Pêndulo de Foucault

Em uma manhã de sol, saí do hotel meia estrela em que estava hospedada, em Paris (suspiro). Peguei o metrô na estação Vaneau decidida a conhecer o Panteão. Ou melhor, movida por um desejo mórbido de ver túmulos como de Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, entre outras personalidades. Desci em alguma estação, caminhei pelo bairro. Na esquina, uma pequena patisserie chamou minha atenção. Provei os doces mais doces da minha vida. Segui rua acima. Passei por um muro medieval, que delimitava a cidade. Continuei. Avistei a igreja pelo lado esquerdo dela. Ansiosa, entrei em busca dos meus ídolos. Mas, qual foi a minha surpresa ao ver um pêndulo girando sozinho, pindurado no teto mais alto do Panteão! Parei. Não resisti. Por um longo momento esqueci meu objetivo. Fiquei admirando o pêndulo de Foucault que se move de acordo com o movimento da Terra. Colocado ali há séculos. Me senti no dia em que as mulheres de vestidos ornamentados e os homens de cartola se espantavam com o invento. Após minutos de admiração, segui ao fundo da igreja, desci os degraus para ver meus ídolos no subsolo. Depois da meditação ao lado deles, subi rápido as escadas. Sabia o que me esperava. Passei pela maquete da igreja, localizada em uma sala apêndice. Em seguida, andei em direção à saída. Parei novamente em frente ao pêndulo. Incrivelmente, ele girava mais devagar. Lutei contra essa fascinação, para continuar meu roteiro pela capital. Tarde demais. Passei duas horas dentro do Panteão, a tarde maravilhada e até hoje me impressiono com o que vi.

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2 ideias sobre “Pêndulo de Foucault”

  1. Isissssssssssssss várias coisas me chamaram a atençao… adorei na apresentação a palavra charmosa… tua cara! e nem é pra ficar se achando cara pálida!
    Segundo, meu, um pêndulo???? caracules, vc é estranha mesmo!!!!!!
    agora vou continuar lendo! ahha
    beijos

  2. Realmente, deve ter sido uma experiência única, hein, amiga?
    Seu relato traz mais emoção ainda, fazendo-nos balançar junto com o Pêndulo e, nos sentindo ao seu lado, dentro do Panteão. Maravilha!

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