</p>
<p style="text-align: justify">Para Aristóteles e para os &#8216;clássicos&#8217; a resposta é simples: <em>&#8220;Acima de tudo, é preciso reduzir ao mínimo o desejo por objetos e serviços, de todos os supérfluos bens materiais. De luxo, isto é, ostentação de riqueza, é até desnecessário dizer; a verdadeira habilidade é a razão e o único verdadeiro luxo é a sabedoria. Reduzida a necessidade de bens materiais, se reduz também a necessidade de trabalhadores.&#8221;   </em></p>
<p style="text-align: justify">Vivemos em um mundo em crise, onde só a criatividade pode nos salvar da bancarrota. Mas enquanto estivermos preocupados em comprar o último modelo de iPhone, com uma assistente pessoal que não fala português e não entende os seus comandos de voz (além de fazer julgamentos morais sobre suas perguntas) não podemos pensar em soluções criativas para os problemas que temos e teremos de enfrentar. E continuaremos produzindo gases do efeito estufa.</p>
<p style="text-align: justify"><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science+of+The+Total+Environment&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2F0048-9697%2893%2990170-B&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Is+an+environmentally+sustainable+future+for+the+European+Community+compatible+with+continued+growth%3A+carbon+dioxide+and+the+management+of+greed&amp;rft.issn=00489697&amp;rft.date=1993&amp;rft.volume=129&amp;rft.issue=1-2&amp;rft.spage=191&amp;rft.epage=203&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2F004896979390170B&amp;rft.au=Slesser%2C+M.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Behavioral+Biology%2C+Biochemistry%2C+Biological+Anthropology%2C+Cognitive+Psychology%2C+Comparative+Psychology%2C+Career%2C+Education%2C+Policy">Slesser, M. (1993). Is an environmentally sustainable future for the European Community compatible with continued growth: carbon dioxide and the management of greed <span style="font-style: italic">Science of The Total Environment, 129</span> (1-2), 191-203 DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0048-9697(93)90170-B" rev="review">10.1016/0048-9697(93)90170-B</a></span></p>
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		<title>Jesus e a ciência da arte da restauração de Afrescos</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/vqeb/2011/12/jesus-ciencia-arte-restauracao-afrescos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 22:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Didático]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[talento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A maior parte das pessoas, quando vê uma representação qualquer pintada em uma parede, chama de &#8216;Affresco&#8216;. Uma pintura na parede, a óleo, tempera, acrílica ou cera, é somente um mural. &#8216;Affresco&#8216; é oooooutra coisa&#8221;   Minha querida amiga Francesca Radiciotti é restauradora. A visita que fiz ao canteiro de obras de uma igreja na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em>&#8220;A maior parte das pessoas, quando vê uma representação qualquer pintada em uma parede, chama de &#8216;</em>Affresco<em>&#8216;. Uma pintura na parede, a óleo, tempera, acrílica ou cera, é somente um mural. &#8216;</em>Affresco<em>&#8216; é oooooutra coisa&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"> <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/201507_1841095480862_1644815613_1741197_4271464_o.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-950" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/201507_1841095480862_1644815613_1741197_4271464_o-545x361.jpg" alt="" width="545" height="361" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Minha querida amiga <em>Francesca Radiciotti</em> é restauradora. A visita que fiz ao canteiro de obras de uma igreja na pequena vila de Sermoneta na Lazio em 2010, além de uma tarde agradabilíssima (me dá água na boca só de lembrar do Carpaccio de Buffalla com Azeite de Oliva de primeira prensada) foi uma aula de história da arte.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;A técnica dos afrescos é antiquíssima, nascendo na Itália com os afrescos romanos, e terminando (a não ser por um episódio nostálgico do facismo) no séc XIX. Os afrescos são encontrados quase exclusivamente na Itália (também no oriente médio, mas apenas afrescos bizantinos). Mesmo aqueles encontrados em outros lugares, foram feitos por um italiano ou por um bizantino. A particularidade está na execução de uma técnica genial, responsável pela sua conservação até os dias de hoje: é o único caso onde a cor é aplicada na parede sem o uso de um fixador (protéico, oleoso, acrílico etc..), mas aproveitando a reação química da carbonatação do cimento para fixar, para sempre, o pigmento simplesmente diluído em água&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify">Até então, tinha para mim que restauradores eram artistas. E artistas, como sabemos, são a antítese dos cientistas. Será que são mesmo? Ou um artista também é um cientista? Veja a explicação, sempre da <em>Radiciotti</em>, que se segue:</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;O processo químico é idêntico àquele da formação dos mármores coloridos, onde o óxido de ferro e vários outros metais de cores variadas são englobados no material carbonato durante a sua formação. Sobre o reboco úmido, formado de areia e cimento (hidróxido de cálcio) e água, são espalhados os pigmentos (mas só aqueles adequados, ou seja, que resistem ao ambiente fortemente alcalino) diluídos em água. Durante de secagem, ou seja, da evaporação do H2O, o hidróxido de cálcio reage com o oxigênio do ar e forma CaCO2, englobando dentre de si o pigmento, fixando ele para sempre sempre. É o único caso onde o pigmento não está aderido a superfície (a parede) por um fixador aderente, mas sim &#8216;dentro&#8217; da própria superfície (de novo, a parede), formando com ela uma unidade, da mesma forma que uma pedra colorida&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">Eu estou lendo o interessantíssimo &#8216;<a href="http://el2.me/914d">Proust foi um neurocientista</a>&#8216;, presente da minha amiga neurocientista Silvana Allodi, que fala de como alguns artistas, mesmo sem conhecimento científico, apenas (sic) da natureza humana, anteciparam a ciência e algumas das mais modernas e atuais teorias científicas. Será que a antitese não é verdadeira? Ou será que os artistas, mais que os alquimistas, foram os primeiros químicos, antecipando a ciência que estava por nascer?</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;É por isso que o pintor tinha tão pouco tempo para pintar. (&#8230;) A pintura tinha que ser feita velozmente (&#8230;) ou a obra poderia se tornar apenas pó. É uma técnica que não admite erros e hesitação. O traço deve ser conciso e decidido. Não é possível apagar nada (a não ser colocando todo o reboco a baixo e recomeçando do zero). A grandeza do artista pode ser vista ainda na medida das porções de reboco pintado: quanto maior o afresco, mais rápido foi o artista (o da capela Sistina de Michelangelo é  enorme!) O artista que pintava &#8216;a fresco&#8217; era o melhor de todos (o mais capaz e o mais bem pago), porque deveria saber quando o reboco estava pronto para ser pintado e quando deveria suspender a pintura: eram inúmeras variáveis com a massa, a espessura do reboco (os romanos  chegavam a fazer 9 camadas de reboco), o microclima do ambiente etc…. Mais que arte, era uma ciência!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">E ela continua &#8220;<em>Você pode se perguntar para que tanto trabalho: porque não simplesmente aderir a tinta na superfície? Não era só porque a técnica aumentava em muito a durabilidade das pinturas, mas principalmente porque um reboco pintado dessa maneira, refletia e refratava a luz em uma maneira impressionante. Talvez somente subindo nos balcões próximos ao teto da Capela Sistina para compreender verdadeiramente: Michelangelo trabalhava os afrescos de uma maneira tal que ao final a matéria parecia se desmaterializar e transformar-se em luz pura. E portanto, espírito puro, qualquer coisa de sobrenatural&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify">Sobrenatural, para mim, era o talento desses homens. A dificuldade era enorme. Eram montados andaimes e o artista passava muitas e muitas horas deitado próximo ao teto, desenhando e pintando.</p>
<p style="text-align: justify">Quando chegaram a <em>Sermoneta</em>, os restauradores começaram os testes para fazer a restauração. Pequenas áreas da pintura são tratadas com diferentes substâncias químicas para identificar qual pode ter a melhor resposta (veja a foto abaixo). Foi ai que tiveram uma surpresa: riscos que sugeriam uma figura que não era a figura aparente. Enquanto o desenho mostrava a manga da vestimenta de nossa senhora, mas as incisões sugeriam a presença de uma mão.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/incisioni.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-952" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/incisioni-545x408.jpg" alt="" width="545" height="408" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Haveria alguém riscado o sagrado afresco? Muito pior.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Uma das formas de se transportar para a parede o desenho preparado antecipademente, era riscar no reboco fresco as formas que seriam pintadas. Nem sempre foi assim. Essa prática é usada desde o renascimento, mas antes disso, os romanos e os bizantinos desenhavam diretamente as figuras com pincel. Não é preciso que haja riscos para que seja um afresco. Mas se os riscos estão lá&#8230; com certeza é um&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify">Nesse caso, os riscos eram uma evidência mais marcante da presença de um afresco do que a pintura aparente. Alguém, ainda muito tempo atrás, resolvera pintar um mural em cima do afresco verdadeiro e original. O espírito humano é tão poderoso quando as intempéries mais duras e, com certeza, muito mais rápido. Mas apenas as incisões não bastavam como evidência e era preciso mais para ter certeza de qual era o desenho original.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8221; É quando entram em cena os cientistas da restauração: os químicos, físicos e biólogos que determinam as causas da degradação da obra de arte. Nesse caso coletamos uma amostra do reboco para análise estratigráfica no microscópio óptico de polarização, de camadas finas e opacas, para determinar a composição mineralógica dos extratos de cores (e descobrir se o que havia sob a pintura era verdadeiramente um afresco) e a posição estratigráfica relativa (para verificar se o que havia sobre era uma pintura a óleo). Outra opção seria fazer uma FTIR (espectrofotogrametria) para analisar a composição dos fixadores orgânicos que mostram que você não está em frente a um afresco, mas simplesmente a frente de um mural&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify">As análises mostraram que realmente havia um afresco sob a pintura a óleo e começou então o trabalho artístico de restauração. Minha amiga é uma artista! Aos poucos as mãos de Maria Madalena aos pés de um Jesus crucificado foram aparecendo, como na figura abaixo.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/incisioni-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-951" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/incisioni-2-545x361.jpg" alt="" width="545" height="361" /></a></p>
<p style="text-align: justify">O resultado desse belíssimo trabalho de investigação científica e habilidade artística, vocês viram na imagem que abre esse texto. Lindo, avassalador!</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tudo fica mais bonito quando se sabe a ciência que está por trás.</strong></p>
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		<title>Aprendendo a se importar</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 11:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[falta de educação]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um ano letivo vai terminando. E mais do que em outros anos, me assusturam as salas vazias. Na pauta, 67 alunos; na sala, 14 alunos. Como é que pode? Não sou daqueles politicamente corretos que não usam certas palavras por prevenção. Então me pergunto: de quem é a culpa? A responsabilidade eu sei: é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/Screen-Shot-2011-12-16-at-01.10.10.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-937" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/Screen-Shot-2011-12-16-at-01.10.10-545x229.png" alt="" width="545" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Mais um ano letivo vai terminando. E mais do que em outros anos, me assusturam as salas vazias. Na pauta, 67 alunos; na sala, 14 alunos. Como é que pode?</p>
<p style="text-align: justify">Não sou daqueles politicamente corretos que não usam certas palavras por prevenção. Então me pergunto: de quem é a culpa? A responsabilidade eu sei: é dos alunos. São eles que não aparecem e eles que levantam no meio da aula e vão embora, para atender o telefone, comer, ir no banheiro, porque não estão entendendo nada, porque acham que podem copiar do colega ou buscar no google, porque já não assistiram as outras aulas mesmo. Ou, simplesmente, por que não estão nem ai.</p>
<p style="text-align: justify">Mas e a culpa? Será que é do professor? Não são bons? Não sabem a matéria? Não sabem dar aula? São chatos?</p>
<p style="text-align: justify">Uma coisa é certa. Na verdade duas coisas são certas. A primeira é que o professor não sabe mais tudo (já soube algum dia?). E o trabalho dele não é mais saber tudo para passar isso para o aluno. O trabalho dele não é nem mesmo &#8216;fazer um resumo&#8217; para o aluno do que é mais importante, porque a quantidade de informação no mundo é tanta, que qualquer resumo é superficial e individual. A segunda é que o Google, os slides da aula e as anotações do caderno do colega não substituem o professor.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Então entrar na UFRJ e passar pelo curso de graduação, no caso dos meus alunos em Biologia ou Biofísica, achando que você não tem nada a aprender, ou que porque os métodos são meio antiquados o que você pode aprender ali não vai fazer diferença na sua vida, é um grande, um enorme, um gigantesco erro.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Duas outras verdades: A primeira é que muitos dos alunos só vão descobrir isso quando for tarde demais. Quando a competição (sim, porque em algum lugar tem alguém estudando mais, prestando atenção em um professor que não é tão &#8216;cool&#8217; quanto o facebook da sua namorada, ou lendo aquele &#8216;livro careta&#8217;) tiver atropelado ele na corrida pela bolsa de mestrado ou pelo posto de trabalho. Ou talvez nem isso, já que muitos fazem parte da geração &#8216;eu mereço&#8217; da qual fala a <em>Eliane Brum</em>. Vão ficar se perguntando <em>&#8220;Como puderam dar a vaga (ou a bolsa) para el@? Eu merecia!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Meu filho, você não merece nada!&#8221;</em> <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html">Adorei a reportagem da Eliane</a>. Me lembrei agora de um quadrinho que postaram no facebook e que eu, sem saber a quem referir o original, em nome da boa mensagem que ele traz, posto aqui também.</p>
<p style="text-align: justify"> <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/quenotas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-936" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/quenotas-545x369.jpg" alt="" width="545" height="369" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Não acho que a culpa seja do professor e não acho que vamos resolver esse problema citando &#8216;<em>Sociedade dos Poetas Mortos</em>&#8216;. No semestre que vem, vai ser como <em>Mercy Tainot</em>, a professora universitária em um &#8216;<em>community college</em>&#8216; americano interpretada por <em>Julia Roberts</em> em &#8216;<em>Larry Crowne</em>&#8216;. No primeiro dia de aula ela fala a seus 9 alunos:</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Isto é o que vão aprender a fazer na minha aula.</em><br />
<em> IMPORTAR-SE</em><br />
<em> Se não ligarem para minha aula, eu também não vou ligar.</em><br />
<em> Se não chegarem aqui tendo dormindo o mínimo de horas necessário para participarem e demonstrarem interesse durante os 55 minutos que preciso estar aqui três madrugadas por semana,</em><br />
<em> então vocês não se importam com a Oratória 217: a Arte de comunicação informal.</em><br />
<em> Portanto, saiam. Saiam, agora! Imediatamente! Fora</em>!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/JgbKCPql8vA" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Eu tive vários professores chatos ao longo da minha vida. Mas em um determinado momento descobri que você pode &#8216;tirar&#8217; do professor aquilo que é interessante pra você. Perguntando, sugerindo, discutindo. Se o professor topar esse esquema, ele é bom (independente de ele ser um bom comunicador).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>A aula não é só o professor quem faz.</strong></p>
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		<title>Afundados em pilhas de artigos &#8211; PhD Movie</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 21:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[cientista pop]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[PhD comics]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[O título é a tradução livre do título do filme Piled Higher and Deeper (PhD movie), dos mesmos produtores das famosas(!) tirinhas sobre a vida dos alunos de pós-graduação. Se você nunca leu, não pode perder. Se você já leu, deve ter ficado, como eu (que não tem tanto tempo assim era aluno de pós-graduação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">O título é a tradução livre do título do filme <a href="http://www.phdcomics.com/movie/aboutmovie.html">Piled Higher and Deeper (PhD movie)</a>, dos mesmos produtores das famosas(!) tirinhas sobre a vida dos alunos de pós-graduação.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/phd101801s.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-928" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/phd101801s-545x246.gif" alt="" width="545" height="246" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Se você nunca leu, não pode perder. Se você já leu, deve ter ficado, como eu (que não tem tanto tempo assim era aluno de pós-graduação também) curiosíssimo sobre o PhD filme.</p>
<p style="text-align: justify"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/KOeY1ssjnX4" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Eu assisti o trailer no cinema e quando resolvi procurar onde o filme passaria, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ele NÃO PASSARIA. Não nos cinemas. Alguém, em alguma universidade, deveria organizar uma projeção do filme. Até agora a única no Brasil (de acordo com o site deles) tinha sido na UNICAMP em Novembro. Bom&#8230; como eu disse, eu queria ver o filme, então resolvi organizar uma sessão.</p>
<p style="text-align: justify">Achei que isso poderia ser um processo lento e doloroso. Mesmo assim, resolvi escrever para o pessoal do site, que prontamente me responderam. Também consegui com a secretaria da pós-graduação da Biofísica a reserva do Auditório Rodolpho Paulo Rocco, o Quinhentão, pra fazer a exibição. O preço foi salgado, mas decidi fazer uma boa ação de final de ano e dar a exibição de presente para todos os alunos de PG da UFRJ. Na verdade, para todos que couberem dentro do auditório. Talvez para homenagear minhas lembranças dos meus bons tempos de bolsista. Talvez porque o mundo precise que as coisas legais da ciência sejam mostradas pra todo mundo e divulgadas ao máximo. <strong>Talvez porque quisesse eu escrever, produzir, dirigir e estrelar um filme desses, mas como não dá, pelo menos eu posso exibir!</strong></p>
<p style="text-align: justify">O número de assentos é limitado, por isso, se você quiser assistir, se inscreva na <a href="http://www.facebook.com/events/132144486898653/">página do evento no Facebook</a>. Será dada preferência para os alunos de PG da UFRJ e se for necessário haverá distribuição de senhas antes do expetáculo (com sotaque carioca).</p>
<p style="text-align: justify">Divirtam-se!</p>
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		<title>A verdade sobre cães e gatos. E sobre homens e mulheres também.</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 01:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[agente literário]]></category>
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		<category><![CDATA[livrarias]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[publicação]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro mais esperado do ano&#8230; vai ficar para o ano que vem. Acho que vocês não tem idéia de como é difícil publicar um livro. Talvez seja como tudo na vida. Uma vez um professor de música me disse: &#8220;tocar violão um pouco é fácil. Tocar violão bem é muito, muito difícil&#8221;. Tendo escrito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>O livro mais esperado do ano&#8230; vai ficar para o ano que vem.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/Capa_03v1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-922" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/Capa_03v1-545x385.jpg" alt="" width="545" height="385" /></a>Acho que vocês não tem idéia de como é difícil publicar um livro. Talvez seja como tudo na vida. Uma vez um professor de música me disse:<em> &#8220;tocar violão um pouco é fácil. Tocar violão bem é muito, muito difícil&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify">Tendo escrito teses e publicado alguns artigos em revistas científicas, eu já sabia que publicar poderia ser, para o autor, tão difícil quanto produzir a informação. Então eu sabia que não seria fácil, mas não imaginei que seria tão difícil quanto escrever o livro.</p>
<p style="text-align: justify">Os editores, acabei descobrindo, são como os investidores de risco. No Brasil não existe um investidor de risco sequer que tope correr risco algum. Só querem investir em projetos com lucro certo. A mesma coisa são os editores. Não querem editar o livro, só querem fazer a diagramação e ficar com 90% do preço de capa. Conversei com uma dezena deles e é uma vergonha.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Abre parênteses:</strong> É verdade que vergonha mesmo são as grandes livrarias, que ficam com 55% dos noventa. E nós&#8230; seduzidos pelo brownie e o café &#8211; que custam o dobro de qualquer outro lugar &#8211; acabamos para que eles nos vendam o livro, mais do que pagamos pelo livro! Mercado-negro&#8230; isso que elas deveriam ser chamar! <strong>Fecha parênteses.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Mas nem tudo são espinhos. Tive que correr atrás das ilustrações eu mesmo e com uma super dica da <em>Ana Paula Abreu-Fialho</em> cheguei no grande <em>José Carlos Garcia</em> da Pixelworks. Aqui vocês vêem algumas ilustrações de cordel que ele fez para o livro. E olha que essas não são as definitivas!</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/Casal_Forro_0001v2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-923" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/12/Casal_Forro_0001v2.jpg" alt="" width="350" height="495" /></a>E com um pouco de sorte, porque há de se contar com a sorte também, eu cheguei até a <em>Ana Maria Santeiro</em> que será minha agente literária.</p>
<p style="text-align: justify">Me digam vocês, se não é muito chique ter um agente literário?! Porque eu, como diria <em>Preta Gil</em>: &#8211; <em>&#8220;Acho chique!&#8221;</em> E demais.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o dinheiro não vai dar pra ter um assessor de imprensa. Então, contarei com vocês, meus caros amigos, leitores, amigos leitores e leitores amigos, para fazer a divulgação. Quero aproveitar Janeiro e Fevereiro para fazer muitas noites de cerveja e autógrafos. Com ou sem discurso. E se vocês acham que conseguem juntar mais de 20 amigos em torno de uma mesa de bar para ver um biólogo falar, me avisem que eu vou até a cidade fazer um lançamento. Tem que ser bar, porque as livrarias vão querer ficar com 50% do preço de capa dando só água pra gente beber.</p>
<p style="text-align: justify">Aguardem só mais um pouco. Você não vai poder dar o livro de presente de natal, mas vai poder dar de presente de carnaval.</p>
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		<title>&#8220;Sei mais Física&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 19:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Você não tem, ou tem, religião mas, e, gostaria, nesses tempos de natal, de exercer o seu altruísmo, só que ainda não sabe como? Eu tenho a solução: faça como eu e dê uma bolsa do projeto &#8216;Sei mais física&#8217; para um estudante da rede pública desenvolver suas habilidades em exatas. Quem lê o VQEB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Você não tem, ou tem, religião mas, e, gostaria, nesses tempos de natal, de exercer o seu altruísmo, só que ainda não sabe como? Eu tenho a solução: faça como eu e <a href="http://www.seimaisfisica.com.br/user/contribuir">dê uma bolsa do projeto &#8216;Sei mais física&#8217;</a> para um estudante da rede pública desenvolver suas habilidades em exatas.</p>
<p style="text-align: justify"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Al6Dgg1dyKE" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Quem lê o VQEB sabe que eu sou amigo e fã da <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2007/04/falei-pra-voces-que-estou-aprendendo-a-ler/">Sonia Rodrigues.</a> Aprendi e continuo aprendendo muito com ela. Dentre os vários projetos que ela coordena, no tempo entre <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2010/11/comecei_a_ler_almanaque_da_red/">publicações</a>, um em especial tem chamado atenção: o &#8216;<a href="www.seimaisfisica.com.br">Sei mais física</a>&#8216;.</p>
<p style="text-align: justify">Premiado pela FAPERJ e pelo Banco Mundial, o &#8216;Sei mais Física&#8217; e o &#8216;Almanaque da Rede&#8217; são uma rede social de aprendizagem que ajudam seus participantes a desenvolverem atitudes de estudo e colaboração essenciais para o sucesso profissional e pessoal. O Almanaque da Rede existe desde 2009 e até hoje, 13.200 alunos já participaram do projeto. Você acha legal a <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2011/04/enkhantador/">Khan Accademy</a>?! Então vai adorar o Sei mais Física e o <a href="http://www.almanaquedarede.com.br">Almanaque da Rede</a>: a rede funciona com um sistema de desagios, tem mais de 200 vídeo aulas sobre Física, Matemática e Redação e um sistema de pontuação meritocrático. Os pontos são trocados por prêmios, como pen drives com as vídeo aulas, livros e netbooks.</p>
<p style="text-align: justify">Eu já tinha falado <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2009/10/quem_tem_medo_da_fisica/">aqui sobre apagão da física</a>, o que ajuda a entender porque o Almanaque e o &#8216;Sei mais física&#8217; são tão importantes: hoje, no Brasil, uma carreira em física garante um emprego como professor de física! (além de garantir pontos com as meninas: afinal, os <a href="http://www.freakonomics.com/2011/12/06/is-the-big-bang-theory-producing-more-physics-majors/">nerds do Big Bang Theory estão na moda</a> <img src='http://scienceblogs.com.br/vqeb/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify">Mas você pode perguntar: com os salários dos professores no Brasil, quem quer ser professor de física na rede pública?</p>
<p style="text-align: justify">A Sonia tem muitas respostas pra essa pergunta, várias delas no Blog &#8220;<a href="http://oglobo.globo.com/blogs/inclusaodigital/">Inclusão Digital</a>&#8221; que ela mantém no Globo. A minha é: <em>&#8220;Os milhões de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos fora do mercado de trabalho formal que viram camelo, cobradores de van ou, pior, avião e fogueteiro do tráfico&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify">Eu já contribui.</p>
<p style="text-align: justify">
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		<title>Viagens</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 21:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[contemplativo]]></category>
		<category><![CDATA[inexorável]]></category>
		<category><![CDATA[lisura do certame]]></category>
		<category><![CDATA[quântico]]></category>
		<category><![CDATA[visível]]></category>

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		<description><![CDATA[Contemplativo. Linda essa palavra, não é?! No final de semana em que completei 40 anos, viajei pra serra. Enquanto caminhava pelas trilhas e rios, admirava a paisagem e, de vez em quando, parava em algum lugar mais bonito para observar. Quem me via de longe poderia pensar: &#8220;que rapaz contemplativo&#8221; Mas que nada. Minha mente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/5hqaz5r8LYI?hl=en&amp;fs=1" frameborder="0" width="425" height="349"></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Contemplativo. Linda essa palavra, não é?! No final de semana em que completei 40 anos, viajei pra serra. Enquanto caminhava pelas trilhas e rios, admirava a paisagem e, de vez em quando, parava em algum lugar mais bonito para observar. Quem me via de longe poderia pensar: &#8220;que rapaz contemplativo&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Mas que nada. Minha mente estava agitada. Do mesmo jeito que a bela imagem da queda d&#8217;água é construída pelo inexorável fluxo de moléculas de H2O coordenados pelas leis da física e regidos pelas leis do acaso geram a imagem da cachoeira, a passagem de ions de sódio e potássio através da membrana plasmática dos meus neurônios geravam a agitação intelectual que não podia ser percebida por quem me via ali&#8230; hipnotizado por uma cachoeira&#8230; da mesma forma que ficamos hipnotizados pelo fogo da fogueira.</p>
<p style="text-align: justify">Inexorável. Outra bela palavra, dessa vez pela sua força.</p>
<p style="text-align: justify">E o que deveria me acalmar, me angustiou. Simplesmente algumas moléculas de água vão pela direita na bifurcação, empurradas por uma massa de moléculas de água exatamente iguais a ela, sem que haja nenhuma chance dela mudar seu rumo. Outras moléculas&#8230; seguem tem o mesmo destino, mas pela esquerda. O destino dessas moléculas foi determinado metros atrás, quando (pelo menos) algumas delas poderiam estar lado a lado uma da outra. Mas para outras moléculas de água, o destino direita/esquerda é determinado apenas após o choque com a rocha. Um choque de uma fração de tempo infinitamente pequena. E que, em última instância, se dá entre átomos de um lado (água) e átomos do outro (rocha). Um número incontável de vezes. Talvez um número inimaginável de vezes.</p>
<p style="text-align: justify">É por isso que tenho que assistir filmes do Steven Segal para relaxar. A contemplação é algo quase impossível para mim. Uma bela cachoeira me transporta para um mundo quântico onde a paz não existe. Mas que é o mesmo mundo do visível, onde a água inexorável e o rio se bifurca a cada nova rocha que encontra pela frente. Um rio que corre independente do mundo invisível, que somos nós: nossos pensamentos, de nossas angústias e de nossas vontades. E que agora mesmo, meses depois, continua lá: correndo contra o tempo e se chocando nas rochas.</p>
<p style="text-align: justify">Esses foram 15 minutos na vida do Mauro.</p>
<p style="text-align: justify">E depois me pergunto porque as pessoas não acreditam quando eu digo que não uso, nem nunca usei, drogas.</p>
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		<title>Diário de um biólogo – terça, 07/11/2011 – Post it</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 18:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>

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		<description><![CDATA[Um mês sem escrever uma linha no blog. Um monte de justificativas: trabalho, trabalho e trabalho. A questão é que não estou mais dando conta. Preciso de férias para colocar o trabalho em dia. Não vou ter. Não sei como vou fazer. Os livros a ler também estão se acumulando e tudo que eu me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2011/11/diario-de-um-biologo-%e2%80%93-terca-07112011-%e2%80%93-post-it/busy-businessman/" rel="attachment wp-att-901"><img class="aligncenter size-medium wp-image-901" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2011/11/busy_1125736_77284171-545x363.jpg" alt="" width="545" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Um mês sem escrever uma linha no blog. Um monte de justificativas: trabalho, trabalho e trabalho. A questão é que não estou mais dando conta. Preciso de férias para colocar o trabalho em dia. Não vou ter. Não sei como vou fazer. Os livros a ler também estão se acumulando e tudo que eu me permito é desligar o cérebro 1h por dia em frente a um episódio das temporadas antigas de Dexter. Só um desabafo.</p>
]]></content:encoded>
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