A luz do Hubble está chegando ao fim

O triste fim. É triste o fim. Escreveria uma poesia sobre, não fosse a questão tão noticiosa. Está sentado? Pois, então, segure-se. A vida do Hubble – nosso querido telescópio espacial que capta a luz dos mais distantes e belos corpos celestes – está chegando ao fim.
O telescópio está capenga. Uma das principais câmeras não funciona, o espectrógrafo – instrumento que decompõe a luz – também não, a antena tem um buraco, as baterias acabaram – elas armazenam energia da luz solar para quando estiver na sombra da Terra – e a área externa está toda machucada.
Para dar uma garibada, segunda-feira (dia 11), a Nasa mandou sete astronautas arrumarem o telescópio. Eles decolaram com o ônibus espacial Atlantis. Após os reparos, que devem começar hoje, o Hubble funcionará com força total até 2014.
Vale ressaltar que a missão é arriscada. Um meteorito ou lixo espacial pode se chocar com a nave. Além disso, o telescópio está mais distante, a cerca de 560 quilômetros da Terra, que a Estação Espacial Internacional (ISS), 330 quilômetros.
Agora… a novidade. Durante um ano, o Hubble trabalhará ao mesmo tempo que o telescópio espacial James Webb. Hein? Leu certo. Em 2013, o Webb deve ser lançado para o espaço. Ficará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra!
Depois…  meu pequeno herói captador de luz, o telescópio Hubble, virará lixo espacial. Ô tristeza. Espero que o Webb não nos decepcione.
Resumindo, o Webb terá um espelho de 6,5 metros – o do Hubble possui 2,40 – o que significa que poderá captar mais e mais distantes luzes. Aliás, sua área de coleta de luz será seis vezes maior que a do Hubble. Mesmo assim, ele terá metade do peso do antecessor.
Com o Webb, cientistas acreditam que será possível observar o espaço há 13 bilhões de anos. Quase na época do Big Bang. Para finalizar com o ouro, o novo telescópio captará a luz infravermelha. O que permitirá entender o nascimento das galáxias. Para saber mais, indico o site do Hubble e do próprio James Webb.
Momento nostalgia. Confira aqui as melhores luzes captada pelo Hubble. As  nebulosas são completamente psicodélicas. As galáxias me lembram um tempo que não vivi. O Sistema Solar traz um gosto de infância. Saturno, em especial, é divino
Obs.: Este post faz parte da Blogagem Coletiva com o tema “luz” organizada pelo ScienceBlogs Brasil. Para ler outros textos interessantíssimos escritos pelos meus colegas, clique aqui.

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