Mulheres são a maioria entre os novos médicos de Sampa

Glamurosas. O primeiro post do ano dedico a nós, mujeres! Segundo as inscrições de novos médicos no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), entre os 3.029 formandos em Medicina que se inscreveram em 2009, 1.645 (54%) são mulheres e 1.384 (46%) são homens.
“Tendo em vista tratar-se do quarto ano consecutivo com predomínio crescente das mulheres, a série histórica indica a tendência de feminilização da profissão médica no Estado de São Paulo”, diz o presidente do Cremesp, Luiz Alberto Bacheschi – também neurologista e professor da Faculdade de Medicina da USP.
De acordo com a instituição, em 2006 as moças começaram a dominar a Medicina – com 51,75% dos 3.030 novos registros profissionais. Desse dia em diante, o número de mulheres só aumentou: 52,78%, em 2007; e 52,96 %, em 2008. Há 30 anos, os machos representavam 66,43% das novas inscrições. Em 2000, o número já caía para 55,39%.
No entanto, entre os médicos em atividade, a presença dos homens ainda é majoritária. Dos 101.087 trabalhando no estado em janeiro de 2010, aproximadamente, 60% são homens. Segundo a instituição, o equilíbrio deve demorar mais de uma década para acontecer.
Agora, adivinha em quais especialidades há mais mujeres? Em Pediatria e Dermatologia – proporcionalmente, cerca de quatro vezes mais que os homens! Os machos prevalecem em Medicina Legal, Medicina Esportiva, Ortopedia/Traumatologia e Urologia. Hum.
Obs.: Não encontrei uma pesquisa que mostrasse como é a situação no Jornalismo brasileiro. Mas só de levantarmos o pescoço nas redações, intuimos. “É nóis”.

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12 ideias sobre “Mulheres são a maioria entre os novos médicos de Sampa”

  1. Rafael
    Tranquilo, eu também sou um “nada” sobre esses assuntos, apenas não ligo.
    Acredito que cada um de nós em determinado grupo (somente homens ou somente mulheres ) tem o dever de fazer o nosso trabalho e mostrar o que é capaz…

  2. Danilo e Ísis,
    Acho que exagerei na minha reação e fui ríspido, me desculpem.
    Eu não sou especialista no assunto, apenas o acaso me fez encontrar pessoas que entendiam bastante sobre as questões de gênero. Graças à isso que agora os problemas saltam aos meus olhos e não consigo ficar sem fazer nada. Só queria que mais pessoas prestassem mais atenção às suas atitudes e seus significados.
    Homem nenhum é uma ilha, os preconceitos presentes na sociedade geralmente ocorrem em seus integrantes.

  3. Rafael
    Eu não quis dizer que para as mulheres terem seu reconhecimento elas precisam se arrumar, colocar maquiagem.
    Apenas foi um simples comentário.
    Eu conquistando uma vaga no mercado de trabalho já esta ótimo, não importa se apenas tiver uma mulher ou eu ser apenas o único homem.
    Bem, acredito que eu não sou ninguem para falar sobre isso…

  4. Chato eu já admiti que sou, mas falso eu não sou. E não sou hipócrita nem ignorânte para achar que colocar “desculpa” na frase a redime da ofensa.
    Gustavo, quase metade do seu texto foi apenas provocação. Que tal tentar usar a cabeça e os dedos para discutir como pessoas civilizadas?
    Eu só alertei que os números não estão mostrando uma real mudança, e sim maquiando um mundo ainda preconceituoso.
    Exemplo: “com as mulheres o trabalho fica mais empolgantes, elas se arrumam, colocam a maquiagem e ficam belas.”
    As mulheres têm reconhecimento se são bonitas, arrumadas e maquiadas. Beira a ofensa: não basta a competência, elas precisam “se arrumar, colocar maquiagem e ficar belas” para terem seu valor na área de trabalho?
    Me desculpe, mas aplaudir isso é para hipócritas e esse não é meu papel. Prefiro encarar a realidade e tentar mudá-la do que iludir-me que tudo está correndo bem.
    E mais uma vez, piadas machistas também são apenas brincadeirinha, mas não falta gente (preconceituosa ou ignorânte) para perpetua-las…
    E não, a brincadeirinha de texto da Ísis não foi machista, só para ficar claro mais uma vez.

  5. Rafael, desculpe e sinceridade, mas o mundo está ficando muito chato (e falso) por conta de pessoas que querem ser politicamente corretas ao extremo, a ponto de comprarem uma discussão por conta de uma brincadeirinha no texto. Ainda bem que o mundo ainda não foi dominado por essas pessoas. Seria muito chato. E mais: reconhecer um certo padrão de comportamento em certos grupos não é ser discriminatório. Não é PRÉ-conceito, é PÓS-conceito mesmo. Claro que não é regra, que existem exceções, mas dá sim para identificar padrões mais comuns de comportamento sim. Mas, enfim, não quero me tornar mais um chato que fica discutindo uma brincadeirinha de texto da autora.

  6. Não me importo das mulheres estarem “domimando” o mercado de trabalho, se for ver no passado, as mulheres obteve suas conquistas, virou uma cidadã.
    Acredito que seja um pouco justo essas superações acontecerem, com as mulheres o trabalho fica mais empolgantes, elas se arrumam, coloca a maquiagem e ficam belas..
    Parabéns Mulheres…

  7. Eu não queria ser repetitivo, mas acho que chegamos em um empasse semelhante a de um outro dia, em outro texto.
    Preconceito contra a mulher é machismo, preconceito contra o homem é femismo. Feminismo busca a igualdade entre os sexos pela ótica feminina, masculinismo busca a igualdade entre os sexos pela ótica masculina. Os quatro conceitos são distintos, mas apenas os dois últimos são o mais próximo de um ideal sem preconceitos.
    Eu não nego que as mulheres sofrem preconceito, mas é realmente “ok” se os papéis se inverterem e os homens serem oprimidos? Não estou falando que você é preconceituosa, mas que é preciso cautela na questão. Usar macho em oposição a mulher pode ser ofensivo, assim como usar fêmea em oposição a homem. Tratamento igual é o mínimo quando se presa pela igualdade entre os sexos.
    Eu achei interessante o caso particular da Urologia. O porquê quase não passa de uma conejectura minha: os urologistas, geralmente homens, foram designados a uma função semelhante a dos ginecologista, mas para tratar dos homens. Agora vem as perguntas, quantas mulheres recusam esta especialidade por preconceito? O preconceito está presente só na sociedade masculina ou nas mulheres também? As mulheres não podem ter interesse profissional em homens sem serem taxadas de taradas (pergunte aos ginecologistas e obstetras homens se isso não ocorreu com eles)?
    Acho importante ver o problema que está surgindo com estes dados do CRM. O preconceito pode moldar as proporções de mulheres e homens nas especialidades, é o que estou tentando destacar.
    Mas como não sou médico e não tenho credencial alguma para a questão, acho que essa discussão precisaria de mais pessoas além de nós dois. ^^
    Enfim, está agradável a discussão, agradeço pelos espaço e trocas de idéias.

  8. Rafael, em hipótese alguma são piadas machistas. No máximo, você poderia dizer que são piadas feministas. Até concordaria, mas longe de serem preconceituosas. Se você visitasse meu blog há mais tempo, perceberia que costumo fazer esse tipo de brincadeira para discutir uma questão mais profunda: o preconceito que nós, mulheres, ainda sofremos, em pleno ano 2010. Discussão que estou conseguindo, agora.
    Há nem QUATRO anos, não lembro em qual especialidade cirúrgica, soube de uma médica que foi a primeira a fazer aquela determinada residência em uma conceituada universidade paulista. Sabe o que o professor – e chefe – falou para ela, logo após se formar? Algo do tipo: “Não acredito que deixaram uma mulher fazer essa especialidade. Vocês não são capazes para tal função”.
    Ele é a exceção? Espero que sim. De qualquer maneira, não me considero uma pessoa preconceituosa. Ainda mais com relação aos homens – admiro vários. E não vivo sem eles. Agora, veja: “Se há algo errado, eu não sei, mas eu preferia que pediatria não fosse área ‘de menina’ NEM ‘de menino’.” Você disse, o que eu escrevi no post, com outras palavras. Só que não acho que elas estão correspondendo aos esteriótipos – colocar em esteriótipos é rotular as mulheres. Creio que deve existir uma explicação mais plausível.

  9. Piadas machistas também são brincadeiras, mas continuam sendo portadoras e vetoras de preconceito.
    O último paragrafo do texto é o mais interessante, aliás. Eu acho triste ver tanta diferença entre as especialidades médicas quanto a proporção de homens e mulheres. Se há algo errado, eu não sei, mas eu preferia que pediatria não fosse área “de menina” NEM “de menino”.
    O mais triste é as mulheres estarem correspondendo aos esteriótipos – cuidam das criança e da pele, e ai delas se quiserem estudar um pênis!!
    Desculpe ser chato, mas não acho que seja motivo de comemoração o ganho de uma peneira para o estanque de um vazamente de água.

  10. Rafael, como cito no texto, a fonte é o Cremesp. Quanto ao que você chama de sexismo, é uma brincadeira. Quando creio conveniente, ressalto as diferenças e desigualdades socioculturais entre homens e mulheres.

  11. Quantas vezes usada a palavra “macho” e a quantidade do uso da palavra “fêmea”, no texto…
    Pode ser apenas suposição, mas penso que a razão entre esses números é proporcional ao sexismo presente na educação do redator. =/
    Fico inseguro de formar opinião sobre o texto nessas condições, poderia informar a fonte, por favor?

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